Tenho um ser que Mora dentro de Mim
E lá vem você,me olhando daquele jeito desvio o olhar,tentando ser algo mais além que sua presa fácil,fico de costas mas fico atento a sua voz, estou agora atendo a cada palavra sua, mesmo de costas parece que estou vendo seu rosto cada expressão dele,ouço seus passos cada um deles até você distanciar de mim,estou ainda atento,estarei atento porque tudo se trata de você...
Não preciso provar nada mas,também não quero ser duvida pra ninguém,não quero correr atrás mas, também não sou uma árvore pra fica sempre no mesmo lugar,não sou todo luz mas, também não sou aquela escuridão absoluta,não quero ser selvagem mas também não serei domesticado facilmente,suas mãos me acalma...
O maior egoísta é aquele que não aceita o fato de ser egoísta.
A humanidade é egoísta por si só, isso é um fato, só que muitos não aceitam.
A cada vez que eu penso
Em deixar de ser quem eu sou
Imagino então outros três
A viver o que eu vivo
e fazer o que eu faço
Um deles não fala, nunca tem vez
O outro não pensa, tampouco se abala
e o terceiro tem nariz de palhaço
Acho que na verdade
Eu já sou os três
Em um concentrado
Ou um quarto
Que é sempre deixado de lado
Portanto
Se ninguém se importa com o que sinto
tanto faz
Vou deixar de lado o Mundo
e transmutar-me
em um quinto homem
daqueles que somem
naquelas horas em que o procuram
Aqueles que dele precisam
Vou tornar-me somente
O Mudo e esquecido
Homem invisível
Um nariz de palhaço flutuante
e seguir adiante
Nesta vida
Que dizem ser uma festa
Onde me oferecem aquilo que resta
Quando alguém me convida
Quase sempre que saio de casa
Quase nunca levo a chave
Pode ser que em algum caminho
Eu encontre a nave que me leve
E nela esteja a chave de lá
Vou vivendo de alma leve
Até que ela se livre de mim
E que se lavre nos boletins da vida
Que a minha chegou ao fim
Pode ser, quem sabe
Que a vida se agrave
Até que o tempo escave em meu rosto
Muitas marcas dessa passagem
A cada vez que vou pra rua
Peço à chuva que lave-me a alma
E dê-me calma
E ponha lama eu meu caminho
Pra eu pisar
E que de preferência
Eu esteja descalço
Como eu fazia
Nos velhos tempos
de alegria e felicidade
Em que eu corria pelas ruas tortas
E as enxergava todas retas
A chuva e o tempo lavaram-me os olhos
Agora eu sei que é torto
Aquilo que é torto
E por isso nunca levo as chaves
Pois pode ser que não haja volta
E eu nunca mais precise
Abrir outra porta
Faça agora, enquanto é tempo
Quando escurecer, poderá ser tarde
A vida continua, mas não é contínua
Fale agora, enquanto há tempo
Este Mundo pode parecer concreto
Mas não existe certeza de nada
O escuro manto da noite existe
Escondido, sob o fino véu da madrugada
Hoje há Mundo, há luz, há vida, há tempo
O tempo é um novelo de lã
a cada momento mais desenrolado
Pode ser que amanhã
Não haja nada.
Amor, pra quê amar?
O que vem a ser isso?
É se doar, havendo ou não
Compromisso.
É sentir-se feliz
com qualquer gesto.
Nem sempre ter o que quis
e ser feliz com o que vem.
Amor não liga pra ouro
ou algo assim
É algo que dura até o fim
Mesmo que o fim venha antes
se for amor de verdade
Você há de amar distante
Mesmo havendo a liberdade
de não mais amar
O amor é algo
Que excede a própria vontade
Amar é saber onde é o Mar
e não ir lá
Sem um amor pra te acompanhar
Amar é ter um calo que dói
Suportar a dor e ir trabalhar
Amar é sentir
Saudade de quem viu de manhã
E sentir-se feliz ao rever
Amar
É sentir medo de perder
E jamais fazer segredo
desse amor
Amar é gostar
de alguém que existe
Mesmo que esse amor
às vezes seja meio triste
Se for amor, o amor insiste
Amor era algo escrito
Antes que a gente nascesse
Amor é como a flor do deserto
Que resiste
sem haver nada por perto
E cresce e vive, não desiste
e ninguém vê
Mas sendo amor
Existe, mesmo sem haver porquê.
edsonricardopaiva
Nem tudo precisa ser
da maneira que a gente quer
Pode haver coisa melhor
Se a gente der uma chance à vida
Talvez ela até nos surpreenda
Nem sempre a razão
está perto de mim
Pode sim, chover no deserto
A gente só não pode
desertar da vida
Apenas porque ela
Não cumpriu a nossa vontade
O destino nunca entra em nossa casa
e põe a verdade sobre a mesa
A melhor coisa que há na vida
É de manhã sair de casa
E quando voltar cansado
deixar a tristeza de lado
tirar do bolso
a pouca verdade que restou
E reconhecer-lhe a qualidade
Por saber
Que aquela sim, é a que vale
Pois foi você que a conquistou.
Chega a ser triste
Que tanta gente distante
Seja presença constante
No coração da gente
E a gente
de coração transbordante
Tentando fazer um ninho
Nos corações daqueles
Que estão a um passo da gente
Porque será
Que aqueles que nem ligam pra gente
Nos momentos
em que a gente mais precisa
São sempre os mesmos
Que precisam da gente
Quando finalmente
A gente está tão distante
Parece que o amor
É uma semente de mostarda
Que muito tarda a crescer
Por que será
Que a gente tanto reclama, descontente
da rotina e pasmaceira
Que às vezes a vida apresenta
E depois percebe
Mais descontente ainda
Que a vida já correu
Passou-se, quase que inteira
E a gente não teve tempo
Pra quase nada
O tempo correu
E a gente não está mais lá
E também nunca esteve aqui
A gente nunca está onde precisa
E nos lugares onde está
Ninguém precisa da gente
Por que será
Que naqueles momentos
Em que nos sentíamos
tão perdidos
Na verdade, foram os únicos momentos
Em que a gente realmente
Sabia onde estava?
Edson Ricardo Paiva
Pode ser
Que eu saia desta vida
de alma ainda pura
e com o corpo
Completamente quebrado
Se for assim
Creio eu
Que terei logrado
Morrer como queria
Portanto
Não me culpem
das expectativas malogradas
Criadas em meu redor
Cada um tem a própria vida
E não se pode viver duas
Eu sou responsável
Somente pelas minhas palavras
e não pelas suas
Cada um de nós
Vai criando seus próprios problemas
Na medida em que não atenta
Para os sinais tão claros
Às vezes gritantes
Com os quais o mundo acena
todo dia
Eu só faço aquilo que posso
Pra quem deseja um pouco mais
Eu só posso pedir
Que me deixe morrer em paz
Edson Ricardo Paiva
Calma.
Eu não quero ser
Não pretendo ser
Não sou e não serei jamais
Alguém que muito mente
Como se vê, tão comumente
Eu quero ser somente
Alguém que espalhe sementes
Sempre de paz
Como pouca gente faz
O que eu queria ver
Era alguém sinta prazer
Em me ouvir
Quando eu disser o que digo
Não ligo pro ouro do mundo
Minha busca é
e sempre foi
Por algo que está mais profundo
E cujo brilho
Nada ofusca
Eu quero encontrar a calma
Que se esconde
Na escuridão dos sonhos
Na hora em que a alma se expande
e tudo se acalma
Este mundo não é assim
Tão grande
A ponto de esconder eternamente
Algo que não está perdido
A gente só não sabe
Ou pensa não saber
O lugar certo de procurar
Aquilo que cabe aqui, bem perto
Se não estiver agora
Será somente porque
Ainda não é a hora
Eu quero ser aquele
Que te ajuda a encontrar
Aquilo que comumente
A gente sente
Vontade de sentir
Sem saber bem ao certo o que é
Mas pressente ser melhor
Que essa dor que a gente sente
Tão comumente
Edson Ricardo Paiva
A maior liberdade que existe
Talvez seja a nossa escolha
em ser feliz ou ser triste
A tristeza pode ser bela
Assim como o maior brilho
Não é e nem jamais será
O brilho de nenhuma estrela
O mundo vai te julgar
Te analisar
Não há como evitar
Mas não aceite jamais
Que a opinião alheia
Te mude
Sem que tenha caminhado
Ao seu lado
Escrito as mesmas páginas
e chorado as mesmas lágrimas
e visto os mesmos fantasmas
Que tu mesmo viste
Este mundo
Às vezes pode ser rude
E tentar determinar
Os caminhos que você deve trilhar
Te cobrar atitudes
Que este mundo
Tão parco de virtudes
Nem mesmo as tem
Sejas tu
O andarilho do teu chão
e tenha sempre em mente
Que o maior brilho existente
É sempre aquele
Que reluz na escuridão
Edson Ricardo Paiva
A nossa felicidade
Pode perfeitamente
Ser classificada
Na categoria
Onde se encontra
A Concretude do Abstrato
Enquanto tanta coisa
Que temos como concreta
É impossível que seja
Elas não podem existir de fato
Aquilo é somente
Retrato de coisa ruim
Que trazemos de lembrança
Em nossas mentes
Resultante
De alguma viagem malfeita
Tanto pra você, quanto pra mim
Mas não sabíamos o que era
E por isso
A guardamos com a gente
Enquanto de passagem
Nós a colocamos
Em algum lugar da bagagem
Que carregamos
Na ligeira viagem
Que fazemos neste mundo
Onde
Simples segundos
Podem valer por uma vida
Enquanto anos e anos
Serão pra sempre relembrados
Como parte
Da parte que foi perdida
E um dia será esquecida
Quiçá, resumida
Quando relembrarmos
Num futuro muito distante
A Parte Bonita da história
Que começa a ser escrita.
Edson Ricardo Paiva
A vida
pode ser
Cheia de surpresas
Tem dias em que a vida
Se assemelha a uma roleta
Onde a gente somente
Vai percebendo
o quanto se perde
Por depositar a própria confiança
Naquilo que vai ocorrer a esmo
Porém dias há
Em que tudo muda
e o destino, simplesmente
resolve oferecer ajuda
Como se houvesse um desmo
Entre nós
E todas as forças
Que regem todos os Universos
Os versos escritos por mim mesmo
Ficaram bonitos no final do dia
Sorri para nós
A cara colorida da alegria
A vida muda
Deus oferece ajuda
Mesmo que a vida
Realmente
Não seja simplesmente poesia
Apesar de as palavras nela escritas
Atenuarem e transformarem
Até mesmo lágrimas
Em bonitas gotas de tristeza
Toda tristeza um dia
haverá de ter um fim
Portanto
Não precisa confiar em ser sozinho
Tampouco confiar em mim
Mas podemos sim
Transformar nossos fracassos
num grande sucesso
E se eu puder pedir-te algo
Te peço
Que confie em nós
A chuva vai cair e vai passar
Toda escuridão também tem fim
E nunca mais haveremos
de ficar assim...tão sós.
Edson Ricardo Paiva
Luzes.
A melhor qualidade da alma
Se esconde na faculdade
dela não poder ser vista
Pois é isso que intensifica
Essa luz que determina
A nossa maneira de lêr
O mundo que nos rodeia
Pois de todas as janelas
Que nele existem
As paisagens sempre haverão
de mostrarem-se diferentes
Olhando por elas se aprende
A enxergar a verdade que vai
Separada do todo que fica
Uma certa sensibilidade
No tato mais apurado
Distingüir de lama
A água cristalina
Sem jamais esquecer
Que do lodo a colheita germina
Pois assim se aprende
Que não nos é dado o direito
A prescindir de nada
As causas da vida são muitas
E a corrente do rio
As vai tornando diferentes
Quando juntas
Eternamente separadas
Apesar de aparentar pequenas
Apenas acontecem
Pra que a gente entenda
Que em todas as dimensões
Um olhar mais acurado
Não desvenda o segredo da vida
Mas indica a direção
Que de certa forma nos aproxima
Ao Sublime conhecimento
Da existência de algumas normas
Unindo a luz, cá de dentro
À luz que vem lá de cima
Em cada Universo um poema
E em cada verso uma rima.
Edson Ricardo Paiva.
Eu gosto mesmo é de ser criança
Subir-me num pé de sonhos
Me arvorar no galho mais alto
E imaginar que esses anos passados
Foram só devaneios de infância
E que vou descer de lá
No meio de algum quintal que existe ainda
Pode ser naquela linda hora triste
Em que a mãe mandava ir tomar banho
E banhar-me de toda malícia
Dessa astúcia adquirida
Nas feridas que a vida trouxe
Enquanto a vida não tirou-me ainda
da mente essa doce lembrança
E de novo encher-me de sonhos
Criança nasce de novo, todo dia
E no dia que não mais for assim
Não é mais infância.
Criança deseja, sim
Ter aquilo que não tem
Mas, se não tiver, nem liga
Criança não é mulher e nem homem
Criança é criança
Come o que todos comem
Mas na hora de sonhar
Ninguém sonha melhor do que ela
Aquela briga boba pela vida
Ainda não lhe pertence
Tanto faz, quem vence ou quem vence
Pensa assim...e assim todos vencem
Criança tem paz, sorri para a vida
Não faz mal se a vida não sorri de volta
São tudo coisas da vida
E nada que a vida fizer
A convence a desistir de nada
Criança volta pra casa
Vencedora e satisfeita, todo dia
As dores de hoje
Não vão mais doer amanhã
Criança não tem
Cicatrizes na alma
Hoje, por maior seja
A calma com que eu desça
Do galho do pé de sonhos
Os velhos pés sentem dor
Pior é a dor de não saber
Se hoje o meu sonho maior
É o sonho de eu
Nunca mais subir lá
ou de lá
Nunca mais eu descer.
Edson Ricardo Paiva.
"Ontem eu era alguém
Que não sabia quem era
À espera do dia de hoje
Onde, longe de ser quem era
Eu digo que tanto faz
Pois de tanto ter sido quem era
Agora eu não sei quem sou
Mas quem eu era já não sou mais"
Edson Ricardo Paiva.
Sobre o Sol que nos encobre
Hoje eu queria saber
Que será que ele sabia
Estarmos nós aqui
Ou será que ele só alumia
Sem sequer imaginar
Sobre a poesia que nos inspira
A luz derramada
Por sobre os nossos dias
Os caminhos da vida
E os desalinhos das trilhas
E, que apesar de tanta luz
Não sabia de nada
Somos nós, tão pequenos
Que apenas nos cabe viver
Sem nunca...jamais conhecer
O tamanho do alcance das suas vistas
É tão estranho
Ver o Sol lá no Céu, todo dia
E não saber
Que será
Que ele brilhava tanto
A buscar companhia
E no entanto
Solidão era só o que sentia.
Edson Ricardo Paiva.
Era estrada de caminho incerto
Incerteza que andava por perto
Andava, que...por ser caminho
Se chamava estrada
Ao contrário, que se pressupõe
Era sim, um caminho
Mas era apenas ida
Com pequenas diferenças
Havia lances de escada
Faces largas e falsos sorrisos
de cara cansada
Mais nada, além do preciso
Havia chovido e ressecado
E também de vez em quando
Tinha gosto de pão amanhecido
Com cor de aquarela
Dependia da luz
Vez em quando, desbotada
E bela no instante seguinte
Não falava nada
E também não era bem ouvinte
Era pressa, era espera
Era uma fera
Dessas, que parecem mansas
Que nem gente velha
de tão velha despertou pra vida
Cuja experiência
Convida a ser criança
Parece até que não pensa
Mas pensa
Bem mais que se pensa
E não se arrepende
Parecia justiça
Parecia que era
Só não digo que era
Porque era brasileira
E não pendia pros lados
Portanto, a chamo de estrada
Por enquanto é tudo
Mais nada.
Edson Ricardo Paiva.
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