Tenho Namorado mas Penso em outro

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ENTRE PLATÃO, LULA E A JUSTIÇA
Tenho pensado muito sobre política. Mas, quanto mais penso nela, mais percebo que talvez esteja pensando sobre mim mesmo.
Minha leitura de A República, de Platão, colocou diante de mim uma pergunta aparentemente simples: o que é justiça?
Parece uma pergunta distante do Brasil.
Não é.
Porque Platão não se contenta em perguntar se determinado governante é bom ou ruim. Ele amplia a questão. Pergunta que tipo de cidade estamos construindo, que ordem existe dentro dela e que espécie de seres humanos essa cidade produz.
E foi exatamente aí que, enquanto lia Platão, comecei a pensar em Lula.
Não porque Lula seja um personagem platônico. Não é.
Não porque o lulismo seja uma realização da cidade imaginada por Platão. Também não é.
A ligação que me interessa é outra.
Quero colocar Lula diante da pergunta de Platão.
E quero colocar minhas próprias convicções diante dela também.
Quando Lula chegou à Presidência vindo de uma trajetória sindical e falando historicamente aos trabalhadores e aos pobres, uma questão antiga ganhou uma forma brasileira muito concreta:
o que uma sociedade deve àqueles que estão na parte mais baixa de sua estrutura?
Essa pergunta me interessa mais do que simplesmente perguntar se alguém é de esquerda ou de direita.
Porque posso discutir Lula durante horas.
Posso discutir o PT.
Posso discutir capitalismo, socialismo, mercado, Estado, Bolsa Família, salário mínimo, empresários, bancos, sindicatos, pobres e ricos.
Mas Platão parece interromper toda essa discussão e perguntar:
“Muito bem. Mas onde está a justiça nisso tudo?”
É aí que o lulismo se torna filosoficamente interessante para mim.
Uma das interpretações mais conhecidas do lulismo vê nele uma tentativa de produzir mudanças sociais de maneira gradual, elevando as condições materiais dos mais pobres sem realizar uma ruptura completa com a ordem econômica existente.
E então nasce uma pergunta extraordinariamente difícil:
melhorar a vida do pobre dentro de uma estrutura desigual é fazer justiça ou apenas administrar melhor a desigualdade?
Essa pergunta não é contra Lula.
Também não é a favor de Lula.
É uma pergunta sobre Lula.
E, principalmente, é uma pergunta sobre nós.
Porque existe uma tensão muito interessante entre Platão e o fenômeno político que Lula representa.
Platão nos obriga a pensar na organização da cidade como um todo.
Lula nos obriga a olhar para dentro da cidade brasileira e enxergar pessoas concretas que historicamente estiveram na parte de baixo dela.
O pobre.
O trabalhador.
O retirante.
A empregada doméstica.
O homem que acorda antes do sol.
A mulher que cria filhos com muito pouco.
A família que sabe exatamente quanto custa um quilo de arroz porque alguns reais fazem diferença no final do mês.
Quando essas pessoas melhoram de vida, aconteceu apenas um fenômeno econômico?
Ou aconteceu alguma coisa relacionada à justiça?
Essa é uma pergunta que eu não quero responder depressa.
Porque Platão também me impede de cometer outro erro: imaginar que justiça seja simplesmente dar a alguém aquilo que eu, politicamente, considero correto.
Justiça precisa ser examinada.
E aqui surge minha inquietação com o lulismo.
Se uma política tira milhões de pessoas de determinadas condições de pobreza, aumenta renda, amplia consumo ou cria oportunidades, existe ali uma questão moral que não pode ser ignorada simplesmente porque alguém não gosta de Lula.
Mas o contrário também é verdadeiro.
Se permanecem estruturas profundas de desigualdade, concentração de riqueza, privilégios, corrupção, dependências políticas ou injustiças institucionais, não posso ignorá-las simplesmente porque gosto de Lula.
É nesse ponto que Platão se torna incômodo.
Porque ele não permite que minha preferência política seja minha definição de justiça.
E talvez seja exatamente disso que o Brasil esteja precisando: separar justiça de torcida.
Eu posso admirar Lula e interrogá-lo.
Posso discordar de Lula e reconhecer realizações de seus governos.
Posso considerar determinadas políticas sociais importantes sem transformar quem as executou em santo.
E posso reconhecer erros graves sem concluir que tudo aquilo que foi realizado perdeu automaticamente seu valor.
Platão me força a perguntar:
se fosse meu adversário político fazendo exatamente a mesma coisa, eu julgaria da mesma maneira?
Essa pergunta me incomoda.
Porque revela alguma coisa sobre mim.
Talvez minha maior dificuldade política não seja descobrir se Lula está certo ou errado.
Talvez seja descobrir se eu consigo reconhecer justiça quando ela vem das mãos de alguém de quem discordo e reconhecer injustiça quando ela vem das mãos de alguém que admiro.
Aí a discussão deixa de ser apenas sobre Lula.
Ela passa a ser sobre minha própria alma.
E isso é profundamente platônico.
Porque a cidade e o indivíduo começam a se encontrar.
A desordem política que condenamos lá fora pode também existir dentro de nós.
Desejo.
Paixão.
Medo.
Ressentimento.
Interesse.
Vontade de vencer.
Necessidade de pertencer a um grupo.
E nossa extraordinária capacidade de chamar de “verdade” aquilo que simplesmente gostaríamos que fosse verdade.
Por isso comecei a perceber que colocar Platão e Lula na mesma conversa não significa comparar dois homens separados por mais de dois mil anos.
Significa colocar uma experiência política brasileira diante de uma pergunta filosófica antiga.
O lulismo propõe, em uma de suas interpretações, mudança sem ruptura completa.
Então pergunto:
a justiça pode nascer da conciliação?
É possível colocar trabalhadores, empresários, bancos, sindicatos, movimentos sociais, pobres e ricos dentro da mesma estrutura e produzir progressivamente uma sociedade mais justa?
Ou chega um momento em que conciliar interesses incompatíveis significa preservar a própria injustiça?
Eu não sei.
E talvez uma das coisas mais honestas que eu possa escrever sobre política seja justamente:
eu não sei.
Estou procurando.
Porque não quero uma filosofia que simplesmente confirme meu voto.
Quero uma filosofia capaz de julgar meu voto.
Não quero Platão para provar que Lula está certo.
Também não quero Platão para provar que Lula está errado.
Quero Platão fazendo perguntas a Lula.
Quero Lula obrigando minhas leituras de Platão a saírem da Grécia antiga e caminharem pelas ruas do Brasil.
Quero os dois me obrigando a olhar para uma criança com fome e perguntar:
isso é apenas pobreza ou é injustiça?
Quero olhar para uma fortuna gigantesca ao lado da miséria e perguntar:
desigualdade é necessariamente injustiça? E, se não for sempre, em que momento passa a ser?
Quero olhar para o Estado e perguntar:
até onde ele deve ir para corrigir desigualdades?
Quero olhar para o mercado e perguntar:
quanta liberdade econômica uma sociedade pode preservar sem abandonar aqueles que ficaram para trás?
Quero olhar para Lula e perguntar:
quanto da desigualdade brasileira foi realmente transformado e quanto apenas foi administrado?
Mas quero olhar também para mim e fazer uma pergunta ainda mais difícil:
quanto da minha opinião sobre Lula nasce da justiça e quanto nasce da minha vontade?
Aí está o ponto.
Minha vontade importa.
Minha história importa.
Minhas experiências importam.
Minhas escolhas políticas importam.
Mas nenhuma delas deveria ser maior do que a verdade.
Talvez amadurecer politicamente seja justamente adquirir coragem para dizer:
se meu adversário estiver certo, reconhecerei.
Se meu lado estiver errado, criticarei.
Se os fatos destruírem uma opinião que carreguei durante anos, prefiro perder a opinião a perder meu compromisso com a verdade.
Por isso minha reflexão sobre Lula já não termina em Lula.
Ela passa por ele e chega a uma pergunta muito maior:
que Brasil poderia ser chamado de justo?
Um Brasil onde ninguém passa fome?
Um Brasil onde todos tenham oportunidades?
Um Brasil onde exista liberdade?
Um Brasil onde riqueza possa existir, mas miséria não?
Um Brasil onde o Estado seja suficientemente forte para proteger o vulnerável, mas não tão poderoso que sufoque a liberdade?
Talvez nossas divergências políticas comecem justamente porque respondemos de maneiras diferentes a essas perguntas.
E talvez possamos discutir essas respostas sem transformar uns aos outros em inimigos.
Por isso, quando alguém me perguntar de que lado estou, minha resposta hoje é mais complicada do que já foi.
Tenho minhas preferências.
Tenho minhas esperanças.
Tenho minhas críticas.
Mas quero permanecer diante da pergunta.
Quem tem poder?
Quem não tem?
Quem está comendo?
Quem está com fome?
Quem participa da riqueza produzida pelo país?
Quem ficou de fora?
Quem governa?
Para quem governa?
E, acima de tudo:
a cidade que estamos construindo pode ser chamada de justa?
Não sei o que Platão diria sobre Lula.
Não sei o que Lula responderia a Platão.
Mas sei qual conversa eu gostaria de assistir.
Platão perguntaria:
“Luiz Inácio, que cidade você considera justa?”
E depois de ouvir a resposta, provavelmente continuaria perguntando.
Talvez sobre riqueza.
Talvez sobre pobreza.
Talvez sobre poder.
Talvez sobre conciliação.
Talvez sobre os governantes.
Talvez sobre os governados.
Mas, quando terminasse de interrogar Lula, eu pediria a Platão:
“Agora pergunte a mim.”
Porque seria muito fácil usar a filosofia para colocar o governante no banco dos réus e deixar minha própria consciência confortavelmente sentada na plateia.
Não quero isso.
Quero que a mesma pergunta alcance os dois.
Lula:
o poder que você exerce produz justiça?
E eu:
a política que você deseja nasce realmente da justiça ou apenas daquilo que favorece suas próprias convicções?
Talvez seja aí que Platão, Lula e eu finalmente nos encontremos.
Não numa resposta.
Mas diante da mesma pergunta.

O que é uma sociedade justa e o que cada um de nós está disposto a sacrificar para construí-la?

Lua ou Arco-íris

Qualquer um que me perguntasse no que penso
Eu diria seu nome
Porque a saudade invadiu todos os meus sentidos
E agora não consigo pensar em outra coisa senão você
Olho para as mensagens antigas
Querendo que você me mande uma, apenas uma
E eu me pergunto se responderia
Ou se novamente meu orgulho me trairia
Eu te quero perto novamente,
Mas de que adianta falar?
Se isso não acontece imediatamente.


A vida já não é a mesma desde que você saiu
Ela parece... como algo que esbarrei e caiu
Ela parece sem cor, como se você, quando ainda estava aqui a pintasse
Será que não é mesmo isso?
Era você?
Que colocava em meu coração todas as emoções boas ao te ver?
Você que as vezes me fazia perder a paciência sem querer?
Era você que me lembrava das coisas boas de em viver?
Acho que foi você, que este buraco deixou
Não entende o estrago que fez, mesmo sem intenção?
Meu coração anseia pela sua volta sem pretensão.
Só peço que volte, que volte e me perdoe
Mas sou orgulhosa de mais para pedir
Para me ajoelhar, e lhe implorar.

Não estou a dizer o que penso; estou a dizer o que sinto.

⁠Eu não falo tudo que penso, mas tento pensar em tudo que falo.

Brincando com amigos costumo dizer: “a vida passa tão rapidamente que, às vezes, penso que já morri, mas esqueceram de me avisar - rs…”
F. Meirinho

Assim que penso: Creio em Deus. Sei que existe milagres, mas são raros. Por isso estando doente vou ao médico, porque defendo o conhecimento científico, tomo os remédios receitados com fé e ainda faço orações.
F. Meirinho

Penso, logo existo. Não penso, logo sou um post de Instagram.

Penso o ser, logo não sou nada.

As pessoas fazem um monte de suposições erradas sobre o que eu penso. Mas se eu pensasse do jeito que elas imaginam, eu não seria Bob Kowalski.

Penso por preguiça, pra passar o tempo, não espero lucrar, não espero fama, não espero resolver o mistério da vida, não quero evoluir, amo a vida sem destino

A criatura é um gênio e, se ela se esforçar muito, um dia até penso em aceitá-la como minha aluna!⁠

Penso, mas quanto mais rigorosamente penso, mais percebo que existir não basta: é preciso investigar as razões daquilo que acredito ser verdadeiro.

Te amo e esse amor me faz sofrer.
Te amo e há muito tempo só penso em você;
Te amo e te amar é a única coisa que sei fazer;
Te amo e não sei o que seria se não fosse amar você!
Te amo e pena que não me amas também assim.
23/07/25
— Alexsander Nascimento

Minha Alma te chama
( Renata Xavier)


​Todos os dias eu penso em você. Oro por você. Peço a Deus que ilumine os seus caminhos e te dê sabedoria em cada passo da sua vida.


​Sempre que a noite chega, procuro aquela mesma estrela que costumávamos admirar juntos, ali no quintal, enquanto as crianças dormiam. Fico olhando para ela e percebo o quanto tudo perde o sentido sem você aqui do meu lado.


​Sei que, de alguma forma, você também olha para esse mesmo céu estrelado e se lembra de tudo o que vivemos e passamos juntos. Na nossa simplicidade... onde não havia luxo, mas sobrava amor de verdade. Como éramos felizes! Tínhamos tantos planos para quando ficássemos velhinhos. Sentados naquele sofá velho, imaginávamos os filhos crescidos, e nós dois, de cabelos brancos, vendo os netos correndo pela casa e por todo o quintal.


​Todos os dias a sua lembrança me visita: o seu sorriso, e até a sua voz desafinada cantando aquela nossa música favorita.


​E, nos dias de chuva, é impossível não recordar daquele filme que assistimos mais de mil vezes. Sabe... eu ainda continuo pensando em você como se estivesse aqui, bem pertinho de mim.

Às vezes penso que o universo é a grande obra e que nós, em nossa pretensão de compreendê-lo e dominá-lo, somos apenas a erva daninha que cresceu dentro dela.

Às vezes penso que vivi correndo atrás de ilusões. Com o passar dos anos, a gente amadurece e começa a enxergar a vida de outro jeito. O que antes parecia indispensável, hoje talvez não faça mais sentido. Não sei se foi tempo perdido ou apenas parte do caminho, mas essa reflexão tem feito parte de quem estou me tornando.


Altair

... penso que
nem toda desilusão,
por mais dolorosa que seja,
deveria sujeitar-se à cura - em
razão de uma significativa carga
de desprazeres e mal-estares
aptos anos imunizarem
de desilusões
maiores!

... penso que
uma Verdade não se torna
crível,porque um homem,inocente, morreupor ela. Mas por sua essência,
por Ele,exemplarmente vivida que,
superando toda e qualquer
resistência ou martírio,
aeternizou!

Às vezes penso que seria melhor ir. Manter os planos e partir. Sair da prisão, da ilusão, da certeza da dor. Às vezes questiono a minha própria fé, e não sei se estará aqui em um amanhã que me corrói.
Sei que esperaria por anos. Sei que morreria por isso. Mas como permanecer quando a única razão se perde em memórias que nem sequer vivi? Quando a verdade se esconde no véu das ilusões que nos mantêm aqui? Será mais uma tragédia para o tão sonhado fim? Ou será que nada nunca importou e só me iludi?

Sabe o que eu penso de você? Que você não passa de uma cadela nojenta e egoísta. E sabe qual é o teu pior defeito? Achar que todo homem é otário.


____Me Respeita, sua filha da puta__
Sim
🤗