Termino de um Amor Proibido

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No meu coração fiz um lar
o meu coração é o teu lar
e de que me adianta tanta mobília
se você não está comigo?

Nando Reis

Nota: Trecho da letra da música "No Recreio"

Eu poderia falar três palavras sobre eu mesma e ainda assim seria um resumo.

Penso que agora terei que pedir licença para morrer um pouco. Com licença – sim? Não demoro. Obrigada.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Rocco. 1998.

A sabedoria de um homem não está em não errar e não passar por sofrimentos, mas no destino que ele dá aos seus erros e sofrimentos.

Um dia a gente acorda, os livros nos acordam, um anjo nos acorda, e somos avisados: não adianta mais olhar para trás. É ir em frente ou nada.

E se eu não for um super-herói? E se eu for o vilão?

Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer para poder me livrar do prático efeito: das tuas frases feitas, das tuas perfeitas!

Cazuza
Eu Queria Ter Uma Bomba

Fofocar sobre os outros é certamente um defeito, mas é uma virtude quando aplicado a si mesmo

A vida é feita de poucas certezas e muitos dar-se um jeito.

Desconhecido

Nota: A citação costuma ser atribuída a Guimarães Rosa, mas não há fontes que confirmem essa autoria.

O homem de bem é um cadáver mal-informado. Não sabe que morreu.

Nelson Rodrigues
Só os profetas enxergam o óbvio: frases inesquecíveis de Nelson Rodrigues. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2020.
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Podemos oferecer um presente, mas não podemos obrigar ninguém a aceitá-lo.

Sei a minha sina.
Um dia meu nome será lembrança de algo terrível.
De uma crise como jamais houve sobre a Terra.
Da mais profunda colisão de consciências.
De uma decisão conjurada contra tudo que até então foi acreditado, santificado, requerido.
Não sou um ser humano, sou uma dinamite, na transvaloração de todos os valores.
Eis a minha fórmula para um ato de suprema octognose da humanidade que em mim se fez gene e carne...

A água que não corre forma um pântano; a mente que não trabalha forma um tolo.

Eros e Psique

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

Aliás – descubro eu agora – eu também não faço a menor falta, e até o que escrevo um outro escreveria.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Do sabor das coisas

Por mais raro que seja,
Ou mais antigo,
Só um vinho é deveras excelente:
Aquele que tu bebes calmamente
Com o teu mais velho
E silencioso amigo...

Mario Quintana
QUINTANA, Mario. Espelho mágico. Porto Alegre: Ed. Globo. 2005

Enxugue estas lágrimas
Não fique triste assim
Um dia voltarei meu bem
Aqui não é o fim

Dê-me tua mão
É teu o meu coração

Não vou te esquecer
Não fique a temer
Pois o nosso amor
Não foi em vão

Num mundo como este, onde nada é estável e nada perdura, mas é arremessado em um incansável turbilhão de mudanças, onde tudo se apressa, voa, e mantém-se em equilíbrio avançando e movendo-se continuamente, como um acrobata em uma corda – em tal mundo, a felicidade é inconcebível. Como poderia haver onde, como Platão diz, tornar-se continuamente e nunca ser é a única forma de existência? Primeiramente, nenhum homem é feliz; luta sua vida toda em busca de uma felicidade imaginária, a qual raramente alcança, e, quando alcança, é apenas para sua desilusão; e, via de regra, no fim, é um náufrago, chegando ao porto com mastros e velas faltando. Então dá no mesmo se foi feliz ou infeliz, pois sua vida nunca foi mais que um presente sempre passageiro, que agora já acabou.

Se cada dia cai,
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.

Há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

Pablo Neruda
Últimos poemas

Um insulto supera qualquer argumento.

Arthur Schopenhauer
SCHOPENHAEUR, A., A Arte de Insultar