63 frases sobre o tempo para aproveitar cada momento
Lembranças de um tempo onde...
Guardava no bolso
a minha simplicidade,
a minha felicidade…
Pequenino esboço.
Longe do mundo,
longe da maldade,
longe de tudo.
Hoje… só…
S.A.U.D.A.D.E.
Um dos mistérios da vida é a razão pela qual algumas pessoas dedicam tanta atenção e tempo para cuidar da vida dos outros, e são incapazes de olhar para a própria.
O Tempo
Na maior parte do tempo,
é do tempo que sou feito,
do vazio, cheio ou imperfeito,
Na maior parte do tempo.
Horas, minutos e segundos.
Como se vazio, o peito,
em demasia, o deleito,
em transe e moribundo.
Na maior parte do tempo;
No vazio me aprofundo,
e me toma o passatempo.
Num mergulho profundo,
vagueio contra o tempo,
ansioso e nauseabundo.
"Esperar não é perder tempo, é perceber que há tempo pra tudo,
porque DEUS não demora, Ele capricha."
Capítulo XVIII –
CARTA QUE O TEMPO RASGOU.
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Joseph bevouir - Escritor.
“Nem toda carta enviada busca destino. Algumas apenas desejam ser lidas pelas mãos do esquecimento.”
— Joseph Bevoiur, manuscrito recolhido ao lado de um relicto de piano sem teclas.
Camille Marie Monfort,
Perdoa-me por ainda escrever.
É que há sons que não cessam —
mesmo quando o mundo silencia.
E há nomes que continuam exalando perfume,
mesmo quando já se foram há muitas estações.
Esta noite, enquanto as janelas se recusavam a refletir o luar
e os espelhos evitavam meu rosto,
ouvi pela décima vez ou milésima aquela gaita de fole espectral.
Sim, Camille…
a mesma que ecoava nas colinas do meu delírio,
com sua melodia lancinante,
como se um fantasma pastor estivesse a ensaiar seu lamento
por um rebanho que jamais existiu.
Mas hoje, ouvi algo mais.
Ouvi o acompanhamento insólito
de um piano lírico porém, não qualquer piano.
Não, Camille…
Esse não tocava notas,
mas sons secos,
golpes vazios de teclas que não mais se movem.
E então perguntei, para o teto da noite,como um exorcista cansado:
_Quem executa essa gaita de fole tão covardemente ao amor
que, até é acompanhada por sons secos vindos das teclas de um piano lírico
quando esse nem por anacronismo poderia assim existir?
Não recebi resposta, como era de se esperar.
Talvez fosse tua sombra que ali dançava.
Ou talvez e essa é a hipótese que me fere seja apenas minha culpa tentando compor uma sinfonia
com os restos do que não vivi contigo.
Fica, então, esta carta não como súplica,não como epitáfio,mas como o último gesto de um homem que aprendeu a sofrer com elegância,à tua imagem e semelhança a ti, tão somente a ti mesma.
Não peço que me leias.
Peço apenas que, caso a brisa leve este papel aos teus pés etéreos,não o pises.
Pois cada palavra aqui escrita
ainda traz o peso do meu nome
e a leveza do teu.
- Joseph Bevoiur
(ainda ajoelhado entre ruínas, onde o amor se transforma em som que ninguém ouve.)
Anestésicos
Sinto um alívio estou leve sinto minha mente calma, coração no tempo certo, poder ser efeito da fumaça mais isso é como a paz!
Conforme o tempo passa sinto aquele velho desconforto aquela ansiedade não tenho mais falta de ar ou razões na verdade e um desconforto por não sentir não sentir vida nem se sentir vivo sobreviver não é o mesmo que está vivo não é o mesmo que existir os minutos passam por mim como um carro em alta velocidade assim são os dias feito raio é os meses e quando me levanto de manhã já passou mais um não é ainda tenho aquele suspiro aquele afeito os olhos cansados a boca seca a pele quente e por dentro a alma fria o coração fraco batidas lentas de quem quer parar vejo minhas mãos cheias de calo um retrato de todo esse caminho e as palavras já não saem tudo está diferente do que sonhei um dia e um dia os sonhos vam me deixar e ai em fim deixarei essa vida num prólogo deixando essa vida num ato poética morrendo de amor álcool e fumaça. PAULOROCKCESAR
Está frio.
Tempo cinza,
segunda fria,
dia vazio, sem cor,
feito meu peito que bate em Preto e Branco.
Na terra da garoa o meu nome é solidão como no refrão,
tudo está sem sabor,
e eu espero que o sol venha me aquecer
pois esse outono frio só me lembra do que partio,
e me partio.
Sou a sombra de um alma sem Sol num descanso vendo a semana começar. PAULOROCKCESAR
Estou aprendendo a dar tempo ao tempo...
Porque tudo acontece quando tem que acontecer...
Nem um dia antes nem um dia depois...
Na vida tudo é possível, não sei para quem...
Agente corre para crescer,
e depois de adultos é tam difícil parar,
Esquecemos de ver o tempo e só buscamos saber da hora.
E já é meio dia, são cinco da tarde, se foi mais um dia e se passaram dez anos , e as pouco esquecemos o que é viver e quando a dor aperta no peito, não temos mais o ar da juventude nós pulmões e partimos se saber ao certo se essa existência vfoi bem aproveitada.
PauloRockCesar
A amizade é tam compatível, com o tempo, quanto o amor.
Podemos encontrar amizade entre a família, podemos encontrar o amor entre os amigos, esse sentimento invisível que se traduz em um abraço, o tempo não apaga, ele se renova sempre!
Feito um sorriso de saudade.
PauloRockCesar
Desabafo ao vento.
E todo tempo do mundo parece pouco.
Essa distancia que além de quilómetros já tem anos.
Eu estou envelhecendo já vejo meus cabelos brancos
Num rosto jovem e judiado,
Chegar aos trinta não foi fácil.
E continuar da qui pra frente,
me parece bem difícil.
Procuro fazer mudanças
e não ficar sempre triste
o único conforte que ainda tenho é na poesia e na música.
Ouso músicas antigas porque parece que a alma se identifica com elas.
Mais também esculto sons novos
pois meu coração jovem insiste em vibrar...
Eu sou um conjunto alma coração e mente
dentro de mim é uma verdadeira bagunça.
Sou feito de saudade e luta.
Nas minhas veias corre o protesto e poesia
e sobre meus olhos
soa um som triste e desesperado.
E assim com a fala mansa
grito aos ventos nem todo o tempo do mundo pode fazer um pobre coração esquecer...
PauloRockCesar
Mas o tempo ensina até o coração mais ferido,
e o que era muro começa a ruir por dentro.
Já não quero ser esconderijo de mim mesma,
nem prisão dos meus próprios sentimentos.
Helaine Machado
PIETÀ: O Silêncio em Mármore que Chora.
Entre os véus do tempo e o aroma do incenso que sobe pelas arcadas da eternidade, repousa, em uma capela lateral da Basílica de São Pedro, um instante esculpido com as lágrimas do mundo: a Pietà, de Michelangelo.
Ali, o mármore não é pedra — é carne transfigurada, é alma petrificada de amor e martírio. A jovem mulher, que o artista moldou com mãos quase celestiais, sustenta em seu regaço o corpo exaurido do Filho, como se ainda o embalasse na manjedoura dos primeiros dias. Mas agora, a madeira não é de berço — é de cruz.
Ela, a Mãe das mães, não grita. O grito dela é o silêncio.
O mesmo silêncio que antecede o trovão.
O mesmo silêncio das estrelas quando um anjo parte.
Nos olhos dela, não há desespero — há aceitação sem submissão, dor sem rebeldia, amor sem possessão. Ela o oferece ao mundo mesmo depois de tudo. Ela compreende o que os séculos levariam a decifrar: o Cristo ali não está morto — está descansando no seio da eternidade, à espera da ressurreição que começa dentro de cada ser que ama até o fim.
Michelangelo a esculpiu com apenas 23 anos. Diz-se que, ao terminar a obra, ouviu comentários de que outro escultor teria sido o autor. Então, à sombra da noite, como quem grava seu nome não por vaidade, mas por testemunho, ele inscreveu em segredo na faixa que cruza o peito da Virgem: “Michelangelus Bonarotus Florentinus Faciebat.”
Mas há quem diga — e os anjos não desmentem — que aquela escultura não foi feita somente por mãos humanas. Que o mármore escolhido trazia em sua alma o eco do Gólgota, e que uma lágrima real de Maria — recolhida por mãos invisíveis — repousa invisivelmente entre os sulcos do ventre dela, naquela estátua.
Pois a Pietà não é apenas arte. É sacrário de dor santificada.
É o momento em que Deus permitiu ao mundo contemplar o lado feminino do céu.
Ali, a Mãe é altar, é templo, é oferenda.
É o Espírito Materno do Universo mostrando que, mesmo na dor mais aguda, pode-se manter a dignidade da luz.
Epílogo do Coração.
Alguns dizem que a Pietà fala ao olhar. Mas aqueles que a escutam com o coração ouvem algo diferente:
Uma prece muda que diz:
"Não temas a dor, meu filho, pois o Amor é mais forte do que a morte. E o que hoje repousa, amanhã ressuscitará no seio do Pai."
E tu,ao contemplares essa Mãe que tudo sofreu sem perder a candura, lembra-te de que o Amor, quando verdadeiro, é capaz de abraçar até a morte — e ainda assim renascer.
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