Termino de um Amor Proibido

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O amor destrói. A amizade constrói.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Pensar, 1992

A ociosidade faz nascer o amor e, uma vez desperto, conserva-o. É a causa e o alimento deste mal delicioso.

A liberdade absoluta conquista-se pelo amor: só o amor liberta o homem da sua natureza e expulsa o animal e o demônio.

O amor vive do pormenor e procede microscopicamente.

A vida em abundância vem apenas através do amor.

SEGREDOS

Ela é linda... e ela sabe disso!
Ela é tranquila, educada e tem princípios.
E eu sou tranquilo, educado e um pouco sem vergonha! rs

Bela fruta agradável ao olhar!
O cabelo dela brilha.
E a boca?
Dá sede só de olhar.

Ganha varias curtidas, comentários e elogios sem ser vulgar.
Roupas comportadas, mas muito bem vestida, chama minha atenção.
Faz de tudo para agradar a sua metade que não sou eu.
Tão linda se perde em pensamentos,
Às vezes, parece sozinha por dentro,
mesmo estando acompanhada.

O corpo dela tem curvas, mas sem exageros.
Faz amizade facilmente, delicada, meiga, amorosa e não baixa cabeça pra ninguém!

Ah! Me deixa louco!

Um lindo sorriso e o jeito dela olhar. Wuoouu!
Falamos poucas vezes...
Às vezes cara a cara,
às vezes bate papo.
A voz dela esta guardada em meus pensamentos.
Uma parede circular da cor do ouro que ela carrega no dedo.
Me impede de qualquer estupidez.
Sedução, amor proibido, veneno gostoso!

Segredo guardado em mim. Pecado não consumado.
Talvez ela não saiba...
Que é meu fruto proibido e por eu não poder te ter,
Te quero cada vez mais.

Às vezes, eu me sinto como se estivesse preso em uma roda-gigante. Em um minuto, estou no topo do mundo. No seguinte, no fundo do poço.

Quando uma pessoa desiste de um relacionamento, não há nada que você possa fazer para segurá-la.

Uma vida sem verão é como um ano sem amor.

As pessoas vivem de forma muito diligente, mesmo sabendo que vão morrer. Mesmo sabendo que o término chegará em algum momento, quando amam, amam como se não houvesse amanhã.

Perder tempo em aprender coisas que não interessam priva-nos de descobrir coisas interessantes.

Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante.

Carlos Drummond de Andrade
"O Avesso das Coisas. Aforismos". Editora Record. 2ª Edição. 1990

Sentimos saudade de certos momentos da nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela.

Carlos Drummond de Andrade

Nota: Trecho adaptado do livro "O Avesso das Coisas - Aforismos", de Carlos Drummond Andrade.

Você é quem decide o que vai ser eterno em você, no seu coração.
Deus nos dá o dom de eternizar em nós o que vale a pena, e esquecer definitivamente aquilo que não vale...

Onde Anda Você

E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer

E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão

Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você

E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você

Vinicius de Moraes
Álbum "Vinicius/Toquinho"

Nota: Letra da música "Onde Anda Você", composta por Vinícius de Moraes e Hermano Silva.

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Lembrete

Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida.

Carlos Drummond de Andrade
"Obra poética", Volumes 4-6. Lisboa: Publicações Europa-América, 1989.

JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais!
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra

Carlos Drummond de Andrade
"Uma pedra no meio do caminho". Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1967.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Luís de Camões

Nota: Trecho de soneto de Luís de Camões.

Não precisa correr tanto, o que tiver de ser seu às mãos lhe há de vir.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).