Termino de um Amor Proibido
A almas, Quando doces
Fluem através das ondas da vida
Sem precisar de um corpo
Magias contidas em seres de luz
Que possuem sintonia fina
Com o amor universal
Por isso atravessam a nossa vida
Completamente no vácuo
Simplesmente passam e deixam Seus perfumes suaves
Momentos de puras emoções
Deixando em nós, somente Sentimentos de beleza, amor e gratidão...
Paz no coração
Há momentos em que a vida se torna um fardo tão pesado que o coração transborda em silêncio, e o outro, ao nosso lado, clama por algo além das palavras: clama por escuta, por acolhimento. Quando nos deparamos com a dor alheia, é um convite não para a solução imediata, não para o julgamento rápido, mas para a presença. Muitas vezes, o maior ato de amor que podemos oferecer é simplesmente estar ali, ouvir sem pressa, abraçar sem questionar, permitir que o outro sinta plenamente, sem interromper com opiniões ou conselhos impensados. A dor do outro é única, e, por mais que pensemos entender, jamais seremos capazes de medi-la com precisão.
Nosso erro, muitas vezes, está em julgar aquilo que não vivemos, em acreditar que somos senhores da razão, e que nossas soluções são universais. Esquecemos que cada alma é um mundo, e o que para nós parece pequeno, para o outro pode ser um abismo. Respeitar o sofrimento do próximo é, antes de tudo, um ato de humildade. Não cabe a nós decidir o peso do que o outro carrega, mas sim oferecer um ombro firme, um abraço acolhedor, e a paciência necessária para que o outro se sinta ouvido. Mesmo quando as palavras se tornam amargas, mesmo quando o desespero transborda em queixas contra a própria vida, devemos lembrar que o acolhimento não está nas respostas que damos, mas na escuta que oferecemos.
Assim como Jó, que enfrentou sua própria dor, seu luto e seu questionamento diante da vida e do Criador, todos nós, em algum momento, nos tornamos aquela pessoa à beira do abismo, buscando sentido no caos. E assim como os amigos de Jó, que o acompanharam em seu silêncio, há momentos em que nossas palavras se tornam desnecessárias. O que resta é a presença. A escuta atenta e compassiva, sem julgamentos. Pois a dor, como a vida, segue seus próprios caminhos, e o que o outro mais precisa, em seus momentos de vulnerabilidade, não é a certeza da razão, mas a certeza de que não está só.
Em um universo com mais de 8 bilhões de pessoas, foque sua atenção nas pessoas que você ama e que te amam também!
Helda Almeida
08/10/2024
Estou Aterrorizado:
Quebrado, como um brinquedo sem roda,
Como um navio à deriva, sem velas,
Sou como um pássaro com asas partidas,
Incapaz de alçar voo, preso ao chão.
Não sei quando me quebrei,
Mas sinto a ausência de uma peça,
Uma rachadura que conheço tão bem,
Como a tartaruga sabe o caminho
De volta à praia que a viu nascer.
Sei onde dói, onde está o rompimento,
Mas não possuo as ferramentas, nem a habilidade,
Para devolver o que se partiu em mim.
Como reparar um coração ferido?
Sinto o frio tomando meus ossos,
Congelando minhas veias,
A cada dia mais gelado,
Distante do calor que me falta.
Como ser quente, se o que me machucou
Agora me causa medo?
Meu coração dispara,
Meu estômago se revira,
E a doença do medo me envolve.
Sei onde está a dor,
Mas temo a cura,
Pois receio que, ao sanar,
Outro alguém virá,
E a ferida será ainda mais profunda.
Estou aterrorizado.
Mensagem dedicada a minha mãe, Antonia M da Costa
Amanhecer de saudade
O amanhecer trouxe um silêncio frio,
A mensagem chegou sem aviso, sem alarde,
E o coração se partiu, fragmentado no vazio,
Naquela pausa, entre a estrada e a saudade.
Eu ia ao encontro, já sentindo a ausência,
Como se o tempo soubesse antes de mim,
Mas a notícia cortou o ar, sem clemência,
E o mundo parou, como num filme sem fim.
Três anos passaram, mas o eco persiste,
A dor não obedece ao calendário,
Ela volta, cruel, nos dias tristes,
E se instala no peito, solidário.
Ainda sinto sua presença, sua voz,
Mesmo que o tempo diga o contrário,
Mãe, em cada amanhecer, estamos nós,
Unidos, entre o amor e o imaginário.
O meu coração é um campo minado, onde cada passo que dou em direção a você é um risco de explodir, mas a força do nosso amor me impulsiona para frente.
Amar você é como amar um fantasma, uma ilusão que me assombra, mas a sua presença me faz acreditar que o nosso amor é real.
COMO É BOM ESTAR AMADO
Eu vi uns belos versos que causaram
suspiros, de um coração apaixonado
e que, discursava emoção e cuidado
aonde os beijos de amor extasiaram
Eu vi que olhares nas trovas falaram
renderam a alma e deram o recado
e que, meu sentimento ficou lotado
e, assim, as rimas a paixão velaram
Eu vejo no verso encanto e sedução
que cresce na poética o que sente
e sente o doce cheiro perfumando
Eu vejo no poema a meiga sensação
fazendo a este trovar tão diferente
e, ao ledor, como é bom estar amado.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14/10/2024, 18’26” – cerrado goiano
Antes éramos um só, seres completos, até que nos separaram. Agora, vagamos em busca da metade que nos falta. E ao encontrarmos essa pessoa, a chama do amor se acende e revivemos a lenda dos andróginos. Juntos, nos tornamos inteiros.
Além do animal que teme a morte, existe um ser que deseja ser aceito, amado. O que acontece na vida são apenas consequências desses desejos.
Não espere do outro a mesma consideração que você tem por ele, pois cada um dá aquilo que tem dentro de si. 17/10/2024
Ela, um sonho distante, um raio de sol,
Que dança em meus olhos, mas nunca me aquece.
Um jardim florido, onde eu não posso colher,
Um paraíso perdido, onde o meu amor não cresce.
A paixão é como uma folha seca
que se incendeia num instante,
consumindo-nos com um fogo voraz,
capaz de inspirar loucuras jamais imaginadas.
Ela queima e fere,
como um parafuso cravado na madeira,
firme no início,
mas que aos poucos começa a se soltar.
Sabemos que faz mal,
mas quando estamos mergulhados nela,
é como saborear um copo de bebida —
quanto mais provamos, mais desejamos.
Curioso como ansiamos
atravessar essa fase caótica,
apenas para chegar ao porto seguro do amor.
Quando lavo a louça e vejo o teu sorrir,
É um fogo suave, que me faz sentir.
Ao tirar do varal, roupa ao vento a dançar,
Teu sorriso me aquece, me faz desejar.
Arrumamos a casa, em gestos gentis,
E o brilho nos teus lábios me deixa feliz.
Na cozinha, em harmonia, preparamos a refeição,
Mas é teu sorriso que acende a paixão.
Teu sorriso é chama, é o meu despertar,
É o combustível que me faz continuar.
༻Siga O Coração༺
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Sim, dizem que o coração (o de cada um) é nosso melhor conselheiro. Que toda a energia positiva está a ele conectada pela nossa energia vivida, a que se recebe do universo e inclusive a de Deus. Mas no entanto nós ainda fazemos tanto erro ao seguir nosso coração… Talvez essa seja também a resposta certa, afinal o que seríamos nós e nossa vida sem os erros? Talvez um cheio de vazio. Talvez, talvez… apenas talvez.
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Tc.19102024/131
A família, um acervo de afetos entrelaçados por fios invisíveis de lembranças e convivências. Distâncias e ausências não desvanecem a força desse elo, que nutre a alma e acende a chama do pertencimento. Um legado de amor e cuidado, cultivado em cada encontro, em cada gesto de afeto.
O destino entrelaça os fios da vida, unindo almas em um só compasso. O tempo se dissolve no encontro, e o amor reescreve o mundo em versos de cumplicidade. Em cada olhar, a promessa de um futuro compartilhado, um sonho a dois tecido em melodias. Mas atenção: a música é a trilha sonora, não a vida em si. Que a beleza da canção inspire a construir a própria história.
Em cada olhar, um universo se revela,
Teus sorrisos, como estrelas, iluminam a tela.
Teus gestos suaves, um doce encantamento,
Na dança do amor, encontro meu sentimento.
Teus lábios, um verso que eu quero decifrar,
Um poema escrito no vento a soprar.
Teu nome é canção que embala meu ser,
Nas notas da vida, só quero te ter.
Odeio você
Odeio você porque me faz sentir
como se amar fosse um erro, uma ilusão.
E o medo invade, começa a consumir,
enfraquece o amor, transforma em solidão.
Odeio você por deixar exposto o que é meu,
por me despir de certezas, por me rasgar em dor.
Como se o nosso fosse um amor qualquer,
como se o amor fosse prisão, fosse rancor.
Odeio você, por deixar nosso amor tão vulnerável, instável,
me pergunto se algum dia foi real, se foi verdade?
Pois esse sentimento, embora indomável,
tem a fraqueza de quem ama sem liberdade.
Então odeio o que você fez, o que nos tornou,
esse amor ferido, um campo de guerra.
Mas odeio ainda mais o que restou,
a esperança teimosa que, ainda, por você, espera.
