Termino de um Amor Proibido
Nunca demonstre amor, ele pode te matar, mas se seu coração sentir que vale a pena...então vale correr esse risco. O amor é uma aventura que não se pode perder...é uma emoção que faz a vida valer a pena...mas também é uma armadilha que pode te ferir...é uma ilusão que pode te cegar. Por isso antes de se entregar ao amor, tenha certeza de que ele é sincero, e mesmo assim...você ainda corre o risco de se ferir.
Quero amor, diário. Quero sentir meu coração se derreter e quero ver as
estalactites do meu gelo se quebrando e afundando no rio da paixão, da beleza.
Acho que a leitura que faço, talvez seja realista demais para um mundo acostumado ao ilusório... Dizer a verdade é proibido! Pluft...
Um ponto de interrogação se funde entre o meu olhar e a profundidade dos teus lábios rosa. Tão rosados quanto um fruto doce na imensidão de um deserto.
Um deserto inexplorado onde eu desejo me aventurar e onde muitos medos me impedem de seguir. Medo de modificar uma paisagem tão perfeita e intocável.
Oh deserto!!! Que vontade de te invadir! Quanta sede eu sinto quando fecho os olhos e imagino a maciez dos teus grãos de areia quente deslizando por entre meus dedos ávidos.
Quando torno a abri-los me deparo novamente com a terra firme e fria que me lembra que o medo existe além do desejo.
O medo de me esbaldar e me perder neste infinito, o medo de entrar e de lá jamais conseguir sair...
Uma brisa fria atravessa o meu rosto e me entristece ao compreender o quão distante estou deste deserto. E ao mesmo tempo me entusiasmo ao certificar-me de que ainda que em terra fria e úmida é possível deliciar-me com a as cores quentes de seus lábios que me convidam para desvendar os teus mistérios, tal qual uma miragem.
Saudades daquela época
de quando lia poemas para você
e te via sorrir, não um riso para todos
um riso para você e para mim...
Era particular
só nós entendiamos, só nós sabíamos
você ali sentada ouvindo
palavras serem declamadas...
Era assim que eu me sentia
E não sabia que disso você compartilhava
Mas tivemos uma dança
e a realidade veio as claras...
Mas disseram que era proibido
E tudo ficou escondido
Para que um dia você dividisse isso comigo...
Quero te esquecer
Na madrugada o pensamento vai a vc... como um fantasma da noite que faz sofrer...
Como eu odeio em saber.... como odeio te ver...o olhar me incomoda de um tanto.... pq justo vc que eu amo? Suma da minha mente, invasora... aparece qdo quer e me engana... aparição da morte encantadora... antes de conhecer a felicidade outrora...Busco o luto em vc viva... me odeio pq querer senti-la... o abraço e beijo que desejo em vida....
há dias, recebi a noticia que um filho está sendo gerado dentro de ti, na minha cabeça um turbilhão de sentimentos, vontades e desejos veio a tona, aquela dúvida da certeza, aquela certeza que doi mais que a dúvida, Nosso fruto de muito amor, porém proibido... sendo cultivado por outro lar...
Olhos cor de mel, voz suave
Sorriso faltando um pouco mais de felicidade
Abraço aconchegante com um cheiro marcante
Se ao menos por um instante fosse permitido
Tudo faria muito mais sentido
Se nesse momento o relógio marcasse mais lento
O tempo ficasse mais frio
E a nossa distância fosse por um fio
Eu iria matar toda essa vontade de ti
Que senti e não vivi.
(Após comer meia torta...)
"(...) Não que isso fosse uma grande coisa, pois - não me odeie - posso comer o que quiser e nunca engordar (se bem que tenho uma suspeita oculta de que todas essas calorias estão descansando em volta do meu corpo como um punhado de colchões de ar microscópicos progamados para inflar no dia do meu quadragésimo aniversário)."
(Após jogar ácido muriático no chão...)
" (...) derramei uma colher de sopa do ácido em uma nódoa bastante forte ao lado da banheira. O chiado foi tão violento que temi deparar com uma horda de diabinhos surgindo do vapor. Por um momento, entrei em pânico, sem saber se o ácido, além de devorar um século de imundíce, levaria juntos os azulejos, o chão e a placa de reboco do teto do vizinho de baixo."
A certos respeitos, aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta, e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira.
