Tenho um ser que Mora dentro de Mim
OUTRA ESTAÇÃO
Nada explica um sentimento tão grande
Sentir-se nas mãos de alguém tão plenamente
E tudo se esvair em poucas horas
Meu coração que batia aceleradamente...
Será que você não percebia que era verdade
Descem lágrimas dos meus olhos, ainda
Ainda pássaro voando perdido
Já não temos mais chance e era uma coisa linda
Agora tantas estações nos separam
Agora nenhuma imagem finda
Pois suas pegadas fincaram e ficaram
Por não suportar a partida
Sonhei em viver esse imenso universo
Mas não era hora; não era pra mim
Eu quis ser seu e você passou
Por que tinha que ser tão forte? Tinha que ser assim?
OUTRA ESTAÇÃO II
Devaneios e anseios
Um tonto que ainda crê
Que houve aquele amor
O louco por você
Um beijo na beira da noite
Ribeira do rio do caos
Quase enlouqueci no açoite
Do vento nas velas das naus
A firmeza ao declarar seu sentimento
Repetidas vezes a confirmação
Por que sua mão em minha nuca?
Porque é mesmo tudo ilusão!
É, é tudo exatamente assim
Pra chegar, brilhar e ferir
Arvorei-me a amar e paguei
O preço de sozinho seguir.
E assim lhes digo o graffiteiro usa as mãos para fazer um letreiro wild style ou um piece todo trançado
O bboy pernas e pés, e se no tenis tivesse tinta, a cada session teria um graffiti wild style feito com footwork.
"Se dura um minuto ou uma vida inteira, não me importo. Desde que tenha sido de corpo, alma e coração"
E alguém me disse um dia, que na vida a coisa mais importante é o meio, pois o começo e o fim são iguais para todos.
Eu te sigo em pensamento e te encontro em cada esquina da minha memória, como se fosse a cada um, todos os personagens da minha história.
Hoje eu te olhei, e te vi com os olhos de quem não pode perder nem por um segundo o plausível show do teu sorrir. Ah o teu sorrir, a tua estratégia maquiavélica de me encantar. E como me encanta, sem ao menos me tocar.
Sou um navio de sentimentos sempre em partida, quase nunca em chegada. Que prefere as tempestades dos sentimentos e das palavras, do que a mediocridade das águas calma do não sentir.
É mais fácil ressuscitar um cadáver humano do que um sentimento de amor, que morre para a beleza e ao em vez de pó, vira ódio.
Se mostra que se importa, quando na verdade não se importa nem um pouquinho, não finja, não minta, assim você pode magoar alguém sem perceber.
"Como o homem pode se transformar da noite para o dia em um simples pedaço de carne em disputa?"
Devaneios de um pensador
DE INSALUBRE A PLENO
Um filme insosso,
Minha vida dias atrás.
Fui velha, embora ainda moça,
Fiquei triste e incapaz.
A solidão costumeira
Deixou minha vida sem sal,
Tornou-me sua companheira,
E fez minha dor abissal.
O amor próprio bateu-me nos ombros,
Sacudiu-me e acordei para vida
Destruí recordações, limpei escombros,
Soergui-me e me sinto viva, embora sofrida!
A força da mente mudou-me
E fez bela minha vida.
Esse dom especial, e eu,
Ser carnal animado por ela,
Mereço outro filme, com um grande final.
Ando pelas ruas da vida procurando.
Atendo a tudo que possa me interessar.
Tal qual um colecionador...
Olho, vejo, sinto e pego.
Pego para mim:
Promessas e dissabores.
Amores e sorrisos.
Cores e decepções.
Lágrimas e abraços.
Saudades e orgasmos.
Alegrias e paixões.
Lembranças e beijos.
Alguns itens são compulsórios, aceito! São meus!
Guardo todos em lugares especiais.
Pequenos pedacinhos, doses na medida certa.
Doses de puro sentimento.
Vezes busco um ou dois... Desfruto.
Compartilho outros tantos.
E assim caminho: busco, cato, sinto, divido e vivo.
E morro.
Sem nada levar, pois um pouco de mim ficou no caminho.
A cada pessoa, a cada momento, a cada situação: um pedacinho deixei.
E essa será minha herança, esse será o meu legado.
O Tempo Que Acaba.
A vontade de quebrar os rumores do tempo
Um único suspiro eterno
Bater o coração aceleradamente
Como o vento
Que bate intenso
Nas folhas que caem das árvores
Agora não mais vivas.
Como a brisa leve
Que molha os campos
E deixa tudo tão úmido
Que aos poucos secam
Pelo mesmo calor que morrem.
Relampeja.
Como os raios que brincam nos campos
Ao encontro de árvores ainda quentes
Esperando por um segundo de morte
Ou talvez nada menos do que esperar o próximo inverno.
Queimando em brasas
Naquilo que um dia foi vivo.
Entonteada, quase ao chão
Talvez nada menos do que uma próxima brisa.
Como a seca
Que molha os olhos daqueles que ainda sentem.
E deixa tudo quente
Esperando por um segundo a mais.
Apenas caindo aos prantos
Aquilo que foi-se em vida.
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