Frases com ter
Quando nasci, minha mãe disse que pensou que eu fosse um menino. Meu pai reclamava de ter fêmeas em casa. Passei a vida tentando provar que eu não fui um erro.
Nós somos intérpretes da realidade. Não podemos vê-la, apenas podemos ter consciência da nossa interpretação.
Da sabedoria
Não terá o sábio consciência da sua irresponsabilidade e da sua atitude temerária ao construir uma doutrina, verdadeira receita de vida, para cristalizar o que passou por um momento na sua mente?
Poderá ele criar fórmulas e receitas para influenciar os outros quando isso só se refere a si próprio e não tem valor quando aplicado a outras pessoas?
Correrá o risco de ser chamado de ser iluminado quando não tem certeza de que a sua comida é um veneno ou um alimento?
Acreditará ser a justa medida do mundo, sendo apenas mais um bobo e frágil ser humano?
Nunca use suas próprias virtudes para diminuir as escolhas de outra pessoa. Ter bons valores não nos torna superiores a ninguém. A verdadeira maturidade é viver de acordo com aquilo que acreditamos sem precisar convencer os outros de que estamos certos.
*O FOGUETE QUE FICOU NO QUINTAL*
O sábado amanheceu com aquele sol que parece ter preferência pelos sábados.
Durante a semana ele se esconde atrás de nuvens, prédios, compromissos e caras fechadas. No sábado, resolve aparecer. Como se também tivesse direito a descansar.
Eu estava na varanda quando ouvi o primeiro grito.
Depois outro.
Depois uma discussão sobre quem tinha pegado o brinquedo de quem.
As crianças tinham chegado.
Meus filhos, meus netos, suas vozes, suas provocações e aquela capacidade irritante de transformar qualquer cinco minutos de silêncio em uma guerra civil de pequenas proporções.
A casa ficou diferente.
O gato também percebeu.
Era talvez sua primeira experiência com crianças. No começo ficou parado, olhando para aqueles pequenos seres correndo pela sala como quem observa uma espécie desconhecida. Depois descobriram o gato.
Em menos de dez minutos ele já estava sendo disputado.
Um queria pegar.
Outro queria fazer carinho.
Outro dizia que era dele.
O gato olhava para mim com uma expressão que parecia perguntar por que eu tinha permitido aquela invasão.
Não fiz nada.
Algumas coisas precisam ser vividas até o fim.
Inclusive a paciência de um gato.
Na cozinha, as crianças descobriram a torta.
Uma delas desapareceu.
Depois outra parte.
Quando percebi, havia apenas algumas migalhas e uma espécie de silêncio constrangido entre os pratos.
Teria que encomendar mais duas.
Talvez três.
Na sala, atacaram a estante.
Mexeram nos livros.
Puxaram alguns.
Empilharam outros.
Os livros que ainda estavam nas caixas abertas foram parar no chão.
Fizeram castelos.
Muralhas.
Fortalezas.
Durante alguns minutos, aquela pilha de livros que eu passei anos tentando conservar em ordem parecia ter encontrado uma função muito mais honesta.
Servia para brincar.
No pátio, havia três balanços presos às duas árvores.
Nunca tinham parecido um playground.
Naquele sábado, pareciam.
Havia caixas de madeira, pedaços de tábua, coisas esquecidas na garagem.
Então meu neto olhou para um tambor velho e decidiu que aquilo era um foguete.
Um foguete.
Fiquei olhando para ele.
Ele não precisava de tecnologia.
Não precisava de combustível.
Não precisava de autorização da NASA.
Precisava apenas de um tambor velho, algumas tábuas e uma noite estrelada.
E então me lembrei de uma coisa que eu havia esquecido.
Eu também já quis ir para o espaço.
Houve um tempo em que eu acreditava que pisaria num foguete.
Não porque entendesse de ciência.
Porque toda criança precisa inventar um céu onde a vida pareça valer a pena.
O foguete nunca foi um veículo.
Era uma mentira bonita.
Daquelas que a gente conta para si mesmo antes de descobrir que o mundo costuma distribuir mais boletos do que milagres.
Depois vieram os quarenta.
A idade em que o espelho deixa de fazer gentilezas.
Foi quando percebi que nenhum foguete pisou no quintal daquela casa.
O que chegou foram contas.
Responsabilidades.
Cansaço.
Algumas mulheres que passaram como chuva de verão.
Amigos que aprenderam a sorrir para fotografias enquanto enterravam silenciosamente a própria fome de existir.
Eu ainda procurava alguma coisa.
Não sabia exatamente o quê.
Chamava de sentido porque qualquer palavra menor pareceria covardia.
Aos quarenta ainda existe uma certa arrogância.
A gente acredita que está atrasado, mas que ainda dá tempo.
Aos sessenta e dois, a conta fica diferente.
Não dói apenas o corpo.
Doem também as expectativas que sobreviveram tempo demais.
Os dias começam a parecer copos vazios esperando uma bebida que ninguém serve.
Não é exatamente tristeza.
É um cansaço antigo.
Uma coisa que dorme no peito e acorda antes da gente.
Às vezes olho para uma folha caindo de uma árvore e tenho vontade de colocá-la de volta no galho.
É um impulso ridículo.
Mas compreensível.
Porque a gente passa boa parte da vida tentando devolver as coisas ao lugar.
Um casamento ao começo.
Uma amizade ao primeiro abraço.
Um pai à juventude.
Um amor ao instante anterior à despedida.
Só existe um problema.
Folhas não voltam.
Pessoas também não.
E o tempo é o sujeito mais mal-educado que conheço.
Ele não pede licença.
Não negocia.
Não aceita pagamento parcelado.
Enquanto isso, o mundo continua vendendo a mesma velha mentira.
Todo mundo merece um dia melhor.
É bonito dizer isso.
O problema é que ninguém ensina o caminho.
Ensinaram-me a trabalhar.
A competir.
A produzir.
A acumular.
A parecer bem.
Ninguém ensinou a existir.
Talvez por isso tanta gente tenha aprendido a construir uma vida que parece ótima por fora e não serve para morar por dentro.
Basta abrir qualquer tela.
Casas perfeitas.
Viagens perfeitas.
Corpos perfeitos.
Casamentos perfeitos.
Famílias sorrindo diante de uma paisagem que provavelmente alguém levou vinte minutos para escolher.
A vida virou vitrine.
E ninguém quer aparecer com a mercadoria quebrada.
Eu olho para antigos amigos.
Alguns parecem ter vencido.
Casas maiores.
Carros melhores.
Viagens.
Fotografias.
Sorrisos impecáveis.
Mas já não acredito muito nessa luz.
Existe um sol artificial iluminando a terra da normalização.
É uma luz forte.
Só não aquece.
Ali, o verbo ser foi lentamente assassinado pelo verbo ter.
As pessoas compram identidades em prestações.
Vendem a própria autenticidade em troca de aprovação.
Sorriem como quem cumpre expediente.
Abraçam como quem assina contrato.
A empatia virou artigo de luxo.
A delicadeza passou a parecer fraqueza.
A verdade tornou-se inconveniente.
E talvez seja por isso que eu viva dentro de uma espécie de bolha.
De um lado, o mundo do faz de conta.
Do outro, o mundo real que quase ninguém parece querer habitar.
Eu ainda acredito em coisas que parecem ter ficado velhas.
Palavra.
Lealdade.
Silêncio.
Afeto.
Presença.
Acredito que uma pessoa pode sentar ao lado da outra sem precisar fotografar o momento.
Acredito que carinho não precisa de testemunhas.
Acredito que uma amizade não deveria depender de utilidade.
Talvez eu esteja errado.
Aos sessenta e dois, já aprendi que estar errado é uma das poucas coisas que ainda podemos fazer de graça.
Durante muitos anos procurei minha rainha da beleza.
Não a mulher das revistas.
Essa desaparece quando a maquiagem encontra a primeira lágrima.
Eu procurava outra coisa.
Uma beleza sentimental.
Uma mulher cuja inteligência soubesse abraçar sem tocar.
Que pudesse permanecer em silêncio sem transformar o silêncio em distância.
Alguém cuja alma não estivesse à venda por curtidas, status ou conveniências.
Ainda procuro.
Talvez ela também esteja perdida em algum balcão de bar.
Talvez esteja cansada.
Talvez tenha desistido.
Talvez tenha encontrado alguém.
A vida não costuma prestar contas.
Naquela tarde, porém, havia outras coisas acontecendo.
Meu neto continuava construindo o foguete.
Pegou uma caixa.
Depois uma tábua.
Depois o tambor.
Pediu ajuda para amarrar uma coisa na outra.
Disse que precisava ficar pronto antes da noite.
Queria olhar as estrelas de dentro dele.
Eu ajudei.
Não porque acreditasse que aquilo fosse realmente um foguete.
Mas porque, naquele momento, percebi que talvez eu tivesse passado tempo demais tentando provar que os foguetes não existiam.
Talvez essa seja uma das doenças da idade.
A gente descobre como o mundo funciona e começa a desprezar quem ainda acredita que ele pode funcionar de outra maneira.
Olhei para aquelas crianças correndo pelo pátio.
O gato fugindo de um lado para outro.
Os livros espalhados.
As migalhas da torta.
As caixas.
As tábuas.
O tambor.
A casa completamente fora do lugar.
E, pela primeira vez em muito tempo, aquilo não me incomodou.
Talvez porque o caos deles tivesse alguma coisa que o meu mundo organizado perdeu.
Vida.
Não a vida vendida nas fotografias.
A outra.
A que grita.
Que suja.
Que derruba.
Que quebra.
Que pergunta.
Que inventa foguetes com um tambor velho.
Fiquei pensando que talvez envelhecer seja descobrir que o mundo nunca prometeu salvação.
O foguete não veio.
Aos quarenta, eu descobri.
Aos sessenta e dois, aceitei.
Mas naquele sábado alguma coisa mudou.
Porque o foguete não precisava mais ser meu.
Ele estava ali.
No quintal.
Construído pelas mãos pequenas de quem ainda não sabia que o mundo cobra caro pelos sonhos.
E talvez seja isso que eu queira para eles.
Que demorem muito para descobrir.
Que tenham coragem de olhar para as estrelas sem perguntar quanto custa.
Que não confundam sucesso com felicidade.
Que não entreguem a própria autenticidade em troca de aplausos.
Que saibam amar sem transformar o amor em vitrine.
Que tenham amigos capazes de permanecer quando não houver fotografia.
Que aprendam a sentir a dor sem fazer dela uma identidade.
Que não tenham vergonha da delicadeza.
Que não deixem ninguém convencer que possuir é mais importante do que ser.
E, principalmente, que vivam.
De verdade.
Porque talvez a grande tragédia não seja envelhecer.
Talvez seja chegar aos sessenta e dois, olhar para trás e perceber que passamos a vida inteira tentando parecer vivos.
Naquela noite, meu neto entrou no tambor.
Olhou para o céu.
Perguntou se eu achava que dava para chegar até as estrelas.
Eu olhei para ele.
Depois olhei para o foguete improvisado.
E disse que sim. Olhe bem para o infinito, feche os olhos e demore um pouco. Abra, feche e demore. Isso irá fotografar o céu. Depois, ligue a inguinação e voe.
Ele sorriu.
Foi um sorriso verdadeiro.
Sem câmera.
Sem postagem.
Sem filtro.
E foi provavelmente a coisa mais verdadeira que vi naquele sábado.
Fiquei na varanda enquanto as crianças brincavam.
O sol já tinha ido embora.
As estrelas começaram a aparecer.
E, por alguns minutos, eu não pensei nos quarenta.
Nem nos sessenta e dois.
Nem nas coisas que não voltam.
Nem nos amigos que se perderam.
Nem nas mulheres que foram embora.
Nem nos boletos.
Nem nesse mundo que aprendeu a vender felicidade em prestações.
Fiquei apenas ali.
Ouvindo meus netos.
E percebi uma coisa que talvez eu tenha levado sessenta e dois anos para entender:
alguns foguetes não foram feitos para sair do chão.
Foram feitos para nos lembrar de olhar para cima.
E talvez seja isso que importa.
Não chegar às estrelas.
Mas não perder a capacidade de procurá-las.
*CADA MACACO NO SEU GALHO*
Pai educa.
Professor ensina.
Quando o pai não quer ter o trabalho de educar em casa, sobra pro professor.
Aí a criança não respeita ninguém. Nem pai, nem professor.
Escola não é conserto de filho mal criado.
É lugar de aprender.
_Van Escher
Tem gente que acorda
e toma e toma logo uma dose de veneno
pra ter o que cuspir.
Na igreja: "Pai Nosso".
Na internet: dedo na cara.
"Perdoai-nos
assim como nós perdoamos"
Dedo no olho do outro até sangrar.
Virou reza vazia.
Jesus disse: amai-vos uns aos outros!
O Brasil respondeu: odiai-vos.
É mais língua do que corpo sendo enterrado todos os dias!
E o céu chora
vendo maltrapilho
sendo teste de Deus
que ninguém vê.
Van Escher
Disseram que era política.
Mas era medo.
Medo do pobre virar gente.
Medo de não ter mais
quem limpe o chão.
O ódio tem CEP.
E tem preço de mão de obra.
Jesus andou com pescador.
O Brasil crucifica
quem dá rede pro pescador.
Van Escher
Pensar é diferente de ter pensamentos; o primeiro é racional, o segundo é a invasão dos sentimentos, ou seja, uma cabeça que não pensa racionalmente fica a mercê dos pensamentos vazios, do senso comum.
Aldemi E de Matos
Engrenagens surgem para ter responsabilidade do controle social...?
As bolhas de informações sao adereços de beleza extrema importante pois declínio e a constante na origem da informação.
Formação de vertente social da especulação da moralidade...
Sendo a sensatez a ser obrigada ter novos parâmetros para a engenheria social.
O bug social labirinto de debates sobre havaianas ou estado inerte todavia o verbal da a polarização novas fantasias
Para que se abra paradoxos sociais.
Aonde o estado dividido é fraco e pode ser subjugado por outras engrenagens estruturais.
Somos o ser ou somos o ter ....
Somos que temos ou somos o ser...
Somos máquinas ou somos racionas?
Perguntas tantas contradições...
Somos nossa ironia em nossa existência..
O transhumanismo é mistura do ser humano com máquinas por assim dizer.
Pode se ser usada como termos da interface do conhecimento com as máquinas.
Portanto um ser artificial pode se fundir com ser humano?
É uma realidade que vivemos.
No qual as máquinas desfrutam de liberdade para evoluir e se reproduzir.
Tendo relações e interações entre si.
é tão bom ter gente boa ao nosso lado, e tão melhor quanto isso, é ser gente boa para alguém, e esse alguém ser reciproco.
ontem eu te vi, só não posso afirmar que foi pessoalmente, ou físicamente, já que eu poderia ter tocado em seu corpo,
mas infelizmente não foi dessa vez, não dessa vez.
talvez o problema seja meu, e claro, ele é.
por que quem insiste em ligar, em pensar, e olhar as fotos sou eu.
o passado condena, ele fere, machuca, e tira a paz.
eu poderia ter deixado você ir, de uma só vez, mas talvez, eu poderia ter deixado.
quem sabe, amado, ficado, esperado, mas infelizmente você só está ali, do outro lado.
e nem sabe quem sou, talvez, eu seja seu amor.
seu amante, amante amado.
A alucinação das estrelas e colonias espaciais. Fuga para estrelas seria s otupia mas temos ter pes no chão realidade ambígua focada imaculada.
Somos objetos na imensidão nada sabemos do que sabemos nas linhas do tempo. Somos um sopro na definição inversal gritamoaos quatros cantos existimos para extir Somos formigas intelectuais... aplausos apagamos a fogueira acendemos a luz.
Nas fronteiras do pensamento somos cegos por ter o direto de questionas as verdades que nos faz viver,
Dentro de cada camada somos alienados pelas palavras jogadas numa caixa vazia o que compramos com um voto, 4 anos de desastre sera que não lembramos será que a pandemia foi insignificante. Sera que fome a febre de negacionismo foi seu lema, e a verdade te enterrou como as suas vítimas, tudo que dira não sou coveiro, impressa lixo...! Vai pedir para tua mãe vacina! Esta vacina vai transforma em jacare!
