Te Guarde na Palma das tuas Maos

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"Que a minha história não seja lembrada apenas pelas mãos que plantaram, mas pelo coração que, mesmo diante do desconhecido, escolheu ser grato."

Na noite que tarda estrelas, as mãos tecem versos no chão e se podia dizer que era manhã, já que as palavras tudo aceitam dos versos descomprometidos com a verdade e eu não diria que é mentira se ardem as esmeraldas. A face reflete o mais puro céu azul e os girassóis deliram no amarelo altivo de uma vasta plantação. E se diria que o rubro de minha face era a vida queimando na melodia indizível das colinas esverdeadas que murmuravam fontes de água cristalina nas mãos de flauta. E se podia dizer sobretudo que tudo já foi dito, mas o poema contradito toca a margem do infinito e mais versos geram em minhas linhas digitais. As árvores falam o sussurrar das folhas ao vento e colorem de flores o chão e as ruas se fazem rosas, vermelhas e larajadas, uma camada farta de detalhes numerosos em sonhos de turquesa. O amor partiu em muitas tardes como uma imagem que se esvai e restam fotos antigas desprovidas de vida. E o amor já não é uma necessidade, haja visto o preço oneroso da vida, pois é preciso comer, morar, vestir e viver. Eis que o amor é um luxo e se procura a paz no esdrúxulo movimento de se manter em pé. E para tanto se pede um pouco de fé, na esperança desmedida de o mundo ser melhor e sermos melhores para o mundo. No entanto, navego no absurdo e planto flores no olhos plenos de palavras, que assim compõem uma paisagem que não distingue as estações e faz solar a escuridão da noite. Faz do sul o norte e tudo muda de lugar no poema a proclamar verdades de imensidão nos dedos que tecem rimas nas constatações violetas do corpo em êxtase, pois tudo são pormenoridades se escrevo e me escutam e nada tarda na vida que permanece no tempo. Seguimos fortes sem lamentos a poupar o rosto de lágrimas frágeis, porque se bem observar não há motivos para chorar, pois que estamos vivos e atravessamos todas as madrugadas frias.

Não fure as mãos colhendo o que não vai alimentar sua alma, só para mostrar que não teme os espinhos. A vida não é um troféu de resistência, mas um jardim de colheitas leves. Quem busca o difícil por orgulho perde o destino, enquanto quem abraça o simples encontra o caminho

Em época de caos geral por vírus, usemos a Filosofia Estóica:
“Faça o possível; lave as mãos, ore e fique em casa, se mesmo assim algo de ruim acontecer, foi por força maior do que a sua - era para ser!”

* ⁠Técnica PCS *
Antes de começar uma discussão, tenha em mãos:
• O Problema,
• O Culpado,
• A Solução!

Foi nas Mãos do Criador

Foi nas mãos do Criador
que nasceu a imensidão,
o brilho manso das estrelas
e a canção do coração.

Ele pintou a lua clara
sobre caminhos de esperança,
bordou os sonhos da noite
e guardou no tempo a lembrança.

Criou o vento que passeia
entre os fios do teu cabelo,
e o orvalho que desperta
a beleza do amanhecer singelo.

Foi Ele quem fez o amor,
mistério doce e profundo,
capaz de transformar um instante
na eternidade de um segundo.

Criou os afetos silenciosos,
os segredos que ninguém vê,
e a saudade que permanece
quando alguém deixa de ser.

Fez as noites de encanto,
a música, a emoção e a voz,
e em meio a tantas maravilhas
uniu o teu destino ao meu.

Por isso, quando te contemplo,
entre a terra, o céu e a luz,
vejo a obra mais bonita
que o Criador um dia produziu.

É quando no choro da sanfona
Corpos se lançam no salão
Mâos enlaçam as cinturas
Girando na pegada de paixão .
Gotas de suor pingam pelo chão
No compasso e batida do coração .
Quem estava antes sozinho
Agora desfila abraçadinho
O sorriso dança com alegria
E o forró embala até raiar o dia .
Quem antes estava carente
Brinca e brinda tão contente
Nessa onda lábios buscam pelo beijo
Na musica provocando os desejos.
Cowbois desfilam de todo jeito
De boné ou com chapelâo
A poeira esparrama no salão
A música envolvendo de emoção ...
Enquanto corpos remetem na cadência
O jeito faceiro que se destaca com paciência
E uma nova fase enlaça na sequência ...
O amor flutua na ginga do rebolado
O presente todo instante virando passado
Envolvendo traços em cada olhar
Perfazendo a busca de querer amar.
As tristezas voam pelo ar
Levadas pela chuva ou luar
Onde o destino retira toda dor
E leva pelos caminhos por onde for...
Assim o tempo vai contando historias
Que guardamos na memória
Para levar sempre adiante
O frenético momento pulsante
Onde ricos, pobres, pretos, brancos
Misturam -se aos trancos e barrancos
Sobrevivendo da maneira como podem
No ritmo dos corpos que sacodem.

POESIA DE
JOAO BATISTA BARBOSA

"Não tente segurar com as mãos o que o tempo decidiu levar. Cure suas feridas, cuide do seu solo e mantenha a luz acesa. Às vezes, as coisas precisam se partir para que a luz da verdade finalmente consiga entrar."
— Ginho Peralta

Se colocar nas mãos de Deus, Seus sonhos te levam além dos limites. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas" (Pv 3:5-6)

Na maioria das vezes, ouvimos mais opiniões das pessoas do nosso convívio e com raras exceções consultamos ao nosso fidedigno Deus. “Em meio a tantos sonhos absurdos e conversas inúteis, tenha temor de Deus”. Ec 5:7. A vontade do nosso Deus é que continuamente andemos com ele, agarrados em sua mão, para nos conduzir a lugares onde nunca estivemos e a alturas que nem podemos imaginar. “Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós,” Ef 3:20
Esse é o sonho de Deus em nossas vidas, para isso Ele quer que nos tornemos mais dependentes dEle e quer dirigir nossos passos. Se andarmos segurando em suas mãos, podemos ter a certeza de que chegaremos ao nosso destino reto e justo segundo os seus preceitos.
Tenha um excelente dia na paz do Senhor

O silêncio e a palavra ⁠caminham de mãos dadas.O silêncio já salvou pessoas até da morte.E o grito na hora oportuna também já impediu até de mulheres serem vendidas a traficantes de pessoas em aeroportos.Por isso, que a sabedoria não é sempre calar,mas falar na hora certa e às vezes ser sábio é confiar nos instintos e gritar mesmo parecendo ser um louco que luta pela sobrevivência neste mundo cheio de perversidade,mas que ainda habita amor e a esperança.

O mundo pode ser transformado para melhor pelas mãos dos bons estudantes dos professores de excelência.

O toque das suas mãos e a densidade do seu abraço têm esse perigo doce de coisa que não pede licença. Sua voz beija minha malandragem de um jeito rude, sedutor, quase inevitável. Já não é prazer. É uma força suave me levando até você antes do pensamento chegar.

Paolo tocando ao fundo
O mesmo perfume no ar
Mãos geladas
Longa espera
Poucos minutos
E um gosto de saudade…

O Mundo em Uma Bola

O futebol é contagiante para quem ama ver os pés fazerem o que as mãos não podem: unir nações.
Mesmo que tudo termine em uma simples partida, devemos permanecer unidos. Afinal, o futebol é esporte, é alegria, é vida. Todos já são vencedores por estarem aqui, vivos, respirando e compartilhando esse momento.
A bola começa a rolar e o mundo para para descobrir quem está melhor naquele instante.
A Copa do Mundo é como o sol em um dia de verão: brilhante, calorosa e capaz de iluminar multidões.
O melhor jogador não é apenas aquele que carrega um grande nome, mas aquele que consegue transformar um simples toque na bola em emoção. É aquele que cria o espetáculo. É aquele que faz a garganta prender o grito até que o gol aconteça.
Vamos nos unir para esse espetáculo.
Assistir a uma Copa do Mundo é como segurar um momento que pertence a todos. Uma felicidade compartilhada, igual para ricos e pobres, jovens e idosos, povos de diferentes lugares.
Mas, quando tudo termina, a vida volta ao seu curso.
Talvez por isso exista uma certa tristeza na alegria. Sabemos que aqueles momentos passarão.
Ainda assim, vamos caminhar.
Vamos trilhar nossos caminhos.
Porque, quando a bola entra na rede, algo acontece dentro de nós.
Há um colapso de emoções.
Sinto-me em um vácuo.
Por um instante, não consigo respirar.
O grito fica preso na garganta.
O suor ilumina todo o meu ser.
Como pode um simples toque na bola, um voo pelo campo e sua entrada na rede satisfazer tanto o coração humano?
Como, nesses momentos, tudo parece ser amor, encanto e celebração?
O mundo inteiro se transforma em um único time.
Sem restrições para o afeto.
Respeito e sonhos se misturam.
Povos se unem por esse grande evento mundial.
São gritos de alegria que não precisam de tradução nem de intérpretes.
Porque a emoção dos povos fala por si.
Basta ouvir.
 Basta sentir.
É a linguagem do coração.
É a linguagem das almas.
São sinais que não exigem estudo nem explicação.
Então, vamos dar as mãos.
Vamos vibrar.
Vamos nos unir.
Vamos nos alegrar.
Vamos aproveitar antes que tudo acabe.
Porque a felicidade é feita de momentos.
E este é um deles.
Bora lá!

Trocar compromisso por fama momentânea é cavar solidão com as próprias mãos.

Eu nunca perco. Ou ganho experiência, ou ganho sabedoria. Mas nunca saio de mãos vazias.

Eu te amo, nunca deixarei de segurar as suas mãos, minha irmã mais nova. Já passamos por tantas fases da vida juntas, e todas elas me fizeram ter a certeza de que, não importa o momento ou o dia que estamos vivendo, todos eles me fazem ter a certeza de que eu te amo. Minha princesa linda, aquela que dou o maior valor, que sempre esteve comigo lado a lado, e não troco a sua amizade por nada! Você sempre será minha irmã, aquela com quem eu tomo banho de chuva! Aquela com quem eu compartilho segredos! Aquela com quem não tenho medo de falar o sinto! Eu te amo por demais, minha vida. ♥

⁠"COLOQUE A ARMA MAIS IMPORTANTE NAS MÃOS (cabeça) DE SEUS FILHOS que é o conhecimento (estudos) e estimule a lutar, mesmo que seja reticente. Tudo pode ser subtraído, menos o conhecimento. Com está ferramenta e a boa vontade, ninguém o segura e a vitória virá"

SOPHIE SCHOLL.
A JOVEM QUE ENFRENTOU O ABISMO COM AS MÃOS CHEIAS DE PAPEL.
Existe uma diferença brutal entre viver e possuir coragem moral. Muitos respiram. Poucos permanecem de pé diante da tirania. Poucos conseguem conservar a consciência quando o medo transforma multidões em sombras obedientes.
Sophie Scholl não carregava armas. Não liderava exércitos. Não possuía poder político. Era apenas uma estudante universitária de 21 anos. Contudo, tornou-se uma das vozes mais luminosas da resistência espiritual contra o nazismo.
Enquanto a Alemanha mergulhava na hipnose coletiva do Terceiro Reich, Sophie escolheu algo infinitamente mais perigoso do que a violência. Escolheu pensar. Escolheu questionar. Escolheu não silenciar.
Seu nome permanece como uma ferida aberta na consciência histórica da humanidade.
Nascida em 09 de maio de 1921, na Alemanha, Sophie cresceu em uma família marcada por princípios éticos rigorosos. Durante a juventude, como inúmeros adolescentes alemães daquela época, aproximou-se inicialmente das organizações juvenis do regime nazista. Entretanto, à medida que amadurecia intelectualmente, começou a perceber o caráter monstruoso da máquina ideológica que dominava o país.
Ela compreendeu algo terrível. O mal raramente se apresenta como monstro. Frequentemente veste uniformes elegantes, fala em patriotismo e exige obediência absoluta.
Ao ingressar na Universidade de Munique, Sophie aproximou-se do grupo clandestino chamado “Rosa Branca”, formado principalmente por estudantes como seu irmão Hans Scholl, Alexander Schmorell, Willi Graf e Christoph Probst. O movimento defendia resistência não violenta ao nazismo. Produziam panfletos denunciando crimes do regime, perseguições, assassinatos e a degradação moral da Alemanha. White Rose aqueles jovens compreenderam que uma sociedade começa a morrer quando a consciência coletiva aprende a conviver com o horror.
Os panfletos distribuídos pela Rosa Branca possuíam uma força intelectual impressionante. Misturavam filosofia, ética cristã, literatura alemã e denúncias diretas contra Hitler. Não eram gritos irracionais. Eram apelos lúcidos dirigidos à consciência de um povo anestesiado pela propaganda.
Existe algo profundamente simbólico na escolha dos panfletos.
Uma folha de papel parece frágil diante de tanques, prisões e armas. Porém, regimes totalitários sempre temeram ideias mais do que balas. Ditaduras suportam corpos mortos. O que elas não suportam são consciências despertas.
Em fevereiro de 1943, Sophie e Hans Scholl levaram centenas de panfletos para a Universidade de Munique. Distribuíram-nos pelos corredores vazios. Antes de partir, Sophie lançou os últimos exemplares do alto do edifício universitário, permitindo que caíssem lentamente sobre o átrio como uma espécie de neve moral sobre uma Alemanha espiritualmente adoecida.
Foi naquele instante que tudo terminou.
Um funcionário da universidade observou o gesto e chamou a Gestapo. Os irmãos foram presos imediatamente. Interrogados. Julgados em um tribunal nazista conduzido pelo fanático Roland Freisler. Condenados por alta traição.
A velocidade da execução revela a brutalidade do regime. Entre a prisão e a morte transcorreram apenas poucos dias.
Em 22 de fevereiro de 1943, Sophie Scholl foi guilhotinada na prisão de Stadelheim, em Munique. Tinha apenas 21 anos.
A morte dela não representa apenas um episódio histórico. Representa um confronto metafísico entre consciência e medo.
O mais perturbador em Sophie não é apenas sua coragem. É sua serenidade.
Relatos históricos afirmam que enfrentou os últimos momentos com impressionante firmeza interior. Até mesmo alguns envolvidos na execução teriam ficado impactados pela dignidade daquela jovem.
Enquanto milhares se curvavam para sobreviver, Sophie permaneceu ereta para morrer.
A tragédia da Rosa Branca revela também uma verdade dolorosa sobre a natureza humana. O mal coletivo não nasce somente da crueldade explícita. Ele prospera sobretudo através do silêncio dos acomodados.
Muitos alemães sabiam. Muitos percebiam. Muitos desconfiavam. Contudo, permaneceram imóveis.
Sophie Scholl rompeu essa passividade.
Sua existência demonstra que consciência moral não depende de idade, força física ou posição social. Depende de caráter.
Ainda hoje, sua memória atravessa gerações porque encarna algo raríssimo. A capacidade de preservar a humanidade em meio à barbárie.
Em um século marcado por genocídios, propaganda e manipulação psicológica das massas, Sophie tornou-se símbolo da resistência ética. Escolheu a verdade mesmo sabendo que ela a conduziria ao cadafalso.
Há figuras históricas que vencem batalhas. Outras vencem impérios. Sophie Scholl venceu algo mais difícil. Venceu a própria covardia humana.
E talvez seja exatamente por isso que sua história continue tão dolorosamente viva.
Porque ela nos obriga a perguntar, em silêncio.
Quantos de nós teríamos coragem de permanecer humanos quando o mundo inteiro enlouquecesse.
Marcelo Caetano Monteiro .

"Resgatar quem te agrega é tocar a vida de mãos nuas. É coragem que arde, porque exige que você se veja inteiro e vulnerável diante do outro, sem máscaras.
Reconhecer o valor de alguém não diminui você.. amplia a sua alma e faz a força brotar do afeto, não da resistência."