Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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O amor não morre, nem deixa de existir. Ele só deixa de ser cultivado, como uma planta que não é regada.

Você pode até ser mais do que os outros esperam. Ainda assim, sempre será bem menos do que eles precisam.

Como posso ser eternamente responsável por alguém, dando a vida tantas voltas? O eterno é pra sempre e o pra sempre, cá entre nós, é muito tempo. Confesso que sempre que lia essa frase de Exupéry, concordava, mas 'com o pé atrás'. Será que é isso mesmo? Hoje vejo que é. Para ser considerado 'eternamente responsável' por alguém, você deve cativar essa pessoa. Cativar requer entrega, carinho, confiança. Quando você cativa uma pessoa não é necessário que isso seja dito, pois é possível, antes de mais nada: SENTIR, logo quando vão chegando as 4h da tarde. Ser 'eternamente responsável' é muito mais do que ligar todo dia, estar sempre por perto, cuidar o tempo todo. Isso faz parte, mas não é tudo. Você pode falar toda hora, ligar todo dia pra desejar boa noite e logo mais pra desejar bom dia e não ter criado laço algum com essa pessoa. Ou ter criado. Mas o laço tem duas pontas. E é preciso um de cada lado fazendo esforço pro laço não virar simples fita. Puxou, já era. Para sermos responsáveis por alguém, devemos estar bem com nós mesmos, para que a energia que nos envolve no momento de plenitude seja passada para a outra pessoa. Não devemos colocar os problemas dos outros em primeiro lugar. Quando estamos bem o mundo nos sorri e os problemas diminuem. As pessoas são eternamente responsáveis pelas histórias que nos deixaram, pela saudade que aquece a alma quando lembramos de alguém especial em nossa vida. A gente não precisa nem mesmo conversar com essa pessoa todo dia. Eternamente responsáveis são aqueles que compartilham bons momentos (e também os ruins), os que ficam contentes em saber que a pessoa cativada está feliz, não importando onde nem porque, se essa felicidade foi dividida com você ou não. E é aí que entra a melhor e maior definição de amor: "Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." Assim é o cativar. No final das contas algo simples, mas que requer esforço: Amar o próximo e quere-lo bem além de qualquer coisa. Saber que podem se passar 100 anos e mesmo assim você lembrará daquela pessoa com carinho ou a tratará da mesma forma apesar de. Cativar é quando a gente sabe diferenciar um chapéu de uma jibóia com elefante na barriga. A raposa é só a nossa consciência dizendo o que a gente já sabe.

Desejei ser a musa de todas as canções, a protagonista de todos os filmes, o motivo de toda poesia. É só o que desejei.

Sou incapaz de despertar interesse em outro ser, pois, nem eu mesmo consigo acreditar nisso.

O ser humano é o único animal que destrói, polui, e faz inúmeras maldades com sua própria espécie, mesmo assim é o único animal que é considerado racional.

Não quero jamais ser notada, é tão bom estar na sutileza do simples anonimato...

Ah tanto para ser dito!
Que me perco em meio a tantas palavras.
Há tanto a ser construído

" Quanto mais eu penso que não o amo... Mas esse amor cresce em meu ser. "

Eu quero ser inconsequente e tão livre quanto abandonado, simplesmente não suporto a maneira como alguns acham que podem salvar os outros, como poderiam?

Hoje, comecei a entender o que o amor deve ser, se ele existir. Quando nos separamos, sentimos que falta uma metade de nós mesmos. Estamos incompletos, como um livro em dois volumes do qual se perdeu o primeiro. Isso é o que imagino que seja o amor.. estar incompleto na ausência do outro.

Se sente só? deve ser porque não constroi pontes no lugar de muros!

O maior dos meus erros é errar e não ter medo de admitir os erros. Peco ao ser sincera a qualquer desconhecido, não me esconder atrás de máscaras, de rótulos, me importar com o que as pessoas pensam. Por toda minha vida sempre tentei ser a melhor, muitas vezes sem sucesso, sendo vista como arrogante, ignorante, que se acha. Me importo com a opinião dos outros, mas não vivo de acordo com elas. Falo o que penso, entro em conflito, tenho meu pensamento formado. Odeio admitir que estou errada, mas quando preciso admito e reavalio meus pensamentos, atitudes. Só sinto que as vezes os que estão ao meu redor agem como se eu não tivesse direito de errar, como se fossem perfeitos e isso me irrita, me entristece, endurece meu coração para os demais.

Eu queria chorar e rir ao mesmo tempo,eu queria namorar e casar no mesmo dia.Eu queria poder ser duas pessoas ao mesmo tempo.

O difícil vai ser olhar para aquela foto sua e saber que aquele olhar não é mais meu.....
Difícil vai ser entender que não terei mais a sua doce companhia todas as noites........
Complicado vai ser sentir o seu cheiro na minha camisa e lembrar do seu calor......
Difícil é aceitar que seu carinho eu vou sentir só nos meus sonhos.......
Difícil vai ser acordar toda madrugada na mesma hora que você e não te ver na minha proteção de tela..........
Difícil vai ser escutar todas as musicas que você me mandou sem lembrar do seu abraço.......
Difícil vai ser sempre esperar por alguem , sem esse alguem chegar.........
Difícil vai ser passar por todos os lugares em que ficamos juntos sem apertar o coração........
Difícil vai ser aceitar que a cada dia a lembrança do seu beijo vai ficar mais apagada na minha memória..........
Difícil vai ser comprar aquele Trident de menta sem lembrar me lembrar de você........
Difícil vai ser ficar na net todo dia a tarde esperando você entrar pra me fazer feliz...........
O difícil é sempre acreditar que alguma coisa possa ter tido um fim..................mais quando não se acredita não se tem um fim e um amor pode voltar um dia só que mais intenso, maior, Mais forte e mais bonito!!!!!!!

Acordei. E junto com aquela vontade de continuar dormindo, senti uma sensação gostosa que pode ser comparada ao acordar depois de um sonho bom, um sonho que queríamos sonhar e com quem queríamos sonhar!

Sinto-me como se estivesse tido com esse alguém há poucos segundos e por um momento o vazio, constante e presente quando se está longe, desaparece.

Esse vazio a que me refiro é a Saudade!

Algo que nos faz acreditar que vale apena investir em alguém que está longe, pois essa é a conseqüência da certeza de que a ama e que se sente feliz ao lado desta pessoa!

É uma sensação de preenchimento espiritual, como se nada mais te faltasse, como se tudo te bastasse por mais sublime e simples que seja...

Há de concordarem comigo quando enfatizo a metáfora que Walter Scott faz:
"O amor e a razão são dois viajantes, que nunca vivem
juntos na mesma hospedaria: quando um chega, parte o outro."

-Nesse momento chegou o "um" e tão cedo não desejo
que o "outro" retorne!

Tudo se perdeu, as letras não conseguem se definir.
Nada mais pode ser reencontrado.
Nada mais pode ser consertado.
Por que?
Nada mais tem porque,
Nada mais tem razão,
Nada mais existe.
É tarde.
É inútil.
Sinto-me como um fantasma.
O que será de mim?
Sou vazio,
Sou lágrima.
O que será de mim agora?
Já não o tenho mais.
Já não ouço sua voz.
Já não sinto seu cheiro.
O que será de mim agora que já sei que não posso mais contar com você?
Sou ave sem ninho,
Sou corpo sem alma.
Sou apenas escuridão.
Sou só tristeza.

Certas palavras tem o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias com todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra.
Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.
- Os hermeneutas estão chegando!
- Ih, agora que ninguém vai entender mais nada…
Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.
- Alo…
- O que é que você quer dizer com isso?
Traquinagem deveria ser uma peça mecânica.
- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.
Plúmbeo deveria ser barulho que um corpo faz ao cair na água.
Mas, nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração.
A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar deveria ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deveriam sussurrar ao ouvido de mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria um tapa na cara. Mas, algumas… Ah, algumas defenestravam.
Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais.
Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerram os documentos formais? “Nesses termos , pede defenestração..” Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em?
-Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada era a palavra exata.
Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “Defenestration”. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.
Ato de atirar alguém ou algo pela janela!
Acabou a minha ignorância, mas não minha fascinação. Um ato como esse só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada a baixo. Por que então, defenestração?
Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.
- Lês defenestrations. Devem ser proibidas.
- Sim, monsieur le Ministre.
- São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.
- Sim, monsieur lê Mnistre.
-Com prédios de três, quatro andares, ainda era possível. Até divertido. Mas, daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.
Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.
- É essa estranha vontade de jogar alguém ou algo pela janela, doutor…
- Humm, O Impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando se da janela.
Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.
Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.
-Querida…
- Mmmm?
-Há uma coisa que preciso lhe dizer…
-Fala amor.
-Sou um defenestrador.
E a noiva, na inocência, caminha para a cama:
- Estou pronta pra experimentar tudo com você. Tudo!
Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:
- Fui defenestrado…
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela.
Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassa-lo e defenestrar essa crônica. Se ela sair é porque resisti.

Sem os maus momentos, os bons não seriam valorizados. A lágrima que hoje cai pode ser a pedra que se une à muralha de força que se ergue em nós.

Nada é fácil e eu agradeço por não ser.