Tenho Namorado mas Penso em outro

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Caverna Não É Fraqueza. É Seleção.**


Eu me afasto porque eu penso.
E quando eu penso, eu vejo.


Passei tempo demais ajudando, acreditando, dizendo:
“Vai dar certo, aguarda aí.”
Enquanto na minha vez era sempre.


“Faltou água.”
“Não deu.”
“Depois a gente desenrola.”


Engraçado…
quando é pra mim, nunca flui.
Quando é pros outros, eu resolvo.


Idiota eu?
Ou estrategista em silêncio?


A galera acha que eu sou ingênuo.
Acha que eu não vejo.
Acha que eu não entendo o jogo.


Mas tudo sempre foi um experimento.


Eu observo quem corre.
Quem some.
Quem inventa.
Quem entrega.


Eu deixo acontecer.
Dou corda.
Dou espaço.
Dou oportunidade.


Não é bondade cega.
É teste.


Enquanto muitos acham que estão me usando,
eu estou medindo até onde vai a capacidade deles.


Hoje eu me tornei mais reservado.
Menos acesso.
Menos explicação.
Menos disponibilidade.


Não é frieza.
É filtro.


Na caverna eu enxergo o que no meio do barulho eu não via.
Eu faço autoanálise.
Eu reviso minhas falhas.
Eu reconheço onde fui excesso.


E aprendi uma coisa.
não é porque eu tenho um coração limpo
que eu preciso ser emocionalmente desarmado.


Agora é seleção.
Menos quantidade.
Mais qualidade.


Quem fica, fica porque soma.
Quem sai, sai porque se revelou.


Eu continuo sendo eu.
Só que agora… consciente.


E consciência pesa.
Mas protege.


— Evans Araújo

Tem dias que eu penso
Que eu queria morar aí
Bem aí nesse cantinho,
Já basta pra mim.
No cantinho da sua boca
Nesse, de onde nasce teus sorrisos.
É onde minha boca
Quer se encontrar com a sua.
Ao fim de uma tarde chuvosa
De um silencioso amanhecer.
No cantinho da sua boca
É onde eu quero morar.

Penso, logo sinto
como o fluxo de um rio,
sangue que pulsa,
circula e arde,
invade,
silêncio que vira arte
percepção que transforma
cada gota molecular
na mônada do ser.
Sobe e desce dentro de mim,
toda a construção
circulando dentro de você.

⁠Eu, penso assim:
DEUS não atrai ninguém pela dor,
mas pelo amor.
Pela dor, a pessoa se converte,
depois que a dor passa,
ela se afasta de DEUS.
Pelo amor , mesmo na dor,
ela permanece,
na sua fé em DEUS.

Às vezes penso, se existisse outra de mim, talvez eu finalmente teria a companhia que sempre ofereci aos outros

Penso que o destino da inteligência é se tornar solitário, e a sabedoria é se tornar filósofo . ⁠Por isso, se decidir ser inteligente prepara-te para ser solitário, e se a sabedoria, prepara-te para a plateia.

Tem dias em que eu olho pra minha vida por fora e penso, pronto, desandou. Parece aquelas casas antigas que a gente vê passando de carro, com a pintura descascando, a janela torta, o portão fazendo um barulho suspeito de abandono emocional. Tudo meio fora do lugar, meio cansado, meio capenga. E aí, no meio desse cenário que facilmente renderia um drama mexicano, eu faço uma coisa quase subversiva: eu me olho no espelho.

E não é aquele olhar automático de quem só confere se o cabelo cooperou ou se a olheira já virou patrimônio histórico. É um olhar mais demorado, mais honesto, quase um inventário interno. E aí vem o susto: por dentro… está tudo bem.

É estranho, eu sei. A gente cresce achando que paz interior vem depois que tudo se resolve do lado de fora. Depois que o dinheiro entra, o amor se encaixa, os planos dão certo, o mundo aplaude. Mas a vida, essa debochada profissional, faz o contrário. Às vezes está tudo um caos do lado de fora, e ainda assim, lá dentro, existe um silêncio confortável, uma calma quase teimosa que insiste em ficar.

E aí vem o julgamento alheio, claro. Porque quando você não está desesperada o suficiente, o mundo acha que você desistiu. Quando você não está correndo igual uma louca atrás de tudo ao mesmo tempo, interpretam como falta de ambição. Como se paz fosse sinônimo de preguiça emocional. Como se estar bem consigo mesma fosse algum tipo de falha de caráter.

Mas eu descobri uma coisa meio libertadora, dessas que a gente não posta porque não dá tanto engajamento quanto um surto bem editado: nem toda calma é falta de vontade. Às vezes é maturidade. Às vezes é exaustão que virou sabedoria. Às vezes é só a consciência de que nem tudo precisa ser uma guerra.

Eu ainda quero coisas, claro. Ainda tenho sonhos, planos, vontades que cutucam. Mas já não é mais naquele ritmo desesperado de quem acha que precisa provar alguma coisa o tempo todo. Tem uma diferença enorme entre querer crescer e precisar correr o tempo inteiro. Eu continuo caminhando, mas sem me atropelar no processo.

E no meio desse mundo que vive gritando urgência, eu tenho aprendido o valor do que não faz barulho. Do que não aparece. Do que não precisa ser explicado. Porque no fim das contas, de que adianta ganhar o mundo e perder a própria paz? Parece frase de camiseta, mas quando a gente entende de verdade, muda tudo.

Então se por fora parecer que está tudo meio bagunçado, mas por dentro existir esse lugar tranquilo, não se assuste. Talvez você não esteja atrasada. Talvez você só esteja, finalmente, no lugar certo dentro de si mesma.

Deve haver uma boa razão para que você tenha ido
De vez em quando eu penso que você
Poderia querer que eu apareça na sua porta
Mas, eu estou com muito medo de que eu esteja errada

No Brasil ou fora dele,
te penso como quem respira,
sem pedir, sem saber,
só acontece.
Te penso entre o som da rua
e o eco do meu riso cansado,
num café que esfria sozinho,
num céu que insiste em ser nublado.
Te penso no idioma do vento,
que sopra teu nome nas esquinas.
E mesmo quando o mundo é imenso,
meu pensamento ainda te acha.

Se vejo, logo penso; se penso, logo existo.

Tem dias em que eu paro e penso que amar é quase um esporte radical, daqueles que a gente entra achando que é caminhada leve e, de repente, já está pendurada num penhasco emocional, sem equipamento, só com fé e um pouco de teimosia. E eu amei… amei de um jeito que não cabe em explicação bonita, dessas que ficam bem em legenda de foto. Foi um amor que existiu, que teve voz, que teve troca, que teve vida em algum canto do mundo. Não foi invenção da minha cabeça, não. Foi real. E talvez justamente por isso tenha doído tanto.


E aí vem a vida, com aquela elegância duvidosa dela, e me coloca dentro de outro amor. Um amor que não nasceu perfeito, que não veio embalado em promessas cinematográficas, mas que foi sendo construído no meio dos cacos. Porque é isso que ninguém conta, a gente não constrói amor só com flores, a gente constrói com restos também. Com pedaços que sobraram de histórias antigas, com silêncios desconfortáveis, com verdades que poderiam muito bem ter sido escondidas, mas não foram.


Eu poderia ter guardado esse amor antigo como um segredo bonito, desses que a gente esconde numa gaveta interna e visita de vez em quando, em silêncio. Mas não. Eu escolhi abrir. Escolhi colocar na mesa, olhar de frente, dividir. E isso… isso não é simples. Não é leve. Não é coisa de gente fraca. É coisa de quem decidiu não viver pela metade.


E ele ficou. Olhou para tudo isso e não saiu correndo. Pelo contrário, teve a coragem de me perguntar por que eu não escrevo sobre isso. Como se, no meio de toda essa bagunça emocional, ele ainda enxergasse arte. Como se ele dissesse, sem dizer exatamente: transforma essa confusão em algo bonito.


E eu fico pensando… que tipo de amor é esse que não exige perfeição, mas presença? Que não pede um passado limpo, mas um presente honesto? Porque, vamos combinar, talvez muita gente não suportasse. Talvez muita gente preferisse a versão editada da história, aquela sem capítulos difíceis, sem sentimentos atravessados. Mas a gente… a gente escolheu ficar.


E não foi porque era fácil. Foi porque, de algum jeito meio torto e muito humano, ainda existia vontade. Vontade de tentar, de reconstruir, de olhar para os degraus quebrados e, ao invés de desistir da escada, começar a consertar um por um.


Eu não sei se isso é o tipo de amor que vira conto de fadas. Provavelmente não. Mas talvez seja o tipo que vira verdade. E no fim das contas, verdade sustenta muito mais do que qualquer ilusão bem contada.


Então eu escrevo. Escrevo porque viver isso tudo e ficar em silêncio seria quase um desperdício emocional. Escrevo porque, no meio de tanta coisa que poderia ter nos separado, a gente decidiu, de forma quase teimosa, continuar.


E se isso não é uma forma bonita de amor… eu sinceramente não sei o que é.

QUEBRA CABEÇAS


Às vezes, penso em como somos tão parecidos,
como peças de um quebra-cabeça,
como se cada peça tivesse sua própria característica,
cor, formato e textura.
É difícil imaginar que uma peça sozinha faça sentido,
assim como nós quando estamos solitários.


Existe uma conexão invisível entre todas as peças,
como se, mesmo não estando ligadas, estivessem destinadas à união.
Às vezes, é difícil encontrar o encaixe correto à primeira vista.
É necessário paciência e perseverança.


Por mais que nos comparemos a uma peça que não tem lugar,
é necessário lembrar que não há um todo sem seus pedaços.
Às vezes, podemos nos encaixar, mas não fazemos
sentido naquele lugar.


Somos peças únicas no emaranhado quebra-cabeças
chamado Vida, e por mais perdidos que possamos estar,
somos essenciais para completar o todo,
sem esperar que mudemos para nos encontrar, e sim
que nós encontremos um lugar onde já façamos parte.

Se Viver é um rasgar-se e remendar-se, como descreveu lindamente Guimarães Rosa, penso que, pra se rasgar é imperativo ser flexível. Pedra não se rasga.
O que se rasga é seda, frágil, sem gesso, nem armadura. Sem orgulho. Se rasga, se expõe, se reconstrói. Atravez de infindáveis acertos e consertos. E nesse seu remendo, com agulha fina, e muitas lágrimas, escreve letra por letra as viagens de exploração da própria alma, sem julgar. Nunca intransigente, nunca dona da verdade, nunca cristalizada. Toda fluidez. Toda trama fina. Com Aberturas para a luz. Cicatrizes. Aquela rebeldia louca e inquisidora. Que desafia e desfia. Desfia tudo em mil fios, pra fazer do seu jeito, único. Anda por aí, nua e leve, vestida com seu olhar, vestida com suas histórias. E essa rebeldia, de nascença, encara tudo e escancara. Aponta o dedo, sim, mas só pra si. Escava a terra fertil de suas entranhas mais sagradas, e examina grão por grão. E joga pra cima. E se ri. De sua poeira. De seu nada. E se lança com as estrelas, se espalha. Se brilha.
Adriana L S C Adam

Às vezes penso
e chego até a acreditar
que eu não posso me conter...

sou limitadíssima
para a imensidão
que a minh'alma
recolhe em si...

e talvez
por isso...
me transbordo
em derivados
de partículas de essência...
✍©️@MiriamDaCosta

Perguntaram o que penso sobre o BBB
e porque não escrevo nada a respeito.


Respondo assim:


Eu tenho dificuldades cognitivas,
de interesse e até uma certa forma
de analfabetismo seletivo
para determinados assuntos.


O BBB simplesmente não dialoga
com nada que me instigue,
provoque ou acrescente.


Meu silêncio sobre isso
não é desdém,
é preservação intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta

Os três macaquinhos
serão atualizados para:

Não estudo.

Não penso.

Não questiono.


✍©️@MiriamDaCosta

Penso, logo existo.
Em pensar, insisto.
De insistir, não desisto.


De não desistir, persisto.
Em persistir, me consisto.


No consistir, existo.
Em existir, resisto.


É tudo um imprevisto,
esse grande misto
onde é previsto
um rimar nunca visto


e eu me revisto.
✍©️@MiriamDaCosta

⁠em você que eu penso ao acordar
mesmo não pensando em mim
amo olhar-te por horas
mesmo não querendo minha companhia
cada batida do meu coração
cada segundo,
cada inspiração,
em todos os momentos,
é só em você que eu penso
já tentei parar de te amar
mas isso me consome mais e mais
não quero ficar sem ti
As vezes sinto medo
de um dia você ir embora
olha para mim e dizer:
é tudo culpa sua

"Tudo indica eu penso o oposto do que você pensa. Mesmo assim (e por isso mesmo) vamos conversar! Ei, não fuja! Vamos conversar! Ei, volte aqui. Fugiu (de novo)!"
Texto Meu 0998, Criado em 2020

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Mais ou menos com o que disse Descartes (o René), também 'Penso' , só que 'Penso, Logo Pergunto'. Se não sei e quero saber, sempre Pergunto e Pergunto antes!"
Texto Meu No.1045, Criado em 2021


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com