Talvez
Tão confuso
Tudo que se refere a mim sempre me parece insuficiente, sendo talvez até um pensamento egoísta de alguém tão egocêntrico ou uma fragilidade do personagem, pois quando se carrega uma exaustão silenciosa por trás dessa máscara de uma pessoa fria, isso também traz outras coisas consigo, como um cansaço que até a melhor noite de sono não resolve, com os medos que nunca disse em voz alta, e até as dores que você não tem tempo para sentir, criando os piores cenários possíveis por pensar de mais na dúvida de entregar tudo de si sem garantia de retorno, gerando uma ansiedade desnecessária, que faz você duvidar se realmente vale a pena, mas apesar de tudo isso, eu ainda me amo em silêncio, e mesmo que eu seja invisível e isso seja algo insuportável, eu ainda me vejo, pois sei que é necessário se reconhecer ainda luto por mim, e mesmo que eu tivesse outra escolha ou um caminho mais fácil ainda faria o mesmo, pois ainda sei que tenho um propósito maior, que assim seja.
Falei que não iria me apaixonar, mas aqui estou sentindo essa sensação outra vez.
Talvez eu podesse ignorar, mas é difícil fazer isso.
Mas eu quero ter certeza do que eu sinto.
E mesmo se for real tenho que arrumar minha mente, não quero tê magoar caso você sentir o mesmo.
Talvez seja dom.
Eu não vejo as pessoas como os outros veem.
Não fico só no que elas dizem. Eu enxergo o que elas escondem.
E talvez isso pareça bonito de longe… mas de perto, cansa.
Às vezes, quando olho nos olhos de alguém, sinto coisas que nem a pessoa sabe que sente.
É como se a alma dela se entregasse pra mim, sem eu pedir.
Eu absorvo. Eu acolho. Mas isso tem um preço.
Já me disseram que eu tenho mãos que curam, que sou calma, que sou doce.
Mas quem realmente me conhece sabe que a minha calma vem depois da guerra.
E que minha doçura tem espinhos porque nem tudo que é verdadeiro é suave.
Eu não sei me dar pela metade.
E por isso mesmo, às vezes, fico esgotada.
Dou tudo quando sinto que posso… mas não faço isso por impulso.
Eu escolho com cuidado quem permito entrar
porque sei que quem me recebe, nunca mais volta a ser o mesmo.
E, sinceramente, eu também não.
Tem dias em que sinto que carrego uma água muito antiga dentro de mim.
Como se tivesse nascido com um véu entre os olhos, uma camada invisível entre mim e o mundo.
Tudo me atravessa. Tudo me atinge.
O que é leve pra outros, às vezes me afunda.
E eu escuto… até o que não é dito.
As palavras chegam até mim no silêncio, do mesmo jeito que a gente ouve a chuva quando tá distraída (eu amo fazer isso)
Natural. Dolorido. Lindo. Mas constante.
Não sei se isso é dom ou cruz.
Na maior parte do tempo, acho que é os dois.
Porque ver demais… é viver sabendo o que os outros ainda estão tentando esconder de si mesmos.
E mesmo assim, mesmo sentindo tudo o que sinto,
ainda me dizem que sou forte.
E eu fico calada. Porque talvez seja verdade.
Mas também porque ninguém entende o cansaço de ser espelho.
P.S: Se eu toquei tua alma, não foi sem querer.
"Se me despisse da minha alma em versos, talvez você entendesse que tudo o que escrevo é para você."
Fabricía de Souza
Talvez o preço mais alto pelo analfabetismo digital seja a dificuldade de perceber que o acesso às notícias frescas deixou de ser direito universal, para se tornar privilégio dos que investigam.
Talvez seja melhor dar um tempo na carreira literária do que sentir que minha alma se recusa a encerrar.
A Mulher Que Se Refaz Sozinha
por Diane Leite
Talvez a gente nunca saiba.
Porque pra saber, teria que sentar. Olhar no olho. Aguentar o espelho.
E nem todo mundo aguenta se ver refletido numa mulher inteira.
Numa mulher que sente, que fala, que explode e não se esconde.
Porque mulher inteira assusta.
Dá trabalho.
Desmonta os outros.
O que destrói uma mulher não é a dor.
É a repetição.
É a indiferença.
É a tentativa de calar quem nasceu pra dizer.
De diminuir quem nasceu pra expandir.
De conter uma alma que sempre foi grande demais pra caber no pouco que oferecem.
Mas o que mais assusta...
Não é ver uma mulher quebrada.
É ver ela voltando.
Mais forte. Mais lúcida. Mais dela.
Uma mulher que se refaz com os próprios cacos, sem pedir ajuda.
Sem plateia.
Só com coragem.
Uma das coisas mais fodas que eu fiz na vida foi me olhar.
Despedaçada.
Sozinha.
Com sangue na boca e lágrima no queixo.
E mesmo assim, não menti pra mim.
E sabe o que aconteceu?
Deu certo.
Porque eu me conheci.
E quem se conhece...
não se abandona nunca mais.
Eu não sei o que me espera. Só sei que Deus já está lá, onde eu ainda nem cheguei. Talvez o que venha não seja o que pedi em silêncio, mas será o necessário. Entreguei tudo a Deus. As vontades, as pressas, as urgências que construí como escudos, e todas as certezas que forcei até virarem fardos. Deus não se atrasa, Ele só espera a gente cansar de fingir que dá conta sozinho. Tem algo incrível acontecendo mesmo quando não compreendemos. Não sei se é resposta, milagre ou recomeço, talvez tudo junto. Mas sigo com uma esperança bonita, uma fé quieta de quem sabe que o tempo de Deus faz tudo acontecer no momento certo. Nenhum milagre chega antes da hora. Há portas que já começaram a ranger nas dobradiças e, quando Deus decide girar a maçaneta, não há nada que impeça o novo de chegar. Há bênçãos atravessando distâncias que nem saberia explicar, e há algo dentro de mim que reconhece: Deus está prestes a fazer algo lindo, e mesmo sem compreender os contornos do que virá, permaneço aqui: de alma aberta e vontade de agradecer por antecipação. Porque fé, às vezes, é isso: uma espera de mãos dadas com o que ainda nem chegou, mas já tem gosto de recomeço.
Daqui 10 anos, se eu te reencontrar…
você vai abrir aquele sorriso.
Talvez genuíno ou talvez por educação.
Aquele sorriso que é seu detalhe mais notável.
Aquele sorriso que sempre vinha antes de qualquer palavra, e que me desmontava por inteira.
Você vai ser simpático. Gentil.
Do mesmo jeito de sempre.
E eu vou sorrir de volta.
Talvez um pouco sem jeito.
Talvez fingindo que esqueci tudo o que vivemos aos 20 anos.
É bem possível que a gente se encontre em outra cidade,
em outra versão de nós.
Você talvez esteja com alguém.
Eu certamente também.
Com uma família que você não pôde me dar.
A conversa vai ser leve, e até superficial.
Você vai perguntar se estou bem e eu direi que sim.
Perguntarei a mesma coisa e você também dirá a mesma coisa.
Talvez falaremos sobre o trabalho, o clima, o lugar.
Sobre qualquer coisa, menos de nós.
As perguntas que eu gostaria de fazer não serão feitas.
"Você lembra de mim às vezes?
Você também se pergunta como teria sido? Você sabe o quanto eu era apaixonada por você?
O que você sentiu quando me viu agora?"
Não. Essas talvez eu nunca vá fazer.
E então vai haver um silêncio.
Como se o assunto tivesse acabado, como se estivéssemos medindo as palavras.
O tipo de silêncio que só acontece entre duas pessoas que têm muita coisa pra dizer no fim das contas.
Você vai olhar em volta, como quem procura uma desculpa pra encerrar.
Eu vou ajeitar o cabelo, a alça da bolsa no ombro ou até mesmo a minha aliança, só pra fazer algo com as mãos que certamente estarão ansiosas.
Talvez você diga que precisa ir.
Talvez eu diga que preciso voltar.
Nenhum de nós querendo realmente sair dali,
mas os dois sabendo que ficar também não mudaria nada.
E lentamente nos afastaremos,
provavelmente com um “foi bom te ver” e um sorriso ensaiado.
Você irá voltar pro seu apartamento,
que fica próximo ao trabalho que você sempre quis.
Eu irei voltar pra casa,
começar a preparar o jantar das crianças e do marido.
E quando todos estiverem dormindo (menos nós),
talvez a gente pense no nosso encontro de mais cedo.
E se por dentro esse pensamento me bagunçar de novo, ninguém vai saber. Principalmente você.
Esse será um segredo que levarei comigo.
Afinal, algumas histórias não conseguem apagar as marcas que deixaram.
A vida só cresce em volta delas.
Estaremos unidos até que a morte nos separe, ou talvez nem nela, ou talvez só até aparecer alguém melhor e cada um ir para o seu lado, ou não. Podemos até continuar juntos.
Talvez eu parasse de tomar comprimidos se eles viessem com a garantia de que a saudade evapora, em vez de decantar no fundo da garganta.
As vezes, só as vezes, talvez eu não queira mais parecer tão forte, gostaria de poder apenas sentar e desabafar, chorar no ombro de alguém que me traga conforto e me sentir compreendido mesmo que eu mesmo não me compreenda.
O amor, talvez, não passe de uma ilusão cuidadosamente construída pelo nosso cérebro — uma fantasia tão envolvente que nos faz acreditar que é eterna. Na verdade, é como um sonho do qual não sabemos quando vamos acordar, mas temos a estranha certeza de que, cedo ou tarde, ele vai chegar ao fim. E ainda assim, mesmo sabendo disso, insistimos em vivê-lo, porque é nesse intervalo de ilusão que encontramos algum sentido.
Num instante pode ser eu, no próximo, talvez você; é um encontro de olhares. O caminho para o equilíbrio humano começa com o fio da empatia.
Não penso em ser tudo, mas não queria ser apenas suficiente, não quero ser talvez, quero ser certeza.
Sê minha, e eu não te mostrarei incerteza, sem ofensa, mas és para mim uma princesa de realeza.
De ti, quero teus sonhos, teus sentimentos, e teus olhos, mais importante continuar escrever para ti.
Eu dormi, não com vontade de acordar amanhã, com vontade de te ter amanhã, fiquei sem o medo de chorar, pois eu sei que tu irias me abraçar.
Depois de ti, poesia ficou sem graça, eu usava para me esconder, mas falar contigo me faz entreter e entender que falar com quem fala, eh mais simples do que escrever.
Maia/Troubled
Pro meu futuro
Tão obscuro quando o fundo do poço
escuro
Talvez eu pense em amor
Ou em favor da dor
Me apaixonar pelo esplendor
O que eu espero ou me apego
Fica martelando como se fosse um prego
Mais no final
A única coisa que eu espero
Do poço escuro
E em fim chegar até o fundo
Hoje eu acordei e não vi o seu sorriso.
Você estava como um anjo dormindo e talvez sonhando com o paraíso.
Quem sabe quando a tarde eu chegar. Você vai estar no portão a me esperar.
Com os braços aberto e um sorriso lindo e seus lábios o meu beijo a desejar.
"Cuide de si com a dedicação que talvez nunca tenha recebido. Ame-se com a profundidade que um dia sonhou ser amada. Toda transformação verdadeira começa dentro de você."
Talvez a vida seja um enigma sem resposta, e o sentido não esteja nas perguntas que fazemos, mas nas estradas que escolhemos. Cada escolha é um universo que deixamos de viver, e cada passo é uma invenção do destino, como se fôssemos autores de um livro que nunca lemos até o fim.
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