Frases com ter

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O maior luxo da vida é ter tempo para o silêncio e para o afeto, o resto é apenas ruído e superficialidade.

A maturidade é o cálculo frio onde se troca a febre vã de ter a última palavra pelo alívio profundo de ter sossego, a serenidade é a moeda de troca que aniquila o valor de qualquer argumento.

A perda me ensinou a medir tudo em silêncio. O pouco que sobrou passou a ter peso de tesouro. Conto moedas de afeto e invisto em gestos pequenos. Há economia no cuidado com o próprio quebrado. E essa prudência constrói a base para novos começos.

Há manhãs em que o céu parece ter riscado meus planos. Reescrevo com caneta de paciência. Algumas letras saem tortas, mas ainda dizem algo. Aprender a reescrever é dom que a vida impõe. E a cada versão, eu sou menos imaturo.

No final, o que nos salva é ter nome para o que sentimos. Nomear a dor, a alegria, o medo, a graça. Com o nome, a sensação perde um pouco de potência destrutiva. Passa a ser matéria que podemos trabalhar. E assim, transformando linguagem em trato, vamos vivendo.

Deus deve ter um carinho especial pelos que choram escondidos no banheiro, abafando os soluços com a toalha para não interromper a janta dos outros. É nesse silêncio úmido que a santidade se manifesta, longe dos altares e perto das misérias que nos tornam humanos.

Gostaria de ter a fé das crianças que pulam no colo do pai sem medo de cair, mas minha confiança foi quebrada tantas vezes que hoje eu analiso até a solidez do chão antes de dar um passo. A prudência é a cicatriz da alma que já se estraçalhou no asfalto da realidade.

A alma é uma casa abandonada onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado há muito tempo. Mas eu gosto do barulho do vento, ele me lembra que, embora a casa esteja vazia, ela ainda respira a poeira do que foi vivido.

A solidão é o preço que se paga por ter uma alma que não aceita imitações e que prefere o isolamento à companhia de quem só sabe falar do que é superficial. É um custo alto, mas a vista do deserto é muito mais honesta do que a da cidade iluminada por luzes artificiais.

24 Prelúdios, Op. 28, de Frédéric Chopin.


Naquela noite em Valldemossa, o mundo parecia ter sido reduzido ao som da água.


O mosteiro respirava um silêncio antigo, quebrado apenas pelo insistente cair das gotas — como se o céu, cansado de sustentar seus próprios pesos, decidisse chorar sobre a pedra fria. Dentro de um quarto úmido, Frédéric Chopin não dormia. O corpo frágil repousava, mas a alma permanecia desperta, inquieta, à beira de algo que não se pode nomear.


Dizem que a chuva o atravessou.


Não por fora — mas por dentro.


Cada gota que tocava o telhado encontrava eco em seu peito, como um pulso repetido, uma lembrança que se recusa a morrer. E então, entre a febre e o silêncio, ele viu — ou sentiu — a si mesmo afundando lentamente em um lago escuro, onde o tempo não corre, apenas escorre.


Gota.


Gota.


Gota.


Não era mais o mundo que chorava.


Era ele.


Quando George Sand voltou, encontrou um homem que já não estava inteiro. Havia nele algo que tinha ficado naquela água imaginada, submerso entre sombras e sons. Mas sobre o piano, quase como um reflexo involuntário da dor, nascia uma sequência de notas que insistiam em cair — sempre a mesma, sempre igual, como se a música tivesse aprendido a imitar a chuva… ou a memória.


Ele negaria depois.


Diria que não era chuva.


Que não havia gotas.


Que a música não descreve, apenas existe.


Mas há verdades que não pertencem ao compositor — pertencem ao abismo de onde a música vem.


E naquele prelúdio, escondido entre luz e tempestade, ainda é possível ouvir:


não a chuva do céu,


mas a que cai dentro de alguém.




- Tiago Scheimann

A vida no Sul é feita de horizontes que parecem não ter fim e de um silêncio que não é vazio — é carregado de memória, de ausência e de tudo aquilo que o vento insiste em contar para quem aprende a escutar. Aqui, o tempo não corre; ele se assenta. Ele respeita quem finca raiz e não se dobra à pressa de um mundo que esqueceu de sentir.


Entre o frio cortante das manhãs e o calor denso de um chimarrão amargo, existe um ritual que sustenta a alma: o sorgo que gira na roda, a caninha boa que aquece o peito e as lembranças de um povo que aprendeu a resistir antes mesmo de aprender a sonhar. Não é só costume — é sobrevivência transformada em tradição.


Há pegadas de marujo marcadas no chão, há couro curtido pelo sal do litoral e uma identidade moldada entre o campo bruto e a água inquieta. Aqui, a gente aprende cedo que viver é manter o equilíbrio mesmo quando tudo balança — seja no lombo de um cavalo ou no balanço incerto de uma canoa. Aprende-se a ler o céu como quem lê o destino e a entender o silêncio das marés como se fosse linguagem.


Foi assim, olhando o velho pai, que vieram os primeiros ensinamentos — não em palavras, mas em gestos. Nos tiros de laço lançados contra o vento, na paciência quase sagrada da tarrafa aberta na lagoa, na firmeza de quem nunca precisou dizer muito para ensinar tudo. É nesse chão que se aprende que herança não é o que se recebe, é o que se honra.


E quando o olhar encontra o reflexo de uma lagoa verde e azul, não é só paisagem — é espelho de uma identidade inteira. É memória viva, é música que atravessa gerações sem pedir licença, é sentimento que não cabe em explicação. Ali, naquele instante, tudo faz sentido sem precisar de tradução.


Viver no Sul não é apenas existir em um lugar — é carregar um estado de espírito que mistura dureza e sensibilidade, silêncio e profundidade. É entender que a vida não precisa ser alta para ser intensa, nem rápida para ser verdadeira.


É um jeito de viver que não se explica — se sente.
Se carrega no peito como marca definitiva.
E se honra, todos os dias, como quem sabe exatamente de onde veio e por que permanece.


- Tiago Scheimann

Existe uma espiritualidade silenciosa em quem continua respirando mesmo depois de ter perdido partes inteiras de si pelo caminho.

Existe uma beleza profundamente triste em quem continua sendo sensível depois de ter conhecido a brutalidade humana de perto.

Voltar ao começo não é caminhar para trás. É ter coragem de encontrar, entre os escombros, a versão de nós mesmos que ficou esperando para ser amada.

A complexidade do amor jamais deveria ter sido reduzida à banalidade que, lamentavelmente, hoje o circunda. Esse sentimento de natureza sublime não é um fenômeno que simplesmente irrompe na consciência; é uma construção meticulosa, quase quântica, arquitetada por duas existências que, outrora, eram universos absolutamente desconhecidos uma da outra.


Talvez muitos jamais alcancem sua verdadeira dimensão, nem experimentem sua essência em sua forma mais autêntica. Contudo, aqueles que efetivamente o vivenciam compreendem uma verdade inexorável: o amor transcende a linguagem. Qualquer tentativa de defini-lo com absoluta precisão fracassa diante de sua profundidade, pois existem sentimentos cuja magnitude excede a capacidade das palavras e só podem ser plenamente compreendidos por aqueles que os experimentaram.


- Tiago Scheimann

Você não pode ter nada, mas o mundo e teu.

Nunca tenha pena do seu inimigo, assim como não se deve ter pena de um bandido. A piedade é uma fraqueza que custará a vida de toda a sua família, pois eles agirão sem qualquer misericórdia.

Meu amor, sinto um orgulho imenso em ter você na minha vida. Eu te admiro profundamente em cada detalhe do seu ser.


​Sua presença é um presente tão grande que, às vezes, me pego pensando se eu realmente mereço a alegria e a sorte de ter uma pessoa tão extraordinária ao meu lado.
​Você é a minha inspiração.

“O senso comum raramente é comum por ser verdadeiro; normalmente é comum por nunca ter sido questionado.”

Pensar não é ter uma opinião; é ter coragem de destruir as próprias certezas. Quem nunca questionou aquilo que acredita não possui pensamento — possui apenas programação. A mente que não examina o que recebe transforma-se em depósito de ideias alheias.