Templo
Antes de ir à igreja, ao templo ou ao terreiro, é preciso ir a si mesmo. Nenhum espaço sagrado substitui a presença interior, nenhuma liturgia compensa a ausência de consciência. Os lugares são símbolos; o ser é a realidade viva. Quando o homem não se encontra por dentro, carrega o vazio consigo, mesmo atravessando portas consagradas.
O impacto no mundo não nasce do lugar que se frequenta, mas da qualidade do ser que se manifesta. A igreja que transforma é aquela que anda, fala, escolhe e ama através de quem a carrega no coração. O templo verdadeiro é construído nas atitudes diárias, na ética silenciosa, no respeito ao outro e na coerência entre fé e vida. O terreiro mais poderoso é aquele onde o espírito está alinhado com a verdade que professa.
Buscar o sagrado fora sem cultivá-lo dentro é inverter o caminho. O divino não habita paredes, mas consciências despertas. Quando o indivíduo se torna oração em gesto, canto em ação e oferenda em presença, então qualquer lugar se torna santo. Assim, o mundo é impactado não por onde se vai, mas por quem se escolhe ser.
O universo é um Templo Aberto. Não há grades (destino), apenas portas que nós mesmos trancamos por medo.
Mulher guerreira.
Seu corpo é o desenho de um templo misterioso.
Exala um aroma que mistura a sensualidade com a inocência.
Exala a mescla agridoce do desejo e da clemência.
Assim, derrama cada vontade numa trama desordeira.
Seu corpo é seu único templo sagrado e o amor verdadeiro é o único presente divino que não se negocia.
Deus te deu um templo e um presente inegociável chamado amor. Todo segundo que você aceita menos que verdadeiro, você está fechando a porta do céu que foi feita só pra você.
Na Maçonaria, o Templo é o ginásio da alma e os Mestres são os treinadores. Mas sem assiduidade, os músculos da mente e do coração não evoluem. João Pestana Dias RITO PORTUGUÊS
Ao deixarmos os metais fora do templo, no silêncio e na respiração profunda, os corações alinham-se numa mesma cadência e nasce a sintonia entre irmãos.
João Pestana Dias
RITO PORTUGUÊS
Berço Divino
A mente feliz
é o berço de toda felicidade que se manifesta,
é o templo silencioso
onde Deus sussurra a paz antes de ela existir no mundo.
Antes que a vida floresça por fora,
a alma aprende a sorrir por dentro,
em comunhão com o invisível,
onde tudo começa e nada se perde.
Pensar com luz
é alinhar-se com a essência divina,
é permitir que o amor do Alto
encontre caminho em nosso ser.
Cada pensamento elevado
é uma prece que não precisa de palavras,
é energia que se expande
e retorna em forma de graça.
A felicidade, então,
deixa de ser busca
e passa a ser presença…
um estado de espírito
em sintonia com o sagrado.
E quem abriga Deus na mente,
descobre, com suavidade,
que o paraíso não é um lugar distante
mas um despertar dentro de si.
Simone Cruvinel
Para muitos fiéis, o corpo é visto como um templo, e qualquer comportamento considerado profano é visto como uma barreira na relação com o Criador.
"Limpe o seu templo, que é o seu corpo, e deixe que o Espírito Santo guie seus passos. Quando Deus assume o controle, o vício perde o endereço."
"Deus abre as comportas do céu para quem mantém o templo (o corpo) limpo. As drogas fecham as portas do destino e aprisionam o potencial que Deus plantou em você."
Dizer “não” é amar-se sem culpa, é cuidar do templo que você é.
O primeiro “não” pode tremer nos lábios, mas carrega libertação.
Depois dele, você entende que agradar o mundo inteiro nunca valeu o preço de perder a própria paz.
“O Corpo como Templo.”
Se eu pudesse descrever a maior obra de arte criada por Deus, diria sem hesitar: foi o corpo feminino, em todas as suas formas. Nunca houve prazer maior do que contemplá-lo, sentir sua beleza em cada detalhe e me perder nele.
Não existe sensação mais poderosa do que ver minha mulher se desfazer em prazer em meus braços, seu corpo tremendo enquanto goza. Nossas intimidades se encontram em um encaixe perfeito, como se tivéssemos sido moldadas uma para a outra.
As respirações se tornam descompassadas, os sussurros se transformam em gemidos, e a madrugada se entrega ao nosso desejo. Entre suor, pele e paixão, somos obra e artista, pecado e redenção — duas mulheres consumidas pelo êxtase de existir uma na outra.
— C.N.
Sob a pena de Maat
No silêncio dourado do templo antigo,
Maat caminha com passo divino,
Sua pena ergue-se contra o destino,
Pesando verdades no fio do abrigo.
O escaravelho, com asas abertas,
Rola o Sol sobre a areia desperta,
Renascendo o dia, quebrando a inércia,
Guardião do ciclo, da alma liberta.
No tribunal do além, tudo é revelado,
O coração pulsa, o passado é pesado,
Se leve for, a alma é coroada,
Se não, Ammit espera calada.
Entre justiça, renascimento e fé,
O Egito canta o que Maat é:
Ordem sagrada, caminho e lei,
Na balança eterna onde tudo se vê.
Se o corpo é o templo mais antigo que você habita, como está o silêncio dentro dele? Há escuta ou apenas ruído? Aquilo que você chama de cansaço não seria, às vezes, excesso de palavras não ditas fermentando sob a pele?
