Te Amo Filho

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ESTAÇÃO FILHO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ganhe menos.
Compre menos.
Pague menos.
Dê menos Barbie.
Menos tablet.
Menos tudo
que tanto faz...
Tenha tempo.
Dê mais presença.
Mais atenção.
Dê olhar.
Dê contato.
Dê a mão...
Eduque mais,
delegue menos,
tome o trilho...
e desembarque
na sua filha.
No seu filho...

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A EDUCAÇÃO PELA ÉTICA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ensinar um filho a não fazer pirraça porque se fizer, não ganhará bicicleta, boneca ou seja lá o que for, é criar um sonso. Um adulto interesseiro, que não saberá respeitar as pessoas de quem não espere algo. Da mesma forma, cria-se um mentiroso enrustido, ensinando ao filho que se não deve mentir porque "a mentira tem pernas curtas". Mais tarde, ao perceber que a mentira pode criar asas, ele mentirá.
Quem só não comete crimes porque pode ser descoberto e preso, é um criminoso em potencial. E quem não peca por ser um religioso, porque "Deus está vendo" e pode "pesar a mão" sobre ele, não é uma pessoa confiável. A ocasião propícia ou pelo menos a chance de uma boa justificativa revelará o caráter dessa pessoa. Ela só precisa mesmo encontrar um meio seguro de "passar a perna" em "Deus" e na sociedade.
A lei, seja ela humana ou sobrenatural, quiçá divina, não forma o cidadão consciente. A ética, sim. Se criarmos os nossos filhos, educarmos nossos alunos ou doutrinarmos nossos liderados para o cumprimento livre, natural e consciente de seus deveres humanos, sociais e quaisquer outros, aí sim: teremos o mundo com que os homens e mulheres de boa vontade sempre sonharam.

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FILHOS AMADOS... APENAS AMADOS

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Em uma sociedade onde ninguém conhece totalmente ninguém, havemos de confiar, ter carinho e apostar a própria vida na confiança em alguém. A própria vida. Não a de um filho; de uma filha. Um ser em formação que não saberá se defender, caso a pessoa em questão não seja quem generosamente julgamos. E qualquer pessoa com bom discernimento sabe que as grandes decepções, seguidas de atos como agressão doméstica e violação vêm exatamente de pessoas acima de qualquer suspeita, pois as pessoas que não estão neste patamar já são evitadas naturalmente. Ninguém confia.
É humanamente e legalmente inviável temer um pai, a menos que esse pai tenha dado algum sinal de perversidade ou apresente um histórico, mesmo fora de casa, de atitudes como essas. Mas um padrasto, não. Nenhuma mãe consciente de seu dever como tal, tanto quanto dotada realmente de amor deixará sua filha menor, nem mesmo o filho, aos cuidados desse padrasto, a menos que ele seja mesmo um pai, por adoção, e tenha motivos fundamentados para se sentir assim. Motivos como o de criar essa criança desde recém-nascida, com amor extremado e nenhum sinal, por mínimo que seja, dessas patologias que geram tanto sofrimento. Afora isto ele mesmo, se tiver consciência e for uma pessoa não suspeita, não aceitará que sua mulher ou companheira lhe diga: "fulano, fique aqui com (...), enquanto eu resolvo umas coisas.". Ele declinará. Dirá que não fica, que isso não é certo, e não terá medo de sua esposa se chatear e brigar com ele. Se tiver esse medo, eis um motivo a mais para se supor que não tenha uma boa índole. Pior ainda, se ele cobrar da esposa essa confiança, demonstrando ainda que veladamente, que deseja ficar a sós com a criança em questão.
Pode ser que a pessoa em que confiamos seja mesmo de confiança quase total; 99 porcento, por exemplo, como nenhum ser humano é totalmente confiável, mas... e aí? Vamos deixar os nossos filhos expostos, ainda que às chances mínimas de 1 porcento, de lhes acontecer algo danoso dentro de casa? Não. Uma pessoa que ama de todo o coração não fará isto. Só mesmo aquela mulher sem o verdadeiro instinto materno, e que apenas depois da tragédia irá dizer aos quatro ventos: "Meus Deus! Nunca imaginei uma coisa dessas! Confiava tanto nele!". Não haverá desculpa para tal mãe. Ela terá apostado a vida de um ser indefeso, por uma confiança que só era sua; não dele. Não teve olhos para as possibilidades, mesmo longínquas, do mal que poderia fazer.
Temos que ter a capacidade de optar entre a falta e o excesso de cuidados, nesta sociedade onde a falta, mesmo que mínima, pode cair nas malhas da tragédia. Será mais feliz a mãe que apostar no excesso de cuidados, pois terá fechado todas as portas para qualquer mal contra seu filho ou filha. Se muitos cuidados serão desnecessários, ela nunca saberá quais, ou até mesmo se todos foram. E se algum cuidado será de fato necessário, ela o terá tido na hora certa, mesmo sem saber, porque sua hora será qualquer hora. Já aquela que resolver pecar pela falta, quiçá pelo meio termo, correrá o risco de proteger seu rebento nas horas desnecessárias e não conseguir fazê-lo nas necessárias, também por não adivinhar.
No fim das contas, a máxima desta questão: preocupe-se com seu filho ou sua filha. mais do que isso: ame. Pelo simples fato de amar, você terá olhos atentos e atitudes zelosas com quem precisa de sua proteção a todo custo e a qualquer hora. Lembre-se de que filhos apenas mimados pelo nosso excesso de zelo terão chances de amadurecer, ainda que um pouco mais tarde, e mudar... já os filhos largados ou criados sem esse zelo, poderão se tornar facínoras... e facínoras, muito dificilmente se recuperam, além de quase sempre morrerem muito cedo. Pensem nisso.

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FILHO DA MÃE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Sou do tempo das mães extremadas e loucas
Pelas proles extensas, os filhos em série,
Conheci as mães roucas de muito gritarem
Seus avisos, pedidos e premonições...
Tive mãe nesse tempo em que as mães não dormiam,
Não viviam pra si, só pra suas ninhadas,
Tinham medos do mundo que cercava os seus
E sabiam que “Deus” não seria babá...
Fui um filho de mãe que não tinha controle,
Nada era bastante pra me ver seguro,
Via sempre o futuro a lhe pedir urgência...
Houve o tempo em que as mães eram puro exagero,
Desespero de amor, agonia de paz,
uma dor que jamais as tornou infelizes...

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PARA GOSTAR DE LER

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Jamais obrigue o seu filho a ler. Seduza-o. Quem é constantemente obrigado a fazer algo, tudo com o que sonha para o futuro é justamente o dia em que não terá mais de fazer aquilo. Mas quem é seduzido, não. Esse aprende a gostar, e a cada dia se apega mais ao ato de seja lá o que for de bom ou ruim que alguém lhe apresente com as devidas táticas de sedução.
Um exemplo forte, mas negativo dessa verdade está na forma com que os traficantes de drogas induzem crianças e jovens ao vício, e depois ao tráfico. Eles traçam projetos de sedução pela falsa ideia da inclusão em grupos ou galeras, e logo à frente a fantasia de força, dinheiro e poder de afrontar a sociedade que os relegou à má sorte via família, poder público e predadores econômicos.
Leia para seu filho, desde a sua gestação. Ele não entenderá palavras e sons, mas um feto já é capaz de sentir o mundo externo pelas vozes que o rodeiam. Se forem vozes agradáveis, carinhosas e sedutoras, ele se formará sadio. Se forem vozes agressivas, indiferentes ou frias, o efeito será o contrário. Assim será por todo o processo de sua educação, se nós conseguirmos manter o hábito, incentivando-os a ler, mas também permitindo que eles não gostem de alguns livros ou leituras que apreciamos e gostem de outros que não correspondem aos nossos gostos.
Pais que leem; que promovem cultura, bom entretenimento e ambiente saudável, quase sempre criam bons filhos. Quase sempre, porque às vezes a natureza humana surpreende com cidadãos de boa índole criados por maus pais, ou com cidadãos de má índole criados por pais amáveis e zelosos. Anomalias da vida, mas que não devem nos acomodar na criação dos nossos.
Voltando aos livros, criemos filhos atentos ao mundo que os rodeia; filhos capazes de compreender os enunciados da vida e ler as pautas do tempo ao pé da letra ou nas entrelinhas. Para tanto, é necessário seduzi-los com livros; com o hábito não obrigatório de ler. Faremos isto, se formos tão ou mais eficientes e sedutores do que os traficantes de drogas.

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TEMPOS DE SUPERPROTEÇÃO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Se é por seu filho, tenha medo do mundo. Faça isso, para que o medo não tenha que ser dele, quando chegar a hora jamais prevista por seu medo insano, instituído e massificado, de superproteger. Para que a falta de medo e o desaviso não guardem sua ruína entre o silêncio da passividade que permite o voo com asas incompletas.
Mesmo a águia, quando solta no espaço o seu filhote para testar as condições de voo, tem os olhos atentos sobre ele. Não o deixa escapar de sua mira, e ao perceber a inércia desse filhote, quando o chão já está próximo, precipita-se no ar e o resgata bem antes da concretização do perigo. Não aposta na sorte, muito menos na necessidade pedagógica de um tombo que possivelmente apenas o machucaria. Machucaria bastante.
A considerar os tempos que atravessamos, meio termo é disfarce de abandono. É preciso, mais do que nunca, perdermos o próprio sono para que o nosso filho sonhe, confiante no alcance de nossos olhos e na força de nossas garras. Filhos eventualmente mimados terão sempre a chance de se recriar e seguir. Filhos gravemente marcados pelo abandono do meio termo que não prevê as desgraças inerentes às brechas da criação fria e desatrelada, nem sempre.
Refiro-me aos filhos em formação. E se não há formação, não haverá formados. Formar é apontar caminhos, ensinar a seguir, mostrar o mundo, corrigir, mas estar sempre lá. Só deixar que o filho voe sem a supervisão de nosso amor presente, ocular e de garras atentas, quando ele se sentir pronto e puder, ele mesmo, decidir no que pode ou em quem pode confiar. A partir daí, os tombos e sucessos, as dores e as alegrias serão de sua inteira responsabilidade.
Sobretudo, é protegendo com a força e os critérios da possibilidade máxima de nosso amor, que podemos ensinar nossos filhos a proteger nossos netos. Nossas futuras gerações.

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CRIAÇÃO À MODA ETERNA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Os nossos filhos pequenos merecem todo o medo real do mundo que nos cerca. Não só merecem, como precisam desse olhar extremado que não abre a guarda e vai lá no fundo. Mesmo quando não há fundo. Mergulha intempestivamente no caos das verdades farpadas do tempo em que vivemos.
Tenhamos medo por eles, para eles não o terem depois do tempo nem nos contextos equivocados que de nada valerão. Apostemos o nosso couro, quantas vezes quisermos, mas nunca suas essências, no que não é de nosso alcance. Evitemos as ausências disfarçadas; as distâncias amenizadas por presentes; as terceirizações em nome da independência precoce. O sossego prático e frio de nossa confiança nos corações externos.
Eles tanto precisam do nosso exagero, quanto sentem profundamente a falta do excesso desse amor, quando nos rendemos ao descanso de respirar sem culpa e susto... à paz da consciência adquirida por conceitos modernos de criação menos vinculada. Só no passar dos anos, os filhos percebem todo o abandono que lhes demos com belas nominatas contemporâneas embrulhadas em bonitos discursos profissionais.
Sejamos os pais de que a inocência filial precisa. Logo a vida privará os nossos filhos dessas loucuras de amor, mas essa perda tem cura. Ela virá na saudade sempre terna e risonha do que não lhes faltou no tempo em que tiveram a proteção - ou superproteção - de tantas preocupações afetivas.

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RIMARIA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

A ondinha na poça
não é maré;
calango não é filhote
de jacaré.
Sanguessuga também gosta,
mas não é bicho de pé,
nem é porque sou pobre
que sou ralé.
O cheiro do tênis sujo
não é sempre chulé;
jamais confunda um adeus
com um até;
um pirulito comprido
com picolé.
O café da manhã
às vezes não tem café,
e não é sempre que o antes
tem que ser pré
ou a pessoa inocente
ser mané.
Muita música baiana
não é axé;
às vezes retroceder
não é marcha a ré;
existe muito carinho
sem cafuné.
Poema nem sempre rima
se o autor não quer,
não confunda qualquer um
com um qualquer,
pois tanta coisa parece
mas não é.
Às vezes fica difícil
pra quem bate o pé;
acreditar de teimoso
não é fé.

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EXPECTATIVAS FILIAIS

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Filhos querem contar com nossos olhos,
nosso brilho de alerta e nosso excesso,
pois o preço daquele "deixa estar"
manda suas cobranças para eles...
Eles gritam com gritos ou silêncios
quando a vida lhes fere no vazio,
tira o brio, lhes priva de autoestima
e revela que somos vãs miragens...
Pedem erros, acertos nas ações,
atenções necessárias e nem tanto,
cismas justas, injustas, extremadas...
O que filhos não querem é distância,
nem a calma que diz que tanto faz
ou a paz que relaxa e lhes expõe...

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EDUCAÇÃO VISCERAL

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Nossos filhos não aprendem quase nada com os nossos discursos profundamente moralistas e as censuras que lhes impomos. Aprendem muito mais com o que somos e comparam, passo a passo, o que fazemos com o que dizemos. Isso é lei. Não divina nem humana. Mas do tempo.
Com a nossa hipocrisia, eles podem se tornar adultos ainda mais hipócritas ou até pessoas bem melhores, mas neste caso, por absoluta falta de admiração. De uma forma ou outra, sempre haverá um abismo que os fará sofrer e amargar lembranças indeléveis.
Não cavemos em nossos filhos, os buracos evitáveis. Doenças, dificuldades financeiras e até fome ou defeitos cabeludos que não deponham contra nosso caráter podem ser totalnente superados em suas memórias... mas nenhuma hipocrisia será perdoada, sob qualquer pretexto.

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⁠A OUTRA FACE DO FILHO

Demétrio Sena - Magé

Primeiro, as arbitrárias manipulações do pai que superprotege o seu filho predileto e faz dele o braço direito em um reino cujo trono é intensamente ambicionado por todos os habitantes... logo depois, a ostentação do poder, da tirania e dos caprichos de sádico supremo, ao atirá-lo impiedosamente reino abaixo, com os seus aliados, por causa de uma rebeldia que todo filho de personalidade forte, ainda que mimado, tarde ou cedo apresenta... e como se não bastasse, a criação de um lugar de sofrimento eterno e ranger de dentes, para ser comandado por esse filho rebelde.

Milênios depois, o resgate sorrateiro do filho predileto, para retreiná-lo no reino e depois enviar aos humanos, visando persuadi-los a se renderem ao poder, à tirania e todos os caprichos do pai, que não mudou em nada. Então o filho, com nova identidade, mas a mesma personalidade, a mesma rebeldia, somadas ao profundo amor que desenvolve pelos humanos, desobedece mais uma vez. Não submete a humanidade aos caprichos do pai nem extermina os relutantes e os poderosos terrenos que não se dobram a poderes maiores.

No fim das contas, novamente o filho é castigado... e dessa vez, passando pelas mãos humanas. Condenado à morte por cruz, como se tivesse vencido em nome do pai; como se o pai tivesse realizado seus propósitos, ao esconder o segundo real fracasso como guerreiro supremo... líder maior... na verdade, o tirano capaz de uma crueldade requintada como enviar seu filho para promover uma guerra contra si próprio, sua outra identidade, aliado aos humanos em uma guerra também contra si mesmos... eis o eterno conflito entre o bem e o mal que habitam cada um de nós.

Inserida por demetriosena

⁠PORQUE SOMOS PAIS

Demétrio Sena - Magé

Filhos a gente acolhe. Repreende, critica os erros, aconselha e lamenta, mas acolhe. E como quase todo mundo é cristão, acredita em Deus, este ateu pergunta, com base na própria máxima cristã: não é esse o exemplo que O Próprio Deus dá? Ou não é dito nos templos, que Ele odeia o pecado, mas ama o pecador? E quem somos nós, meros pais/mães, para nos sentirmos superiores a um filho, uma filha?Aprendemos com os nossos erros e podemos, sim, tentar evitar que os filhos sofram com os próprios, porém, se não conseguirmos, eles farão o mesmo que nós fizemos; darão cabeçadas até entenderem onde estão os limites da vida.
Seja como for, filhos a gente ama. Não põe panos quentes, não apoia burradas nem os esconde para não pagarem por eventuais crimes, mas ama. O amor é acolhimento... abraçar para sempre, não importa a idade... é não promover o conceito inaceitável de ex-filho. É deixar levar os tombos, quando não tem jeito... ver sofrer as consequências e depois lamber as feridas, porque os nossos pais fizeram isso por nós, e se não fizeram, estavam errados, porque não agiram como pais; apenas como juízes de condenação fixa... sem julgamento justo.
Filhos a gente acolhe; ama; perdoa; respeita... entende que são seres humanos cujas falhas muitas vezes puxaram pelas nossas. E que esperam de nós o que também esperamos dos nossos pais, quando foi a nossa vez... quando fomos filhos.
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#respeiteautorias É lei

Inserida por demetriosena

⁠REFLEXÃO PATERNA

Demétrio Sena - Magé

Ninguém escolhe o pai que terá. Ser filho é uma sorte favorável para uns, desfavorável para outros... na verdade, para maioria, sobre ter pai. Aliás, o número de filhos que nunca teve um pai, de fato nem de mentirinha, consanguíneo nem adotivo, é imenso. Infelizmente, há casos em que não ter a presença de um pai é melhor do que ter. É aí que tantas mães viram pais, o que não é comum vice-versa.

Ser pai é uma escolha. Essa escolha não pode ser apenas a de fazer uma filha, um filho. Ela deve ser intensa e verdadeira, do fazer ao criar, com afeto; provisão; orientação; acompanhamento presente, com todas as responsabilidades que acompanham o amor. Não entendo como alguém escolhe ter filho e não ser pai; "modelar" simplesmente, um ser humano, e não cuidar. Deixar de lado, abandonar ou ser presença negligente. Muitas vezes brutal; violenta; opressora.

Não chamo de abandono a separação da mãe, e sim, ao tornar essa essa mãe sua ex-mulher, também transformar o filho, a filha em ex-filho; ex-filha. O mundo está cheio de órfãos de pais vivos. Também há mãe que abandona, mas o número de pessoas criadas apenas pela mãe é incontável. São milhões que não têm ao lado nem nos registros de nascimento, a referência do pai. Só conhecem mãe.

Sonho com um tempo de mais filhos felizes. Mais pais presentes, em todos os contextos e sentidos. E de menos dias dos pais que só servem para muitos lamentarem ausências paternas ou presenças que seriam melhores como ausências. Espero que as minhas falhas como pai, até então, ainda estejam naquele grupo das que fazem um homem "passar raspando" em suas provas finais
...

Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

Dia dos pais

⁠Mais um dia dos pais e poucos valorizam este dia, rico o filho que tem o pai para comemorar e mais rico pai que tem o filho para abraçar. Quem dera e meu bom deus permitisse um abraço no meu pai e um feliz dia dos pais desejar. Ou um xero e um abraço no meu querido filho e esta dor amenizar.

Em tudo isso jó não pecou, nem atribuiu a deus falta alguma

Jó 1:22

Inserida por aldicley_thiago

⁠Não deixarei herdeiros de sangue.
Deixarei herdeiros de ideias.
Filhos do pensamento e irmãos de recusa

Inserida por Fabrizzio

⁠Mas se você dizer ao teu filho todos os dias."Você não tem jeito." Ele não terá jeito mesmo, porque ele vai acreditar em suas palavras e dizer."Se nem mesmo os meus pais acredita em mim porque eu vou acreditar". Determine coisas boas na vida do teu filho e boas coisas virão, faça o teu filho acreditar que ele é a melhor coisa que aconteceu em sua vida e então ele será a melhor coisa que aconteceu em tua vida,espere o melhor e o melhor vira, lembre-se o que você plantar no coração do teu filho é o você vai colher no futuro.

Inserida por Rosananunesdossantos

⁠Meu pai foi um homem incrível. Pobre, criou 8 filhos, mas com uma dignidade imensurável. Pra mim, um santo não canonizado

Inserida por celinamissura

⁠Deus abençoe grandemente toda mulher que tendo filho ou não, trás dentro de si o espírito materno de acolher, afagar, servir, curar.

Inserida por celinamissura

⁠Pai
Projeto de Deus
Para os filhos
é a Figura de referência, orientador, provedor
Mostra o caminho da retidão
da bondade
da honestidade
e compaixão

Pai realizado
é ver seus filhos preparados
Íntegros e amados

Inserida por celinamissura

A formação do caráter de um filho, muitas vezes, depende da postura enérgica dos pais.

Inserida por walaguia