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Poema gospel: Inabalável Palavra
Em tempestades da vida, onde o céu se desfaz,
Guardião da minha alma, meu ancoradouro é a paz.
Posso perder tesouros, riquezas terrenas se vão,
Mas que não se apague, Senhor, Tua luz em meu coração.
Nas agruras da jornada, quando a dor me envolver,
Refúgio encontro na Tua palavra, a me socorrer.
Perdendo o mundo, ganho a eternidade a brilhar,
No eco divino, encontro força para enfrentar.
Se as lágrimas descerem como chuva sem cessar,
No consolo da Tua promessa, encontro o aliviar.
Que a palavra sagrada seja meu escudo forte,
Em qualquer batalha, proteção que a alma suporte.
A fortuna pode desaparecer como areia ao vento,
Mas Tua palavra, Senhor, é alicerce, é fundamento.
Permita-me, no deserto da vida, encontrar a direção,
Posso perder tudo, mas que não seja Tua palavra, Senhor, minha canção.
No despojar da existência, que ela permaneça,
A rocha firme, a luz que o caminho endereça.
Permita-me, mesmo na perda, encontrar vitória,
Em Tua palavra, Senhor, reside a verdadeira glória.
Que amor estamos procurando?
Um amor que passamos incontáveis horas à procura?
Um amor de rolar perfis quentes, mas que no final passemos noites frias sozinhos?
Um amor incerto, ilusório e que nem sabemos se há chance de triunfar?
Estamos em uma procura incessante por amar pessoas, mas não amamos a nós mesmos.
Amamos perfis atraentes na Internet, amamos corpos perfeitos.
Amamos tudo e ao mesmíssimo tempo não amamos nada.
Amamos fingir nutrir o que não pode ser saciado pela superficialidade que consumimos como válvula de escape.
Não é o ambiente ou as pessoas que andamos que define nosso caráter, Adão andava com Deus em um lindo jardim e mesmo assim vacilou. Você é o que você é, podendo esconder por um período de tempo. Mas suas ações revelará o que tem no seu íntimo.
E a frase motivacional de hoje é…
Mova-se, levante-se! Dê seus pulos, não adianta ficar esperando dos outros, aquilo que só você pode fazer.
Eu não sabia por onde começar, tentei de todos os lados e mais uma vez notei que precisava começar por mim.
Começar me escolhendo.
Começar me amando.
Começar priorizando minha paz.
E quando menos percebi; lá estava eu, sorrindo como antes, florescendo e vivendo a melhor fase da minha vida.
Perdão!
Ah, o perdão.
Perdoar é necessário.
Perdoar é preciso.
Perdoar é mágico.
Perdoar é liberdade e libertador.
Antes de tudo, pratique o auto perdão.
Perdoe-se a se próprio em primeiro lugar.
Pérolas.
Você sabia que para se formar as pérolas, as ostras passam por um processo de sofrimento, dor e incômodo.?
E se eu te perguntasse quais as suas pérolas, você teria muitas para me apresentar.? Se sim, ótimo.
Isso significa que você resistiu ao processo e cada pérola da sua coleção, revela como você é um vencedor.
Você é bem maior que esse momento que está passando, resista um pouco mais. Lembre-se, tem pérolas sendo geradas neste ambiente de dor.
Dê-me uma razão para lutar pelo mundo,
Se por entre a iniquidade não existe um ideal.
Em seus olhos, o vejo moribundo.
Esperança é uma meta irreal.
Dê-me uma razão para ver o dia passar;
A dor e a tristeza simplesmente não vão embora
Desculpas não podem disfarçar
As cicatrizes que vão ficar...
Por que em minha existência devo continuar?
Dê-me uma razão para acender as luzes,
A escuridão me cerca dia e noite,
Exacerbe minha existência de regozijo em solidão,
Onde o silêncio soa como açoite
E a paz alteia como sublime galardão.
Dê-me uma razão para ficar aqui e tentar.
Por que não posso, como a águia, para longe voar?
Memórias vão se apagar, a cada dia se afastar;
Esperanças e sonhos não realizados,
Eu gostaria de poder partir...
Minha ausência é tão despercebida
Que ninguém sequer vai sentir.
Dê-me uma razão que justifique minha existência,
No arcabouço da razão,
Emoções evadem entre os vãos;
A morte no interior é velada pela aparência;
O tempo escorre pelas minhas mãos,
Transtornado ante o mundo absorto em insolência...
Assim como a foice não é talhada pela flor,
Você desperdiça seu tempo com quem te adverse,
Acoimado por uma febre de rancor,
Além de sua estreita visão, a realidade desaparece
Como a razão perante o amor...
Consegue ver seus dias arruinados pela escuridão?
Concebido sobre a solidão que exorta,
Preso em um mundo de isolação
Enquanto a verdade bate à sua porta.
Minha solidão não pode ser roubada
Sem que me ofertem verdadeira companhia.
Parado num momento de ensimesmo,
Não sei se o medo é de nunca mais sentir igual
Ou de voltar a sentir o mesmo.
Dê-me uma razão
Para isso então justificar:
O que te impede de soltar
O peso que não te deixa voar?
Sorria!
Viva a alegria,
E acentue com euforia.
Faça da vida uma poesia
Que ressoe com melodia.
Orquestre com harmonia
E edifique com mestria.
Diga em voz alta
Do que gostaria,
Mas diga sem falta
E com muita empatia.
As luzes da ribalta
Lhe concedem autoria,
Você é o nauta
Que governa a maresia!
Não se curve à esta malta,
Vamos juntos à utopia!
Tudo começa
Com festa e alegria.
Sem muita pressa,
Com paz e harmonia.
O desenvolver
Exige mais atenção:
Da alegria ao sofrer,
Da harmonia à tentação.
Grandes batalhas vão acontecer,
Mas vitórias também virão.
Tudo o que acontece
É passageiro.
O que parece,
É rasteiro.
O que desconhece,
É forasteiro.
Tudo termina
Num último suspiro.
O que abomina,
Ao outro se ensina
Que tudo não passava
De uma mera rima.
Um poeta é como um pássaro
Que se abstém na escuridão
E canta para se confortar
De sua própria solidão.
Seus ouvintes contemplam seu gorjeio:
Singular melodia de uma invisível canção.
Se sentem comovidos de coração cheio,
Ainda que não saibam o motivo e razão.
Insatisfeitos com sua liberdade,
Enjaulam sua virtude.
Ególatras detentores da verdade,
Juízes levianos de absoluta piedade.
Não sabem que o canto da ave
É seu aprumo de criticidade?
Engaiolado não possui identidade,
E agora suas notas não têm mais sonoridade.
Por isso te peço e te imploro
Que deixe os pássaros com cânticos livres.
Deixe-os cantar em sua feliz retidão.
Deixe-os partilhar da liberdade com os outros.
Prosperarem para além da medíocre escravidão.
Apreciem seu regorjeio de cativante galardão.
O nordeste brasileiro
é a mais linda região
do estribo do vaqueiro
do roçado e do peão
da batida do pandeiro
do fole do sanfoneiro
do xaxado e do baião.
No curral chega o peão
tira o leite pra vender
vai irrigar a plantação
pra ter direito a colher
e quem vive no sertão
roga a Deus em oração
e agradece por viver.
QUANDO OS VERSOS CERTIFICAM O PASSADO
Quando os versos certificam o passado
De quanto interessante e o quão infinito
E de boa sensação, foi cada bom escrito
Saciado, o cântico, assim, foi arrebatado
Sempre no mais amoroso mais cuidado
Tudo que prosaria, no amor foi contrito
Com verso cheios de significado bonito
Cantado com emoção e apreço ao lado
O prazer que concebia cada pensamento
Na estrofe mais significação era a poesia
Derramando da inspiração feliz momento
Que afável rimar cheio de doce fantasia
Pincelando acontecimento e sentimento
De encantado instante e poética valeria!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
07 agosto 2024, 10’04” – cerrado goiano
Poesia é arte, da qual não se usa
tinta em tela, mas sim, sentimentos.
Pode ser facilmente encontrada entre o caos e a paixão.
-Mika Uniqua
Copas
As árvores tremem
As folhas se soltam
Os galhos me agarram
Raízes se enroscam
Os frutos me chupam
Resinas escorrem
E olores se espalham
Perfumam os altos...
Cada um no seu meio
sem desfeita ou restrição
sem pular o muro alheio
pra vender opinião
mas eu falo sem receio
que a cidade é pra passeio
e pra viver é no sertão.
Já dizia Vinícius de Moraes em seu soneto: "que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure", e eu acrescento ao final, pensando em você, com as palavras "e que dure para sempre", porque honestamente, quero uma vida inteira ao seu lado e que a mesma, dure para sempre...
Um dia, fomos introduzidos no universo. Éramos crianças, juventude, brincadeiras; o amanhã? Nada importava. Outro dia, éramos adolescentes, falhas, erros, caimos, levantamos... éramos adultos, responsabilidades, erros, falhas; aprendemos, nos reerguemos. Outrora, éramos idosos, memórias, histórias, saudades. Um dia, deixamos de existir nessa curta linha do tempo. Mas um dia, simplesmente fomos alguém.
NORDESTINA!
Toda nordestina tem
um sorriso encantador
a esperança vai além
das cicatrizes da dor
e sua força de onde vem?
vem das bençãos do Senhor.
NESSES VERSOS
Nesses versos em que cá nos encontramos
Sensações, os encantos e a poética poesia
Versejam o amor tão imbuídos de chamos
Num pulsar do soneto com vibrante magia
Assim, nesta prosa, o sentimento trocamos
Composição da mais contente duma alegria
Talvez porque no destino a paixão achamos
Certos de achar, assim, a nossa alma sentia
Nessa expressão em que a afinidade é arte
Parte minha em uma sedução, veio beijar-te
Com tanto ardor, emoção, em cadências tais
Que o tom ficou prolixo, em um gozo infindo
No sagrado que te dou num ofertório lindo
Emparelhando o terno poetar cada vez mais.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03/09/2024, 20’50” – Araguari, MG
VERSOS CONTENTES
Eu cantarei o estado da satisfação
por uns termos plenos e jubilosos
que deixem aos tristes invejosos
a suspirarem o que lhes não são
Exaltarei a totalidade da emoção
exalando sentidos tão amorosos
e ao coração ritmos cadenciosos
num cântico de amor e sensação
Realizações, saudades, enredos
aquele sussurro d’alma contente
comigo hão de cortar os medos
Então, sentir o prazer que sente
naqueles momentos tão ledos...
fazendo as rimas mais contentes.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14/09/2024, 13’18” – cerrado goiano
Ouvi da sua boca que não queria
que eu ficasse um minuto do seu lado
eu sofri, eu chorei fiquei calado
e só o pranto do meu peito que eu ouvia
e nas batidas ofegantes me dizia
que nem todo sentimento vale a pena
uma história que nasceu pra ser pequena
a raiz não terá sustentação
no jardim não merece ser plantada
pois não cresce uma flor sendo adubada
pelas águas de uma chuva de verão.
Quando estou angustiada, infeliz ou com medo é para a poesia que eu peço abrigo, como criança assustada que corre para o colo da mãe pra chorar. É nela que busco a segurança que preciso para arrancar os sentimentos um a um, como se fossem espinho cravado no peito e transformar toda a minha dor em palavras, reconciliando-me com a paz, o equilíbrio e a leveza que a vida pede.
Após tudo, o que sobrou daquele que fui? Apenas uma sombra sem reflexo, um poeta com poucos versos, agora esquecido por aquela que um dia amei tão profundamente."
