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Que os nossos pensamentos contaminados sejam sempre libertados e acolhidos pelo amor transformando-se em memórias positivas.
Uma coisa é o que somos outra é o que temos.
Será melhor sermos ou termos?
O ser primeiro e o ter depois.
Não temos de ter sem ser mas sim ser para termos.
Enquanto alguns escolhem o seu lado neste cabo de guerra político, o povo rói a corda pra não morrer de fome.
A imprensa, os políticos e formadores de opinião usam e abusam da cultura do medo contando com nossa disponibilidade heurística porque eles sabem que o medo comove mais facilmente do que o amor e outros sentimentos.
A verdade liberta e por isso há de se contemplar a verdade na vida, afinal a mentira atrapalha o crescimento e cria desconfiança nos outros e uma falsa imagem de nós mesmos, por isso seja verdadeiro sempre!
QUEM SOU EU?
Eu olho e não consigo me ver,
eu vejo e não consigo me olhar,
porque o que sou não é o que mostro ser,
não é o que quero que os façam acreditar.
Eu digo o que me dizem,
sem querer entender,
o que resolvo divulgar, apenas pelo prazer
de poder impressionar.
Eu acredito no que me fazem acreditar,
mesmo sem duvidar,
pois o que importa questionar,
se o que eu quero apenas é participar?
Eu absorvo as verdades que chegam,
por meio da minha tela ocular,
pois ela é a janela do mundo,
que me faz enxergar.
Afinal, quem eu sou?
Sou o o homem digital do mundo moderno,
que se apresenta na formal idealizada,
formatada dentro uma realidade fragmentada,
onde nem mesmo eu sei quem sou.
O revolucionário de verdade
é aquele que faz de sua vida
um caminho de luta,
onde suas ações estão pautadas
na satisfação de seus desejos,
os quais estão restritos,
à satisfação dos desejos de todos.
Onde o "Eu" inexiste,
diante da necessidade do todo.
Qual a importância existente
numa imagem que construo
na mera necessidade de mostrar
o que não sou?
Se o meu espelho mostra o que eu realmente sou,
se a verdade falseada não consegue
transformar-me, de verdade, no que não sou
e eu nunca serei o que digo que sou.
A psicogênese da pandemia
Aconteceu da noite para o dia
nos pegou de surpresa
estávamos despreparados
tivemos que nos adaptar
com desgastes a suportar.
O isolamento social
que a pandemia nos impôs
foi a forma compulsória
que ela propôs
de recompormos valores esquecidos
e repensarmos as nossas atuais
concepções de valores vitais.
Tivemos que passar a questionar:
O que verdadeiramente importa?
qual o valor de dançar, de amar, de se importar?
Hoje estamos diferentes
dizem que nunca mais
seremos iguais,
mas como não ser desiguais?
Não é preciso a pandemia
para termos essa certeza,
pois somos de uma espécie
que tem a incerteza dia a dia
do que é ser.
A verdade seja dita
não vai ser essa maldita
que vai fazer as almas precitas
mudar a forma de ver a vida.
Acomedido é aquele
que utiliza da dúvida
para obter a verdade,
pois ao partir da negaçao
do que lhe foi apresentado
oportuniza o confronto
de possibilidades que
o conduz a negar ou confirmar
o que foi duvidado.
Quando mostro uma felicidade que não vivo
torno mais dura a realidade que nego reconhecer,
pois até posso ser sagaz ao enganar a quem me escuta,
mas incapaz de mudar a verdade que se apresenta do meu ser.
