Tarde
PORTO DAS ILUSÕES
Ontem a menina aportou
Para olhar fim de tarde velejante
Despejar seu jeito depois
Jazer junto ao lajeado cais.
(igualzinho a um poema)
E por um momento
A menina desconfiou
Que a vida desmanchava-se ali.
Logo depois
Já em face a face da noite
A menina descobriu seu coração em atalhos
Porque os sonhos primeiros tinham partido
Lépidos
Numa estranha sombra de mar
Todinha estampada de estrelas,
Lua, brancas areias, azaleias
(igualzinho a um poema)
Em seguida
A menina ensaiou um gesto qualquer de tristeza
Ensaiou; mas saiu apenas
Um gesto qualquer de alegria
Simples sorriso de outono
Bem mais tarde
A manhã veio naufragar brejeira nos olhos da menina
Naquelas poucas águas paradas
De tanta partida e fantasia
A beleza e intensidade da vida
A tarde estupidamente quente.
Anuncia tempo de escassez de chuva.
Muita ventania, sua força racha
as folhas das árvores que se movem
De lado a lado
Uma revoada de pássaros risca os céus de nuvens
Firmes, colocação alvicerúleo,
Enfim, folhas secas se desgarram das árvores frondosas
Em meio ao firmamento três árvores
Se destacam
Em tempo de primavera
Uma, de folhas totalmente
Secas ao meio de duas outras esverdeadas
Assim, simplesmente, uma árvore se destaca
Sem ao menos uma folha verde
O contraste é inevitável
Mas o homem não percebe a riqueza da natureza, as pessoas passam e nem se dão conta da grandeza que Deus coloca na nossa frente
Talvez, para testar sutilmente, o nosso interesse pelo meio ambiente
Fenômeno da natureza encanta com seu talento inconfundível
E colore a magnitude do Iracema
Calmo e sereno que apenas se ouve
Ao longe o chilrear da passarada
Ou do galo que entoa o seu estridente cantar da tarde
Para quebrar o silêncio vespertino dominical
Além, é claro, do cacarejar das galinhas que mudam o ambiente
Da urbe para nos lembrar da mansidão do meio rural
E assim, o lirismo impregna no nosso tenro coração
Que rasga os seus ventrículos
Para jorrar o sangue da liberdade
E da proeza que a vida nos propõe
Com o misto de belo, talento, um espetáculo
Que a sabedoria divina nos concede para continuar espalhando
Os estilhaços incandescentes da arte da expressão singela do amor
A derramar o néctar do poeta homiziado no casulo, latente e enigmático
E viva a vida, com intensidade, pois a imprevisibilidade do amanhã nos convida a vivermos o agora, desfrutando-se de cada segundo, eis que a incógnita do futuro é força motriz para vivermos, sem economia, o agora!
E viva o espetáculo da vida...
Era inevitável. Mais cedo ou mais tarde, o metal dentro dele se manifestaria e esmagaria o que estivesse em seu caminho.
Naquela tarde de encanto, a luz laranja e lils parecia envolver docemente
tudo o que esteve protegido e incorrompido pela crueza da rotina sem poesia
Sons de seda, de canções ao longe vieram homenagear este encontro inusitado
Há tanto tempo a(guardado)
Na vida o amor é como uma grande partida de Poker, onde mais cedo ou mais tarde você terá de apostar todas as suas fichas em uma única mão. Se ganhar você deu sorte grande. Se perder terá que vender o fígado e o coração para comprar mais fichas
Aprendam a dizer não, antes que seja tarde demais. Para não criar vínculos emocionais e afetivos, pois um relacionamento que não começou no amor, certamente irá terminar na frieza do descaso e da desprezo.
Não é só café, é inspiração...De manhã reflexão... A tarde caminho, e a noite conclusão. Com amigos conversação...
Cinco e quinze da tarde,
um cacho de uvas, queijos, alguns croissants e um vinho seco a mesa,
nadando e enriquecendo o mar como uma bela sereia lá estava você.
Ontem você voltou, e disse que me amava, porque percebeu isso tão tarde, apenas quando me perdeu?
Eu era sua por completo, eu te amava tanto,mas não era recíproco. E cada vez que você vacilava e eu te perdoava, você me amava mais e eu te amava menos. Agora você realmente me ama e eu nem sei mais o que sinto.
Ass:Gc
FLORES DE ALGODÃO
Era uma tarde primaveril
De um lindo céu anil
O dia parecia perfeito
Para declarar meu amor.
A brisa suave do campo
Balançava suavemente
As delicadas flores de algodão
Polvilhando o ar de magia.
Aquele clima propício
Batizava o momento
A felicidade pulsava
Fazendo euforia no peito.
E ali sentado a margem
do manso riacho
como combinado,
te aguardava.
O tempo parecia voar
ansiava sua chegada...
O buquê de flores de algodão
Murcharam com horas.
Coração em desespero
Sentia a dor da ausência
Avisava meu infeliz destino
Olhos marejados já sentia.
Rasgando a alma
Diluindo um sonho
E o dia se fez noite
Você não apareceu.
Somente as lágrimas
E a noite enluarada
Me fizeram companhia
No fatídico momento.
E as flores de algodão
Uma a uma o riacho levou
Levando embora a felicidade
E meu sonho de amor
Quando estamos decididos a fazer o bem aos outros, mais cedo ou mais tarde vai aparecer alguém e nos dará de presente a felicidade que o bem que oferecemos ajudou a construir. Atitudes assim fazem aumentar ainda mais o amor de Deus por nós, e nem vamos sentir a preocupação com quem tenta nos desrespeitar e nos trata mal, porque Deus cuida disso pra nós! (Nelson Locatelli, escritor)
A crítica sobrevive apenas porque há um bando de teimosos que dormem tarde, tentando colocar sua identidade no mundo, e os que acordam cedo, esses são os que sobrevive.
Outono na janela
Não é qualquer tarde de outono
Café na varanda e o sol raiando
É o caminho da primavera
Folhas enfileiradas no quintal dançando
O som me aqueceu dizendo:
Deixe ir é outono só importa a raíz
No inverno se esconda
Que a primavera passa na ponta do seu nariz
Faça de cada inverno
A oportunidade de ser cobertor
Faça de cada outono
A oportunidade de ser flor
Porque a estação muda
E muda quieta floresce
É de costa para escuridão e
de frente para luz
Que o girassol cresce
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 26/04/2022 às 14:30 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
A tarde chuvosa e cinza trouxe a umidade bem-vinda da lagoa. As plantas revestiram-se de um fabuloso verde e os pássaros não cabiam em si diante da felicidade de ver a vida renascer na campina. É a vida e a natureza se reinventando a cada estação. Sejamos assim também!
Terça de tarde
O tempo passa e eu com ela
Não quero que nunca passe
Minha brisa é o rosto dela
Pensamentos...
Reflexão de uma tarde chuvosa!
Palavras ao vento são jogadas fora como folhas de árvores caindo no inverno, sem sentimento sem provas e sem base para ficar. Provas concretas e sonhos, desejos e conquistas, puras e sérias, quem pode garantir ou quem pode materializar aquilo que se sente?
