Tenho um ser que Mora dentro de Mim
O Refúgio da Ludicidade
Embora o adulto não deva ser infantil — plenamente imaturo — precisa guardar consigo a ludicidade do seu tempo de criança: uma forma de deixar a vida mais leve, de alegrar o próprio mundo mesmo quando algo ou alguém lhe aborrece, encontrando na simplicidade, o seu refúgio e o seu fortalecimento. Pois Graças a Deus, nem tudo se trata de seriedade; também faz parte o divertimento.
Serenidade e a sua Presença Ilustre
A Serenidade parece ser aquele tipo de visita ilustre, amável, cuja presença é uma raridade; logo, não é nada sensato desperdiçar a oportunidade de tê-la por perto e aproveitar a sua companhia ao máximo, fazendo jus à sua importância.
Já que não demora para ela ficar ausente — e não importa se ficará durante alguns minutos ou algumas horas —, sempre será bem-vinda, encantadora, bastante expressiva, exaltando o agora: influência que edifica.
E melhora quando aquela visitante serena tão esperada chega vestida de intensidade — o equilíbrio perfeito entre o ar sereno que relaxa a mente e o fogo intenso que encoraja o espírito; dessarte, valorizá-la é o mínimo.
Se me perguntassem sobre ela
Se me perguntassem sobre ela, diria que ela não foi feita para ser metade; precisava de uma soma e não de uma complementação. Era intensa. Tinha uma grande sensibilidade e nela havia uma ambiguidade de insegurança e determinação, de um comportamento solitário e melancólico e outro amoroso e solidário.
Vivia continuamente com essa espécie de equilíbrio necessário que muitos não chegaram a conhecer, mas que, para ela, fazia bastante sentido, um dos diferenciais que a mantinham de pé, enfrentando adversidades externas e conflitos internos, sendo um exemplo de mulher, a expressão física do amor divino.
Era nítido que era apaixonada pela arte e por algumas de suas variações que conversavam diretamente com a sua alma. Nem sempre era através de palavras: bastava um pouco de tinta ou uma melodia breve e profunda, qualquer variação artística, onde a vida pudesse ser expressada de uma maneira realista e lúdica.
Ainda pintava com riqueza de detalhes a sua realidade, com simplicidade e elegância; abraçava o romantismo e a modernidade; defendia valores antigos e tinha sonhos desprovidos de ingenuidade. Deus esteve fortalecendo o seu corpo e o seu espírito e, assim, as suas falhas não conduziram o seu destino.
Seria muita prepotência da minha parte se eu dissesse que eu a compreendia plenamente, seria uma falácia; porém, tenho certeza que eu pude compreender pelo menos um fragmento da sua complexidade, o que já foi muito, considerando, que um dos seus maiores desejos era ser compreendida como um bom livro, desde o começo.
A Dualidade da Escassez do Tempo
A escassez do próprio tempo deveria ser intencional e sensata para aquelas futilidades — pessoas amargas e negativas e tudo aquilo que entristecesse a alma ou que apenas fizesse algum bem temporário às custas de muitas decisões erradas e entendimentos precipitados.
O fato de o tempo estar cada vez mais escasso deveria ser um grande alerta para
ser ainda mais valorizado, para que o seu desperdício pudesse ser evitado com mais frequência; nem todo sacrifício é necessário, muitos certamente não compensam.
O cuidado para não desperdiçar o tempo dos outros, com certeza também faria parte daquela sensatez de temporalidade diante da escassez temporal e provavelmente evitaria uma boa parcela daqueles entraves que só fazem mal — mescla de maturidade, resiliência e reciprocidade.
Fazer bom uso do tempo o tempo todo pode ser algo inalcançável, porém todo o esforço vale a pena, de algum jeito sempre será compensado; a vida é passageira e, um dia, tudo terá passado; logo, viver de verdade é uma bênção pela escassez do tempo e mesmo que o tempo seja escasso.
Onde a Sinceridade não é Bem-vinda, o Silêncio passa a ser uma Opção
A sinceridade nem sempre é bem-vinda, mesmo por aqueles que dizem valorizá-la, pois, muitas vezes, preferem a mentira, daquelas que afagam; então, a depender da situação, o silêncio é uma ótima alternativa: melhor não dizer nada e manter a sua paz protegida.
A Face do Silêncio que Deve Ser Quebrado
O silêncio certamente tem mais de uma face: a tranquilidade distante dos conflitos, a omissão de um sofrimento, o desconhecimento de uma triste realidade, a melodia que a alma precisa ouvir em um determinado momento, uma zona de conforto atraente e inapropriada ou aquela sensação confortável que não deixa a mente ficar esgotada.
E quando uma paixão desenfreada toma conta, uma das consequências é a falta de amor-próprio — que pode resultar em uma prisão silenciosa devido a uma inconsistência de reciprocidade e uma frequência de angústia numa falsa tradução de felicidade, onde sempre apenas um dos lados luta e faz a sua parte.
Nesse caso tão danoso, o quanto antes, em alguma oportunidade, o silêncio tem que ser quebrado, o desgosto do desrespeito deve ser reconhecido e logo ser rejeitado, caso contrário, será cada vez mais destrutivo. Portanto, não deve permanecer camuflado debaixo de migalhas de afetos ou de sentimentos fingidos.
Não é nada fácil ter seus princípios e valores violentados, principalmente por quem tanto se ama, mas é exatamente isso que faz ser um privilégio encontrar paz na violência, enxergar o conforto verdadeiro: o reconhecimento da própria existência, da importância da mutualidade, que um laço sadio não tem prisioneiros e que os sinais estão nos detalhes.
O período solitário não vive sem a ingratidão
Estar sozinho não é o mesmo que ser solitário e depressivo; certamente, é possível estar acompanhado e ainda sentir um vazio. Tal compreensão é indispensável.
A solidão não gosta da companhia de um coração grato pelo Zelo Divino, mas adora um vínculo fraco, onde o apreço infelizmente não é correspondido.
Então, naturalmente, seguir o próprio caminho é necessário, agradecer é imprescindível, com Deus conduzindo cada passo, prestando o seu amor e sendo abrigo.
Portanto, solitário não é estar sozinho, é ter que receber a solidão por estar mal acompanhado, seja pela própria presença, seja pela de outro alguém que não compensa.
Numa interação imprudente que não agrega: vestida de uma reclamação recorrente; uma tormenta de muita negatividade, que deixa a gratidão a Deus ausente. Isso é estar solitário de verdade.
O Canto Oprimido que Não pôde ser Silenciado — A Ex-Noiva que se libertou
Conheceu o seu Futuro Algoz que se apresentou com uma boa conversa, palavras bonitas e comentários inteligentes; provavelmente, também foi o motivo de alguns dos seus risos mais alegres; tinha uma aparência agradável; demonstrava um olhar confiante e uma certa gentileza — de fato, atributos raros e cativantes que não levantaram nenhuma suspeita. Um mal inevitável; a iminência de uma grande tristeza.
Conseguiu conquistar a confiança dela e o privilégio do seu amor, as consequências disso viriam a ser as piores — a dor da sua alma —, mas não tinha como ela prever que havia tomado a decisão errada e, ainda deslumbrada pela sensação de estar amando e pela ilusão de estar sendo amada, acreditando que tinha encontrado a pessoa certa; ele foi astuto, soube usar bem a sua persuasão. Uma combinação perfeita para entristecer o seu mundo.
O pedido de casamento foi feito com entusiasmo, aparentemente um momento feliz; entretanto, logo iniciou o seu sofrimento — tudo bem diferente do que ela havia esperado—, as reclamações e os desentendimentos foram ficando cada vez mais frequentes, nunca era boa o bastante, tratada como a problemática e a inconsequente; rapidamente, a sua realidade dos sonhos começou a desmoronar, o seu castelo de cartas; o seu brilho estava claramente fraco diante daquela felicidade falsa.
E o que deveria ser um laço de cumplicidade, no final das contas era apenas um opressor querendo impor a sua vontade — exigiu para casar com ela que silenciasse a sua voz: o canto da sua autenticidade, a musicalidade que desde muito antes habitava o seu coração. Uma demonstração de maldade; da falta de consideração. Ele finalmente havia tirado a máscara da sua falsidade, desistiu de ficar fingindo, fez questão de mostrar a sua verdadeira face, acreditava que tudo estava sob o seu domínio.
Implacável, fez o incisivo ultimato “Quero que seja minha esposa, entretanto, você deve parar de cantar; não estrague tudo fazendo a escolha errada.” Com certeza, não era a intenção dele, todavia, através daquele feito, ela pôde despertar para a sua libertação, já havia derramado muitas lágrimas, desfrutando a pior solidão por estar mal acompanhada; então, o encanto acabou; tomou coragem e, determinada, desabafou em alta voz a sua infelicidade sem vacilar em nenhuma palavra.
“Eu acreditava que estava vivenciando o mais próximo de um paraíso, num relacionamento quase perfeito, porém, graças a você vivenciei um inferno na terra. Não aguento mais permanecer aqui ao teu lado; você não vai silenciar o meu canto; se, em algum dia, você me amou, clamo que deixe-me ir”. Assim, ele que ficou em silêncio e num vislumbre de bom senso, não a segurou. Ela seguiu em frente. Uma ex-noiva que redescobriu o seu valor. A força de uma canção veemente.
A percepção do erro não tolera a parcialidade
O errado não deve ser visto como algo certo pelo fato de o seu autor ter sido alguém do seu agrado, nem ser evidenciado apenas quando for feito por um desafeto, caso contrário, pode ser a prova da falta de um mínimo de bom senso; de uma revolta seletiva; de uma hipocrisia disfarçada com uma falsa indignação, que logo se cala diante de determinados erros praticados por aqueles que você adora — uma clara adoração incondicional, ainda que seja negada, podendo ser bastante danosa, tanto para você quanto para aqueles à sua volta.
O Orgulho de Ser Nordestino: A Fogueira Que Não Se Apaga
Povo guerreiro e acolhedor que geralmente tem o seu sofrimento enaltecido, a dor provocada pela seca do seu sertão e outros pontos negativos, quando merece que a sua bravura seja mais exaltada; a sua determinação; a sua capacidade de sorrir apesar das dificuldades, das suas lutas diárias — a expressão da resiliência nordestina, o fogo de uma fogueira que não se apaga, como a fé em Deus sempre viva. Exaltação merecida diante de uma paixão por sua terra que vem desde menino, que não importa o que aconteça, carrega o orgulho de ser nordestino.
"Estar limitado não quer dizer ser limitado."
O limitado em uma ilha, não vai construir uma jangada, mas vai sobreviver de cocos.
Como você sabe que vai ser feliz com seu sonho se ainda não o alcançou?
Se é você quem determina ser ou não ser feliz, então pode escolher outras opções que produzirá o mesmo resultado.
Por exemplo: existem pessoas felizes e bem-sucedidas em profissões que você ficaria triste se exercê-las.
Existem pessoas felizes em seus casamentos com a pessoa que com você era infeliz.
A felicidade não está nas coisas ou em alguém, está em você.
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