Terra

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Na infância plena do interior,
faceira jogando bola de gude
no chão de terra batida brasileira.


Com flor enfeitando cada orelha
e brincando com as panelinhas
com a alegria de toda a menina,
até quando estava só, me divertia.


Na minha mão eu tinha o lápis,
o caderninho de menina em flor,
a inspiração, o tempo e o candor.


Não foi ninguém que me ensinou,
foi a poesia pura e simples
que me encontrou, encantou
e comigo para sempre ficou.

Olhar para o céu faz lembrar
que os pés estão presos à terra.
No Hemisfério Celestial Sul
é chegado o solstício de inverno,
e te habitar é o que mais quero.


Do meu território para o seu,
conhecer as rotas para habitar
na tua pele tem sido mistério.
Condor só voa com Condor,
e juntos ganham o universo.


O que é feminino e masculino
estão com as suas oferendas
sob a mesa, para reverenciar
a Pachamama e o Tata Inti:
é chegado o dia de Willka Kuti.


Observar o tempo astronômico
faz com eu me semeie, regue
cresça e crie raízes em você;
sem absolutamente nada temer,
faça noite ou dia, amar é viver.

A minha América do Sul
se tornou terra onde
ninguém mais descansa,
Que houve festança
pela vitória e recebeu disparos
intencionais de misantropia;
Para fazer o povo esquecer
que é a alegria que traz vida.


Só sei que quase ninguém
ultimamente está prestando
atenção com o desenrolar
da história na Bolívia,
Ainda trago algo mantém
forte tudo para que
faça que eu não desista.


Há quem destrua pontes
de boa comunicação,
E quando chegar a vez
da minha ponte ser destruída,
Darei a total distância,
mudarei a direção,
e optarei pela reconstrução;
Porque não quero perder
os meus olhos dos seus e nem do céu.

Nasci orgulhosamente
nesta terra austral,
Não nego que carrego
na minha amorosa alma
de tudo um pouco
das caravanas ancestrais:
as bibliotecas perdidas
e os percursos mais
antigos da Rota da Seda.


Quando a tua alma gentil
encontrou e roçou na minha,
No dilúculo da existência,
percebi que eu comecei
a ser realmente lida;
Senti, sem dificuldades,
que a gente se combina.


Na doce viração entre
a aurora matutina
e a aurora vespertina,
passei a desejar fazer
parte da sua vida linda;
E venho percebendo
que tens cobiçado a fazer
parte da minha vida,
Há sinais claro que
somos, enfim, além da poesia.

Em plena florada invernal
do camboim-da-serra
nesta bela terra austral,
que o frio não encerra
o calor do meu coração.




Mesmo muito de longe
os teus sinais reconheço,
Nunca será pedir demais
que além da companhia,
desejo a sua presença
com absoluta energia;
Amar é o topo da crença
que fortalece e enargeia.




O domínio e o talento
sobre o que há de mais
selvagem e inato dentro,
que no tempo e o vento
não podem fazer doma.




Somados à plena sincronia
envolvente e terratenente
entre o tangível, o intangível,
a dopamina e a adrenalina,
não somos nenhuma fantasia.




A presença e o pensamento
perceptíveis ao meu redor,
Tu mantém com todo o fulgor
forte e vivo a chama do amor
para não perder o encantamento.

Na terra
a poética
contigo será
sinestésica

Filhos da terra
não temem
tempestades:
[Resistem].

Seria um vaga-lume
para por sorrisos
nas noites da terra.

Terra de indiferentes!
Desce!
A situação já estava ruim quando abriram os portões do inferno; e piorou quando fecharam os do céu!

Partidos são falsos deuses: prometem o paraíso na terra, mas fazem dela um inferno.

Meu coração está voluntarioso contigo.
A terra está pronta só esperando você plantar seu amor aqui
Certeza que você vai colher 100 por um.

“A verdadeira alegria não faz ruído. Cresce em silêncio, como as árvores mais antigas da terra.”

SAL DA TERRA: A DIGNIDADE INVISÍVEL QUE SUSTENTA O MUNDO.
" Mateus 5:13. “Vós sois o sal da terra. ”
A comparação não é apenas poética. É uma advertência moral de densidade elevada e um chamado à responsabilidade espiritual.
Convém começar pelo eixo proposto. Em Evangelho de Mateus 11:28, quando Jesus declara “Vinde a mim todos vós que estais em aflição e eu vos aliviarei”, estabelece o primeiro movimento da alma humana. Trata-se do convite ao alívio, à regeneração íntima, ao reequilíbrio das forças morais. O discípulo, antes de agir no mundo, precisa ser curado em sua interioridade.
Após esse acolhimento, segue-se um segundo momento. O ensino, a disciplina e a autoridade espiritual. Ao longo do mesmo Evangelho de Mateus, especialmente nos capítulos 5 a 7, conhecidos como Sermão do Monte, Jesus não apenas consola, mas forma consciências. Ele redefine valores, eleva o padrão ético e desloca o foco da exterioridade para a essência moral.
É exatamente nesse contexto que surge a afirmação decisiva em Evangelho de Mateus 5:13. “Vós sois o sal da terra.” Não é uma sugestão. É uma atribuição de identidade.
O sal, no mundo antigo, possuía três funções fundamentais.
Primeiro, preservar. Num tempo sem refrigeração, o sal impedia a decomposição. Espiritualmente, o discípulo é chamado a conter a degradação moral, não por imposição, mas por influência silenciosa.
Segundo, dar sabor. O sal não altera a natureza do alimento, mas revela seu gosto. Assim, o verdadeiro seguidor não cria uma realidade artificial, mas evidencia a verdade e a beleza já inscritas na criação divina.
Terceiro, purificar. Em diversas tradições antigas, o sal era associado à pureza e à aliança. Ele simboliza fidelidade e integridade.
Entretanto, há um quarto aspecto, frequentemente negligenciado, mas de capital importância. O sal conserva não apenas matérias, mas significados. Ele impede que aquilo que é essencial se deteriore com o tempo. Sob essa perspectiva, os discípulos são incumbidos de uma missão mais elevada. Conservar a mensagem de Jesus em sua integridade moral, protegendo-a das distorções, dos acréscimos indevidos e das diluições que o espírito do mundo tenta impor.
A mensagem do Cristo, se não for guardada na pureza de sua essência, corre o risco de tornar-se mera tradição esvaziada. Por isso, o discípulo não é apenas propagador. É guardião. Ele preserva o conteúdo e, ao mesmo tempo, o testemunha com a própria vida, impedindo que o ensino se corrompa no tempo.
Quando Jesus fala do sal que se torna insípido, introduz um conceito severo. Não se trata de perda parcial. Trata-se de inutilidade total. Historicamente, o sal extraído de regiões como o Mar Morto podia conter impurezas. Uma vez dissolvido o componente salino, restava apenas resíduo sem valor.
Daí a imagem de ser “pisado pelos homens”. Não é um castigo arbitrário. É a consequência natural da perda de essência. Aquilo que não cumpre sua finalidade perde sua dignidade funcional.
Se o discípulo deixa de conservar a mensagem, adaptando-a aos interesses, suavizando suas exigências ou corrompendo seu conteúdo, ele não apenas perde sua própria identidade. Ele contribui para a deterioração daquilo que deveria proteger.
A ligação com a missão torna-se então ainda mais profunda. Após serem instruídos e transformados, os discípulos não permanecem em recolhimento. Em Evangelho de Marcos 16:15, Jesus ordena. “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”
Há uma progressão lógica. Primeiro, o chamado ao alívio. Depois, a formação moral. Em seguida, a definição de identidade. E então, duas responsabilidades inseparáveis. Conservar e anunciar.
Não se pode anunciar com fidelidade aquilo que não se preserva com rigor. Nem se pode preservar com verdade aquilo que não se vive.
Ser “sal da terra” é, portanto, uma condição para a missão. Sem essa qualidade interior, a pregação torna-se vazia, meramente retórica, e a mensagem, deformada pelo tempo e pelas conveniências humanas.
O ensinamento central é rigoroso. O discípulo não é avaliado pelo discurso, mas pela capacidade de influenciar sem corromper-se, de preservar sem endurecer-se, de dar sentido sem perder a própria essência, e de guardar intacta a mensagem que lhe foi confiada.
Se essa essência se dissolve, resta apenas a aparência religiosa, que, como o sal impuro, não serve nem para nutrir nem para conservar.
E é nesse ponto que a advertência de Jesus alcança sua profundidade mais inquietante. Não basta aproximar-se dEle. É necessário assimilar Sua natureza moral a tal ponto que a própria presença do discípulo se torne fator de elevação no mundo e salvaguarda viva da verdade.
Caso contrário, a fé reduz-se a forma sem substância, a mensagem perde sua força originária, e a missão degenera em gesto sem eficácia.
E assim permanece o imperativo silencioso que atravessa os séculos. Não apenas ouvir o chamado, mas tornar-se guardião fiel daquilo que se recebeu, para que a verdade não se perca, e para que o mundo, ainda em processo de transformação, encontre na vida do discípulo o sabor incorruptível daquilo que não se deixa corromper.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

EFEITOS DO EGOÍSMO.
Há faltas humanas que escandalizam os tribunais da Terra. Há outras, porém, silenciosas, elegantes e socialmente aceitas, que passam despercebidas entre aplausos, luxos e aparências. Entretanto, diante das Leis Divinas, nenhuma delas permanece oculta. O egoísmo é uma dessas enfermidades morais que corroem lentamente a consciência e isolam o Espírito de toda verdadeira felicidade.
Nas impressionantes comunicações atribuídas ao Espírito de Clara, publicadas na Revista Espírita, observa-se um dos retratos mais profundos acerca do sofrimento espiritual causado não por crimes sangrentos, mas pela ausência de caridade. Clara não matou, não roubou, não foi condenada pelos homens. Viveu cercada de prazeres, adulações e conforto. Contudo, havia construído toda a sua existência sobre o culto de si mesma.
O Espiritismo demonstra que o egoísmo é uma prisão invisível. Enquanto encarnado, o egoísta acredita possuir autonomia, superioridade e independência emocional. Porém, ao regressar ao mundo espiritual, encontra-se vazio de afetos verdadeiros, porque jamais cultivou amor sincero pelos outros. A alma passa então a experimentar aquilo que semeou durante a vida material: isolamento, indiferença e abandono.
A narrativa de Clara possui um peso filosófico devastador. Ela descreve a eternidade subjetiva do sofrimento moral. Não existem chamas materiais, monstros infernais ou torturas físicas. O suplício nasce da própria consciência desperta. O Espírito percebe tardiamente quanto tempo desperdiçou vivendo apenas para si.
A comunicação do guia espiritual é ainda mais contundente:
“FOI EGOÍSTA; tinha tudo, menos um bom coração.”
Essa afirmação sintetiza uma das mais severas advertências da Doutrina Espírita. O valor de uma existência não é medido pelas riquezas acumuladas, pela beleza física ou pelas conquistas sociais, mas pela capacidade de amar, servir e aliviar a dor alheia.
O egoísmo destrói lentamente os vínculos da alma. Quem vive apenas para si termina espiritualmente só. Não porque Deus abandone Seus filhos, mas porque o próprio Espírito cria ao redor de si um deserto afetivo. A caridade estabelece pontes. O egoísmo constrói abismos.
É profundamente significativo que Clara peça incessantemente atenção exclusiva da médium. Mesmo desencarnada, ainda demonstra resquícios do personalismo que cultivara em vida. Seu sofrimento não anulou imediatamente suas imperfeições. Eis um ensinamento psicológico e espiritual de enorme profundidade: a morte não transforma instantaneamente o caráter humano. O Espírito permanece sendo aquilo que edificou em si mesmo.
A Doutrina Espírita ensina que a regeneração moral não ocorre por decretos milagrosos, mas pela lenta educação da consciência. O egoísmo somente é vencido quando o ser compreende que toda felicidade individual isolada é transitória e ilusória.
No Evangelho, o Cristo estabelece o princípio fundamental da renovação espiritual:
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
Não se trata apenas de uma recomendação moral poética. É uma lei de equilíbrio espiritual. Quem ama expande a própria alma. Quem se fecha em si mesmo reduz progressivamente sua capacidade de sentir luz, paz e plenitude.
O egoísmo moderno frequentemente se apresenta disfarçado de autonomia emocional, sucesso pessoal e busca individual da felicidade. Contudo, o Espiritismo recorda que ninguém evolui sozinho. Somos Espíritos destinados à fraternidade. Fora da caridade não existe salvação porque fora dela não existe verdadeira comunhão entre as almas.
A dor de Clara não deve ser vista apenas como castigo, mas como processo educativo. O sofrimento moral desperta aquilo que o conforto excessivo havia adormecido. Sua consciência começa lentamente a perceber o valor do amor que desprezou.
Por isso, Allan Kardec insistia que o egoísmo constitui a maior chaga da Humanidade. Enquanto os homens continuarem buscando exclusivamente seus próprios interesses, permanecerão produzindo guerras, desigualdades, abandono emocional e miséria espiritual.
A caridade não é mera esmola material. É presença, escuta, compaixão, renúncia, delicadeza e responsabilidade afetiva. Pequenos gestos possuem repercussões imensas na economia moral do Espírito.
Cada pensamento de bondade modifica invisivelmente a estrutura íntima da alma. Cada ato egoísta aprofunda a solidão futura.
O texto da Revista Espírita permanece extraordinariamente atual porque descreve um fenômeno psicológico universal: o vazio existencial produzido pelo culto excessivo do próprio eu. Em uma civilização marcada pelo individualismo, pela vaidade e pela exibição constante da personalidade, tais advertências adquirem dimensão ainda mais urgente.
O egoísmo promete proteção, mas entrega abandono. A caridade exige renúncia, mas oferece paz.
E talvez esteja justamente aí uma das maiores revelações espirituais da existência humana: ninguém será verdadeiramente feliz enquanto aprender apenas a receber e jamais aprender a amar.
Fontes:
O Evangelho Segundo o Espiritismo
O Livro dos Espíritos
Revista Espírita
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“Os tempos de regeneração não começam quando a Terra muda de forma. Começam quando o homem finalmente percebe que nenhuma grandeza material consegue preencher a fome silenciosa da alma.”

"As lágrimas são como a chuva sobre a terra cansada: depois delas, algo invisível começa a florescer."

" A areia conhece o peso da terra. O vento conhece a liberdade do céu. "

SER ESPÍRITA.
O ser espírita compreende, pouco a pouco, que não estamos na Terra para habitarmos um parque de diversões destinado aos caprichos transitórios da personalidade. A existência corpórea é uma escola venerável, um educandário da alma, onde cada experiência encerra uma lição e cada desafio contém uma oportunidade de engrandecimento moral. A aula já vai começar para muitos corações, e a consciência deverá despertar ante os acontecimentos que se desenham no horizonte da humanidade.
Viemos de um pretérito profundamente compromissado. Trazemos na intimidade do ser débitos acumulados, equívocos esquecidos pela memória biológica, mas registrados nas profundezas do Espírito. Contudo, trazemos igualmente conquistas silenciosas, virtudes em germinação e tesouros morais adquiridos ao longo da jornada multimilenar. Somos herdeiros de nossas próprias obras.
A dor, essa sombra de justiça que habita os caminhos da evolução, caminha lado a lado com a alegria. Não surge como castigo, mas como instrumento educativo. Ela visita as lágrimas para ensinar o valor da serenidade. Aproxima-se do vazio existencial para recordar à criatura que nenhuma realização material consegue preencher as regiões mais profundas da alma. O sofrimento, quando compreendido sob a luz da imortalidade, converte-se em oficina de renovação interior.
O Espiritismo apresenta-se como uma bênção de luz para as consciências inquietas. Diminui as indagações que atormentam o pensamento. Clareia as noites de perdição moral. Alimenta a fome de significado. Sacia a sede de transcendência que tantas vezes buscamos inutilmente nos prazeres efêmeros da existência terrestre. Sua mensagem convida ao equilíbrio, à responsabilidade e ao autoconhecimento.
Quantos corações vagueiam entre os ruídos do mundo carregando silenciosamente uma tristeza sem nome. Quantos sorriem exteriormente enquanto padecem de profunda exaustão espiritual. O vazio existencial não nasce da ausência de bens, mas do afastamento dos valores eternos. Quando a alma perde o sentido de sua origem e de seu destino, instala-se a inquietação que nenhuma conquista terrestre consegue dissipar.
Por isso o compromisso para com o Espiritismo não deve limitar-se ao estudo intelectual. Trata-se de um compromisso com a própria transformação moral. Não basta conhecer as leis espirituais. É necessário vivê-las. Não basta admirar o Evangelho. É indispensável incorporá-lo às atitudes diárias. O verdadeiro espírita reconhece que cada palavra estudada exige uma correspondente renovação de conduta.
A felicidade não é um prêmio reservado aos que jamais choram. Ela floresce justamente no coração que aprendeu a atribuir significado às lágrimas. A serenidade não consiste na ausência de provas, mas na capacidade de atravessá-las sem perder a confiança em Deus. O homem verdadeiramente feliz é aquele que descobriu que sua paz não depende das circunstâncias exteriores,
mas da harmonia de sua consciência. O Espiritismo permanece como o grande Consolador prometido pelo Cristo. Não porque elimine todas as dores, mas porque lhes oferece explicação. Não porque suprima as provas da vida, mas porque revela sua finalidade educativa. Não porque afaste as lágrimas, mas porque lhes confere dignidade e esperança. É o Cristo redigido em princípios, esclarecendo a razão sem sufocar o sentimento. É a luz que dialoga com a inteligência e aquece o coração. É o convite permanente para que o ser humano abandone a condição de simples habitante do mundo e se torne, conscientemente, um viajante da eternidade.
Marcelo Caetano Monteiro.

O Canto do Galo e a hora sagrada.

Na sombra fria rompeu a alvorada,
Cantou o galo à terra consternada;
E Pedro, a face em pranto consumida,
Viu sua fé por si mesma ferida.
Negou três vezes o Mestre querido,
Com voz de medo e coração vencido;
Mas cada som do galo anunciava
A luz que a culpa em lágrimas lavava.
O céu calou... Jesus não o ferira;
Somente o olhou com santa e doce lira.
Naquele olhar, sem ira nem censura,
Nasceu a flor da eterna compostura.
Cantou o galo. O mundo estremeceu.
O homem caiu... mas Deus não o esqueceu.
Quem chora o erro, ao bem torna outra vez,
Pois a humildade é filha da altivez.
Ó galo humilde, arauto da verdade,
Que despertaste a humana enfermidade,
Teu canto foi mais forte que o açoite,
Rasgando em luz a escuridão da noite.
Pedro caiu para melhor subir;
Quem sabe amar também sabe carpir.
E o Cristo, manso, ao ver sua aflição,
Fez do remorso um hino ao coração.
Assim, quando o pecado nos alcançar,
Que o galo torne em nós a despertar;
Porque a alma que aprende a se curvar
É a mesma que Deus torna a levantar.

No que amo! Eu amo da terra as estrelas que me cobrem,Amo a montanha que se assanha ao ver o mar que em teus pés dorme,Amo a beleza que vejo na flor,Amo o néctar que ela produz,Amo a abelha que suavemente chega de repente,E rouba o doce que ela induz,Eu amo o amor do dia a dia,Para realizar o que assedia numa proposta de luz,Mas eu amo também amo as artes humanas, que por muitos são soberanas,No teatro da vida que se faz jus, Amo o toque suave e alegre do vento nos cabelos,Que dançam sem ninguém dete-los,Contudo ainda eu amo o amor que me vem da vida,na chegada ou na partida,Mas o que importa é firmar os passos,E ir viajar nos espaços,Que à mão é prometida,Tocar os cabelos de JESUS,E por ESTE MESTRE eu amo tudo,O que Ele me tira o que Ele me dá,Sei que por muitas vezes sem merecer,Mas eu amo sem reclamar,Porque não posso descer,Quando estou a voar,E entre todas as coisas perfeitas,Que pelas Mãos Sagradas são feitas,E delas não posso me furtar,Eu amo reconhecer nos religiosos ou nos ateus,Quando sinto e comprovo,Na energia em que me renovo, Na constante Presença de DEUS!