Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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Eu não quero mais chorar ou lamentar-me por ti
Tenho outro "amor" que me espera
Um amor simples e fácil,
doce e ao mesmo tempo amargo,
pois não tem o teu gosto.


Se o destino não houvesse de ser tão cruel
E o tempo perdoasse quem ama
O verdadeiro e mais puro amor serias tu

Tenho um particular interesse nas minorias, e no caso do espectro do transtorno autista TEA, que pesquiso a vários anos, tenho um maior interesse nas entrelinhas da ocorrência em meninas e adolescentes, e subseqüente nos casos femininos. Um dos casos, que acompanho a mais de 10 anos, é o da "Julia" , e com ele, sua rotina e defesas, descortinou algumas das maiores explicações sobre o autismo. Desde cedo ela tinha preferencias fixas sobre alguns assuntos e objetos, por mais que tentávamos expandir para outros temas ela inconscientemente voltava para os antigos. Pela simples razão de serem mais seguros e não oferecerem novas explicações. Esta dificuldade em ousar, sempre me chamou muito a minha atenção. Mas hoje, tem mudado.

Eu tenho um sonho: o de que por meio da leitura, todo homem indouto alcance certa medida de bom senso e de humanidade...

Entre o que tenho e o que me falta


Tenho um amor que me acolhe,
amizades que me sustentam,
caminhos que me fazem crescer…


E mesmo assim, sinto um vazio.
Não de coisas, mas de momentos,
de sensações que ainda não vivi,
de um brilho que não se compra.


A vida é essa dança silenciosa:
entre a gratidão pelo que construí
e a curiosidade pelo que ainda me chama.

Não tenho uma alma indizível, mas confesso que sempre carreguei um olhar de confissão silenciosa. Meus olhos frequentemente denunciam aquilo que minhas palavras, por mera civilidade, ainda procuram preservar. Tenho ouvidos atentos à exiguidade cognitiva e observo, quase com assombro, a desenvoltura com que alguns transitam pela própria ignorância.

“A única certeza que tenho é que, um dia, irei embora. E sei que me vão culpar, como se vivessem o que eu vivo hoje.” Furucuto, 2026.

O Silêncio de um Coração Covarde


Eu tenho um coração covarde, que só sabe amar em silêncio. Quase tudo o que senti por alguém, guardei para mim, como se conviver com a eterna dúvida de “Em algum lugar do seu coração, haveria sequer uma faísca de amor por mim?” fosse melhor do que arriscar ouvir que o meu amor jamais poderia ser correspondido.


Talvez eu esteja fadada a esse destino: amar justamente aqueles que não conseguem retribuir o que sinto. E eu não estou sendo dramática dessa vez, eu juro. É que, de alguma forma, eu sempre acabo no meio de duas pessoas que se amam. E eu sou a coadjuvante invisível que queria ser capaz de mudar seu destino. Pensando bem.. A culpa é inteiramente minha. Nunca tive a capacidade de olhar para a própria história e tentar reescrevê-la. Eu nunca tenho coragem suficiente para mostrar o que sinto. Por ninguém. E, por você, menos ainda.


E então, foi assim que eu aprendi a me contentar com tão pouco. Com estar por perto, ouvir sua voz, dividir pequenos momentos que, para você, talvez sejam apenas amigáveis, mas para mim, são como lenha para o meu coração. Às vezes, em meio à euforia, eu me fecho. Minha expressão muda quando volto à realidade e percebo que seu olhar está brilhando, mas não é em minha direção.


Mas apesar dessa dor, ainda prefiro ouvir você dizer que o ama enquanto me sufoco com os meus próprios sentimentos, a sentir sua voz se tornar cada vez mais rara depois que eu me afastar, por não suportar a dor de amar sem ser correspondida. Não me julgue, por favor, é o melhor que posso fazer por agora…


Até algum tempo atrás, isso era suportável. Quando eu percebia que estava desempenhando novamente o papel de coadjuvante, apenas colocava meus dois fones de ouvido no máximo e reproduzia 'Heather' do Conan Gray. Cuja letra se encaixava tão perfeitamente à situação que parecia a trilha sonora de uma cena da minha "história". Quando eu chegava em casa, assistia a 'A Noiva Cadáver', filme que acabou se tornando o meu favorito. Principalmente porque, para me igualar ainda mais à Emily, eu só precisava estar morta.


Isso era tudo que eu fazia, e ainda faço: tentava me consolar através de músicas e filmes que eu me identificava. Derramo algumas lágrimas de vez em quando. Questiono o que há de errado comigo mesma ─ “O que falta em mim?”. E então guardo tudo outra vez. Guardo, guardo e guardo, sem cogitar que um dia atingiria o meu limite.


Agora, pela primeira vez, os meus sentimentos parecem grandes demais para continuarem escondidos aqui dentro. São tão espaçosos que sinto que, qualquer dia desses, vou me afogar neles. Quando estou ao seu lado, eles quase transbordam. Um gesto protetivo seu, uma palavra bonita, um olhar demorado, e todas as borboletas parecem se mover dentro de mim, procurando uma saída.


E, mesmo assim, eu continuo neutra. Sendo a pessoa com quem você pode desabafar sobre suas decepções amorosas, enquanto me contorço para não dizer que eu poderia te oferecer o dobro do amor que você tanto deseja. Porque esse coração covarde, que aprendeu a amar em silêncio, ainda acredita que é melhor sufocar com o próprio amor do que correr o risco de perdê-lo.


É assim que me sinto.


━ Yasmin Goulart

Tempo


Demétrio Sena - Magé


Não me orgulho do tempo que não tenho
pra parar em um papo com alguém,
perguntar como vai quem já não vejo;
querer bem e dizer; olhos nos olhos...
Sendo assim me desarmo do sem tempo,
cavo brechas, consigo achar um ócio,
mando meu contratempo ir passear,
e me lembro de afetos esquecidos...
Eu me orgulho de nunca ter orgulho
de perder os prazeres pro trabalho,
não jogar um baralho com amigos...
Quero tempo de afagos em família,
empregar menos vida em meu emprego;
ter apego às tarefas; aos lazeres...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Eu tenho uma espécie de simbiose
com a profundidade.
E tenho um certo quê de radical
e de extremos.


Almejo elevar-me e amo as alturas,
seja em pensamentos, sentimentos ou atitudes.


Mas nem por isso
deixo de amar e respeitar
as minhas quedas e os meus abissais,
pois, afinal, eles foram e são
parte da estrutura
na construção de quem sou.


A minha escritura,
ora intensa e visceral,
ora mais leve e racional,
convive em si
com o meu paraíso
e o meu inferno.


Meu lirismo poético
me fornece um olfato capaz
de inalar essências
que muitas vezes
passam despercebidas.


Assim como, em outras vezes,
vai desfolhando o meu âmago
até a fratura exposta do meu ser.


Não sei viver sem escrever,
assim como
não sobreviveria sem poesia.


A escritura me salva
e a poesia me descreve
nos meandros extremos do meu ser.


Dito isso,
assumo o compromisso
de respeito e lealdade
com as palavras.


Palavras são seres sagrados
no altar do meu viver.


Então não venham me dizer
o que posso ou devo escrever.


Apreciar ou não
é algo subjetivo.


Concordar ou não
é indicativo.


Respeitar
é imperativo.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu não vou te contar que sou conhecido na internet, que tenho uma casa ou um veículo, sem antes ter certeza de que você é a pessoa certa para mim. A questão é que minha vida é muito privada. Se eu te dou a liberdade de conhecê-la, é porque confio em você e porque te amo.

Senhor meu Deus
Hoje tenho um pedido bem especial,cuide e proteja a pessoa que esta lendo essa mensagem,e não deixe que nada de mal se aproxime ,que ela seja blindada com seu escudo de amor,e faça ela muito feliz.
Amém !

Quanto mais tenho que escrever para ter prestígio e um nome ? Faça o suficiente para ver os seus dedos sangrarem

Tenho um quintal bonito, com um pé de jacarandá, tenho uma rede na varanda, e na mangueira um sabiá."

Na Copa: Tenho orgulho de dizer que, em um mês, fui egípcia, sueca, cabo-verdiana e inglesa… mas argentina, nunca.

Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
de que me vale cuidar da flor
se não tenho um amor
pra quem eu a possa ofertar?
E logo em seguida
surgiu-me mais uma pergunta
De que me valeria amar alguém
Se não a tivesse junto a mim
E se junto a mim, o amor acabasse
Pode ser que o amor durasse
E o desenlasse não fosse feliz
De que me valeria fazer tanta coisa
Se o mais importante eu não fiz
E de que me valeria fazer o mais importante
Se de instante em instante
A vida passa
E se a vida não passasse
Qual seria a graça
De ficar pra sempre nessa dor
E qual é o motivo da pressa
Em morrer sem viver
Sem flor a chorar por mim?
E então, nessa hora eu pensei assim:
Acho melhor eu cuidar desse jardim

Edson Ricardo Paiva

Há quase um ano, tenho sentimentos por você, e guardo tudo isso como uma nova experiência de vida e reflexão.


Lembro-me da primeira vez que te vi e pensei: “Como seria conhecer essa pessoa?” Você despertou minha curiosidade de uma maneira que eu não sabia explicar.


Esta é uma declaração que você pode ou não ver, mas provavelmente nunca saberá quem sou.


Você se tornou especial para mim, mesmo que nunca tenhamos trocado uma palavra ou sequer nos aproximado. Sempre achei estranho poder me apaixonar por alguém sem ter tido a oportunidade de conhecer essa pessoa de verdade.


Eu gostaria de me declarar pessoalmente, olhando nos seus olhos e dizendo, com as palavras mais poéticas que meus lábios conseguissem pronunciar, que você foi alguém por quem senti uma conexão verdadeira, mesmo à distância.


Talvez esta seja a última vez que escrevo sobre você. Não porque o que senti não tenha sido verdadeiro, mas porque algumas experiências existem para nos ensinar, transformar e, depois, seguir seu próprio caminho.


Você foi uma parte importante daquilo que vivi durante esse tempo.


E, mesmo que nunca saiba quem escreveu estas palavras, espero que algum dia compreenda que alguém te admirou silenciosamente.

Sou um forasteiro, não tenho preocupação com que você pensa ou fala a meu respeito, vim aqui cumprir com o Ide e voltarei para meu lugar de origem!⁠

Tenho um bolso cheio de noites que não cabem no sono. Cada uma delas traz a voz de um passado que insiste em ensinar. Guardo perguntas que não ouso responder em voz alta. O corpo se cansa mas o pensamento não dorme. Há uma leve certeza de que seremos menos estranhos à vida quando aprendermos a perdoar o silêncio.

Tenho muito que aprender com meu irmão mais caçula,
um servo de DEUS na Terra,
apesar das lutas, sempre de bom humor...
DEUS abençoe Você Jonatan Balestra!

Tenho traumas que nem eu mesma compreendo. É um pavor que consome minha alma e não me permite seguir em frente.