Texto Amigas de Verdade
No Universo Polarizado, há sempre mais que meia verdade: a verdade da Esquerda, a da Direita — e a Verdade.
O problema é que, na pressa de pertencer, muitos já não buscam a Verdade — escolhem apenas o lado onde ela parece mais confortável.
E assim, a verdade deixa de ser um ponto de encontro para se tornar uma arma de afirmação.
Cada grupo a molda, a recorta, a edita, até que ela caiba perfeitamente em suas convicções — ainda que para isso precise amputar fatos, contextos e nuances.
A verdade da Esquerda, muitas vezes, carrega a urgência das causas sociais, o clamor por justiça e igualdade.
Mas, quando absolutizada, pode cegar-se até para suas próprias contradições.
A da Direita, por sua vez, frequentemente se ancora em valores de ordem, liberdade individual e tradição, mas também corre o risco de ignorar as complexidades humanas que não cabem em suas premissas.
E então há a Verdade — essa entidade incômoda, indomável, que não se curva a ideologias nem se adapta a narrativas convenientes.
Ela exige desconforto.
Exige dúvida.
Exige a coragem de admitir que, às vezes, o outro lado pode ter razão em algo — e que nós também podemos estar errados.
Mas em tempos de certezas barulhentas, a dúvida virou fraqueza, e a escuta, quase uma traição.
Assim, seguimos acumulando versões da verdade, enquanto nos afastamos cada vez mais dela.
Talvez o maior ato de coragem hoje não seja defender um lado, mas sustentar a inquietação de quem ainda está disposto a procurar a verdadeira verdade.
Porque a Verdade — a de fato — não grita, não milita e nem se atreve a se impor.
Ela se revela, lentamente, àqueles que ainda têm humildade intelectual suficiente para não possuí-la por completo.
No Universo Polarizado, as verdades nunca somam mais que duas: a meia verdade da Esquerda, a meia da Direita — e a Verdade.
E talvez o maior drama do nosso tempo não seja a ausência da Verdade, mas o excesso de convicções que a fragmentam.
Cada lado, com suas lentes bem ajustadas, enxerga apenas o que confirma sua própria narrativa — e, nesse exercício seletivo, transforma recortes em totalidade, sombras em retratos, e versões em certezas.
A meia-verdade tem um poder sedutor: ela é suficiente para convencer, mas incompleta demais para libertar.
Alimenta o ego de quem a defende e anestesia o senso crítico de quem a consome.
Porque a verdade inteira exige esforço — exige desconforto, dúvida, escuta e, sobretudo, a coragem de admitir que talvez estejamos errados.
No embate entre lados, o que frequentemente se perde não é apenas o diálogo, mas a própria disposição de buscá-lo.
Afinal, quando o objetivo deixa de ser compreender e passa a ser vencer, a Verdade se torna apenas um detalhe inconveniente.
A Verdade, essa terceira presença silenciosa, não grita como os extremos.
Ela não se veste de ideologia, nem pede torcida.
Ela exige humildade intelectual.
E talvez por isso seja tão negligenciada — porque, ao contrário das meias verdades, ela não serve para nos confortar, mas para nos confrontar.
No fim, o problema não é haver duas metades.
É quando cada uma delas se proclama inteira — e declara desnecessária qualquer outra busca.
Nem toda relação sustenta quem você é de verdade. Algumas só funcionam enquanto você se ajusta, cede, se diminui.
Mas vínculos saudáveis não se fragilizam diante de limites. Eles se organizam.
Quando você precisa se anular para manter uma relação, o que está sendo sustentado não é conexão.
É dependência de um lugar que não comporta você inteiro.
Limite não afasta quem está disponível para relação. Afasta o que só existia enquanto você se adaptava.
No fim, não é sobre manter qualquer vínculo. É sobre estar onde a sua presença cabe por inteiro.
Entre apoderar-me da Verdade para julgar alguém, prefiro togar-me da Justiça Poética para julgar os que o julgam.
Talvez porque a Verdade — essa palavra tão invocada — raramente chega pura às mãos humanas.
Quase sempre, ela vem filtrada por convicções, interesses, ressentimentos ou paixões mal resolvidas.
E, quando alguém acredita possuir a Verdade absoluta, o julgamento deixa de ser um exercício de consciência para se transformar num espetáculo de vaidade moral.
A Justiça Poética, por outro lado, não se preocupa em parecer infalível.
Ela apenas observa, com a paciência do tempo, como cada gesto humano acaba escrevendo a própria sentença.
Quem julga com excesso costuma revelar mais de si do que daquele que está sendo julgado.
No tribunal silencioso da vida, o eco das palavras denuncia as intenções que tentavam se esconder atrás delas.
Há uma estranha pressa em condenar.
Como se apontar o erro alheio fosse uma forma rápida de limpar a própria biografia.
Mas a experiência ensina que os dedos que se erguem para acusar, quase sempre ignoram o espelho que os acompanha.
Por isso, em vez de disputar a posse da Verdade — como se ela fosse um troféu moral — prefiro assistir ao lento trabalho da coerência e das contradições humanas.
A Justiça Poética tem um modo curioso de agir: ela não grita, não se apressa e não faz discursos inflamados.
Apenas permite que cada um seja, com o tempo certo, revelado pelas próprias atitudes.
E, no fim das contas, quase sempre descobrimos que julgar os juízes é menos sobre condená-los… e mais sobre lembrar que ninguém deveria ocupar o tribunal da consciência humana sem antes revisitar, em silêncio, o próprio banco dos réus.
A mentira repetida só vira verdade por ser uma das moedas que custeiam o aluguel das cabeças desocupadas.
A verdade nunca dói, o que dói é o fato de ela diferir das nossas vontades.
E a mentira não cria raízes por força própria.
Ela precisa de solo fértil: mentes desocupadas, críticas adormecidas e consciências terceirizadas.
Repetida, não se transforma em verdade — apenas em hábito.
E hábito, quando não questionado, passa a ser confundido com realidade.
Há quem alugue a própria cabeça por conforto: pensar cansa, duvidar exige coragem e confrontar narrativas cobra um preço muito alto.
A mentira paga esse aluguel com promessas fáceis, inimigos prontos e explicações que dispensam reflexão.
Em troca, exige apenas silêncio interior e obediência ruidosa.
Mas a verdade nunca foi aceita como moeda corrente.
Ela às vezes pesa demais, incomoda, desalinha certezas e devolve ao indivíduo a responsabilidade de pensar.
Por isso, circula muito menos.
Não porque seja fraca, mas porque recusa ser aceita sem resistência.
No fim, a mentira só prospera onde o pensamento crítico tirou férias ou nem sequer existiu.
E talvez o maior ato de rebeldia hoje seja reocupar a própria mente — expulsar o inquilino confortável da repetição e devolver à verdade o espaço que sempre foi dela.
Poetisa
Dizem que mulheres
que escrevem poesia
de verdade não se identificam
mais como poetisas,
Eu que não tenho
compromisso com a realidade
permito-me escrever poesia
para fugir da grosseria,
e sempre que eu quiser
me identificarei como poetisa
todas as vezes que for renascer
nesta vida onde muitos
deixaram perder o sentido de viver.
A verdade permanece verdade, independentemente de quem a proclama. Um mau comportamento não anula uma mensagem verdadeira, assim como boas condutas não legitimam heresias. Ainda assim, o ideal é que quem anuncia a verdade também a viva, pois é isso que Cristo deseja — e assim evita escandalizar os mais fracos e inexperientes na fé.
Mateus 23: 1-3
Toda a palavra tem
o dever de trazer
a paz e a verdade,
todo o poeta é
amigo da verdade,
cada verso aqui é
para o General,
uma tropa e nossa
América Latina.
Recordo sempre
para que da tua
memória não
seja esquecida
a grave injustiça:
há pouco mais
de três floradas
da flor nacional,
o General foi preso
numa reunião
totalmente pacífica.
Notícias deixaram
a cabeça confundida,
a audiência foi adiada,
Justiça atrasada
não é e nunca será
a verdadeira Justiça
Muita gente ignora
a paz e a reconciliação
com quem pensa diferente,
a bondade precisa
de gente de boa vontade.
E sem acesso ao devido
e justo processo legal:
continua preso
injustamente o General.
Verdade absoluta
Foi um erro de percurso andar contra tua direção naquele período,
Nenhum acontecimento foi melhor do que tua chegada na minha vida,
É duro pensar que em algum momento me desviei do teu amor que é tão puro e distinto,
Foi irresponsabilidade misturado com insensatez ter abraçado aquele mundo aonde as sombras e as miragens tinham valor,
Contudo isso, descobri uma única verdade absoluta, "enquanto eu existir sei que não amarei mais ninguém na minha vida como amo você".
A minha verdade
Enquanto houver verdade,
haverá em mim
um grito que não se cala.
Pois aqui habita
uma sabedoria única,
um sentimento inigualável.
Onde a destreza
provoca incertezas
e busca, no íntimo, a soberba.
O que se quer
é o que se vê,
não se inventa.
Apenas se compreende,
de certa maneira,
e não se explica.
A vida insiste
e, por ora,
é o que chega.
Nem há busca,
nem desespero;
por vezes, apenas exagero.
Ou talvez, esperança,
o que causa anseio.
E, no momento, é o que vejo.
Busco prazer
na simplicidade do acaso,
no milagre do amanhecer.
Em cada história
eu me encontro,
mas no amor, eu me perco.
Novamente,
como matemática básica,
não tem erro.
Essa sou eu:
não guardo segredos,
sou sempre do mesmo jeito.
A verdade do amor
Um dia pensei que poderia amar a todos.
Mesmo os que erram,
os que machucam,
os que me fizeram chorar.
Não por obrigação,
mas porque não sei guardar rancor.
Hoje não sinto raiva.
Sinto medo.
Algumas pessoas assustam
não pelo que fizeram,
mas pelo que ainda são capazes de fazer.
Minha capacidade de amar é imensa,
mas o instinto de sobreviver fala mais alto.
Amar à distância
é a forma que encontrei
de me proteger
sem perder quem eu sou.
E seguir inteira,
sem me dissolver
no ódio
nem na hipocrisia do mundo.
Eu deixo você ir embora,
O tempo sabe a hora,
- se não for de verdade,
Você já pode ir agora,
Quero um aconchego
Com sabor de sossego,
- se é amor de verdade,
Enfrento até o medo.
Quando se ama, se divide
Até o maior segredo,
- se você é anjo que caiu do céu,
No meu colo
Eu te recebo.
Tenho em mim a alma
De todos os continentes,
- o meu espírito é cigano
O cigano só muda de lugar,
Mas o amor sempre
Leva com ele.
O amor quando acontece
É o maior dos presentes.
Talvez você não conheceu o caminho
Do amor e da afeição,
- o amor quando acontece
Tem a paciência que só vem do coração.
Se é amor de verdade, não corremos perigo;
- quero te amar até na tempestade,
E também ser o teu ninho.
O amor segue os nossos passos,
- sem escravizar um ao outro,
Eu ocupo os teus sonhos,
E você os meus planos.
Conheça um pouco mais
Desse espírito crítico,
- amor sublime, amor....
tenha juízo, por favor!
Eu te observo desde de sempre, e ainda quero
Acreditar que você existe amor!
Esse sorriso quando sorri é para tentar
Transformar esse mundo sombrio,
Mas não significa que ele
Não te pertença,
Sou tua caça, e ser tua
Caçadora bem atenta.
"Notoriedade de verdade ocorre quando não conseguem deixar de pensar e de falar em Alguém, todos os dias, dia e noite! TemSidoAssim. Conseguem lembrar de Alguém Notorio de Verdade?"
Frase Minha 0294, Criada no Ano 2008
Adaptada e Atualizada em 2025
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Democrata de verdade é aquele que aceita tanto a derrota propria quanto a vitoria de outros. E que não desconta o inconformismo (da derrota) nos oponentes, no país, na própria mulher, nos filhos ou no cachorro de casa." †😊
Frase Minha 0636, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"É tão fácil e honrado ser Democrata de Verdade, que estranho quando alguém insiste em ser Democrata de Mentira, apenas nos Discursos, nas Redes Sociais e envergonhando a familia. Estranha opção!" †😊
Frase Minha 0637, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Cidadão de Verdade não apenas usa Redes Sociais para acusar, denunciar e ‘desmascarar’. Cidadão de Verdade vai ali no Ministerio Público e apresenta denuncia formal. Eu quero ver, mas não vejo!”
Texto Meu No.1044, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
”Dois são os tipos de Valentes neste Planeta: os Valentes de Araque e os Valentes de Verdade! Os primeiros são Fanfarrões e não agem. Os outros são Discretos mas podem quebrar a cara de alguém em instantes.”
Texto Meu No.1158 (Ano 2022)
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO
CITE A FONTE E O AUTOR
1470
"Se é verdade, não sei. E não estou afirmando. O que estou mostrando aqui é o que me contaram: (abre aspa simples): 'que um dos maiores nomes da nossa Literatura teria dito que a Academia é ótimo local para guardar embrulhos e dar uns telefonemas' (fecha aspa simples)! Isso é o que me contaram!"
TextoMeu 1470
1497
"Embora eu tenha aprendido algo com elas, na verdade não sei bem porque as Escolas de Samba são chamadas de Escolas. Exatamente eu não sei!"
1496
"Aos 14 Anos de idade, eu era adepto da 'Literatura do Cotidiano', com as obras do Grande Carlos Zéfiro. Até que um Professor me recomendou ler o livro que me fez conhecer Minas Gerais. Sou grato àquele Professor. Eternamente grato!"
1495
"Sou daquele tempo: Tirando uma certa explicadora pessoal, nunca estudei em Escolas Particulares. Toda a Minha Trajetoria Escolar foi em Escolas Públicas. Sou daquele tempo! "
A premissa da realidade: o que acreditas, é, seja mentira ou verdade.
O que é a realidade? Aquilo que não podes negar.
O que é acreditar? É o que tu és, o te eu que se expande.
Assim, a realidade é uma ficção, um exercício de imaginação de alguém. Alguém que está oculto. Cabe a nós conhecê-lo. É a nossa função aqui
