Tempos
DUAS HISTÓRIAS
Muitos anos atrás,
ainda nos bons tempos de colégio,
li, num belo poema de Leoni,
que “todos os pastares são ingênuos”
e que “os sábios são muito tristes”.
Não sabia a intenção do poeta,
mas, na condição de adolescente curioso
e preso ao encanto das “Duas Histórias”,
comecei a pensar naquelas assertivas,
chegando a conclusões
que toda a minha experiência
posterior de vida
jamais me convidou a alterar.
Assim, tenho mantido e velho entendimento
de que a ingenuidade do pastor
reflete a satisfação da alma simples
em poder enxergar a beleza e a poesia
que o mundo e a vida lhe mostram,
sem questionamentos sobre as ocorrências,
sem necessidade de saber o que é poesia
e sem precisar sair de seu universo.
Quanto à tristeza do sábio
deduzi não se tratar de mera decorrência
da multiplicação de dúvidas
em torno das verdades descobertas;
sim, da consciência que ele tem
de ser capaz de descobrir verdades
que não deviam existir...
UM QUADRO DA INFÂNCIA
Sem mostrar resistência a essa vontade
de visitar os tempos de criança,
ponho na mão meu livro de saudade
e folheio lembrança por lembrança.
O olhar de minha mente assim me invade
a infância por inteiro, e logo alcança
uma linda menina da cidade,
loura, de olhos azuis e fala mansa.
Foi ela, certo dia, sol já posto,
que, após eu mal pisar sua calçada,
parou-me, com as mãos prendeu-me o rosto,
esfregou sua boca em minha boca,
e em seguida, saiu em disparada
para dentro de casa, como louca...
Tentei procurar a sensação mais humana possível e por uns tempos achei que era a vaidade. Pois tudo é vaidade! Porém vi que é a decepção, pois dela provém a resposta.
Em tempos do Câncer do politicamente correto, de máscaras, falsidades e hordas estúpidas gritando pela travestida diversidade com todo seu radicalismo vazio e autoritário, onde as pessoas tentam seguir seus grupos e unanimidades burras, me parece que o melhor seria simplesmente deixar o outro ser o que ele quiser. Ninguém muda ninguém e se o que o outro é não te atende, desrespeita e/ou te faz mal afaste-se. Siga seu caminho sozinho ou no grupo que melhor lhe aprouver. Aceite que existem outros diferentes e que estes tem o direito de existir.
Neste movimento procure não se enrijecer (ou se quiser se torne pedra e se lance aos outros) e busque escutar o outro nas suas “verdades”, posicionamentos e atitudes, palavras, sentimentos e o carvalho a quatro...
Pessoas são diferentes, pensam diferente, sentem diferente, se comportam de forma diferente, tem atitudes diferentes, falam diferente, se relacionam de forma diferente, gostam de forma diferente, gostam de coisas diferentes.
Opinar é essencial, escutar é fundamental, concordar não é necessário, nem mesmo entender, mas se posicionar é crucial e significa apenas que você pensa e é alguém único. E mais, não concordar ou ter uma opinião diferente é o que faz com que cresçamos como seres humanos diversos e falar ou expressar estas diferenças não significa que estamos julgando ninguém. Apenas que temos opiniões diferentes. Aqui a forma como nos posicionamos, na educação que nosso pai e mãe nos deu, é o que importa.
“Ouvir” o outro não significa necessariamente “concordar” com ele. O fato de eu discordar de alguém não quer dizer que eu me recusei a escutá-lo. Eu ouvi, escutei, refleti e não concordei, discordei.
Nos relacionamentos, de qualquer tipo, o que a mim parece dar certo é estar aberto a escutar e disposto a falar em um caminho de mão dupla. Ser honesto consigo mesmo e com a outra parte tentando ser o mais próximo possível de quem se é de verdade ou seja, você mesmo sem máscaras ou personagens criados.
E se a diferença e a diversidade são o contexto, busque seguir seu caminho com aqueles cujas diferenças sejam parecidas com as suas. Parece contraditório, mas aceitar as diferenças não significa ter de praticá-las ou de se envolver com o que ou quem você não concorda e que não te faz bem. Aqui tudo se resolve com a velha e boa educação.
Ter opinião própria e expressa-la é essencial. Se adaptar sem perder ou “vender” seus valores e princípios faz parte da evolução.
Liberte o outro para ser ele mesmo. Se não lhe faz bem, afasta e segue com o que te faz feliz.
Em tempos de tecnologias atuais, clique na tecla do computador delete para os pensamentos negativos e enter para os positivos.
Nos tempos atuais, optei pelo silêncio ou por um diálogo mais inteligente em vez de baixarias e intrigas. Ser muito sincero traz consequências e pode destruir relacionamentos; por isso, a paz, por mais estranha que pareça, costuma ser o melhor caminho. Às vezes dá vontade de xingar ou jogar tudo no ventilador, mas isso passa.
Vai na fé! A vida é curta.
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Já repararam que, de uns tempos pra cá, Deus tem recolhido algumas estrelas que caíram do céu?! Pois é. É que agora este é o momento de iluminar os caminhos, não da Terra, mas do céu para a Terra.
Por vezes me perco viajando em tempos que já estive e em outros que não sei como serão.
Saber o que se espera do futuro nem sempre é suficiente, as vezes queremos regular os ponteiros quando o relógio não nos pertence, uma forma de tentar correr mesmo sabendo que a aprendizagem se faz principalmente no início do andar, onde as pernas ainda bambeiam.
Quando fechamos os olhos e abrimos o coração nos vem respostas que nem nós somos capazes de elaborar.
Sentir as intuições, porém sem desacreditar das intenções...
As maiores revoluções acontecem no interior e nem sempre é visto a olho nu, nosso universo está em constante caos, ainda assim a ordem existe.
Ela existe , mesmo que minha visão fique embaçada e que meus passos rápidos percam a pressa por medo de tropeçar.
São instantes de perca do chão, voo livre, pássaro preso, remessas de vozes, escassez de sons; e ainda que tenha contrastes, as cores do amor que sinto é reluzente e transparente, meu amor que se faz puro não tem cor, porem todas as cores se cabe.
Então vem comigo para se desconstruir, deixa eu me fazer de casa e sempre que cansada em mim encontrar descanso, me deixa ser teu abrigo e se houver perigo segurança em mim sentir.
Me deixa ser, se eu não for me diz...
Em tempos de energias densas, devemos cuidar ainda mais de nosso Ser.
Devemos cuidar do corpo físico, com exercícios físicos, consumir alimentos que possam ajudar na nossa imunidade, devemos aumentar ainda mais nossa higiene como lavar bem as mãos com água e sabão, passar álcool em gel, evitar contatos físicos, trocar de roupa quando chegar em casa, higienizar os alimentos e ter cuidado com outras pessoas com amor.
Devemos cuidar do nosso corpo emocional e mental, evitar pensamentos negativos, evitar ficar colados em noticiários, rádios, tvs, internet e pessoas que propagam o medo, tentar limpar nossas mentes.
Devemos também cuidar do nosso corpo espiritual e energético, firmar nossa fé, realizando diariamente mentalização de coisas boas, curas em energia de luz, fazer orações sentidas na alma e meditações em busca do silencio, firmeza e proteção. Conectar-se com a Mãe Natureza!
E... lembrar-se sempre que as doenças vem do desequilíbrio!
O equilíbrio vem da tranquilidade da alma e da certeza que tudo vai passar, que cada um pode e deve fazer sua parte!
Em tempos de pandemia nos restam pensar que dias melhores virão e que sairemos bem dessa, apesar das sequelas. Que não nos falte esperança!
O que tem real valor está invertido pelo valor "Real",nos tempos da ciência avançada com seus celulares, tabletes e notebooks de última geração, uma nova geração desavançando no convívio humano, tornando-se pessoas frias como a tela seus aparelhos tecnológicos.
Quem dera se as crises hodiernas fossem apenas políticas ou econômicas, que de tempos em tempos afloram. A crise de valores, que perpassa da base da pirâmide social ao seu topo, é a mais preocupante e danosa de todas as crises.
