Talvez
Talvez a verdade seja uma questão de ponto de vista e a mentira um ser mutável que igual à larva da borboleta com o tempo torna-se aceitável, ficando a critério de cada um escolher a sua verdade... A mais agradável!
Se eu não pensasse demais talvez seria melhor
Que quanto mais distante eu fico eu vejo um mundo menor.
Talvez você não entenderia todos os motivos pelos quais não estou bem, então é mais fácil dizer que estou...
Talvez devamos ser gratos pelo tempo que passamos juntos, e parar de se apegar ao que poderia ter sido.
Eu somos tristes. Não me engano, digo bem. Ou talvez: nós sou triste? Porque dentro de mim não sou sozinho. Sou muitos. E esses todos disputam minha única vida.
Talvez por ingratidão, ou por falta de atenção, ou por teimosia mesmo... deixamos de ver quantas pessoas especiais nos cercam a cada momento, e se soubermos aproveitá-las, curti-las e nos doar um pouco, e de forma recíproca o mesmo acontecer, saberemos que a nossa bagagem para a vida será de uma riqueza inestimável, porque a felicidade está nas pequenas coisas que se tornam grande através de nossos atos, da nossa compreensão, do nosso afeto, da nossa disposição em ser feliz, e fazer as pessoas felizes.
Coisas grandes e pequenas não seguem as mesmas leis. Talvez nada possa mudar em larga escala… Mas em pequena. Nós mudamos um grão de areia. E, com ele, o mundo inteiro.
O Deus do Antigo Testamento é talvez o personagem mais desagradável da ficção: ciumento, e com orgulho; controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue; perseguidor misógino, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, malévolo.
Talvez seja mais como o que você falou antes, rachaduras em todos nós. Como se cada um tivesse começado como um navio inteiramente à prova d’água. Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. Quando começa a chover dentro do Osprey, ele nunca vai voltar a ser o que era. Mas ainda há um tempo entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós nos rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros, porque vemos além de nós mesmos, através de nossas rachaduras, e vemos dentro dos outros através das rachaduras deles. Quando foi que nos olhamos cara a cara? Não até que você tivesse visto através das minhas rachaduras, e eu, das suas. Antes disso, estávamos apenas observando a ideia que fazíamos um do outro, tipo olhando para sua persiana sem nunca enxergar o quarto lá dentro. Mas, uma vez que o navio se racha, a luz consegue entrar. E a luz consegue sai.
(Quentin Jacobsen - Cidades de Papel)
Hoje lembrei de você...
Talvez por ter olhado para o ceú e ter visto as estrelas, não por serem paracidos com o brilho dos seu olhar e sim por estarem tão distantes de mim..
- Ela parece distante... talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem? '
A atitude mais imatura de uma pessoa é talvez tentar alimentar expectativa em outra que está totalmente neutra em uma situação...
Me perdi no que era pra ser eu e acabei me tornando esse talvez. Pequeno por fora, enorme por dentro. Uma imensa tentativa de ser algo quando nunca aprendi a mudar.
