Teto
Meu quarto
No teto do meu quarto
Havia minha goteira
-Mas que grosseira!
A goteira latia.
A goteira pedia
Por um pouco de moradia
Mas não poderia,
Poisme incomodaria.
Um renomado professor do MIT disse que todos nós temos limitações genéticas. Um teto. Que simplesmente não conseguimos fazer certas coisas, por maior que seja nossa resistência mental. Quando alcançamos nosso teto genético, a resistência mental deixa de fazer diferença. (...)
– Viver isso na pele em vez de estudar o tema tem algumas vantagens – falei, virando-me para o professor. – O que o senhor disse se aplica à maioria das pessoas, mas não a 100% delas. Sempre haverá o 1% disposto a fazer o trabalho necessário para superar todas as expectativas.
Prossegui explicando o que eu sabia por experiência própria: que qualquer um pode virar uma pessoa totalmente diferente e alcançar o que supostos especialistas como ele alegam ser impossível, mas que isso exige muita coragem, força de vontade e uma mente blindada
04 de abril é o Dia Mundial dos animais de Rua. Alguém sabe qual é o Dia Mundial dos Sem-Teto?
Benê
portas, corredores, luzes quadradas,
percorrendo pelo teto,
já não caibo onde um dia, já fui completo.
quarta letra do alfabeto, o seis da chamada,
chute na barriga, "criança mimada",
livros nas costas, bicicleta na calçada,
medo de ser adulto, levando flechada.
cresci demais: sou meu produto, meu objeto,
meu próprio vício (e de outras também),
shiu... conta nada, pra ninguém.
investindo em cada projeto, discreto.
falando: irônico mas papo reto, direto.
em silêncio, aclamado por palmas caladas
pois meu maior público vem de visualizações abafadas.
nunca estou pronto para nenhuma fase da vida?
não vim com manual de instrução:
você criou meus nomes, mas não minhas carreiras,
apenas o dono de casa sabe onde ficam as goteiras,
as cascas de banana escondidas procurando as respectivas lixeiras,
segurando nas estribeiras.
me entendendo entre caim e abel,
correndo entre as salas iguais desse hotel,
perseguindo como uma cascavel
gritando que meu talento se comprova só com uma folha de papel
de qualquer curso batido de universidade;
já sou crescido demais para saber a minha vontade.
nunca gostei de caminhos comuns,
sendo aqueles que vocês nunca valorizam,
me mostro ao mundo com pequenas conquistas, recebo o nobel
porém para vocês sigo na construção da torre de babel,
e como já contei antes, não adianta:
eu já fiz minha subida ao céu.
mil talentos, multifuncional
julgado por eu ser o meu próprio par ideal,
ainda não é mundial, meu hobbie está local,
já que dias f0das nunca serão esquecidos,
pois os elogios de fora são os mais floridos,
os que nunca me viram,
os que admiraram o meu coração e cérebro récem-nascidos.
tudo é sensível aos meus sentidos,
tudo mudou, essa vontade me expressar nunca passa,
como tarantino: não espere por nada, simplesmente faça.
das quatro paredes do meu quarto, a mente se divide em uma casa inteira,
cada cômodo se torna maior que qualquer coroa ou mérito que me consagre,
a partir de hoje, sou um santo de casa que / ainda não / faz milagre.
Nem todo caminho é o certo.
Nem todo andarilho é sem teto.
Nem todo tombo te lesiona,
alguns até te impulsionam.
Cair não é ficar caído,
se você se levantar, mesmo que ferido.
A cicatriz será um novo começo,
só a lembrança de um tropeço.
Marcas de uma batalha vencida,
de uma vida vivida,
de uma história para contar, ou saber onde pisar.
Pois há tolice no achar que nunca mais irá errar,
e sabedoria no entender que o errar te fez aprender.
Se o cair acontecer, levantar é pra vencer.
Todas as pessoas sábias são felizes.
Mesmo aquelas sem teto que moram na rua.
A felicidade é como átomos de cada constituição.
Sem carecer que algo,ou alguém a complete.
De baixo do meu teto marrom
Não há nenhum tipo de som
Lembranças boas
Não esqueci a cor do seu batom.
Roxa como uma violeta
Linda como uma borboleta
Só com Alzheimer
Para tirar você da cabeça.
Abraço apertado como despedida
Disse que voltaria
Esqueceu de mim
Então o que disse era mentira.
Promessas,
Vários anos sem ela
Forte por fora
Dentro o coração se quebra.
DESENHO O MAR NO TETO
Há noite desenho o mar no teto da alcofa
E o meu corpo é rasgado pelas andorinhas
Recomeço das cinzas estes versos do mar
Florescendo girassóis tardios do tempo
Na esperança despida do cordão da alma
Entro em ti como se entrasse no mar
Temporal das ondas num sonho antigo
Rompendo a memória sobre as águas
Desta flor de zelo em que me encontro
Feitas em palavras ternas de furor
Que vou inventando para ti amor
E o silêncio do mar desfaz-se em espiral
Como um fio desenhado no teto do nosso quarto.
Se o homem tem família, um teto, algo para comer e diz não ter nada, é um milagre. Mas não o que ele tem e sim o que ele diz.
Todo mundo tem um amor que quando deita e olha pro teto,
Vem a pergunta: será que se fosse hoje a gente dava certo?
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