Texto a Traga dia Paulo Coelho
NUNCA MAIS
Eu a amei, me recuso a repetir, Nevermore!
Escrevo E-cartas com súplicas e clamor
Lavrei-as nessa solidão, fúrias com primor
Revejo fotos, tudo me diz rememore.
És a ave que, do busto grita, não demore?
Nunca mais. Nunca mais vou viver com temor
Que me negues seu beijo que causa tremor
Um adolescente que toca o seio e se enamore.
Converso com a ave, ela espera que eu melhore
E faça uma nova poesia que ademais, só piore.
Teço linhas recheadas do mais puro fervor.
Dediquei palavras, fi-lo com mais puro amor
Dos negros cumes, profundos céus, meu temor
Nevermore, meu luto eterno, apavore.
BAGUNÇA
Houve fina garoa sobre a poça
Que até então já aquietada
Sossegara brincando após
O primeiro chuvisco na praça
E assim enchendo-se novamente de chuva
Dessa vez na calmaria da rua
Transbordou vagarosa pelo declive
Ensopando as falhas entre as pedras
Cantante e desperta como toda água
Mansa, esguia, boa, límpida e fria
E lá embaixo depois de alguma andança
Espalhando-se feito enxurrada
Na lama do paralelo ao pé da calçada
De novo em descanso deu de cara com a lua
Espelhando-se em si de felicidade
Toda melada em risadas descontraída
Entra o vento apressado afeito criança
Nessa profusão de imagens fazendo bagunça
Rodopia e sacode lambendo a paisagem
Tremulando áspero entre ondas
As surpresas amigas que entredizem
- A que ponto chegamos, querida!
Como o Mar, na vida às vezes há momentos de fúria, agitações, ressacas, outrora calmaria e paz... A real é que não podemos dominá-la e nem mesmo prever o que está por vir. Às vezes você pega um tubo, vai para a crista da onda e inesperadamente toma um caixote...
Enfim, nunca sabemos realmente quando a maré irá subir e te dar um caldo. Mas sabe de uma coisa?! Estou preparado pro que der e vier, pode ser que haja um maremoto vindo por aí, mas independente do que vier surfarei contra todas as ondas enquanto tiver ar nos pulmões e o mar não me engolir
Deus pra mim é o ar que respiro
Deus é tudo que posso ver, sentir e tocar
Talvez ele não seja uma pessoa, nem um ser espiritual
Pode ser que ele seja ela ou nenhum dos dois
Nunca me importei, pois nada disso é verdade absoluta
A vida é como tentar segurar areia.
Por mais que você tente, uma hora tudo vai pro chão.
Ter cuidado não é um alerta;
é uma delicadeza, um zelo.
Como afago, afeto, atenção,
esmero, estima, desvelo,
mimo, carinho, dedicação...
Todas as coisas que existem,
mesmo as tidas como eternas,
mais dia, menos dia, passarão...
Contudo, as que forem ternas,
muito mais tempo ficarão!
Vazio Poético
As palavras se esvaziam da mente
Como um copo de água em dias quentes
A sonoridade poética silencia a alma e desinquieta o coração
São dias difíceis ao poeta que se lamenta e se renova em seus escritos
Em que a criatividade se distancia e suas emoções se perdem na dor
A dor de estar no vazio poético.
Liberdade
Quem és tu liberdade?
Que tanto ouço falar e nunca sequer a toquei
É de pura matéria ou pura ilusão?
Ilusão que disfarça minhas correntes
Ou matéria que se desfaz nas minhas mãos?
Essa independência íntima sem violação
Esse pulsar de serenidade que acalma o coração
Liberdade, liberdade, liberdade
Quem és tu que não destranca minha prisão?
Essa detenção que se espalha na minha capacidade
Oh liberdade, porque se escondestes de mim?
Liberte a minha mente de todas essas angústias
Faça de mim um ser livre de negatividades e opressões
Inocenta minha alma com sua doce sensação.
Prospere na vida, ria bem alto, seja uma pessoa autêntica, conte coisas boas ao próximo, conserve o colorido nas
bochechas e o brilho nos seus olhos, adorne a sua própria pessoa, conserve a sua reputação, sua saúde, sua beleza,
seus amigos, seu nome e seu vigor moral, físico e espiritual.
Lembre-se que: palavras formam uma imagem.
Realizações constroem uma biografia.
O preço para que tenhamos o caráter de Cristo formado em nós, está , em suportar
os que ainda não O conhecem, suas críticas,
seus escárnios, o manear de suas cabeça, o desprezo, as injúrias e tudo que ofende a nossa fé, sem deixar de lado o amor ágape;
ainda que pensem ser ele falso e irreal.
O vento estava fraco, mas parecia que um terremoto estava acontecendo.
Os pássaros cantavam, mas parecia que tudo estava em silêncio.
As pessoas andavam, mas parecia que o mundo estava parado.
Uma manhã que estava anoitecendo.
Parecia um pesadelo, mas eu estava acordado, era só um conflito comigo mesmo.
Quem dera eu puder me lembrar
De tudo o que eu deveria ter
Dito a você e não falei
Por motivos tolos.
Deveria ter dito
Que não te esqueceria
E que não sairia assim da sua vida.
Pertencemos às pessoas
Que nem ainda conhecemos,
Pertenço a você e nunca mais
À outra pessoa,
E mesmo que sua ordem
Fosse para que eu esquecesse você,
Repito dentro de mim
Que isso é impossível.
As releituras da noite
Contam coisas que nunca aconteceram,
Um sonho espantoso
Que ocorre a duas pessoas,
Elas estão num passeio
Cheio de ruídos,
De sons doces que ressoam
Nos ouvidos e vozes que jamais ferem.
Minha musa, deusa grega,
Amo você!
Meu amor impossível e eterno,
Como é eterno o impossível...
Por Paulo Siuves
POETERNIZAR
A poesia insiste diante de nós.
De tão apressados, não a vemos;
de tão racionais, não a sentimos;
de tão pesados, não a carregamos.
Mas o poeta consegue percebê-la.
Ele é o porta-voz dos sentimentos.
É quem caminha na direção inexata,
marcando encontro com a inspiração,
sem lugar determinado ou definido.
Versar-se ofegante do verbo sentir.
Oxigênio, hidrogênio, nitrogênio;
o poeta também inspira tudo isso,
mas expira o “oxi”, o “hidro” e o “nitro”...
e suspira o “gênio” ao escrever poesia.
Que seria do papel, não fosse o poeta?
Ninguém torna-se poeta; revela-se.
Não se apresenta e nem se aposenta.
Assim, nasce poeta, vive poeta,
até chegar o derradeiro dia,
em que rende-se de vez à poesia!
neste lugar solitário
o homem toda a manhã
tem o porte estatuário
de um pensador de Rodin
neste lugar solitário
extravasa sem sursis
como um confessionário
o mais íntimo de si
neste lugar solitário
arúspice desentranha
o aflito vocabulário
de suas próprias entranhas
neste lugar solitário
faz a conta doída:
em lançamentos diários
a soma de sua vida
Eu vi um ângulo obtuso
Ficar inteligente
E a boca da noite
Palitar os dentes.
Vi um braço de mar
Coçando o sovaco
E também dois tatus
Jogando buraco.
Eu vi um nó cego
Andando de bengala
E vi uma andorinha
Arrumando a mala.
Vi um pé de vento
Calçar as botinas
E o seu cavalo-motor
Sacudir as crinas.
Vi uma mosca entrando
Em boca fechada
E um beco sem saída
Que não tinha entrada.
É a pura verdade,
A mais nem um til,
E tudo aconteceu
Num primeiro de abril.
Um homem
que se preocupava demais
com coisas sem importância
acabou ficando com a cabeça cheia de minhocas.
Um amigo lhe deu então a ideia
de usar as minhocas
numa pescaria para se distrair das preocupações.
O homem se distraiu tanto
pescando
que sua cabeça ficou leve
como um balão
e foi subindo pelo ar
até sumir nas nuvens.
Onde será que foi parar?
Não sei
nem quero me preocupar com isso.
Vou mais é pescar.
Culpado Eu
Culpado sou eu de não seguir paradigmas domesticados
Em não seguir diretrizes alinhadas a uma conduta esperada
Culpado sou eu de ser um ser livre como a fuligem espalhada pelo vento
De ter a mente aberta a experiência de viver vontades polêmicas
Culpado eu? De ser apenas eu?
De me sentir no direito de minhas próprias escolhas
E revirar o momento em busca da experimentação plena
Culpado de ser apenas o que eles gostariam de ser, mas não tem coragem
Logo eu, notoriamente desafiador de regras
Eu que mesmo imprudente não me arrependo de nada
E que mesmo impulsivo, nunca feri ninguém
Logo eu, culpado de ser quem sou
Mas logo eu, julgado por tantos
Sou o primeiro a estender as mãos ao libertado
O agora libertado que antes fora meu opressor
A supri-lo com todo meu amor.
SOLIDÃO
É assim...
Ausências de nós
Mudando o silêncio de lugar
O silêncio daqui pelo batido
Surdo do meu coração acelerado
Deste quarto em que estou
Pensando em você,
Querendo te ver.
O silêncio soa como
Chamando seu nome
Querendo carregar você no colo,
Mas não tem você.
Só eu, tateando o silêncio,
Escutando as paredes
Dizerem "estás só".
Meus olhos sentem a tua ausência,
Fostes tão depressa,
Nem pude me despedir.
Ainda lembro dos teus risos inocentes,
De tuas brincadeiras e travessuras...
Sei que de mim te escondes,
Por detrás dessa face já punida pelo tempo...
Te sinto viajar pelos meus olhos,
Te carrego nos meus mais profundos desejos,
Nas minhas esperanças mais inocentes,
Nos meus mais doces sonhos.
Gosto de ti, não te cales,
Não te queixes,
Ri, pois teu riso fascina,
Continuais alegre e feliz,
Continuais com tuas travessuras,
És criança, sempre serás!
Ok, eu sou um ninguém, um ninguém
Que ajudou mais que os caras que desejaram
Você. Ok, Replay again
Ontem bebi demais e nem fez efeito,
Mas, tanto faz como tenho feito
Tudo estava indo tão bem...
Parece que fui derrubado, como
Algo estagnado, não tenho medo do escuro
Sou amigo desde os 8 anos de idade,
Com pouca idade
Só queria dormir mais um pouco,
Mas que droga, isso não me
Acalma nem um pouco
Já tô sumindo também, quer saber?
Foda-se você também
Me deixou aqui esperando por ninguém
Sem dar adeus me ferrou também
Tô me sentindo meio frio, sei que também
Sentiu, o olhar de quem aguenta tudo isso
Sem expressar nenhum fio
Minha irmã
Homenageio a minha irmã
Pois a minha alma está vazia
Onde estás minha irmã amiga
Onde estás escondida?
Há tempos que não sei nada de ti
Estás num sitio mais bonito
Que sentido tem esta vida
Fiquei desolado quando soube que tinhas partido
Será desta forma que quero viver?
A vida é uma coisa estranha
A vaidade e a inveja andam por ai
As recordações são maiores
A minha dor, é uma das piores
E saio a perguntar
Porque Deus te quis assim?
Eu e o Nuno estamos cá neste mundo!
Mas levou-te à nascença, minha querida irmã
Deus não sabia que
Irias ser a nossa alegria
Irias ser a alegria das nossas vidas
Irmã, igual não poderei ter
Outra não existirá
O tempo vai passando
A saudade vai crescendo
A saudade vai aumentando
A noite vai me acompanhando
E é neste momento triste
De dor e de tristeza
Que Jesus Cristo me mostrou
Algo que ainda não tinha percebido
Com a cara toda molhada
Consegui entender
Que te tinham levado de nós
Apenas em minutos, te tinham levado
Agora és o meu anjo
E a ti mana tudo te peço
Que nos protejas
E olhes por nós
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