Tarde
No que parecia ser apenas o início de uma tarde qualquer, veio a alegria de um ser iluminado, a preciosidade inegável de uma doce menina, refletindo a genuína felicidade, vestida com a serenidade da infância, numa expressão farta de espontaneidade, repleta de brincadeiras, risos e lágrimas, um amor grandioso que não pode ser mensurado, um encanto a cada etapa, uma forma exultante de colorir os mundos a sua volta, certamente, a sabedoria diferenciada de Deus está exposta em todos detalhes, sendo uma inspiração rara, vitoriosa como uma L uz A dmirável, Ú nica, R espeitável, A morosa, que torna a simplicidade memorável, parte do poder vívido de uma criança, divino regalo.
Fonte poética, ocasião dourada, na suavidade de uma tarde atípica, enriquecida através da viveza de um charme inconfundível, olhar amoroso, essência fervorosa, expressiva, coração que inspira a liberdade, pele de uma arte esplêndida, cuja matéria prima foi o amor que por alguns instantes foi como a pétala de uma flor rara, sendo iluminada com gentileza pelos raios de sol, portanto, sua sublimidade é grandiosa, impactante, que demonstra uma emoção farta, motivada pela simplicidade, por coisas que o dinheiro não paga, uma vida baseada na profundidade, avivada pelas interações que toquem primeiro a sua alma.
Gloriosa exposição de uma tarde que se finda, o céu pintado divinamente pelo sol, mostrando a sua arte poderosa, cores quentes reunidas, inspiração calorosa em um lindo esplendor como o fogo abrasador de uma paixão avassaladora, que atribui muito valor a brevidade de um simples momento, que pode agregar futuras memórias, sinais de que o tempo continua passando, sempre em movimento, pois o pôr do sol de ontem exposto, já não é o mesmo de agora, logo, contemple hoje, que amanhã será história.
As cores quentes e admiráveis da hora dourada, um esplendor celeste no fim de tarde em sintonia com uma linda música de uma expressividade crescente, atingindo aos poucos o ápice de uma emoção majestosa que faz arrepiar a pele, um simples regalo para a memória.
Ocasião singela, abrilhantada por uma arte sonora e tonalidades intensas, uma soma maravilhosa que fornece uma sensação edificante, uma forma de renovar as forças, de reanimar o semblante, assim, uma experiência própria que melhora dia, um efeito muito significante.
Quando um encanto solar convida gentilmente uma atraente sonoridade para dançar, passos contidos e veementes, uma reciprocidade a partir de um olhar, uma apresentação sublime para se ouvir e para se contemplar, uma justa representação sobre o que é amar.
Espero sonhar contigo mais tarde, os meus pensamentos te chamam para dançar, há um salão na minha mente reservado para nós dois, para saborearmos um momento muito singular, uma música abrasando os nossos corações, o meu olhar estará na direção do teu, dançaremos sob um céu com belas constelações, os nossos passos serão precisos, todos conduzidos por nossas emoções, será o nosso paraíso particular em um sonho intenso, afetos serão trocados, o despertar de fervorosos sentimentos, desejos sendo saciados, o tempo não terá efeito até que eu venha a acordar depois de darmos um último beijo.
Tonalidades quentes de um lindo pôr do sol colorindo o céu de um fim de tarde muito renovador, em um cenário simples, cheio de amor, intensamente, vivo, cuja simplicidade é como uma pintura fascinante que está fora de uma tela e ainda está agraciada com a presença atraente de uma natureza formosa, intensa, montada num espírito liberdade, uma ocasião singela, amostra sincera de felicidade, dessarte, quem dera poder presenciá-la de perto, ao ar livre, em uma exposição natural de belas artes.
Felizmente, pude admirar num fim de tarde atípico uma fascinante pintura celeste, trabalho de um pintor divino
que a pintou com traços precisos
inspirados no seu amor grandioso,
assim, o regozijo veio de imediato
nestes instantes tão preciosos.
Estando a rica austeridade em exposição, não é sensato ignorá-la,
tendo em vista que ela é capaz de gerar uma sensação necessária de equilíbrio, daquelas que confortam a alma fazendo esquecer dos conflitos.
Levando em conta este entendimento,
através de um sentimento vívido e um olhar atento, admire a natureza por ser esta, uma arte viva que impacta com sua beleza que inspira e que o ânimo restaura.
O vento sopra na tarde de mais um dia.
No portão, deitar ao chão, nuvens no céu.
Figuram-se nas mentes de quem for capaz.
A garota e o rapaz sentados na praça a olhar
A rua calma, as pessoas passam.
O vento sopra o tempo.
Tardes pra andar.
Tardes pra pensar.
Tardes pra descansar.
ANOITECER NA PERIFERIA
PARTE III – epilogo.
É chegada a hora, a tarde vai-se embora.
E o anoitecer vem chegando às periferias.
A noite vem se apresentando e, com ela, os transeuntes.
Passando de um lado para o outro, uns vêm das fábricas.
Outros vão para as igrejas e muitos já estão ingerindo geladas.
Boa tarde!!!
Cuidado alguns enganos são fatais.
Pessoas sinceras te falam o que pensam, pessoas falsas pensam, falam mais você é sempre o ultimo a saber...
De um sábado à tarde,
num momento inesquecível
que um dia será saudade,
pois aventurar-se é algo incrível,
faz viver com intensidade,
além de continuar apenas existindo.
Estonteante Pôr-do-sol na Praia,
Uma Arte Viva no Final de Tarde,
Um Alimento para a Alma
Temperado com simplicidade.
DESENCONTROS
Quem sabe, seja tarde...
Não posso dizer que ainda sejamos os mesmos.
Como poderiamos fingir, quando sentimos que muita coisa mudou.
Quem sabe, nunca mais...
Parece difícil que venhamos a sorrir de forma franca e aberta,
Considerando que hoje, por dentro, nossos mundos estão destruídos e desacreditados.
Quem sabe, venhamos a entender...
E um dia, talvez conseguiremos reconhecer um no outro, alguma razão.
Porque a ferida aberta ainda sangra e agora, estamos acuados e com medo.
Quem sabe, percebamos...
O mal que fizemos e o quanto nos ferimos para fazer valer, nossas verdades.
Falsas verdades que foram nossas bandeiras, cravadas a fundo no nosso amor próprio.
Quem sabe, iremos refletir...
E ver que afinal, somos apenas pessoas que possuem sentimentos.
Que assim como qualquer humano, nos abalamos, sentimos, sofremos e amamos.
Quem sabe, um dia...
Nos encontremos em um momento ou em uma rua qualquer.
Iremos tentar sorrir, fingindo que as mágoas já passaram?
Quem sabe, fique claro...
Que apenas estejamos fazendo parecer ser,
Mas um dia será, sei que sim, só precisamos mesmo, de tempo.
Quem sabe, o perdão chegue...
E venha junto com o entendimento, mas agora, ainda não conseguiremos.
Tudo ainda está recente, latente e marcou demais.
Quem sabe, sejamos felizes...
Afinal, sempre perseguimos a felicidade, não é mesmo?
Mas se não for agora, pode acreditar, nossos corações irão abrandar essa dor.
Quem sabe, voltaremos a amar...
Hoje, parece ser impossível, mas o amanhã irá dizer.
Ainda temos muito a entregar e talvez, depois, reencontraremos a paz.
CHORAM OS CÉUS.
Céu cinzento, chuva fina, tarde fria ...
Uma nostálgica névoa, turva minha visão.
Molham os olhos as mágoas,
Que inundam o meu coração.
Apenas restou a tristeza, herança da despedida...
Apenas se viu um aceno. Nas mãos, o sinal da partida.
Restou somente o vazio, na alma de quem ficou.
Assim como as marcas do tempo, que a saudade gravou.
Na velha estação suburbana, sumiram da vista os vagões,
Assim como no peito, findaram as ilusões.
Talvez chorassem os céus, testemunhando a dor,
De quem morria por dentro, vendo partir seu amor.
Os sonhos que foram desfeitos, jamais sairão da memória.
Os dias de felicidade, escreverão nossa história.
Na parede fica uma imagem, retrato de uma paixão...
Que um dia me disse adeus... Deixando-me na solidão.
