Reflexão sobre o tempo e o amor
Se você me perguntasse a um tempo atrás qual era meu maior medo, eu diria, medo de te perder.
Se hoje você me perguntar qual é meu medo, eu direi, medo de te fazer sofrer.
MEU SONHO
Eu tenho um sonho, hoje ficou mais no campo dos sonhos...Contudo, houve um tempo, antes da pandemia, quando me dedicava totalmente à literatura, esse sonho era como um projeto de vida, e muitas vezes o vi realizado.
Hoje tenho dedicado muito tempo à música, que é, de fato meu primeiro projeto de vida dentro da arte como um todo...
Ah, vocês querem saber qual era meu sonho-projeto? Tenho pensado nele ultimamente, parece um sonho, para alguns beira à loucura, mas há sempre razão na loucura, e a minha, nesse campo, é ganhar um Nobel de Literatura.
Você deve se perguntar: Que obra tem este cara presunçoso para almejar tão delírio?
Bem, procurem meus livros, mas leia-os com verdeira motivação, e, se for bom conhecedor de literatura saberá, desde já, que meu sonho é algo provavelmente factivo.
VESÚVIO
Não importa quanto tempo passe
Se uma paixão não tiver se esvaído
No sacrossanto leito da cumplicidade
Se ainda não se consumiu no frio da ausência
Cedo ou tarde ela ressurge como um Vesúvio
Com mais força, mais dolorida, sem calma e paciência.
A quem devemos a vida nos escravizamos facilmente
Quando somos pegos como vítima da paixão
Entregamos tudo nas mãos da criatura amada.
Nos redemos ao objeto dos nossos mais secretos desejos
A paixão é o encantamento mais sublime
Que acontece entre duas almas.
Fenômeno que descobrimos,
Mas que nunca dominamos
Nem entendo como surge.
Nem de onde vem esta vontade indomada,
Que às vezes dorme por décadas
Mas que de repente explode.
E arrebata o ser ferido ao inexorável conflito
Que mais uma vez fica sem saber o que fazer.
Se escolhe morrer sozinho e consigo levar seu mal eterno
Ou se dessa vez mergulha no fogo impávido da paixão
Evira fósseis de pompeia.
" Permitir que o pensamento caminhe sem meta. Como quem senta ao fim da tarde e observa o tempo repousar dentro de si. "
ONDE O SILÊNCIO FALA.
No tempo onde o vento sussurra teu nome,
repousa a lembrança que não dorme um véu de luz e distância,
feito de sombra e esperança.
Tuas mãos, ficaram no outono,
entre as folhas que dançam sem dono; e o mundo parece menor desde então,
porque em mim ecoa tua canção.
Há dias em que o céu me devolve teu olhar, como se o azul soubesse amar.
E eu que me rendo à dor com sorriso chamo-te em silêncio, como quem reza um aviso.
Se fores estrela, brilha em mim,
se fores vento, toca-me assim.
Mas se fores só lembrança e eternidade,
permanece... como ficou tua saudade.
Capítulo XVIII –
CARTA QUE O TEMPO RASGOU.
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Joseph bevouir - Escritor.
“Nem toda carta enviada busca destino. Algumas apenas desejam ser lidas pelas mãos do esquecimento.”
— Joseph Bevoiur, manuscrito recolhido ao lado de um relicto de piano sem teclas.
Camille Marie Monfort,
Perdoa-me por ainda escrever.
É que há sons que não cessam —
mesmo quando o mundo silencia.
E há nomes que continuam exalando perfume,
mesmo quando já se foram há muitas estações.
Esta noite, enquanto as janelas se recusavam a refletir o luar
e os espelhos evitavam meu rosto,
ouvi pela décima vez ou milésima aquela gaita de fole espectral.
Sim, Camille…
a mesma que ecoava nas colinas do meu delírio,
com sua melodia lancinante,
como se um fantasma pastor estivesse a ensaiar seu lamento
por um rebanho que jamais existiu.
Mas hoje, ouvi algo mais.
Ouvi o acompanhamento insólito
de um piano lírico porém, não qualquer piano.
Não, Camille…
Esse não tocava notas,
mas sons secos,
golpes vazios de teclas que não mais se movem.
E então perguntei, para o teto da noite,como um exorcista cansado:
_Quem executa essa gaita de fole tão covardemente ao amor
que, até é acompanhada por sons secos vindos das teclas de um piano lírico
quando esse nem por anacronismo poderia assim existir?
Não recebi resposta, como era de se esperar.
Talvez fosse tua sombra que ali dançava.
Ou talvez e essa é a hipótese que me fere seja apenas minha culpa tentando compor uma sinfonia
com os restos do que não vivi contigo.
Fica, então, esta carta não como súplica,não como epitáfio,mas como o último gesto de um homem que aprendeu a sofrer com elegância,à tua imagem e semelhança a ti, tão somente a ti mesma.
Não peço que me leias.
Peço apenas que, caso a brisa leve este papel aos teus pés etéreos,não o pises.
Pois cada palavra aqui escrita
ainda traz o peso do meu nome
e a leveza do teu.
- Joseph Bevoiur
(ainda ajoelhado entre ruínas, onde o amor se transforma em som que ninguém ouve.)
Como o barco que cruzou o [oceano
as asas da pomba bateram voo,
Como o tempo que não volta atrás
as areias se foram pelos dedos,
Como o curso do açude [desviado
as flores do jardim brotaram,
Regadas pela força do destino traçado.
O corpo dele é o meu cais,
Da boca desenhada sairão
Os mais eloquentes ais...
Das poções coralinas carregadas
para à beirinha da Praia de Salinas,
Dos amores que ficaram para trás,
existe apenas um que há tempos
- espero -
De um jeito que só ele sabe que é capaz.
O sorriso dele ao Sol
É o próprio Sol
A enfeitar o arrebol...
A existência dele é celeste
criada para servir à Humanidade,
Desde que eu o conheci
nunca mais fui mulher,
mudei de endereço,
mudei até de nome:
- Hoje respondo apenas por saudade.
Na dança das horas confirma-se:
O calendário mostrou a sua força.
A paixão findou com o tempo,
O destino varreu-me com o vento.
O teu telefonema vale este poema,
Para dizer que nunca tive vocação
De "Carolina na janela" que por noites,
E, que por causa da tua indiferença:
Aguardei, aguardei com paciência
O baile da rosa e do beija-flor,
Eu vestida de fino perfume,
Poderia ter florescido o amor.
Eu fui reduzida ao teu caleidoscópio
Repleto de egoísmo, e talvez até de cinismo
Com a minha boa fé de moça você brincou.
Doravante, mais amadurecida
Não me farei de convencida,
Por causa da tua aproximação,
Destarte o que fazes da tua cor
De cravo e canela - morena,
Que vale muito mais de um poema,
Não vai virar mais a minha cabeça,
E nunca mais há de me fazer cair em tentação!
Eu sou dona do meu próprio destino,
Você não é mais um menino,
Não darei-te o meu tempo e o meu ouvido.
Porque eu encontrarei o Astro Rei
Que me trate com fino gaúdio,
Porque eu encontrarei o poeta
Que talvez não me escreva,
Mas que me invada com poesia.
Trazendo afeto e novo sentido a minha vida,
Coroando a minha madrugada de estrelas,
E vestindo-me de mil cometas e rendas
Com o fino afeto que as conchas são carregadas
Pelo mar do oceano de amar;
Entenda, quem não me fez feliz na juventude
Jamais me fará feliz na maturidade.
O tempo a fio da espada,
A pena em prol da vida,
O olhar e a tua coragem,
A glória é feminina;
O teu passo faz revolução.
Carrega no peito um hino,
Vivendo para a tua Nação,
Luta por toda a gente,
Nunca busca a consolação,
Nasceu para servir sempre.
A existência é infinita,
Sobrevivente e atemporal,
E talvez indizível;
Um mistério que tem nome
- feminino -
Ainda por mim desconhecido,
Que soube sobreviver ao tempo,
E se escondendo no meio dele:
apresentou-se descoberto.
O futuro ainda menino,
Dorme nos braços do tempo,
Aguardando o crescimento.
O futuro como tudo,
Aprende com o passado,
Desgarrado dele,
Se constrói com amor,
- sobrenatural
Com intenção renovada,
Com todo o fragor do peito
Para que a vida valha a pena.
O futuro menino travesso,
Não teme os marechais,
Ele é filho das horas,
Ele é filho do tempo,
- avesso
Aos que tentam comandar
E roubar-nos toda a paz.
Tenho o balanço das amendoeiras
(mãos extremamente macias),
Tempo para escrever poesias
(tenho muito o quê cultivar),
Tempo para ventar versos...,
(para espalhar o meu perfume)
E no teu íntimo penetrar.
Valsa em mim, não durma!
Balançam as amendoeiras,
Lá no meio da rua...,
Assim sendo infinitamente - tua,
Um acorde iluminado pela Lua
Ciente de que és o Sol e regente,
Das orquestras das orquídeas
Dos afetos sem perfídias,
Valsa em mim porque me toca
Algo mui sublime que plantaste
De tal forma que hoje rio à toa.
Tenho tempo porque tenho,
Tempo e o balanço
das amendoeiras,
O que há em mim,
tem tempo para tudo;
Tenho no pulso
O relógio do amor,
Para mim, o amor não passa
E não muda - nunca!
Brisa tão mansa,
Como a infância,
Doce esperança,
Mística cândida,
Sublime poética
De ser trigueira
E madrugadeira
Que balança
Como uma amendoeira.
A minha extravagância
Tão atemporal,
A minha loucura
Tão celestial,
Nascem do desafio
Tal como o vento
Cortante,
No oceano
A desafiá-lo,
Sou um mistério
Inteiro;
Nascido para te desatinar.
Recolhe o tempo dentro de ti,
Brinca com o tempo adentro,
Recoste sobre o meu ombro
E deixe o corpo falar de tudo.
Retire entre nós as espumas,
Deixe que nasça todas as luas,
Entregue-se aos sons das ondas
Para tomares ciência e as contas.
'Inverne-se' para o verão chegar,
Recrie-se para a paixão balançar,
Liberte-se de tudo o que te prende
E deixe livre só aquilo que sente.
Desce a aura rosa do céu,
Dando sorriso ao mar,
O Sol doce como mel,
- Assim resolveu se entregar
Durante as baixas temperaturas,
Ele resolveu rimar-se com o mar,
Aberto as boas loucuras de amor
Remando no oceano de tanto amar.
Esculpindo
nas pétalas do tempo,
Desenhando
as carícias serenas,
Desejando agir
com maturidade,
Jogando bem longe
o momento
Para fazer de nós
uma eternidade.
Ventando madrugada
adentro,
Escrevendo até
a aurora florescer,
Despertando do sono
não dormido,
Poemizando de vez
até você aparecer
Para fugirmos
deste mundo esquisito.
A verdade que tanto
eu quero,
É a mesma que
eu carrego,
Venho porque
lhe tenho amor;
Eu por ti
jamais sossego.
Alentando da melhor
forma as horas,
Semeando ao vento
as mil floradas,
Que hão de irromper
muitos poentes,
Audazes entre nossas
frontes coladas,
Unidos nos nossos
abraços contentes.
A essência que
tanto eu quero,
É a mesma que eu carrego,
Venho com o mesmo amor,
Que de ti tanto espero.
Ventando tudo
que tenho para ventar,
Amando além daquilo
que ninguém
faz ideia do
que é amar,
Vou além de tudo,
supero o universo,
Só para provar
o quanto te quero;
e a medida de amar
sem medida,
Amar amando
a nossa história,
Vivendo para te amar,
Enfrentando toda
a inveja,
Só para viver
todo o amor
que houver nessa vida.
Confesso que estou
na tua [mão
Entretida
com o nosso tempo,
Alguém deu
forma a [paixão;
Surgiu lindo
como um dia de sol,
Iluminando carinhoso
o [coração.
Cada passo
nas areias, uma marca,
De um grande amor
que não passa,
E uma grande distância
que maltrata,
Nem o tempo o dissipa,
e o sossega;
Fazendo de todos dias
a minha entrega.
O mar baila
em [celebração,
O tempo se ergue
em oração,
Talvez seja
um grande sinal:
Que voltarás
para a minha vida
Para habitar
pleno de [paixão.
Cada momento
não foi em [vão,
Nem mil almas
te encantarão,
Sei que sou a mulher
da sua vida,
E para sempre serei...,
- a dona do seu
delicado [coração.
O tempo tem a fúria louca,
Ele passa, e não perdoa...
Giram os ponteiros dele,
De saudades estou corroída,
Estou de tanta falta quase
(desfalecida),
Não é de momento,
É sentimento profundo
(fecundado),
Giram os ponteiros do tempo,
Chegou a hora de acertar
(os nossos ponteiros):
de ti não abrirei mão, e já
provei que sou a Beatriz
que por Dante foi ao Inferno
em busca do seu coração.
Não existe tempo para amar,
Todo o tempo sempre será
Tempo para amar, amar, amar...
Não existe amor diferenciado,
Todo amor sempre será amor,
Ele é o espetáculo em esplendor.
Não existe jeito de amar,
Amar sempre encontrará
O seu próprio jeito de amar...
Não existe amor perdido,
O que existe é amor
Que não foi concretizado.
Não existe receita para amar,
Amar sempre se reinventa
A forma com a qual se eternizará.
A paciência supera o tempo,
- contempla -
Se contenta até com o vento,
- se experimenta -
Se alimenta com a serenidade,
Não abre a mão da bondade.
Caminho de reerguimento
Busca a luz, a corrigenda,
Procura o devotamento,
E a dedicação ao dever,
Busca além dos sonhos
E daquilo que se pode ler.
Ter valor moral é real resistência
Ante a dolência provocada pela violência,
Devemos pedir a Deus:
clemência.
Não ter vergonha de sermos bondosos,
- e generosos -
Sempre a favor de todos.
É fundamental, buscar o amor
E a harmonia no silêncio completo,
- reflexão -
Para adoçar o coração,
Que seja o teu combustível a oração,
Elevada ao Bom Deus e Nosso Senhor,
Não tenha vergonha de espalhar
E de plantar harmonia e amor.
Reflexões,
Inspirações,
Intuições,
Boas ações,
Premonições
Com Meimei.
Ao mar,
Ao vento,
Ao solo,
Ao firmamento
Estão firmados:
O firme pensamento
E o bom sentimento.
Eu te espero com a paciência do tempo, Te espero sem lamento, Embalando o mais doce sentimento... ❤
O nosso giramundo é impulsionado por versos de amor, Irei bem pertinho para aquecer o meu coração com o teu calor... ❤
Não tem explicação,quando penso em você os meus olhos se enchem de emoção, Tento fugir de você, mas moras no meu coração... ❤
Sou um verso que baila descomplicado, Um verso simples de ser cativado, Um verso que te escolheu repletamente enamorado... ❤
Os bons sonhos que me desejas são os mesmos que desejo para você, Sonhos macios, carinhosos e aveludados... ❤
Com a mesma
alta temperatura
da noite de hoje,
estou pensando
o tempo todo
como trazer você.
Como gostaria
estar na praia
diante da Lua
dando aquele
beijo ardente
de enlouquecer,...
Com a urgência
dos amores
impossíveis,
e com as folias
mais incríveis,
vou te trazer
de um jeito
doce e sutil,
que outra coisa
nunca mais
vai te entreter.
Persiste o teu perfume
floral em mim,
O tempo não perdoa,
ele é ampulheta;
O toque de doçura
faz o diferencial,
Os grãos de areia
dançam o minueto,
Persiste o desejo,
eu jamais o esqueço.
O meu arfar praiano
é o meu feitiço,
Lembrarás de mim
perdendo o 'juízo',
O teu coração é meu..., confio;
Em dias de Sol
e noites de frio,
Aqui em Balneário Barra do Sul
- eternizo.
Você é como as dunas
que mudam de lugar,
O teu coração não resiste
em me levar,
Ele bate sempre forte
de tanto me amar,
Em Salinas será
para sempre o teu lugar,
Está aqui o beijo doce
capaz de te adoçar.
A minha poesia viverá
para sempre em ti,
E jamais os meus versos
hão de se apagar,
O teu beijo pode alcançar
outras moças,
Vive a certeza que você
não deixará de me amar.
O tempo é como o vento,
Um carrega o outro,
Na verdade, não se sabe,
Quem carrega quem;
Aconselho ires em busca
Do teu infinito bem...
A mente sempre ufana,
O coração jamais engana,
Vá atrás de quem você ama,
Não permita que o tempo
E o vento apaguem a chama;
Entregue-se para quem ama.
Não tenha medo de ir atrás da
[felicidade],
No fundo cada um busca ser amado
[em profundidade],
A vida é um moinho,
[todo mundo sabe],
Quem não é amado como merece:
pode acabar perdendo a
[identidade],
Ame, ame, ame... nunca é
[tarde]!...
Mesmo que tentem atentar contra
O amor que dentro de ti carregas:
Não abra mão, derrube as quimeras.
Seja mais poesia do que melancolia,
E mergulhe de braços abertos
No amor universal - semente celestial.
Um dia tudo se acerta,
Você encontrará a pessoa certa,
E sentirás o aroma da primavera,
Que sempre esteve a tua espera,
E se orgulhará profundamente
De ter feito valer a espera.
