Textinhos sobre Limites da Vida

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Quem não espera na vida futura, desespera na presente.

Tirai ao homem comum as ilusões da sua vida e roubais-lhe a felicidade.

Quando a morte é o termo de uma vida, a felicidade depressa é banida.

A vida pública é uma doação.

Você não conseguirá acrescentar uma única hora ao curso da sua vida por andar tão ansioso.

O hábito é que me faz suportar a vida. Às vezes acordo com este grito: - A morte! A morte! - e debalde arredo o estúpido aguilhão. Choro sobre mim mesmo como sobre um sepulcro vazio. Oh! Como a vida pesa, como este único minuto com a morte pela eternidade pesa! Como a vida esplêndida é aborrecida e inútil! Não se passa nada, não se passa nada. Todos os dias dizemos as mesmas palavras, cumprimentamos com o mesmo sorriso e fazemos as mesmas mesuras. Petrificam-se os hábitos lentamente acumulados. O tempo mói: mói a ambição e o fel e torna as figuras grotescas.

Muito pouco se padece na vida, em comparação do que se goza; aliás, não sendo assim, como se viveria?

Agimos como se o conforto e o luxo fossem os requerimentos principais da vida, quando tudo o que precisamos para nos fazer felizes é algo pelo que ser entusiástico.

É necessário ter amor pela vida para o prosseguimento vigoroso de qualquer intento.

Todos os homens que se aborrecem num planeta passam a sua pobre vida a procurar outro.

Pois toda a vida é sonho, / e os sonhos, sonhos são.

Essa outra vida que é esta vida desde que nos preocupemos com a nossa alma (...).

Émile-Auguste Chartier
ALAIN, Histoire de mes pensées, Impr. moderne, 1936

A ação tanto é a vida da alma como do corpo.

A vida é breve, mas os seus infortúnios fazem-na parecer longa.

A morte anula sempre mais planos e projetos do que a vida executa.

A vida é um movimento de assimilação progredindo sem cessar. No seu caminho suprime todos os obstáculos, assimilando-os. A sua essência é a criação contínua de desejos e de ideais.

Passei ao lado do mundo e tomei a história pela vida.

Os males da vida são os nossos melhores preceptores, os bens, os nossos maiores aduladores.

Os seres aos quais servimos de amparo são para nós um apoio na vida.

A vida humana é uma intriga perene, e os homens são recíproca e simultaneamente intrigados e intrigantes.