Tempo Devagar
Optando por cuidar da própria vida...
Porque à vida é um corrimão
Nem dá tempo perceber
Que não se tem os pés no chão.
Quando uma oliveira com mais mil anos frutifica, seu fruto é novo ou velho? Ainda a tempo de frutificar em seu chamado.
O propósito é maior que o tempo. Não é o tempo que governa o propósito, mas o propósito que governa o tempo (Josué 14.6-13; Eclesiastes 3).
Para Cada Pessoa Deus Tem um Tempo!
Eclesiastes 3.1: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:
Moisés começou seu ministério aos 80 anos (Ex 7.7) e Davi foi chamado quando era jovem.
Pedro foi chamado primeiro do que Paulo, mas isso não quer dizer que Paulo estava atrasado.
Maria gerou filhos e filhas ainda nova, mas sua prima Isabel em idade avançada (Lc 1.7).
Calebe só tomou posse da promessa aos 85 anos de idade (Josué 14.7-14).
Cada pessoa no mundo se move no tempo de Deus, cada um tem seu próprio chronos ou fuso horário.
Se você analisar com calma, vai perceber que algumas pessoas parecem estar à sua frente, e outras vão parecer estar atrás de você.
Na realidade eles não estão na sua frente e nem atrás de você, cada uma está se movendo no tempo adequado para suas vidas; por isso não inveje os que parecem está a sua frente e não menospreze os que parecem esta atrás de você, pois cada um está no seu próprio chronos e você no seu.
O segredo é aguardar o tempo de Deus na sua vida; normalmente ele vem com a maturidade, independente da idade.
Então fique calmo, não se preocupe com quem parece está a sua frente ou atrás de você. Você não está adiantado e nem atrasado, mas no tempo certo de Deus.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Toda oração semeada com lágrimas, existe um potencial de milagre que no tempo certo será colhido (Salmos 126.6).
Diga palavras bonitas, tenha gestos de ternura para com aqueles que ama, enquanto lhe é possível.
O instante seguinte pode ser nunca mais.
Evolução te impulsiona para frente, involução para trás...as lembranças do passado seriam um atraso se o apego fosse maior que o desejo de evoluir, por isso esquecemos das viagens de outrora, mas nosso coração lembra silenciosamente de coisas que não sabemos e não entendemos de onde são...o corpo é só um veículo escolhido para a viagem....a cada partida nada mais acontece do que um novo rumo em um novo carro, viajantes se encontram e se separam o tempo todo... amores amigos familiares animais de estimação, lugares...tudo conectando e desconectando numa grande cadeia de idas e vindas. Frequências e vibrações das mais variadas, quanto mais alta a frequência, mais elevada a vibração...assim subimos ou descemos oitavas na nossa jornada...o mesmo Ser caminha no Universo em todas as direções, escolhendo a desarmonia com a mesma intensidade que pode escolher a harmonia, e a liberdade para tal está em todos nós...viajantes do espaço somos, cujo tempo nada mais é que a passagem, ora breve, ora prolongada...o "tempo" não passa, o peregrino é que está passando pela vida...
Noite dos Insensatos
Abri meus olhos e corri freneticamente. Quando dei por mim, a noite, companheira dos insensatos, já havia chegado. Então, fechei meus olhos e sonhei com o descanso.
Se para tudo existe um tempo, a dor que parece implacável e constante também terá o seu fim. Nada fica incólume ao tempo
Memórias e o Tempo
Memórias que colecionamos ao longo do tempo,
Adormecidas, surgem com o cheiro, o gesto, o rosto,
Trazendo lembranças de outros tempos,
Congeladas nas imagens, fotos antigas, filmes de eventos.
Festas, reuniões para comemorar algo,
Memórias afetivas da infância,
Saudosistas, de paixões e amores,
Da escola, dos amigos, das risadas.
O tempo em que o jovem só tinha que viver,
Sem preocupações, apenas estudar,
Memórias dos carinhos e cuidados da mãe, da avó,
Dos ensinamentos dos pais, perdidas no tempo.
Surgem como um filme quando a idade chega,
A velhice bate à porta,
Viver e recordar,
Viver e ter memórias para relembrar,
O tempo que não volta mais.
Pesquisar é viajar no tempo, por meio dos registros historiográficos que permitem estudar os acontecimentos de outros épocas presente nas palavras escritas e entalhadas, fixadas na memória do tempo.
Certa vez havia um jovem aprendiz que buscava avidamente a sabedoria. Ele seguia seu mestre, um homem de cabelos grisalhos e olhos profundos, que carregava consigo a serenidade de quem havia vivido muitas estações. Um dia, enquanto caminhavam por um jardim repleto de flores murchas e outras em pleno desabrochar, o jovem, curioso e inquieto, fez uma pergunta que ecoou como um sino no silêncio da tarde:
— Mestre, se você tivesse que pedir perdão a alguém antes de morrer, quem escolheria?
O mestre, surpreso pela pergunta, fechou os olhos. Por um momento, parecia ter se perdido em um labirinto de memórias e reflexões. Respirou fundo, como quem mergulha nas águas profundas de um lago, e ao abrir os olhos, estavam marejados. Com um olhar pensativo, respondeu:
— Eu pediria perdão à única pessoa que nunca me abandonou, mesmo eu, por inúmeras vezes, ter errado com ela. Busquei a perfeição e a aceitação de tudo e de todos, mas fui falho com ela.
O jovem, confuso, inclinou a cabeça e perguntou:
— Mestre, quem é essa pessoa com quem você, em toda a sua sabedoria, foi falho?
O mestre fitou o discípulo com um olhar que parecia atravessar o tempo e respondeu:
— Essa pessoa sou eu mesmo. Fui o único que nunca me abandonou, mas, por ego e vaidade, errei comigo inúmeras vezes. Busquei algo que, no fim, não faria falta.
O jovem, ainda perplexo, sentou-se sob uma árvore frondosa, enquanto o mestre continuou:
— A vida, meu jovem, é como este jardim. Algumas flores desabrocham, outras murcham. O tempo é o jardineiro que cuida de tudo, mas nós, em nossa soberba, muitas vezes tentamos controlar o que não nos pertence. O ego nos cega, a vaidade nos engana, e a soberba nos afasta de nós mesmos. Buscamos a perfeição nos olhos dos outros, mas esquecemos de olhar para dentro.
O mestre ergueu uma flor murcha e mostrou-a ao discípulo:
— Veja esta flor. Ela já foi bela, mas seu tempo passou. No entanto, ela não se lamenta por não ser mais como antes. Ela simplesmente existiu, cumpriu seu propósito e agora descansa. Nós, porém, carregamos o peso de nossas falhas, de nossos erros, como se fôssemos eternos. Mas a verdadeira sabedoria está em entender que o tempo é nosso mestre, e a humildade, nossa maior aliada.
O jovem, agora com os olhos brilhando de compreensão, perguntou:
— E como posso evitar cair nas armadilhas do ego e da vaidade, mestre?
O sábio sorriu e respondeu:
— Olhe para dentro de si todos os dias. Reconheça suas falhas, mas não se puna por elas. Aprenda com o tempo, mas não tente dominá-lo. E, acima de tudo, lembre-se de que a verdadeira sabedoria não está em ser perfeito, mas em ser verdadeiro consigo mesmo. Pois, no fim, é a nós mesmos que devemos prestar contas.
E assim, o jovem aprendeu que a vida é uma jornada de erros e acertos, de flores que desabrocham e murcham, e que a verdadeira sabedoria está em aceitar a si mesmo, com todas as imperfeições, e em viver em harmonia com o tempo, sem deixar que o ego e a vaidade obscureçam o caminho.
Ponta Porã Linha do Tempo
Por Yhulds Giovani Pereira Bueno
Na linha tênue que separa e une o Brasil e o Paraguai, repousa Ponta Porã — ou como carinhosamente dizem por ali, *a Princesinha dos Ervais*. Uma cidade que não se contenta em estar na margem de um mapa: ela ocupa o coração de duas nações, dois idiomas, duas culturas... e muitas histórias.
É difícil caminhar por suas ruas sem perceber que o tempo se mistura como o chimarrão servido em roda de amigos: quente, forte, com traços guaranis e sotaques sul-mato-grossenses em perfeita harmonia.
O português e o espanhol se cruzam como os passos de quem atravessa a linha internacional sem perceber — porque, em Ponta Porã, fronteira é apenas um detalhe simbólico.
Ali, as feiras fervilham com o colorido dos tecidos paraguaios, a música sertaneja divide espaço com a polca e a cumbia, e os sabores revelam encontros: chipa e pão de queijo, sopa paraguaia e arroz carreteiro. Nada ali é puro — e ainda bem. A identidade ponta-poranense é mestiça, e é nessa mistura que ela se fortalece.
Histórias de colonos vindos da Europa, indígenas resistentes, paraguaios que fincaram raízes, brasileiros que abraçaram a lindeza fronteiriça. Cada um deixou um tijolo, uma receita, um costume.
O passado ali não se guarda em livros, mas nas varandas com cadeiras de fio, nas rodas de tereré sob a sombra dos ipês, nos nomes que não soam de um só lugar.
Ponta Porã é palco de somas e divisões. Soma de sonhos, divisões de saudades. Porque todo mundo ali tem alguém “do outro lado”, e isso não separa — aproxima. Mistura que não se dissolve, mas que se reinventa a cada geração.
E assim segue a Princesinha dos Ervais: de vestido bordado com ervas mate, cabelo com aroma de fronteira e um olhar que enxerga longe, para além da linha imaginária, onde a cultura não pede passaporte, só respeito e celebração.
Uma escolha errada pode mudar sua vida em questão de segundos.Tudo vai se transformando em minutos.
O mundo muda o tempo todo.
E a gente termina mudando também.
O mais incrível é descobrir o tanto de gente que torce contra você. Parece que a sua derrota alimenta os seus egos. Mais esse é o aprendizado que fica da sua escolha errada.
O pior é que você só descobre que fez a escolha errada depois que aquele segundo já aconteceu.
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