Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Por Amor
Viajo sem sair do lugar.
Beijo, mesmo sem te tocar.
Sonho ainda acordado.
Sabe porque?
Porque por amor.
Faço mil loucuras.
Por te amar...
Por viver você.
Cada escritor tem seu estilo de escrever. O leitor, também gosta de procurar livros que satisfaçam sua particularidade de ler. Então, o escritor e o leitor se encontram dentro das páginas de um livro. O leitor,cada vez que vira uma página, é como se estivesse adentrando em um novo dia, com sol ou com chuva..
Marilina Baccarat de Almeida Leão (escritora brasileira, premiada no Brasil e Exterior)
Quem rouba é ladrão
Honestidade, hombridade é caráter
É a dignidade que todos devem ter
Sem isso de que vale seus milhões
Conquistar as coisas sendo vilões
Fazendo qualquer trapaça
Isso não é coisa de raça
São coisas de ladrões
Tem que ser honesto,
Fazer tudo certo
O esperto é ser bom
E não ser malandro, ladrão
Pra quando tiver dinheiro
Poder mostrar pro mundo inteiro
Que não roubou nenhum tostão
Põe raça,
Põe raça,
Põe raça neste coração,
Põe raça
Põe raça
Põe raça neste coração
Quem rouba é ladrão
Ladrão?
Polícia
Coloquem
Todos eles na prisão
Queremos a paz na sociedade
Nada tanto faz
Nos importamos com tudo
Somos cidadãos deste mundo
Queremos escrever a paz!
Não toleramos a violência
Já se tornou insustentável
A miséria é insuportável
E a violência lamentável
Nada tanto faz
Nos importamos com tudo
Queremos a paz
A qualidade no mundo
Principalmente na nossa sociedade!
Já chega de fingir - se cego
Não queremos evocar o ego,
Mas somos da paz!
Quermos a paz,
Ié, ié, Ié
Queremos a paz
Queremos a paz
Iiiiéééé!
Na nossa sociedade!
Amanhã
Amanhã
É outro dia
Vou sair de manhã
Vou rasgar o dia!
Bom dia, ó sol
Bom dia, ó passarinho
Quero voar
E contigo fazer meu ninho!
Heieei, heieei!
Amanhã
É outro dia
Vou sem ninguém
Vou sair por aí
Vou sem rumo!
Se encontro uma flor
Pergunto do meu amor
Se encontro o beija-flor
Pergunto:
Onde está o meu amor?
Vou ficar fora o dia inteiro
Vou fazer do céu
O meu celeiro
Vou repousar sob o sol!
E se a noite vier
Vou perguntar pra lua
Onde está o meu amor?
Se uma estrela piscar
É pra lá que vou...
Vou buscar o meu amor!
A maior tempestade
Da minha vida
Apareceu inusitadamente
Num dia que eu precisava
Lavar meu pranto
Não veio de mansinho
Mas trouxe consigo o sol
Com que eu agora vejo outro caminho
Da flauta flutua
O lírico poético.
A sátira sutura
Com o quê céptico,
Que verga a envergadura
Da armadura pó sentido métrico.
Pulsão que castrou a dita ditadura,
Punção na mão do povo e o olhar na face/interna,
Mira agora o seu governo novo que não é mais que uma baderna.
Sufrágio clama o mouro para responsabilizar o tolo,
Diz - "tens poder" - mas - "pensa" - não és mais que um palerma!
Mas o povo é tento do descontentamento, falcão atento.
Lhe corroí ácido por dentro quando moi o pensamento.
Não há dito nem tortura que acabe com cultura,
Nem Maria nem José que não saiba como é
O fundo do tacho e a falta de rapadura.
A critica bate o pé com mão dura,
Com fé no Ser e na cultura.
Porque o Ser não esquece.
Que a espada enfraquece,
A flauta flutua,
A sátira sutura,
Com o quê céptico,
E o lírico poético.
A sagrada triangulação, o olho que tudo, ou quase tudo, vê... Só não o vê o que não quer ver e quem não quer ver que o que está visto é que temos que andar é de olho nisto, principalmente em quem está no poder. A mim não me compete competir, mas gosto de escamotear, falar por dizer e advertir para não esquecer. Que politicas fundamentalistas, como as que ainda vemos hoje, algumas até parecem nascer de novo, já exterminaram muito povo e censuraram muita pulsão que é só coisa do criador. Não devemos permitir censuras sobre a nossa envergadura. Nunca houve um tempo tão bom como o que se vive nos dias de hoje, para andar de olho, temos uma ferramenta que nunca antes houvéramos pensado sequer poder um dia existir. Esta janela para o mundo também é uma maneira de exercer, esclarecer, escutar e debater, aquilo que vai acontecendo. Todo temos e devemos ter algo a dizer... Nem que seja uma lírica mal escrita, cujo único objectivo é não sair da sátira poética! O resto fica à interpretação de cada um e a quem de direito com vontade de (munido de suas próprias ferramentas), agir. Sigo convencido de que pelo menos não fiquei inerte daquilo que eu sinto que penso!
Esta é a minha filha, Shannan Maria Gilbert. Há uma folha aqui para cada dia que ela está desaparecida.
Ninguém fala das nossas filhas. Quando falam, é “prostituta”, “garota de programa”, nunca “mãe”, “filha”. O nosso dever é não deixar que essas garotas sejam esquecidas.
NÃO PRECISAMOS
Não precisamos de amantes.
Precisamos de instantes
Incríveis
Inesquecíveis
Insubstituíveis.
Não precisamos de calafrios.
Precisamos de arrepios
Quentes
Ardentes
Veementes.
Não precisamos de dores.
Precisamos de amores
Precisos
Concisos
Sem avisos.
Não precisamos ser carentes.
Precisamos ser ardentes
Cientes
Das chamas
De um beijo
Envolvente.
Não precisamos do contudo.
Precisamos de um casulo
E do abrigo
De um abraço
Que eternize
Um segundo.
Nara Minervino
EU EM TI
Estou aqui,
feito folha que solta
da árvore a que ela devota,
e, secando ao sol,
vai esperando ser ninho
de algum passarinho
que, padecendo do seu abandono,
lhe leva no bico,
que é o seu ombro.
Reparo sim.
Reparo que em ti acho muito de mim.
Reparo que tua boca deixa a minha louca,
E que tuas ideias me acendem e surpreendem.
Reparo que és poeta, que és astuto e que me testas.
Reparo que recrias minhas palavras e a elas dás mais asas
E enches todo o meu peito de alegria e de preceitos
De que só tu és assim e que poderias ser de mim.
Reparo em tanta coisa!
Em tanta coisa reparo!
Mas o que mais me deixa atenta
Nessa visão que me alenta
É que toda a minha atenção colocas em tuas mãos
Ao me fazer delirar com os versos que vêm a mim "respostar".
Nara Minervino
QUE SAUDADE DE VOCÊ!
Que saudade de você!
De sua atenção, dos seus cuidados, dos seus prévios afagos!
Que saudade de você!
Que contornava o tempo, que driblava os horários, que criava intinerários!
Que saudade de você!
Do homem que foi, do homem que soube, do homem que fez!
Que saudade de você!
Que não via problemas, que não via barreiras, que não pensava em dilemas!
Que saudade de você!
Sim! Muita saudade!
Do homem presente,
Do poeta irreverente,
Do amante exigente!
Por que me deixou?!
Por que se apagou?!
Por que adiou
O encontro engraçado,
O papo descolado
E o não ver o tempo esgotado?
Será que ainda volta?!
Será que ainda se importa?!
Ou será que encontrou outra porta?!
Dizem que tudo o que vai volta.
Volta?!
Fazer o quê?
Matéria morta.
Nara Minervino
Sinto uma dor no peito, quando penso em te perder
Agora eu sei que eu te amo e não vivo sem você
Não sei se vou suportar, ter você longe de mim
A dor tá me consumindo, acho que é o meu fim
Não sei o que fazer, nem o que pensar
Fico aqui imaginando tudo que já passamos, será esse o fim do amor que nos criamos
Entrego na mão de Deus e torço para suportar, a dor que sinto no peito, que tá sendo de matar
Sinto falta tanta falta, mas como posso sentir falta de algo que nunca tive, de palavras que nunca escutei do colo tao almejado do abraço doce e apertado da voz que dizia tudo vai ficar bem, coisas e gestos tao pequenos que fez e faz tanta falta.😔
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