Ingratidão é f#d@… Para quem se... Diego Godoy
Ingratidão é f#d@…
Para quem se acostumou a receber, generosidade deixa de ser gesto e vira obrigação.
Aos poucos, tudo o que você faz deixa de ser valorizado e passa a ser simplesmente esperado. E basta você estabelecer um limite para que uma infinidade de “SINS” seja esquecida diante de um único “NÃO”.
A ingratidão não nasce necessariamente da falta de memória, mas do excesso de conveniência.
Enquanto você serve, ajuda, cede e está sempre disponível, é indispensável. No momento em que decide se preservar e impor limites, passa a ser visto como o problema.
É aí que certas relações se revelam: algumas pessoas não valorizavam exatamente você, mas o acesso que tinham à sua disponibilidade.
No fim, o ingrato raramente se lembra de tudo o que recebeu; prefere se ressentir da única coisa que, desta vez, você decidiu não dar.
No fim, a gratidão contabiliza o que recebeu. A ingratidão, apenas o que lhe foi negado.
