Te Amo Filho

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⁠Quando os filhos do sol se encontram
É como uma explosão de luz
Se encaram firme frente aos olhos
E permanecem
Se penetram e ardem
Se misturam e inflamam
A matilha dos filhos do sol reluz

Cada célula vibra e os contornos se preenchem
A batalha pacifica dos filhos do sol
Só faz vencedores
Quase tudo é permitido
Acordos silenciosos que guardarão para sempre
Os segredos daqueles instantes

Ninguém no mundo terá conhecimento
Do arrepio desse lugar
Onde se tocam
Os quentes filhos do sol

A chuva cai, os planos mudam e o tempo vai. As flores nascem, os filhos casam, as mães choram e o novo vem. A vida! Que vida? Passageira e breve vida.

⁠Todas as motivações são válidas se produzirem um bom resultado, filho. E a frustração pode ser um motivador poderoso.

Nossa maior prioridade como pais cristãos é, aos poucos, transferir a dependência de nossos filhos para longe de nós, até que ela repouse exclusivamente em Deus.

O homem que não sabe tocar as pétalas da Rosa mulher, deve ser chamado de filho dela. Porque é criança, é dependente e ainda não é homem!

Não tenho filhos, mas leitores, capazes por si sós de defenderem a civilização contra os avanços da barbárie. A eles nomeio sucessores de uma linguagem irrenunciável. E, embora duvide às vezes se vale defender alguns princípios hoje contestados, persisto em inscrever certas normas no código dos direitos humanos.

Nélida Piñon
Livro das horas. Rio de Janeiro: Record, 2012.

Meu filho tem mostrado em suas atitudes o homem que deseja se tornar. Seu caráter e comportamento já me dizem que ele será feliz onde por a planta dos seus pés.

No que diz respeito à educação dos filhos, penso que se deve ensinar a eles não as pequenas virtudes, mas as grandes. Não a poupança, mas a generosidade e a indiferença ao dinheiro; não a prudência, mas a coragem e o desdém ao perigo; não a astúcia, mas a franqueza e o amor à verdade; não a diplomacia, mas o amor ao próximo e a abnegação; não o desejo de sucesso, mas o desejo de ser e de saber.

O papel dos pais não é o de cortarem as asas de seus filhos, mas de os ensinarem a voar mais alto do que eles mesmos um dia já conseguiram chegar.

⁠O fim da história é que todos somos diferentes, meu filho. No físico, no moral, no gosto, no caráter, nas particularidades, nas tendências, na essência, enfim.

⁠Quando meu filho me chama no meio da noite porque teve um pesadelo ou quando me pede pra fazer seu bolo preferido, quando vem chorando porque bateu o dedão chutando a bola ou quando vem todo feliz porque tirou nota boa na escola, me sinto a pessoa mais importante do mundo. Percebi que são nos momentos simples do cotidiano, nas dificuldades e nos melhores momentos que alguém compartilha conosco, que entendemos o quanto somos privilegiados... pois amizades são necessárias, amar e ser amado é essencial, mas fazer a diferença na Vida de alguém, nos torna simplesmente inesquecíveis...

⁠Um filho de Deus não basta parecer cristão, tem que provar ser cristão.

Escrevo embalando-me, como uma mãe louca a um filho morto.

Ele precisa de sol mesmo sendo filho da lua.

Nossos filhos nos magoam e a gente os perdoa mesmo sem que eles saibam que nos magoaram.

Não é difícil se desconectar dos filhos. Na real, é bem fácil. A vida atropela, as demandas gritam, o dia parece não ter fim. A gente sente o cansaço do excesso de responsabilidade bater e, de repente, os filhos parecem mais uma obrigação, um item na infinita lista de coisas que temos que dar conta.

Sou filho do sertão. O mato é minha raiz!

"Ensine o seu filho a dar flores desde pequeno, para não dar espinhos depois que crescer".

"Os filhos de um homem são partes dele, mas sua esposa é ele próprio."

A LÂMPADA MÁGICA
Para meu filho Arthur



Vives em mim e tenho mais que uma alma
Sinto que escrevo um novo movimento

Flor que invento estranha e pulsante
Semblante mágico e aceso

Tenho-te preso planeta por um fio
Sou teu céu e cio, tua luz marítima

Meu ventre escuro de pão e de argila
É tua breve casa numa clara ilha

Estás em mim e tenho mais que uma pátria
Chegam-me equinócios, outros cromossomos

Somos eu e tu o pacto e o sangue
Silêncio e salto de naves acopladas





Sonhas meu sonho e sobe uma estrada
Perfeita e líquida lenta modelagem

Enquanto te construo prossegues em viagem
Por minhas labaredas, sol dentro de águas

Abstrato ser feito de anjo e ritmo
Sinto teu galope através de minha noite

Sinto-me inflar e sinto que sou vento
Sinto sou a Lua em sua face inchada

Quando desprendo a nuvem de uma escada
A cada mês a cada madrugada

Sopram-me as luzes e os discos e as dunas
Sou quase um sono imenso de inverno






A identidade de um rio sabe-se pela flauta
O quanto ele gira o quanto ele sonha

Saberei de ti quando desaguares
Quando aterrissares pássaro e menino

Eras só palavra agora és acorde
Música no ventre que lateja

Mesmo que ainda não te vejas
Te imagino Sol se repartindo em raios

Estava consciente da distância
Nas leis de uma ciência tão estranha

O que é próximo também é o mais longínquo
Dentro de mim estás no infinito






Como se fabricasse uma cidade sobre um astro
Como se recriasse a pré-histórica estrela

Faço-te em mim no meu eu mais que profundo
Por mim verás o melhor do mundo

A não ser das atômicas manhãs tão pálidas
Dos mísseis que apontam para um cego

Das nuvens sem nexo radioativas
Das ocas laranjas cancerígenas

Perdoa-me se te chamo para o frio
Para o arrepio de mais um século

Para as praças desertas vagarosas
Para a solidão de enxofre das esquinas






Passamos para um outro calendário
Nosso diário atravessa o que é princípio

Sou teu aquário faço-me instrumento
Acho que formulo um novo testamento

Aprendo a linguagem dos relógios
A cada Lua conto seus dragões

Teço os longos panos de espera
Bordo extensas primaveras

Calculo teus quintais incalculáveis
E não te vejo mais do que um cinema

Melhor do que sonhar com teu instante
É aguardar-te então na hora plena






Sensações de Zênite e Olimpo
Paz e sonho eis o que sinto

Sou a árvore máxima primeira
Encosto em mágicas ladeiras

Esbarro em deuses afastados
Flutuo no cimo dos telhados

Mas tenho-te em águas submersas
Mergulhado em flores placentárias

Azul oval intacto mistério
Redonda fêmea lâmpada galática

Soprou-me o céu talvez o teu espírito
Como se um relâmpago no branco dicionário






Enigma dentro de enigma, é chegado o advento
Em que momento fizemos teus amores?

Em que horário atamos teu traçado
Enquanto na noite um louco relinchava?

E outro agonizava nos bairros de Beirute
Ou um menino buscava a mãe entre estilhaços?

Não fizemos teu mundo como poderíamos
Ainda que tão belo seja o teu planeta

Avistar o impossível mar do cosmos
É descobrir-te nu em meu oculto

Surpreender o susto e o perfeito
Deslocar das folhas de um alto






Afagar o próprio corpo de lanterna
Como se percorresse a mão sobre a América

Como se tocasse em todas as tristezas
Alisando o cão de um continente

Seria o colo bolsa transparente
E te veria de todas as vertentes

Alisar o ventre na expansão do acaso
Universo em crescimento e fruto

Que além de mim e do invisível escuto
Acomodar-se peixe entre colchões da noite

Não sei de mim e não respondo
Como posso conceber-te e como






Poderia dar-te a aparição do dia
A fantasia plena e calma dos felizes

O que me dizes é – recôndita magia
Baterás as asas como ventania.