Termino de um Amor Proibido
“Ela”
Não sei se são seus olhos,
um brilho tão radiante.
Ou o sorriso, que me revigora.
Lábios tão vermelhos quanto meu coração,
Acelera tantas batidas em mim, que me perco.
Um amor policromático, sempre brilhante,
Com seu jeito, nenhuma palavra consegue te descrever por completa,
Apenas apreciando você toda, com os meus olhos,
E pensando em nós juntos,
Faz meu dia perfeito.
A Ponte Inesperada
Ao fecharmos um livro, pensamos que a história acabou.
Que cada enredo novo já nos cansou.
Mas o destino, em seu jeito sutil,
Coloca à frente um perfil gentil.
Um olhar que convida, um sorriso que instiga.
Uma porta entreaberta, uma nova intriga.
O medo sussurra: "Não vale a pena tentar",
Mas a curiosidade te chama a arriscar.
E se nesse encontro a alma se acalma?
E se for a peça que ao quebra-cabeça se encaixa?
Deixe a guarda cair, por um instante que seja, pois a vida surpreende, e alma deseja.
Construa essa ponte, sem saber aonde vai dar, mas com a fé de que algo bom pode começar.
Permita que o novo te invada, e te mostre um lugar, onde a alegria floresça, e o amor possa morar. Pois em cada pessoa há um universo a explorar.
E em você, existe a coragem de se deixar amar.
Noites turvas
Noites turvas, incêndio de instantes,
chamas vivas que devoram minha razão.
Um turbilhão de sentimentos vibrantes,
ardendo em brasa no peito em combustão.
Cicatrizes se abrem, feridas em chamas,
marcas de um tempo que já se perdeu.
Mas como calar o que em mim se derrama,
se a emoção outra vez me venceu?
Não há mais volta, me deixo envolver,
sou presa fácil do doce querer,
refém da febre que a paixão me traz.
Do outono sombrio que secou meu viver,
hoje sou chama, renasço a arder,
e esse fogo me consome de forma tão voraz.
Há que se dar meia volta e voltar à razão
O Brasil e o mundo vivem um momento ímpar, e perigoso, muito perigoso, da história da humanidade.
O princípio da autoridade democrática se esvai e valores como dignidade, trabalho, honra, estudo, disciplina, respeito ao semelhante, ao bem público, à propriedade material e intelectual, respeito à criança e ao jovem, direito de ir e vir, gratidão (ah! A gratidão), foram substituídos pelos valores materiais.
Simples assim!
Os interesses menores, que nos voltaram para nossos próprios umbigos, nos tornaram céticos, como diz o Chaplin em seu discurso.
Vou além, nos tornaram amargos! Graças a tanta propaganda, passamos a valorizar a casca, não o interior; passamos a nos deter no contentor, não no conteúdo; passamos a comprar pacotes, não presentes; passamos a dar valor às grandes festas, não às singelas reuniões de amigos; passamos a levar para casa o discurso, não o foco da questão; passamos a comprar o livro pela capa, não pelo escritor ou pelo que escreve; passamos, enfim, a ficar no supérfluo, não nos aprofundando na alma da pessoa que nos fala.
Perdidos nesse emaranhado de ilusões que construímos para nós mesmos, passamos a ver valor nas pessoas “saradas”, homens e mulheres; a ver como companheiro ou companheira ideal, a pessoa que se enquadre no “padrão” que nos foi vendido durante toda uma vida.
Usamos de todas as artimanhas, malhação, emagrecimento, operações das mais diversas, tingimentos e fingimentos, mas não saímos do quadrado!
Assim, “nos enquadramos” em uma Sociedade que se esqueceu como Humana, que se esqueceu como reflexo de um ser maior, bondoso, incrivelmente gentil, incrivelmente amoroso, eterno em sua sabedoria.
O que era para ser complemento passou a ser o principal, e o principal ficou esquecido em um canto de armário, cheio de poeira e teias de aranha, pedindo, clamando, por limpeza e arrumação, voltando, assim, as coisas aos devidos lugares.
Uma vida segura é construída de realidade, de leitura séria, de estudo, de trabalho, de “jogo duro”, de responsabilidade, de honra, de gratidão, não de fantasia!
Perdidos em nós mesmos esquecemos nossas origens, esquecemos que fomos feitos com o que há de melhor no Universo – Espírito, Filosofia, Sentimento e Matéria, um apoiando ao outro na medida certa, e no momento certo.
Esquecemo-nos que Educação não é a imposição de nossos conceitos, não raramente ultrapassados, mas, sim, a arte de se colocar no lugar do outro, de caminhar ao lado, para compreender a fala e as necessi-dades do educando.
Não estamos mais acostumados à bondade, à gentileza, e deveríamos
Não estamos mais acostumados ao “deixa prá lá”, ao perdão, que nos redime e eleva.
Isso é fundamental!
E não estamos mais acostumados à felicidade que, quando alcançada, nos mostra o que é a vida, de fato, nos mostra o que é SER HUMANO.
Esquecemo-nos do que é ser amigo, mas amigo de fato!
E, infelizmente, nos esquecemos dos verdadeiros amigos, nos esquivamos do afeto, nos esquivamos da alegria de uma conversa interminável, de um afago, de um sorriso, de uma dança com a pessoa querida, de uma visita, um almoço com os “velhos”, um convite para um passeio...
Nossos idosos, nossas crianças, nossas mulheres e nossos homens, precisam deste humano.
Nosso país, e nosso mundo, precisam de nosso trabalho, e de nosso grito de alerta, para que as coisas voltem aos devidos lugares.
É preciso, e urgente, que voltem!
Há que se dar meia volta.
Amar não tem um porquê, mas ter sentimentos sim, pois está atrelado a um desejo, admiração ou ater interesse.
E se o amanhã não chegar?
É um pensamento que, por vezes, nos assombra, não é mesmo? A ideia de que o relógio pode parar a qualquer momento e que o sopro de vida pode se esvair antes que o sol nos convide a um novo dia. Mas, paradoxalmente, é justamente essa incerteza que deveria nos impulsionar a viver.
Se amanhã eu não estiver mais aqui, o que terá restado do dia de hoje? Foram risos genuínos? Palavras de afeto ditas em voz alta? Um abraço apertado que transmitiu mais do que mil frases? Terei olhado para o céu e me deslumbrado com suas cores, ou estive com a cabeça baixa, distraído nas trivialidades que no grande esquema das coisas, pouco importam?
A vida é um presente embrulhado em mistério. Não sabemos quando a fita será desfeita. Por isso, cada respiração deveria ser um lembrete para estar presente. Para sentir o vento no rosto, o sabor da comida, o calor de uma mão amiga. Para olhar nos olhos de quem amamos e dizer, sem reservas, o quanto são importantes.
Não se trata de viver em desespero, mas em consciência. Consciência de que cada momento é único e irrepetível. De que o tempo não volta. De que as oportunidades de amar, perdoar, aprender e se arriscar são finitas.
Que, se amanhã eu não estiver mais aqui, o hoje tenha sido um dia onde eu fui eu mesmo. Onde minhas ações tenham refletido meus valores. Onde eu tenha deixado uma pequena marca de gentileza, de compreensão, de amor. Que eu tenha vivido, de fato, em vez de apenas existido. E que essa reflexão nos sirva não como um lamento, mas como um convite urgente à vida.
Escolher por nós próprios é, antes de mais, um ato de coragem.
É dizer: “Permito-me viver a minha verdade, mesmo que isso desaponte quem só amava a minha versão editada.”
"Em meio às palavras que escolhi, você se tornou uma aula de
conhecimento. Um pensamento que nunca antes habitou minha mente. A vida, percebi, não se resume apenas a conhecer alguém, mas sim a envolver coração, corpo e mente."
(Publicado em 21/06/2025)
O tempo e o vendaval
O tempo vem com um vendaval, e leva-se tudo...
Tudo se destrói...
Algumas coisas se constroem.
E o tempo é amiga da perfeição
E se voltássemos ao passado,
Apenas, atravessando uma esquina.
De um lado, os nossos sonhos.
Em outro canto, uma estação...
As nossas lágrimas desgarram em nossos olhos.
É como uma paixão que não envelhece...
Mesmo que permaneça algumas semanas,
O vendaval veio para ficar...
Ficaremos bem, meu amor?
E eu não quero ficar sozinha.
E diante do espelho, não quero mais chorar...
O tempo, geralmente, é cruel conosco.
Não chora, meu amor! O mundo nos dará recompensas.
Essas lágrimas são perdidas...
O tempo é cruel conosco.
É capaz de transformar o paraíso em cidades...
E sobre a mesa de bar...
As nossas lágrimas são os goles intermináveis.
O vento é o tempo...
Que nos corrói por dentro.
E a ideia de envelhecer sem você, não me satisfaz.
Então, ser mais um no meio da multidão, também não satisfaz.
Mesmo que os nossos passos sejam diferentes,
Encontrara-me no mesmo bar...
Só o tempo seria capaz de modificar tudo...
O vendaval destruiu os nossos sonhos.
E é por isso,
Que eu estou recomeçando, como a Chuva ensinou-me.
Titânico Mello
O amanhã é um mistério, e o ontem, uma lembrança que já ficou para trás. Tudo o que temos é este breve sopro chamado agora — e ele pode cessar a qualquer instante. Não permita que orgulho ou mágoas silenciem o amor que você sente, nem o amor que alguém sente por você. Ame com verdade, perdoe com leveza e viva com presença. Porque o hoje pode ser o último capítulo... e quem pode garantir que não seja?
Deus,
Como você é misericordioso.
Há como viver longe de você?
Há como ficar um dia inteiro sem você?
Há como não querer te abraçar?
Vou comigo guardar esse desejo, até o dia que te encontrar.
Até você
Um dia te chamei sem te conhecer
Te ouvi sem você chamar
Com esperança e sem entender
Decidi de você me aproximar.
Decisão importante tomei
Com alegria, me entreguei
Na esperança de acreditar
Que por todo dia iria te amar.
''Te Escolhi''
Me rotule
como o homem
que ninguém nunca conheceu.
Em terras gringas,
sem um bom dia
de quem amo —
mesmo assim era seu.
Indiferença,
sua ausência
era estima minha.
Só um profundo:
"Por que?"
Será que isso é realmente o amor?
Poesias,
saudades,
solidão...
Acabou.
Londres, Paris,
Espanha, Cabo Verde,
Portugal, Angola...
Olha lá o brasileiro
morrendo de amor.
A vida ensina mais que a escola,
então entendo
por que homens com H maiúsculo
são promíscuos.
Não é cópia e cola.
Compartilhamos das mesmas ideias,
mas eles mentem e buscam,
enquanto eu falo e busco.
Talvez eu seja
a mente e os músculos,
e eles só... H maiúsculos.
Mas também sinto fome.
E mesmo te escolhendo
entre tantas opções,
nunca deixei de ser homem.
Não é pra me exaltar,
nem dizer que sou foda.
Erro é a sensação de prioridade
a quem parece
que não me escolheu.
Minha palavra é:
eu sou o homem
que ninguém nunca conheceu.
'Tão fácil é expressar o que estou sentindo como um Mustang correndo livre pelas pradarias.
Tão fácil foi apaixonar-me por seu sorriso como o Rio que segue em direção ao mar.
Tão grande é desejar o prazer de sua companhia como é enaltecer um pôr do sol.
Tão certo estou de meus sentimentos como é saber que as folhas se renovam no outono. '
Relato: Meu Pai e o Silêncio das Palavras Escritas
Meu pai é pedreiro. Um homem de mãos firmes, calejadas pelo tempo e pelo trabalho, mas de um coração imenso, onde sempre couberam todos nós, seus filhos. Cresci vendo nele um exemplo de dignidade e esforço, mesmo sem saber, por muito tempo, que ele carregava consigo uma ausência dolorosa: a de não ter sido alfabetizado.
Ele sempre viveu bem, dentro do possível. Cumpria seus deveres com dignidade, ria com facilidade e fazia da simplicidade sua maior riqueza. Mas havia algo que o limitava — o mundo das palavras escritas. Ler um bilhete, uma receita, um endereço... tudo isso exigia ajuda. E ele pedia, com naturalidade, mas também com aquele olhar que escondia algo mais: a falta de uma oportunidade que a vida lhe negou cedo demais.
Lembro de um dia em especial. Na correria da rotina, mandei uma mensagem de texto pelo WhatsApp. Algo simples, rápido, como fazemos com qualquer pessoa. Minutos depois, ele me respondeu com um áudio. A voz dele, firme, disse com doçura e um leve constrangimento: “Filho, fala por áudio, por favor... seu pai não sei ler.”
Foi como um soco silencioso no peito. Eu sempre soube, mas naquele momento, ouvir da boca dele foi diferente. Doeu. Doeu por ele. Por tudo que ele poderia ter vivido se a educação tivesse chegado a tempo. Ele não teve escolha. Precisou largar tudo muito cedo para assumir responsabilidades de gente grande — cuidar da família, trabalhar, garantir o pão.
Mesmo sem ter lido uma só linha de Machado de Assis ou escrito uma carta de próprio punho, meu pai me ensinou lições que livro nenhum traz: sobre coragem, humildade, força e amor. Seu analfabetismo nunca foi sinônimo de ignorância, mas de uma sociedade que ainda falha em garantir a todos o direito de aprender.
Hoje, mais do que nunca, acredito que lutar pela alfabetização de jovens, adultos e idosos é também honrar a história de milhares de “pais” como o meu, que mesmo sem saber ler, escreveram com suor a própria vida.
Um Ponto de Luz
Na vasta penumbra da noite,
um ponto de luz sussurra a aurora.
É a esperança, não nomeada,
que tece a certeza de um novo dia.
Um instante — hora, minuto, segundo —
se transfigura em eternidade.
Banhado pela aura do que não se explica,
mergulho na corrente oculta da natureza.
Que grandeza, sem palavras para contê-la!
É o ser que se encanta e se deixa encantar,
um pulsar que luta, um véu que se revela,
chama serena que ilumina a vida.
E as lágrimas?
Faróis em alto-mar,
guiam a alma à deriva,
sinalizam o caminho na imensidão.
Um ponto de luz,
tecido no silêncio,
é a dança do eterno
que abraça o instante sem fim.
Ver gente feliz, é como tomar uma xícara de café que acabou de ser coado, cheio de afeto!
Com um belo pão de queijo, sentado na varanda e de vista, um belo amanhecer chuvoso.
Sua única preocupação é alimentar o seu gado, galinha e pato, e pra tudo ser perfeito, amar e cuidar daquele que você escolheu como companhia, pro resto da sua vida.
Porque, no fim das contas, sempre será sobre quem Deus É!
"A vida é como um filme, e nós, os seres humanos, somos os atores. Deus é o escritor e diretor, e a cada cena, a cada nova vida, aperfeiçoamos nossos conhecimentos e colecionamos novos dons."
