Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Solidão não é estar só e tão pouco ser desprezado pelas pessoas. Solidão é também estar sozinho dentro de si mesmo, é sentir-se sem fé, sem Deus em seu coração
Você fez chamas acenderem dentro de mim e eu queimava de amor. Mas você as desfez quando resolveu ir embora e não mais me levar contigo.
"A liga que nos forma é muito antiga
mas cada um de nós [mestre em transformações] -, altera pouco a pouco
seu modelo."
"E um dia percebi que a minha vida
era mais do que avenida,
era ponto de partida
-- era porto de chegar."
.
Eliana Mora [El], 12/03/2017
..
E foi assim que escolhi. Palavras ali na frente, pensamentos logo atrás. Por dentro, cultivo forte das leis da palavra amar.. [El, 13/3/18]
Tu, poeta
a fala inquieta
um código meio solar:
pelo tom, fragmento de asteróide...
Eliana Mora, agosto/2009
Borboleta
minha saudade é assim:
vai contigo pelo mundo
leva na asa_ um jardim.
Eliana Mora, 27/02/2008
Não tenho rótulo e nem descrição. Estou, em tudo e em mais um pouco;
triste
feliz
bonita
feia
carente
cansada
Sou tudo, ou melhor, estou em tudo. 'Estou' no sentido de somente estar e não ser,
não se prender, nem se permitir, ser somente uma.
As vezes quero tanto que não tenho nada, às vezes quero nada e tenho tanto.
Quando quero nada vem tanto, e quando quero tanto já não tenho mais nada.
São tantos ir e vir, e eu sempre fico aqui...
As coisas deveriam mudar, é complicado mudar o que você sempre foi.
Porque, na verdade, a gente não sabe como.
POEMA
A minha vida é o mar o abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto.
Por trás do que lembro,
ouvi de uma terra desertada,
vaziada, não vazia,
mais que seca, calcinada.
De onde tudo fugia,
onde só pedra é que ficava,
pedras e poucos homens
com raízes de pedra, ou de cabra.
Lá o céu perdia as nuvens,
derradeiras de suas aves;
as árvores, a sombra,
que nelas já não pousava.
Tudo o que não fugia,
gaviões, urubus, plantas bravas,
a terra devastada
ainda mais fundo devastava.
O Engenheiro
A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água.
O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.
(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).
A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
Rasas na altura da água
começam a chegar as ilhas.
Muitas a maré cobre
e horas mais tarde ressuscita
(sempre depois que afloram
outra vez à luz do dia
voltam com chão mais duro
do que o que dantes havia).
Rasas na altura da água
vê-se brotar outras ilhas:
ilhas ainda sem nome,
ilhas ainda não de todo paridas.
Ilha Joana Bezerra,
do Leite, do Retiro, do Maruim:
o touro da maré
a estas já não precisa cobrir.
O pior amigo é aquele que finge que é sem ser e o pior inimigo é o que se parece com amigo mas é, na verdade, o inimigo.
POEMA SAPIÊNCIA DE NORDESTINO
Orgulho-me de ser nordestina, não tenho vergonha de falar, somos um povo alegre temos historia para contar, não fale mal da minha cultura tenho orgulho de ser de lá!
Só, fala mal de nordestino, quem não sabe da missa a metade, eu nunca vi um povo mais sofrido com tanta criatividade!
Nordestino não tem dinheiro, mais vive na riqueza, são tantos contos que contam que choramos de rir, o que falta em dinheiro, sobra em criatividade!
É tanta sapiência neste povo sofrido, eu não vi em outro lugar só do povo nordestino!
Ao caos decidiu tornar hermética e incompreensível a si mesma,
Jovem e pequena Nephele, diante das desavenças da vida!
Se no mundo não há sentido, porque nos versos hão de ter?
Oras, saudosos, não carrego mais em minhas palavras
A verdade dos mil dias em que sorri à abóbada e
Esbravejei que dentro de mim resistia à vida!
A morte resiste dentro do ser que ousa chamar a si de vivo,
O não-ser pôde se tornar a única e indescritível vontade de expirar o último suspiro em direção ao zéfiro!
Terra, grande Mãe e Criadora do Céu e do Inferno,
Imploro, por meio deste Apóstrofe desiludido,
Que leve consigo todo o temor substancial e arrependido de meu ser,
E que traga, em sua bagagem, a mocidade
Que se perdera onde não se tangem mais os devaneios juvenis!
Terra, detentora de tudo – inclusive de meus pensamentos –
Encubra o meu doloroso cerne e limite-o
A temperança duma bebedeira comum!
Portadores de subjacentes e melodiosas almas,
Correndo ao infinito, ver-te-ia entrar, abscôndito, em vosso próprio túmulo contemporâneo.
Sabor doce advém do arcaico, cultuarei, pois bem, a falta de modernidade
E gritarei ao além que minh´alma volte apenas por duzentos anos
Num tempo em que agridoce era o sabor da sociedade,
Ora corajosa, ou ora repleta de verdade!
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