Tédio
Poesia...
Fiel companheira das horas de tédio,
Dos momentos insanos, sensatos,
Sentimentais ou profanos,
Das promessas, esperas e enganos...
Guardadora de mil segredos,
Dos desejos, sonhos e medos.
Senhora da minha alegria,
Amante ardorosa, mãe e filha...
Seu dia para mim... São todos os dias!
Festejo-te a cada acordar,
E de inspiração em inspiração,
Dedico-me a ti por inteiro.
Sem pretensões de grandeza,
De fama, sucesso ou riqueza...
Apenas por ser poeta..
Que sente o pulsar das rimas,
Latejando da fronte as mãos...
E que enquanto não junta os versos,
Se sente perdido adverso,
Com os pés fora do chão.
Sonetos, versos, poemas,
Trovas, prosas, teoremas,
Não importa a forma da escrita...
O importante é a mensagem,
De amor, dor, ou alegria...
O importante é o poeta,
Deixar-se embalar na viagem,
Das rimas que vazam da sua alma,
De tudo o que inebria,
Nesta paixão que embriaga,
Que atende por POESIA.
“Brisa”
"É a brisa que me distrai,
A solidão que me consola,
O tédio é que me acompanha.
A rotina me destrói...
A vida me decepciona,
Pessoas que vem e vão.
O passado que me prende,
Minha libertação está "lá",
Um lugar que não consigo encontrar,
A solução dos meus problemas,
Onde estás?
Vivo cá, vivo lá,
E continuo sempre aqui,
Aqui na mesma,
Na mesma rotina que me destrói,
Na mesma brisa que me distrai...
Na mesma solidão,
Que é a única que me consola,
No mesmo tédio insuportável,
Esperando sempre a próxima decepção...
Esperando sempre uma solução,
Esperando alguém...
Alguém que me tire daqui,
Que me tire dessa solidão!
Alguém que me liberte,
Alguém que me console,
Alguém que transforme... Minha brisa, em cor.
Alguém que transforme...
Esse meu mundo preto e branco,
Em um belo arco-íris"
Domingo
O tédio e a diversão múltipla dos domingo amam entrelaçar-se.
( In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)
Num passado recentíssimo havia apenas dois dias na semana: segunda e quinta-feira.
Para meu tédio e deleite da população, hoje só existem sábados e domingos.
MAS BAH! TCHÊ...
Para espantar este TÉDIO,
O melhor REMÉDIO,
É a casa das TIAS,
Botar uns pilas na GUAIACA,
Chega lá e se ATRACA,
De retouço com as GURIAS....
O sol com seus cílios dourados esquenta a manhã.
Sem zonzuras, nem ressacas.
Apenas o tédio farfalhante das guarirobas
e o baloiço cadenciado da rede da varanda:
Dominguado, ossos do meu ócio.
Escolho os desafios em busca do novo, O tédio é inquietante e por vezes irrita,o cotidiano é doença, cotidiano de estresse é insanidade.
Entre a dor e o tédio, nos sufocamos com os desejos. Saciados estes, logo absorvemos a insatisfação e a angústia por novas buscas.
Neste contexto, somos cada vez mais obcecados pelo
consumo.
E a conclusão deste pêndulo é o sofrimento contínuo!!
O tédio me enfada. A monotonia me enfastia. Só o que o calor anima me seduz. O amor pulsante e a paixão avassaladora. O sentimento que mergulha n'alma e o desejo insano. Então, se queres me conquistar, surpreenda-me.
Nada vive, que fosse digno de tuas emoções, e a Terra não merece um só suspiro. Dor e tédio é o nosso ser e o mundo é lodo - nada mais. Aquieta-te
