Tentando

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Sabe, passei muito tempo tentando me convencer de que a distância era necessária ou que o tempo resolveria esse aperto no peito. Eu estava errado.
​Estou aqui agora, encarando o telefone e lutando contra a vontade de ligar só para ouvir a sua voz. É engraçado como a gente só percebe o quanto depende de alguém quando o "amanhã" deixa de ter cor. Sem o seu sorriso guardado aqui dentro, meus dias parecem uma sequência de horas vazias e noites longas demais.
​Eu sei que você também está machucada. Sinto isso no ar, no jeito que o nosso adeus ficou suspenso. Mas o que estamos fazendo com a nossa vida? Estamos nos torturando à distância enquanto o amor continua aqui, nos cercando, ficando cada vez maior, mesmo que a gente tente ignorar.
​"O que sou eu sem você?"
​Essa pergunta me persegue. A verdade é que me sinto perdido. Não há um caminho fácil de volta, mas eu precisava dizer: eu sinto muito. Fui teimoso, fui cego, e agora estou aqui, "completamente sem amor", porque todo o amor que eu tinha, eu entreguei a você.
​Se eu aparecesse na sua porta agora, confessando que não consigo mais seguir sozinho... o que você diria? Eu só queria que você me levasse para casa. Não para um lugar físico, mas para aquele sentimento de paz que só existia entre nós dois.
​Ainda espero que você esteja sentindo o mesmo.
​Com todo o meu arrependimento e o que restou de mim,
​Aquele que ainda te espera.

Sabe, eu passei muito tempo tentando me convencer de que o silêncio era a melhor resposta. Tentei seguir a vida, focar no trabalho e preencher os dias com barulhos diferentes, mas a verdade é que, no fim da tarde, o silêncio sempre traz o seu nome de volta.
Eu vejo as minhas próprias atitudes e, às vezes, elas parecem frias ou distantes, como se eu já tivesse superado tudo. Mas é só uma armadura. Por dentro, ainda existe aquele mesmo aperto no peito toda vez que algo engraçado acontece e minha primeira reação é querer te contar.
Dizem que o tempo apaga tudo, mas o tempo só tem me mostrado que o que a gente viveu não era passageiro. É estranho como eu consigo te encontrar em detalhes pequenos: numa música que toca no rádio, no jeito que o sol bate na janela ou no rosto de desconhecidos na rua. Eu tento disfarçar, tento ser forte e fingir que esqueci, mas basta um pensamento mais profundo para eu perceber que você ainda ocupa o lugar principal aqui dentro.
Às vezes me pergunto se você também trava essas batalhas internas. Se, quando nossos olhares se cruzam por um segundo que seja, você sente a mesma eletricidade e a mesma vontade de desistir desse afastamento.
Eu não sei o que o futuro reserva, nem se esse nosso amor ainda tem capítulos para serem escritos. Só queria que você soubesse que, apesar da ausência física, você nunca saiu dos meus pensamentos. Existe um laço que a gente não consegue cortar, por mais que tente.

Eu passei muito tempo tentando encontrar uma explicação para o que a gente viveu — ou para o que eu achei que estávamos vivendo. Demorou, mas hoje eu aceito a realidade mais difícil de todas: eu te amei por nós dois. E, por mais que esse amor tenha sido a coisa mais natural do mundo para mim, ele se tornou pesado demais para carregar sozinho.
Não escrevo isso para te culpar. Ninguém é obrigado a sentir o que não sente. Escrevo para me libertar. Preciso parar de esperar por uma reciprocidade que não vem e de sonhar por dois. Vou guardar o que foi bom em um lugar onde não doa mais, mas hoje eu escolho seguir o meu caminho, entendendo que o amor, para ser completo, precisa de dois corações batendo no mesmo ritmo.

Eu fico aqui tentando encontrar o ponto exato onde a nossa estrada se dividiu. Olho para trás e vejo tudo o que construímos — cada olhar que dizia mais do que qualquer palavra, os planos que fazíamos para um futuro que parecia tão certo e ao alcance das mãos.
​Eu me entreguei por inteiro, sem armaduras. Coloquei em você um tipo de amor que a gente só tem força para viver uma vez na vida; aquele que não guarda reservas e não conhece o medo. Eu realmente acreditei que o que tínhamos era inquebrável, que o nosso "nós" seria capaz de atravessar qualquer tempestade.
​Mas a vida, com sua ironia silenciosa, mostrou que a vontade de um nem sempre é o destino do outro. Aceitar que não foi o suficiente é, sem dúvida, o exercício mais doloroso que já enfrentei. Quando você partiu, não foi apenas um relacionamento que terminou; sinto como se uma parte de quem eu era tivesse se perdido pelo caminho, e hoje eu caminho um pouco mais incompleto.
​Fica esse vazio, esse silêncio no peito que grita o seu nome nas horas mais inesperadas. É uma saudade que não tem para onde ir, um amor que não encontrou mais o seu porto. Talvez eu nunca mais consiga olhar para alguém e sentir esse mesmo incêndio, essa mesma entrega. E tudo bem, porque entendi que esse amor... ele continua guardado em você, onde quer que você esteja.

Borboleta Fantasma do Paraíso
etérea voando pela Amazônia,
tentando levar a paz completa
para a guerra depois da guerra,
e para a guerra dentro da guerra,
em nome da sobrevivência.


Porque assim se vê como poeta
na tentativa de resiliência
com asas, olhar para o céu e razão
na Terra para a convivência
na constante persistência.


Carinhosa, sutil e brasileira.

Doce Prisão


Me sinto como uma peneira com blocos de gelo,
tentando não deixar escapar o que sinto
para que você não perceba, porém,
isto é mais fervoroso que o sol de meio-dia.


Tento não alimentar o sentimento que me aprisiona
e, ainda assim,
não resisto ao feitiço que me envolve.


Vivo nesta doce prisão
de esperar que aconteça
aquilo cujas chances são ínfimas.
Tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Tenho medo de virar a maçaneta
e, nessa nova vida,
você não fazer parte dela como eu gostaria.
Assusta-me que meus olhos não brilhem
como brilharam por você naquele dia.


Tenho medo que a felicidade da espera não passe
e você nunca venha.


Tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Tenho medo que esse sentimento nunca suma
e eu me aprisione às lembranças
do que nunca aconteceu.


Tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Tenho medo de partilhar minha vida
Com esse sentimento constante de fuga
correndo desse bicho-papão que me persegue.


Tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Tenho medo das gérberas, pois só queria
te dar três destas flores,
no sentido mais puro de cada uma:
eu amo você.


Tenho medo que você saiba desse sentimento
e nos apartemos de vez.
Tenho medo de você virar apenas uma lembrança
daquilo que aconteceu
e do que poderia ter acontecido.


Tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Tenho medo de nunca retornar
a ter a liberdade da qual gozava
a liberdade de não sentir isso,
de não imaginar nós,
de não desejar que fique,
de não ser você,
o meu primeiro e
o meu último pensamento do dia


Tenho medo, tenho medo, tenho medo


Tenho medo de conseguir
a liberdade que anseio,
e não saber com o que ela fazer,
de remover o pedaço de mim
que é você
e não ser mais completo


tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Você me desarma,
você faz me sentir indefeso
você, você, apenas você


Mas...
mesmo com todo esse medo,
ainda há você em cada canto do meu peito,
e, de algum modo,
não consigo — e talvez não queira — deixar de te querer.

Não sou um objeto quebrado, sou uma obra em reforma perpétua, tentando alinhar as peças enquanto o chão ainda treme.

O medo de desistir é, ironicamente, o que me mantém tentando. Um paradoxo doloroso que me empurra para frente.

Não me peça para sorrir para a foto quando minha alma está ocupada demais tentando não desmoronar sob o peso de um céu que hoje resolveu pesar toneladas. A melancolia é o meu estado de repouso, o único lugar onde não preciso fingir que a vida é um comercial de margarina.

O medo é o hóspede temporário que bate à porta, sempre tentando ocupar um espaço que não lhe pertence por direito, a coragem é o motor a combustão que você aciona, a única força capaz de lançá-lo para além do horizonte ilusório do terror.

Esperar da vida o que ela nunca prometeu não é convicção; é a mente tentando justificar a inércia.

Metade da vida é gasta tentando impressionar em busca de elogios; a outra, em um propósito que nasce do entendimento após as quedas.

⁠Tem muita gente quebrando a cara na vida, porque estão tentando a sorte ao invés de deixar Deus agir.
Sortudo mesmo é aquele que espera com paciência no senhor.

Em uma tarde fria de um dia qualquer, vou tentando me reerguer… entre lembranças que insistem em doer e a esperança que, mesmo frágil, ainda teima em permanecer. Cada passo é lento, mas carrega em si o peso da coragem de não desistir.

Aos poucos vou me reconstituindo, tentando colar os pedaços de mim que a vida esfarelou, mas sei, com uma dor que queima por dentro, que nunca serei inteiro. Sempre restarão fendas abertas, buracos que sangram lembranças e ausências que me rasgam por dentro.

Já chorei tentando entender os porquês da vida, até descobrir que a paz mora em confiar nos pra quês de Deus.

Entre erros e acertos, hoje eu apenas existo, sem marcar pontos, apenas tentando entender o jogo.

Eu estava preso em um labirinto de números e razões, tentando desvendar a dor como um enigma matemático, mas a verdade é que o amor não se resolve, ele se vive. Agora, paro de correr em círculos e aceito o passado, a maior superação é reconhecer que a felicidade não está na lógica, mas na ousadia de amar novamente.

Perdemos a vida tentando mapear o oceano da nossa alma para quem só possui a capacidade de navegação em águas rasas.

O desgaste emocional é o preço de viver tentando agradar a todos, exceto ao seu próprio centro.