Tentando
O fracasso de quem está tentando crescer muitas vezes não é falta de capacidade, mas o peso do egoísmo de uma sociedade que só sabe apontar o dedo, mas não tem a empatia de comprar, divulgar ou estender a mão pelo menos uma vez na vida.
Enquanto o maldoso gasta energia tentando cavar a ruína do outro, a mente trilionária usa a Riqueza Infinita para erguer pontes e libertar vidas.
Quem gasta tempo e energia tentando esvaziar o amor do outro demonstra um vazio enorme dentro da própria vida.
Quem gasta a vida tentando sabotar a felicidade alheia revela apenas a inveja profunda de ver o outro completo.
Se a pessoa te fez mal e tá tentando prejudicar você. Fica em paz porque o mal vai pra ela e não pra você. O que ela está plantando a colheita vai ser dela de maldade pra ela mesma. Então fica em paz.
Ao invés de gastar energia desacreditando os sonhos alheios e tentando impor limites baseados em sua própria visão limitada da vida, por que não usar essa mesma energia para se perguntar: ‘E se essa pessoa realmente conseguir? E se eu estiver errado ao julgar?
Maldade cruel, é fato, tantas pessoas tentando vencer na vida, e pessoas pisando na vida de cada pessoa humilde, não compra por fazer isso mesmo que estão fazendo, não culpa que ajudou porque estava ocupado.
Passamos a vida tentando vencer a sombra, sem perceber que ela só quer ser ouvida.
Quando a reconhecemos e a integramos, o que era dor se torna força, e o que era medo se transforma em consciência.
"Estenda a mão para quem está tentando subir. Se o tombo dói em quem tá no chão, imagine para quem já se arriscou no alto."
"Ajude a carregar as pedras de quem está tentando construir um império do zero. O esforço é alto, mas a vitória é coletiva."
Muita gente tentando explicar, enquanto a vida segue seu curso. Muita gente tentando mostrar, coisas que que somente com o tempo, com as experiências, serão capazes de revelar. Muitos afirmam que somos obras de um acaso, mas não conseguem decifrar tantos mistérios, pois Deus não é homem para simplesmente compreender... pois a cada tempo onde para o Divino, através da natureza, numa equação perfeita de cores, sabores, traços e quanta beleza, numa dimensão que nos faz viajar na imaginação. Enquanto humanos, somos meramente um grão no meio do deserto, uma estrelinha no meio do céu. E cada vez entendo que para acreditar no Criador, basta somente uma coisa: FÉ!
Nunca tente ser sempre bonzinho tentando agradar o próximo, dificilmente vão lhe retribuir tais atitudes.
“A maioria das pessoas passa a vida tentando ser entendida; eu passei a minha tentando não me trair — e foi assim que descobri que a solidão também pode ser uma forma de vitória.”
Não se desgaste tentando provar o seu valor para ninguém. Se a sua atenção e o seu amor não foram suficientes, dificilmente serão as suas palavras que mudarão isso.
*NINGUÉM ESTAVA OLHANDO*
Naquela tarde eu estava na varanda tentando lembrar por que tinha ido até ali.
Isso acontece mais do que eu gostaria.
Às vezes saio da cozinha com alguma coisa na cabeça e, quando chego à varanda, a coisa desaparece. Fico parado com o copo na mão, olhando o jardim, como se a resposta pudesse ter ficado para trás no corredor.
O jardim vai até o passeio público. Não há muro. Nunca coloquei.
A árvore cresceu torta para um lado e ocupa quase toda a sombra da varanda. O gato gosta de ficar ali embaixo. Naquele dia estava deitado sobre a terra, com as patas recolhidas e os olhos fechados.
Eu tinha um cigarro aceso.
Não lembrava por que tinha ido fumar.
Isso me pareceu mais importante do que deveria.
Sentei.
Na mesa havia uma caixa de fósforos vazia. Peguei, virei entre os dedos e tentei lembrar quando tinha sido usada pela última vez.
Não consegui.
Deixei de volta.
O gato abriu um olho.
— Também não sabe?
Ele fechou o olho novamente.
Talvez estivesse dormindo.
Talvez apenas não tivesse interesse na conversa.
Eu respeitei.
Passei muito tempo acreditando que precisava entender algumas coisas antes que fosse tarde. Não sei exatamente quando comecei com isso. Talvez depois dos quarenta. Talvez antes. A memória tem esse defeito conveniente de reorganizar os fatos para que pareçam ter acontecido quando a gente estava pronto para entendê-los.
Eu não estava.
Ainda não estou.
Lembrei de uma frase que escrevi muitos anos atrás. Não sei onde está o papel. Talvez tenha jogado fora. Talvez esteja dentro de algum livro. Eu costumava guardar essas coisas.
Escrevi que era um rascunho de um plano que o tempo havia esquecido de executar.
Na época, achei que tinha descoberto alguma coisa sobre mim.
Hoje penso que talvez estivesse apenas cansado.
Mas a frase ficou.
Algumas frases fazem isso.
A gente escreve para se livrar delas e acaba passando anos carregando-as.
Levantei para buscar mais uísque.
Na cozinha, fiquei alguns segundos diante do armário sem saber o que estava fazendo ali.
Voltei para a varanda com a garrafa.
O gato tinha mudado de posição.
Só isso.
Eu tinha envelhecido alguns anos desde aquela frase e o gato continuava mudando de posição.
Talvez fosse esse o problema.
Eu sempre quis que o tempo produzisse alguma conclusão.
Ele não produziu.
Produziu contas, fotografias, algumas cicatrizes, nomes que já não significam muita coisa e uma coleção de decisões que, vistas de longe, parecem ter sido tomadas por homens diferentes.
Talvez tenham sido.
Ou talvez eu só goste de pensar assim porque é mais fácil atribuir meus erros a versões anteriores de mim mesmo.
Um homem de vinte anos.
Um homem de trinta.
Outro aos quarenta.
Todos com o mesmo nome.
Nenhum deles me pediu autorização.
Uma mulher passou pelo passeio empurrando uma bicicleta. Olhou para o jardim.
Eu tive a impressão de que olhou para mim.
Ela continuou.
Durante alguns segundos fiquei esperando que voltasse o rosto.
Não voltou.
Foi quando percebi uma coisa que deveria ter percebido muito antes: quase ninguém está olhando.
Passei anos me comportando como se houvesse uma plateia.
Como se cada escolha minha estivesse sendo registrada.
Como se fosse necessário chegar a algum lugar com uma história coerente para apresentar no fim.
Mas não havia plateia.
Havia apenas o passeio, a árvore, a rua e uma mulher que provavelmente já tinha esquecido a varanda antes de chegar à esquina.
O gato levantou.
Caminhou até a borda do jardim.
Parou.
Olhou para o outro lado da rua.
Eu fiquei esperando que ele fizesse alguma coisa.
Ele não fez.
Depois entrou em casa.
Fiquei sozinho.
Pensei novamente naquela frase antiga.
Rascunho.
Plano.
Tempo.
Eu tinha passado tantos anos tentando descobrir qual era a versão definitiva de mim que talvez não tivesse percebido o óbvio: eu continuava escrevendo rascunhos porque não queria assinar a versão final.
Não sei se isso é covardia.
Talvez seja.
Também pode ser apenas hábito.
Acendi outro cigarro.
Fiquei olhando a fumaça desaparecer antes de chegar à árvore.
Pensei nas coisas que deixei pela metade.
Algumas por falta de coragem.
Outras porque perderam o sentido.
Outras simplesmente porque eu era jovem demais para perceber que certas portas fecham sem fazer barulho.
Ainda havia uma parte de mim que insistia em voltar a essas portas.
Não para entrar.
Só para verificar se continuavam fechadas.
Achei isso ridículo.
Depois pensei que talvez fosse apenas humano.
O céu começou a escurecer.
A luz da varanda acendeu sozinha.
A caixa de fósforos continuava sobre a mesa.
Peguei-a novamente.
Dessa vez não tentei lembrar de onde vinha.
Coloquei no bolso.
O cigarro terminou.
Fiquei segurando o filtro entre os dedos por alguns segundos, como se esperasse alguma instrução.
Não veio.
Joguei no cinzeiro.
Eu poderia ter ido para dentro.
Não fui.
Talvez ainda esperasse alguma coisa.
Não sei o quê.
Uma resposta.
Uma lembrança.
Uma vontade antiga.
Uma prova de que todo aquele tempo tinha servido para alguma coisa.
Nada aconteceu.
E talvez tenha sido justamente isso que me fez ficar ali.
Sem resolver.
Sem concluir.
Sem transformar a tarde em uma explicação.
A rua continuou.
A árvore continuou.
Dentro da casa, ouvi o gato derrubar alguma coisa.
Fui ver.
Era apenas um copo vazio no chão.
Peguei o copo.
O gato já estava no corredor, indo embora.
Fiquei olhando.
Depois apaguei a luz da varanda.
A casa ficou escura por alguns segundos antes que meus olhos se acostumassem.
E eu percebi que ainda havia coisas em mim que não tinham terminado.
Mas, pela primeira vez, não tive pressa de terminá-las.
Há caminhos que não levam a lugar algum; ainda assim, alguns homens passam a vida inteira tentando descobrir se era o destino ou a estrada que estava perdido.
Você pode gastar toda sua vida tentando ser perfeito, mas você não vai conseguir alegrar todos, sempre vai ter um que nega, que discorda,
mas a única pessoa que você tem que alertar para ser perfeito e a você mesmo
#MinhaPerfeisao #AmorPropio #PerfeitoPraMim
vai lá onde você se perdeu,
tentando encontrar quem não te merece,
te chame de volta,
pois sua alma chora de saudade de você!
