Termino de um Amor Proibido
Entre sombras, surgiu o amor,
Doce e breve como a flor,
Dois corações que se encontraram,
Em um mundo onde se perderam.
Ela, a luz que o guiava,
Ele, o silêncio que a guardava.
Mas o tempo, implacável dor,
Soprou ventos de pálido temor.
Promessas feitas, jamais cumpridas,
Vidas entrelaçadas, já divididas.
Em desespero, um passo ao fim,
Onde o amor sucumbe ao jardim.
Ela partiu, ele chorou,
No abismo, a alma se lançou.
E na queda, no último alento,
Morreu o sonho, calou-se o vento.
Era um sonho, tão lindo, tão doce,
Onde o amor florescia sem fim,
Caminhávamos juntos, de mãos dadas,
Sob o céu, sob estrelas sem fim.
Nos teus olhos, eu via o futuro,
Um mundo de luz, sem dor, sem pesar,
Mas era um sonho, ilusão passageira,
Que ao acordar, só me fez lamentar.
O vento soprava promessas vazias,
O tempo brincava de nos enganar,
Pois o amor que senti nos teus braços
Nunca existiu, não podia durar.
Era belo enquanto dormia,
No silêncio onde a alma se perde,
Mas a vida, cruel, me acordou,
E no vazio do dia, ela arde.
Agora caminho sozinho,
Na estrada que a realidade construiu,
O amor era sonho, um suspiro distante,
Que nunca viveu, nunca existiu.
' AMOR SOBRENATURAL '
Uma Mãe, uma rainha,
Um Amor incondicional,
Com o filho ela caminha,
Para livra-lo, no mundo do mal.
Uma grande companheira;
Mãe é um amor descomunal,
é neste mundo uma guerreira
Mãe; um amor sobrenatural !
Para dar dar vida a um filho
Aguenta firme a dor do parto
Na vida, a morte, o desvencilho
cresce, as vezes o filho ingrato
Uma mãe Para ver seu filho feliz,
Enfrenta no mundo, seja o que for,
É forte carvalho com profunda raíz;
Mãe, é na terra sinônimo de amor !
Maria Francisca Leite
Relacionamentos carregam alegria e dor. Às vezes, um amor enorme pode desaparecer. Em outras, relacionamentos conturbados se recuperam. A vida pode trazer reviravoltas inesperadas. Tudo o que podemos fazer é dar valor ao que temos e tentar ao máximo fazer a coisa certa.
Tudo o que podemos fazer é ter coragem de acreditar no amor e lutar por ele.
Um dia, quem sabe, eu encontro
O amor que tanto sonhei,
Aquele que vem com calma,
Que fica, que nunca errei.
Será um amor sem pressa,
Que chega quando o vento parar,
Trazendo nos olhos o brilho
De quem também quer amar.
Um dia, talvez ao acaso,
No meio de um dia comum,
Encontrarei, eu sei,
O amor que tanto sonhei.
- Sweet ignorantia
Amor meu, dê-me um beijo e,
me leve novamente para a doce ignorância.
Pois o excesso de lucidez quer me engolir!
Preciso sonhar um pouco,
assim como os sonhadores o fazem.
Pois assim vivem todas as coisas;
até os confins do universo sabemos que,
por regra há de ter equilíbrio em tudo.
Precisamos da noite, e depois do dia.
Ansiamos o verão para logo depois,
esperar o inverno.
O caos só é caos pois existe a ordem.
Me deleito então em seus braços,
braços esses que busco com sede insaciável;
pois sei que meu âmago não suportaria,
uma vida em total lucidez. Necessito...
Necessito de ti amor meu! Me resgate!
Me embebede com as ilusões, faz-me crer que,
nesse mundo há segurança, há sentido, há amor..!
E viveremos eternamente: outrora nos puxando,
outrora nos empurrando.
Pois vê-se a ambivalência, hora lhe faço bem,
hora lhe faço mal. E num sonho vou me arrastando,
nessa doce ignorância. Sem consciência de que,
tão miserável e sem sentido qualquer: essa sou eu!
“Educar é uma vocação, um ato de amor, um dom dado por Deus. E a maior recompensa é quando vemos os frutos da semente que ajudamos a cultivar!”
“Meu amor calmo”
Amar você é navegar em águas serenas,
Um mar de calmaria, sem pressa, sem cenas.
Seu amor é pacato, tranquilo, sensato,
Um porto seguro, onde descanso de fato.
Você é cheio de sonhos, visão de futuro,
Fluente em palavras, inglês tão seguro.
Carinhoso e atento, me faz sorrir,
Mas quando é manhoso, só quer me atrair.
Briga com deboche, me tira do sério,
E ainda assim, você é o meu mistério.
Marcas do passado te deixam parado,
Preso em memórias, num tempo guardado.
Mas o seu amor é descanso e rotina,
Com você, a vida é simples, fina.
Uma massagem certa, a comida servida,
E vez ou outra, o cigarro na vida.
Com você, tudo é leve, tudo é paz,
Sem grandes loucuras, mas amor que me traz
A certeza tranquila de ser e estar,
Na calma dos dias, a gente a amar.
- Um amor no sitio encantado
Num chalé sereno, um jovem casal,
Sob a luz da noite, o amor inicial.
Sentados no banquinho de madeira,
Fizeram juras, promessas, à vida inteira.
Olhos que brilhavam, corações em festa,
No primeiro olhar, a alma se manifesta.
Sonhos entrelaçados, risos a ecoar,
No sítio encantado, onde o tempo vai parar.
“Vamos envelhecer juntos”, prometeram,
Na brisa suave, seus planos teceram.
Caminhar por trilhas, dançar sob a lua, muitos CNPJ’s, e vida flui.
Cada momento, uma história que flutua.
E assim, os anos passaram, com ternura,
Construindo um lar, vivendo a aventura.
A vida ensinou, mas o amor persistiu,
Em cada desafio, a fé nunca se esvaiu.
Ao chegar aos 75, voltaram ao lugar,
Sentaram no banquinho, prontos a recordar.
Um cigarro aceso, um riso compartilhado,
Relembrando a juventude, o amor eternizado.
Com mãos entrelaçadas, seus olhos se encontraram,
As promessas de outrora, na memória, brilharam.
Na simplicidade do ser, a grandeza do amar,
No banquinho de madeira, a vida juntos a celebrar.
Amor na praia
À beira do mar, onde o mundo se apaga,
Um casal se encontra, em paz se embriaga.
Com pés na areia e o vinho ao alcance,
Selam o instante num eterno enlace.
Eles trocam olhares, faíscas e sonhos,
Com sorrisos leves, carinhos risonhos.
Entre tragos suaves e goles de vinho,
Se perdem, famintos, no mesmo caminho.
A brisa sussurra promessas no ar,
O toque é macio, no vai e vem do mar.
Ele oferece o peito, ela, o seu riso,
Cada gesto um pedaço de paraíso.
Planos murmurados, segredos trocados,
O futuro é vasto, como o céu estrelado.
Cada palavra, um pedaço de chão,
Onde constroem, juntos, a própria canção.
No toque das mãos, no calor do abraço,
Se devoram inteiros, num doce cansaço.
E ali, onde a onda se encontra com a areia,
Selam o amor, como quem nunca anseia.
Na praia deserta, ele é dono ela é musa,
Bebem do desejo, a noite confusa.
Entre o vinho e o cigarro, no seu vai e vem,
Amam-se, livres, como ninguém.
Farpas de amor
Trocam farpas, olhares, espinhos,
Palavras que ferem, seguem sozinhos.
Um tentando ao outro calar, ferir,
Como se a dor fosse fazê-los partir.
Ela o acusa, ele rebate,
E entre as frases, o orgulho abate.
São dores ditas, são mágoas veladas,
São noites longas, almas cansadas.
Mas no fundo do peito, em meio ao escuro,
O que desejam é um porto seguro.
Querem a paz que só o outro traz,
No calor do abraço, no toque da paz.
Cada frase áspera, cada ironia,
Esconde o desejo de uma sintonia.
Pois sabem bem, no fundo, no fundo,
Que o amor é abrigo e silêncio profundo.
Então se olham, coração em lamento,
Sabem que o amor é também acalento.
E após as farpas, as brigas, o chão,
Renasce o amor na palma da mão.
Pois o que seriam sem esse ardor?
Sem cada troca, sem dor e amor?
Amam-se assim, sem meio-termo,
São chama e calma, lar e devaneio.
_ACASO DE UM AMOR_
Te plantei em mim, em loucura e lucidez
Dia a após dia
No anoitecer me cobrir em lágrimas, porém, amanhecer me fez sorrir
Te acariciava com o meu pensamento
Onde você sempre esteve presente
Mesmo no oculto da tua existência
Pois lhe preocurava sem ter noção do que seria
Mais a medida em que vida foi se movendo
O destino nos uniu
A mesma rota que te trouxe, afugentou me Esse amor se
transformou em desespero
A solidão tomou conta da aquilo que a felicidade deveria
tocar
Com o tempo me reconciliei com o equilíbrio
O amor voltou a ser simples, moldou em gratidão
Pulde vê com clareza, todo aquele sentimento foi medo de estar só
E hoje sei viver com ou sem você
porém não sem mim
Venha, meu amor, desvende os mistérios que me compõem,
E juntos, queimemos em um fogo eterno, que nunca se apaga.
Ensaios de um fim
A vida e suas prioridades,
O amor e a rotina,
Um relacionamento de verdade,
Não se encontra em cada esquina.
Nota-se entre nós um distanciamento,
Provocado pelas circunstâncias da vida,
Tomara que não haja sofrimento,
E que nossas almas não saiam feridas.
O sinal é claro como o dia,
Tudo será questão de tempo,
Chegando a carta de alforria,
Finda-se o sofrimento.
Não precisamos para o outro mentir,
Daquilo que não temos mais tempo,
Forçar uma barra e ter que fingir,
Só ativa um grande tormento.
Não quero fazê-la sofrer,
Nem tampouco sofrer com essa situação,
Está com você e não a ter,
É o mesmo que uma encenação.
Prefiro caminhar a estrada da solidão,
Do que viver um amor de aparência,
Lá, serei eu, um cara cheio de emoção,
Sem me preocupar com a consciência
É ruim ficar sem você,
Jamais imaginei um término assim,
Sem você terei que inventar um porquê,
Um porque da flor sair do meu jardim.
Lourival Alves
