Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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⁠Ser leal aos bons princípios humanos implica não se rebaixar à pobreza de espírito dos indivíduos moralmente inferiores.

⁠"Ser resiliente não é apenas sobreviver ao frio na barriga; é encarar o looping da vida sem medo, com o domínio de quem sabe que, após cada descida, vem a inevitável subida."

"Às vezes, quando observo alguma pessoa, me pergunto: o que vem a ser felicidade? Infelizmente, acabo por concluir que é mentir para si mesma, conscientemente."

"Alguns dizem ser religiosos e tementes a Deus, mas mantêm as mãos tão fechadas no fundo dos bolsos que não deixam escapar nem o vento para ajudar o próximo. Isso é fé, ou apenas maquiagem?"

"Viver uma vida humilde nem sempre é uma questão de pobreza. Pode ser uma opção de quem possui um forte caráter e muito desapego às futilidades da vida. Buscar o simples para si é uma forma de recuperar, em vida, valores que foram deteriorados pela ganância humana e/ou pelo capitalismo."

"Há pessoas que não querem ser ajudadas. Preferem se afundar nos seus erros."

"A cada dia me convenço de que a falsidade é uma sombra que revela o mau-caráter do ser humano. Assim como o próprio Cristo foi traído por um dos seus, que esperança resta para um mortal como eu? Não é a traição que me surpreende, mas a ingenuidade daqueles que venderam a lealdade. Minha maior sabedoria é ter aprendido a lidar com a falsidade dos outros e encontrar força para manter minha autenticidade diante deles."

⁠"Quem nasceu para ser Rambo, não precisa de muito. A vida é a própria selva!"

"As frases da internet hoje conseguem ser piores que as de boteco: são desalmadas, sem vida e, sobretudo, sem noção."

⁠"Ao ajudar alguém e passar a ser exigido, afaste-se. Quem realmente precisa de ajuda não impõe!"

"Há uma linha tênue entre ajudar e virar escravo voluntário! Ser parceiro é dar uma força quando alguém precisa de ajuda, mas é algo bem diferente quando nos anulamos querendo carregar o mundo nas costas, deixando que folgados abusem de nossa boa vontade. Dizer "não" para o abuso alheio não nos torna pessoas ruins ou egoístas; nos faz indivíduos com amor-próprio e saúde mental em dia. Quem se acostumou com a nossa escravidão voluntária sempre vai achar ruim quando decidimos nos libertar. Aprender a colocar limites na nossa vida é a verdadeira libertação da caridade abusiva!"

"Só Deus ama perfeitamente e sem limites. Como ser humano, a pessoa escolhe a quem se doar, dedicando o seu porto seguro a quem ela possui profunda consideração. Embora o mundo falhe, e as pessoas esqueçam a consideração merecida, o amor verdadeiro é uma renovação diária. Sem buscar se igualar a Deus, ela apenas decide dar o seu melhor para fazer a vida de quem lhe importa ser mais feliz, enquanto ela estiver por aqui."

"Tente ser discreto, mas permita-se pensar alto. Apesar de o mundo ter mudado, calar-se nunca será a solução."

"Na doença, a fé; na cura, o ceticismo. Assim é o ser humano."

Eu não consigo ser uma pessoa insensível.

o ser humano não nasce com sentido - ele é lançado na existência.

O ser humano cria seus próprios condicionamentos e depois passa a habitá-los como destino.

Ingratidão é f#d@…
Para quem se acostumou a receber, generosidade deixa de ser gesto e vira obrigação.
Aos poucos, tudo o que você faz deixa de ser valorizado e passa a ser simplesmente esperado. E basta você estabelecer um limite para que uma infinidade de “SINS” seja esquecida diante de um único “NÃO”.
A ingratidão não nasce necessariamente da falta de memória, mas do excesso de conveniência.
Enquanto você serve, ajuda, cede e está sempre disponível, é indispensável. No momento em que decide se preservar e impor limites, passa a ser visto como o problema.
É aí que certas relações se revelam: algumas pessoas não valorizavam exatamente você, mas o acesso que tinham à sua disponibilidade.
No fim, o ingrato raramente se lembra de tudo o que recebeu; prefere se ressentir da única coisa que, desta vez, você decidiu não dar.
No fim, a gratidão contabiliza o que recebeu. A ingratidão, apenas o que lhe foi negado.

É muito fácil ser leve sobrecarregando os outros.
Transferir para ombros alheios aquilo que é sua responsabilidade não é equilíbrio nem leveza. É egoísmo.

Gatilhos

Demétrio Sena - Magé

Sempre me vanglorio de não ser uma pessoa depressiva. De não ter crises de ansiedade ou algo semelhante. Mas me esqueço de alguns gatilhos que me desesperam, embora eu saiba me resolver, logo depois do impacto.

Tenho medo, por exemplo, de ser abandonado, em passeios com mais pessoas, a lugares muito cheios. Fico todo o tempo vigiando o guia ou motorista. Se não o vejo por um momento, meu coração dispara. Não vejo mais ninguém. Tudo gira. É uma lembrança de quando eu era bem pequeno e minha mãe se perdeu de mim em uma feira de Brasília. Ou eu dela. Só fui encontrado no fim do dia, chorando em desespero e já me dando por completamente perdido.

Quer me deixar suando frio e com o peito apertado, a respiração difícil? Deixe-me sozinho em qualquer ambiente, com algo de valor que não seja meu. Em minha infância e na adolescência, em razão da minha cara de culpa, meu cabelo desgrenhado de culpa e minhas roupas andrajas ou molambos de quem tem culpa, muitas vezes fui suspeito de roubo.

Minha sorte foi que os sumiços (nunca foram roubos) foram sempre desvendados, porque se dependesse do meu aspecto, eu teria sido recluso em um colégio interno, como eram chamadas as instituições para menores infratores. Até hoje, ao ficar sozinho entre objetos de algum valor, tenho medo de que algum deles crie pernas ou asas, e suma, me deixando em sérios apuros. É um sofrimento que só eu sei dimensionar.

Por "não ter Deus no coração", sendo reconhecidamente ateu, muitos acham, inclusive familiares, religiosos ou não, mas que publicam versículos em redes sociais, que sou capaz de coisas horrendas: até de minha presença, pura e simplesmente, agravar a doença de uma pessoa querida que não está bem. Isso também é um gatilho; morro de medo de me aproximar de alguém prestes a morrer, e depois sentir nos olhares, que a minha presença foi a causa.

Quando me vanglorio de não ser depressivo, é porque logo me resolvo: desarmo meus gatilhos, consciente das lembranças marcantes e, em muitos casos, do preconceito e da ignorância que me cercam desde a mais tenra idade.
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Respeite autorias. É lei