Terno
Quero tocar tua alma
com a genialidade de quem manuseia
um Stradivarius...
Solene, terno e apaixonado.
E com a simplicidade de quem faz amor no milharal
Assim,
Sagrado, ao mesmo tempo que carnal!
Vou tocar tua alma,
mas antes vou dedilhar as cordas do teu corpo.
Adeus junho
Junho, despede-se
Agasalhado no inverno
Vai-se tão terno
Brindado com vinho
Bem de mansinho
Um novo recomeçar
Doce é poder estar
Dádiva da vida a girar
Vivificando a cada manhã
Em um novo amanhã
Adeus junho das festas
Das madrugadas em serestas
Na despedida a evidência
De dia vencidos, reverência
Sai junho, mortulho...
Vem julho...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho, 2016
Cerrado goiano
Tão simples e tão terno se render a um afago, deixar brotar um sorriso tímido e desinteressado.
Tão valioso se embelezar de amor, se abastecer em Deus o combustível pra alma.
Somos salvos pelo carinho que permitimos fazer morada em nós!
---Lanna Borges.
Quando quiser conhecer um homem lhe dê um terno, poder e dinheiro.
Quando quiser conhecer uma dama lhe dê beleza, poder e dinheiro.
O ser humano é egoísta e maléfico por natureza.
E por mas que tentemos mudar isso no fim é cada um por si.
Um homem bom, é aquele é bom até mesmo quando não tem ninguém olhando.
O cara acha que merece meu voto só porque tirou uma foto de terno e imprimiu num papel com seu número de campanha.
Em certos corações o amor é assim, tudo quanto tem de terno, de dedicado, de fiel, desaparece depois de certas provas e transforma-se num incurável ódio.
Por que o Natal é igual a um dia no escritório? Você faz todo o trabalho e o sujeito gordo de terno fica com o crédito.
Essa querida juventude foi sempre terno objeto de minhas ocupações, dos meus estudos, do meu ministério sacerdotal e da nossa congregação”.
" Em terra de corrupto de terno e gravata, sou mais meu boné de aba reta".
"Caráter é atitude e não aparência".
🌙 “O Homem-Coelho e a Parede”
Encostado no silêncio,
há um corpo de terno,
mas a cabeça…
não mente.
Não é máscara,
nem disfarce.
É pele,
é essência —
um coelho de olhos fundos,
que carrega no peito
um mundo inteiro
feito de medo e ternura.
Do olho direito
escorre uma lágrima só.
Tão pequena,
mas pesada como tudo aquilo
que nunca se disse.
É cansaço de ser forte,
de vestir armaduras,
de caber em molduras
que nunca foram suas.
A parede não é prisão,
é espelho.
Reflete quem se é
quando ninguém está olhando:
frágil, sensível,
bonito em sua própria contradição.
E talvez, meu amor,
a vida seja isso —
um convite delicado
para sermos, enfim,
inteiros.
Sem fugas,
sem máscaras,
sem medo de que,
até na lágrima,
existe beleza.
o hemisfério é meu terno
a constelação é a minha visão
a rotação é a legislação
devo tudo a orientação que me foi reservada
Jamais, aqui, hão de me ensinar o nunca. E eu queria voltar a um terno recanto perdido, universo: amorável. Se sorri, era o mundo todo coincidindo com a minha atualidade.
Terno mistério
Mistério gostoso o de
saber que existes.
Não saber aonde moras,
aonde estás.
Feliz é a rua por onde
caminhas, ela sente os
teus passos.
Os amigos que te vêm a
todo instante.
Feliz é quem a tua voz
ouve, e do teu sorriso
desfruta, do teu beijo,
o gosto sente.
Feliz eu sou, mesmo nada
disso tendo, ou sentindo.
Tenho a a certeza que
existes, me les,e ouves.
Meu pedaço terno, de um
querer só meu.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da A.L.B/S.J.do Rio Preto
Membro Honorário da A.L.B/Votuporanga
Membro da U.B.E
