Tenho Namorado mas Penso em outro
Às vezes penso que morri em pedaços —
não uma vez, mas tantas...
Mil mortes pequenas, silenciosas, invisíveis.
E mesmo assim,
há em mim uma centelha imortal,
um suspiro de estrela rebelde
que insiste, que arde,
que grita:
"Volta!
Volta para ti!
Volta para a tua origem de fogo e luz!"
Eu juro, alma minha,
eu hei de me encontrar.
Nem que seja na última batida,
no último fôlego,
na última lágrima que lavar os olhos da ilusão.
Hei de vestir novamente minha pele verdadeira,
hei de caminhar com os pés descalços sobre a eternidade,
e então, então sim —
saberei que jamais estive realmente perdida.
Só adormecida, esperando o momento certo para renascer.
eu sofro com meus próprios pensamentos
sofro com meus medos e traumas
às vezes penso que a única solução é
deixar de viver, mas eu escolho ficar
mais isso é pensar não em mim, mas nas pessoas que me rodeiam
Escolhi não ser comum: sou poliglota por vocação, autodidata por paixão, penso o mundo com lucidez e manifesto o divino com intenção.
Soneto da solidão extrema
Quando penso em pensar em desistir de você
Me comove o peito, e me faz perceber
Que o pervertido coração indígena
Basta um pouco mais de amor
Pra notar o tanto quanto te amo
Eu adoro seu olhar, o seu caminhar
Quero que olhe a mim, e ande
Que com ou sem virtude
Quando cruzarmos os olhares
Somente sua mente venha a mim
E de tanto amar, quero explodir
E de repente desfrutar desse amor
Que se pode somente achar
E hei de ver o tanto de explosão
Que o peito pode causar
E assim, morrerei junto a ti
Velados em emoção pura
E sentimentos que não existem ainda
Sentirei a sua perda como um filho
Como uma folha única de uma árvore
Como perder a alma, como perder a prole
E de tanto amar, ficarei louco
Gritarei tanto, e ficarei rouco
Sairei pelas ruas como cão
Resmungando seu nome ao nada
E explicarei detalhadamente o meu pesar
Miúda é o sentimento que tu sente
Sentirei a vontade de morrer de amor
Por falta de afeto, não verei o colorido do mundo
Por falta de segurança, não sentirei felicidade
Talvez um pouco mais de simplicidade
Pra ter a noção de que entrarei em pesar de amor
Por alguém, por ninguém, que ainda não conheci...
Monólogo ao Mar
Às vezes, assim penso, vivo
um monólogo diário,
ecoando pensamentos soltos
pelas vielas da alma
onde não há atalhos,
apenas passos
que ressoam no asfalto molhado
de manhãs silenciosas.
Em frente ao mar,
dedico-lhe meus devaneios,
como cartas lançadas ao vento
sem, ao menos, um pingo de receio.
Discorro sobre você,
como se as ondas fossem
páginas brancas
esperando minhas confissões.
O mar, atento,
ouve com paciência de quem
já engoliu mil naufrágios
e ainda assim permanece,
se comunicando
através de suas ondas,
mergulhante, deslizante, ascendente,
um discurso contínuo
que cabe àqueles
que mantêm os olhos bem abertos
decifrar.
E eu, narrador solitário,
me vejo parte da maré,
flutuando entre a certeza
e o esquecimento,
tentando entender
se o que entrego ao mar
é o peso dos dias
ou a ânsia de ser ouvido.
O vento salgado
me corta os lábios
enquanto o mar responde
numa marola discreta,
como se dissesse
que palavras se dissolvem
como espuma,
mas sentimentos permanecem
ancorados no fundo.
Talvez ele saiba
que não há resposta certa,
pois enquanto me desfaço
em palavras e sonhos,
ele se refaz
em ciclos e ondas,
e assim seguimos,
dois monólogos paralelos
que jamais se tocam,
mas se compreendem
no silêncio que resta
após o último sopro de vento.
E então, na maré baixa,
percebo que talvez
o mar também sussurre
suas incertezas para a areia,
e que nós,
vagando por nossas marés interiores,
somos tão mutáveis quanto ele,
sempre buscando a margem
onde a alma repousa.
E enquanto observo
o encontro da água com a terra,
sinto que viver é isso:
um eterno diálogo
com o imenso e o indomável,
uma troca de segredos
entre solidão e grandeza.
O mar nada exige,
apenas acolhe,
como se dissesse
que a liberdade reside
em aceitar a fluidez
e não temer os ciclos.
Por fim, sorrio,
pois entendo que o mar
não é apenas ouvinte,
mas também mestre
de uma sabedoria inquieta,
que ensina a ser vasto
sem perder a essência,
e a permitir-se tempestade
sem deixar de ser calmaria.
Na Minha Estante
Penso, logo você existe...
Existe em minhas memórias,
meu coração, minha alma,
no meu passado e no meu presente —
mesmo sem você.
Amor é fogo que arde sem se ver?
Ainda ouço a sua voz na minha mente,
suas frases prontas.
Conheço suas falas como num roteiro,
seu jeitinho único de falar
com a língua presa,
comendo sílabas,
se tornando ainda mais graciosa.
Seu ponto de vista sempre positivo,
conheço seus medos,
seus anseios,
seu maldito mecanismo de defesa
que funciona como uma bomba-relógio,
forjada pelos seus traumas e frustrações.
Lembro dos meus sentidos mais aguçados perto de ti.
Sinto a textura da sua pele,
as variadas fragrâncias do seu corpo,
o seu gostinho no meu paladar,
até o cheirinho da sua respiração.
Sua pele delicada, branca e rosada.
Seios fartos.
Coxas suculentas.
Amava recostar minha cabeça sobre elas,
era um lugar de descanso, de paz,
como se ali o mundo todo silenciasse.
Seus cabelos loiros, de verdade.
Olhos de esmeralda,
com pequenas pitadas de castanho.
Saudade de como minhas mãos
se encaixavam perfeitamente,
segurando forte
suas cristas ilíacas.
E quando nos abraçávamos,
perdíamos o chão.
Esquecíamos o tempo, o espaço,
os problemas...
Era como se só nós dois existíssemos,
e mais nada.
Nosso encaixe era perfeito,
feito sob medida.
Era maravilhoso acordar entrelaçado com ela na cama,
vontade de não sair de perto nunca mais.
Eu procurava ficar o mais perto possível —
se possível, seríamos um só.
Tudo foi engano,
como "fogo de palha",
ela disse no início.
Estaria eu só matando a curiosidade —
efêmero por dez anos,
entre mais idas do que vindas.
Tudo como um conto de fadas.
Mas afinal… as fadas existem?
Acreditei de verdade em fadas enquanto durou.
E reza a lenda:
quando você deixa de acreditar,
uma fada cai morta em algum lugar.
Ainda me sinto ligado.
Nunca encontrei química tão perfeita.
Maratonávamos a nossa paixão —
fome de mil mendigos
com extrema vontade de comer.
Por vezes, a vi desfalecer em minhas mãos,
de tanto que se deu para mim.
Hoje, luto contra mim mesmo,
buscando dignidade e redenção
como um viciado,
suportando um dia de cada vez,
um passo de cada vez.
Me dizendo:
hoje não.
Hoje, não olharei para trás.
Vou me enganando,
negando um luto
por uma pessoa viva.
Te coloco mentalmente
na minha estante —
não como objeto,
nem como troféu,
mas como na música da Pitty.
Como eu penso ter sido Maria como mãe "a mãe do Salvador"
Como Deus sugeriu que ela fosse uma agraciada mãe
Boa paciente corajosa e inteligente
Forte capaz uma mãe aparentemente como toda boa mãe fiel a seus princípios e valores
Possuidora de muita fé e amor colocando Deus sempre como prioridade em sua vida
Assim como o seu mantendo
Boa esposa amiga irmã companheira sabendo sempre dividir cheia de graça já totaliza seu valor
Como mulher esposa mãe e serva de Deus...
Maria
"Tento escrever o que meu coração sente, mas minha boca não fala. O que penso ou o que digo em poucas palavras, mas sempre com a emoção de transmitir o que penso ou o que deixo de pensar. Amo ser livre de mentira, amo a intensidade de ser eu, mas quem sou eu? Eu também não faço ideia, só sou mais uma no meio de muitos com pensamentos diferentes. Eu poderia só falar de amor, mas o que é o amor de verdade? O amor sou eu, a intensidade sou eu, o que escrevo sou eu ou sou o que querem que eu seja, que também não faço ideia de como seria. Espero que no pensamento dos outros eu consiga ser um alguém interessante."
!!?
SER OU NÃO SER?
Tem gente que pensa ser.
Penso que nunca somos...
Às vezes, estamos.
Só Deus é!
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
Valdecir Val Neves - Vila Velha - ES
Queria poder traduzir em palavras o que me sufoca o peito todas as vezes que penso em você — e, honestamente, penso mais do que deveria. Queria que soubesse que, mesmo sem qualquer motivo lógico, ainda espero por um gesto, um olhar, uma mensagem sua. Algo que me tire dessa sensação de que tudo que vivemos foi só mais um capítulo breve da sua vida, enquanto pra mim se tornou o livro inteiro.
Nos conhecemos por acaso — mas há acasos que parecem cuidadosamente costurados pelo destino. Você chegou em um momento confuso, quase como um sopro leve em meio ao furacão que era minha rotina. E aos poucos foi ficando. Não porque se impôs, mas porque havia algo em você que despertava calma, pertencimento... e um tipo de beleza que não se explica, apenas se sente.
Eu me aproximei por afinidade, me entreguei pela cumplicidade e fui caindo, devagar, até não haver mais como voltar. O amor? Não foi obra do acaso, nem da convivência. Foi uma escolha. Uma decisão silenciosa que fiz quando percebi que o mundo se tornava menos duro quando você estava por perto. Eu não aprendi a te amar. Eu quis te amar — e isso muda tudo.
Mas é doloroso observar você se prender a alguém que não enxerga seu valor, que não te oferece nem metade do que você merece. Alguém que te mantém por perto, mas não te cuida. E o pior de tudo: perceber que você aceita esse pouco, como se fosse tudo que pode ter. Me parte por dentro.
Você caminha por entre os dias como quem carrega o mundo nos ombros e sorri para esconder as rachaduras. E talvez ninguém perceba... mas eu vejo.
Sempre vi. Por isso, não me calo. Porque você deveria ser amada com intensidade, com constância, com verdade. Deveria ser lembrada, celebrada, protegida. Você deveria ser o centro do mundo de alguém — como é do meu.
Essa mensagem é só sua. Talvez nunca a leia, talvez nem imagine que ainda escrevo para você quando o mundo silencia. Mas ela é uma confirmação: o tempo não matou o que eu sinto. Apenas me fez entender a profundidade disso. Porque alguns sentimentos, mesmo em silêncio, gritam por dentro.
E eu continuo aqui. Com essa espera teimosa, quase tola, mas fiel. Esperando por você. Não por uma resposta imediata, não por um final de conto de fadas... mas por qualquer indício de que, no meio dessa confusão toda, você ainda possa encontrar
Eu penso tanto em você… Te quero com uma fome que não se sacia, um desejo que me incendeia por dentro e arde em silêncio. É loucura sentir saudade de um corpo que nunca toquei, mas é teu nome que meus lábios murmuram nas madrugadas quentes, como uma oração proibida. Mesmo sem te conhecer, minha pele já te reconhece, como se teu toque estivesse gravado em mim desde antes do tempo.
Logo que penso que não sobrou nada, o mundo me lembra que ainda existe mágica.
Penso que o amor verdadeiro, ou ao menos o melhor, é o que não vê nada em volta de si, e caminha direito, resoluto e feliz aonde o leva o coração.
Se alguém for capaz de convencer-me e mostrar-me que eu não penso nem ajo corretamente, mudarei de bom grado, pois busco a verdade, pela qual nenhum homem jamais foi ferido. Mas aquele que permanece no seu erro e na sua ignorância é ferido.
Se alguém é capaz de me convencer e me evidenciar que o que penso ou faço não é correto, será com contentamento que me corrigirei; afinal, procuro a verdade, a qual jamais causou danos a alguém. Aquele, porém, que persevera no engano e na ignorância causa danos a si mesmo.
Ficou meio nublado hoje
Falei você não respondeu
As coisas são assim
Se eu penso em sumir
Aí você me pede pra voltar
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