Tag universo
A mitologia e a religião [...] fazem o papel de oferecer aos homens respostas sobre o universo e todas as coisas, com o objetivo de amenizar o sofrimento causado pelas incógnitas existenciais e pelas forças tempestuosas da natureza.
No contexto do universo somos menos que um grão de areia. Se a vida de qualquer animal não tiver valor, a nossa será igual.
Entropia
Ordem perfeita instalada pós caos,
O amor não concordou.
Ele não gosta de calmaria,
Incitou sua alma contra minha.
No ermo do universo,
Entre o início e o término.
Como que telepatia,
Pensou em mim às 2:02,
Madrugada daquele dia.
Oque será que sentia, nostalgia?
Do momento juntos, perfeita simetria.
Na lounge dos mundos a ti olhar,
Sem direção e lugar.
Levado a todas as direções,
De carona emoções.
Teu olhar fitou em mim,
Nem quisesse podia fugir.
Em você é poesia,
Eu com você maestria,
Sua alma e a minha.
Nossa canção,
Uma bela canção, a canção.
Harmonia.
A canção e a melodia.
Separados entropia.
universo multiverso de um diabo qualquer +18
ola senhor como estas ?
me pergunta um homem muito bem vestido com um terno preto e bem passado !
- eu pergunto nos já nos conhecemos ?
ele disse, não mais já o vi algumas vezes por aqui !
a sim vou bem só um pouco cansado e estresado como sempre,
e o que você quer comigo ?
e olha nao venha me encher o saco tive um dia cansativo, não ando muito bem ultimamente disse eu !
caumã senhor estrecado você não teve um dia como o meu garanto que estou bem mais para baixo do que você,
a e ? você parece ser um homem podre de rico o que te daria tanto estrese do que um dia cheio de trabalho como eu tive ?
a sim, olha eu vivo em um lugar a onde a sua raca chama de inferno, muitos de vocês não gosta de mim, fala mau de mim por eu condenar as pessoas, mais na verdade eu não as condeno quem condena e sao elas mesmas seguindo as leis do criador sabe, eu apenas Faso o serviso em que fui encaixado sabe ?
sei, então você e o diabo ?
ah sim eu sou, mais pode me chamar de Luci !
ok então Luci e ai o que você esta fazendo aqui no mundo dos humanos ?
ah sim, estava entediado sabe dai resolvi abandonar o meu posto e dar umas voltas para me detrair !
e aqui e um belo balcão de bar !
sim aqui e !
Luci você não deveria estar espetando as pessoas e sei la torturando as suas almas ?
não não eu não Faso isto, eu apenas fico la sentado, quem fazem isto são os demônios,
eu não gosto muito disto não sabe, mais fazer o que ner se me mandaram pro inferno !
preferia que tivesse me mandado aqui para este planeta que vocês chamam de terra,
aqui e legal tem esta bebida que me apresentaram a um tempo atras, e pelo visto você também gosta ner ?
ah sim e wiskey e bem degustada neste planeta Luci !
Luci isto e um cigarro
sim já vi algumas pessoas fumando, sabe faz pouco tempo que eu Fiji do inferno,
olha e muito bom combinado com o wiskey !
sim sim e claro, olha Luci você ate que tem estilo !
aqui esta eu no balcão de um bar conversando com o diabo dois entediados, eu em que mundo mais louco !
pois e Luci foi um prazer conhece-lo mais ja esta tarde tenho qeu dormir,
tenho muito trabalho amanha !
ok jovem humano vai em paz ! e quem sabe amanha eu não lé page uma bebida !
pode ser, obrigado Luci seria um prazer, amanha esbarei aqui boa noite Luci !
boa !
universo multiverso de um diabo qualquer ! +18
Um convite,
A no universo dançar,
Tendo nossa música eu topo.
Desnudos pelos astros,
A saudar,
Juntinhos sorrindo uma foto.
Te pedi que ninguém mais viesse,
Mas a lua atrás de nós,
Roubou cena na nossa selfie.
"Vejo uma semelhança entre tudo, sendo esta, o início e o fim. Podendo comparar desde à vida de uma abelha, até mesmo de uma estrela, ambas com escala de tempo diferente mas com uma semelhança, suas finidades de tempo."
UM SONHO
Certo pedido extravagante
Eu fiz para a estrela mirabolante
Na cauda me levasse ao universo
Ela atendeu ao apelo controverso
Falei com um veloz meteorito
Tão rápido, quanto esquisito
Ouvi com ternura me abençoando
Então, percebi o sol me acordando
Madalena de Jesus
A grande explosão
No início, a solitária imensidão.
O nada, ainda é tudo.
Nenhum lar, nenhum mundo.
Eis que surge luz na escuridão.
Um pontinho no nada é emerso,
Pequeno como cabeça de alfinete.
Lá longe, numa era muito distante
Nasceu nosso grandioso universo.
Caos, instabilidade, explosão,
Criação, mutação, gravidade,
Tempo, espaço, expansão...
Viajando pelo infinito afora,
Tudo é poeira cósmica.
Inclusive eu aqui, agora...
A mente é um universo qual você manda, e a terra é o universo qual você transforma, junte os dois e você começa a perceber que quem manda e transforma sua vida é você mesmo.
Nesse tal de universo
Somos apenas pequenos versos
Em cada estrofe uma ilusão
Me embargo nessa escuridão
Eu tenho um teorema
O uniVerso é um poema
Indecifrável e contraditório
Instável, inexplicável, transitório
A galáxia e sua imensidão
Transborda ampla solidão
Lamento por ambo pessimismo
Culpa desse mundo estranho
Que nos roubou todo o otimismo
Vos, digo, ainda iremos lutar
Por favor, continuem a acreditar
Que esse tal universo, podemos salvar
Quando observamos uma folha de papel em branco, por mais que desejemos que linhas a tracejem formando desenhos, a menos que intervenhamos nada acontece. O mesmo ocorre com o Universo. Se no início de tudo não havia nada, nada poderia ter simplesmente existido a partir de si mesmo, isto é, algo interviu para que fôssemos existentes e Deus me parece a melhor explicação para isso.
´´Juro pelo o universo que tento te esquecer, mas toda vez o universo mostra que meu coração só quer você``
Um desejo...
(Nilo Ribeiro)
Hoje uma coisa eu queria,
um desejo muito básico,
não é o de fazer poesia,
chega ser mais mágico
um desejo de espírito,
cheio de significação,
de prazer irrestrito,
que aqueça o coração
um desejo inocente,
até muito singelo,
que unisse mais a gente,
que fosse o próprio elo
uma vontade pura,
uma vontade sem mácula,
como uma doce pintura,
ou uma ingênua fábula
desejo da minha história,
que o universo conspire,
que não saia da memória,
que sempre me inspire
um momento de amor,
nem grande, nem pequeno,
é um momento de amor,
pois este amor é pleno
um simples querer,
mas com a minha rainha,
seria o máximo prazer
dormir com você de conchinha...
" Como se fosse um espelho , o Universo reflete de volta para nós as boas atitudes que vemos e transfere a outros , aquilo de bom que aprendemos."
tem como provar que o universo tem fim sem usar á matemática? sim, com palavras retóricas, explicando a limitação do ser humano turante a vida secular.
A forma mais complexa universal do que se tudo vê é determinada pelo compasso e o sublime caminho a seguir pelo vertical da reta, assim como a livre espiritualidade que flutua pelo horizontal do esquadro.
Sou estrelinha num imenso e vasto universo, mas nem por isso vou deixar de brilhar a ínfima luz que ainda me resta.
INJUSTIFICADO LIMPADOR DE PARA-BRISA*
Chovia mansinho. Ainda demoraríamos uns 20 minutos para chegar ao nosso destino. O limpador de para-brisa, em seu vai e vem vagaroso, embalava nossas conversas sobre a vida, amores, família, filhos, trabalho e feminices. Avistei a placa daquele quebra-molas e desacelerei o carro para ultrapassar suavemente o obstáculo arredondado.
Naquele momento, desacelerou também a nossa conversa frouxa. Dei conta daquele instante raro de silêncio entre nós, irmãs tagarelas, e vi ali a oportunidade de fazer uma pergunta polêmica, complexa e profunda, que andava borbulhando na minha cabeça nos últimos dias.
– Mana, preciso te perguntar algo – era o sinal para que ela já se preparasse para o “chumbo grosso”. – Sabe aquele tipo de pergunta que todo mundo tem até vontade, mas não tem coragem suficiente para fazer? Que todo mundo diz que é pecado, e se perguntarmos isso alguma vez na vida… Vamos direto para o Inferno?
– Pergunte – disse franzindo a testa.
– Desde pequenas nossos pais nos educaram dentro de Igrejas. Fomos motivadas a ler a Bíblia por completo várias vezes; foram infinitos os domingos em que nos dedicávamos a conhecer as Escrituras, os milagres de Jesus, do Gênese ao Apocalipse. Sabemos tudo de “cor e salteado” e fomos orientadas a viver uma vida baseada nos Dez Mandamentos, a não nos distanciarmos de Deus e evitar o Pecado a todo custo, a orar agradecendo pelo alimento, pelo dia e pela saúde… Conhecemos também o Mal, o Diabo e o Inferno… E todo o Lado Negro da Força. Sabemos sobre o Livre Arbítrio e que todas as coisas são permitidas, mas nem todas nos convêm. No fim de tudo isso, se formos bem boazinhas aqui na Terra, receberemos o nosso “Galardão” nos Céus…
– Tá, mas cadê a pergunta? – Bufou, já ansiosa.
– Calma, deixa eu terminar o raciocínio – retruquei. – Então, se obedecermos às Sagradas Escrituras e aceitarmos Jesus como nosso Salvador teremos um lugar nos Céus, com anjinhos batendo suas asas ao nosso lado, e, dependendo de nossas Boas Obras, poderemos morar em um grande palácio ou passar as noites em bancos de madeiras rústicas nas praças do Céu…
– Isso, você fez um bom resumo, – ela completou. – Nós aprendemos essas coisas em nossa infância e adolescência. Depois disso, cada uma de nós, da sua forma, foi pesquisar e aprofundar o que mais havia além disso. Nós duas somos muito curiosas e acabamos por entender outras vertentes, outras interpretações, outras crenças e religiões. Mas ainda não sei qual é a pergunta. Desembucha!
– Então… A sua fé faz com que você acredite que, quando você “bater as botas”, já que foi uma boa pessoa, vai ser recrutada para ir para o Céu, etc., etc. Tá, mas… E se você morrer e “perceber” que não tem nada disso? Que tudo isso foi construído pura e simplesmente para trazer uma Ordem Natural às sociedades, para vivermos uma Matrix equilibrada, sem fazermos muita m* o tempo todo? Que tudo isso não passa de uma grande ilusão? Tipo… Morreu e vira só um saquinho de lixo preto com ossos, só matéria, sem Espírito, Alma nem nada que não se possa provar.
– Hum… Eu tenho uma resposta, mas é bem pessoal. – Disse piscando rapidamente os seus olhos verdes.
– Antes de responder, não me julgue por isso. Nos últimos anos o meu apego à Ciência aumentou assustadoramente, e essa coisa de estudar demais apura o nosso senso crítico, e começamos a questionar sobre coisas que antes nós entendíamos como verdades absolutas, inargumentáveis… – Disse, já meio arrependida.
– Eu sei como é, maninha, não me importo e você está certa em sempre questionar, sendo a pessoa racional que você é, já me acostumei. Mas olha, minha resposta é simples. Se eu morrer e virar só um saquinho preto de ossos, e “descobrir” depois que nada disso é verdade, paciência. Mas pensa: Se eu morrer e tudo isso for verdade e eu for totalmente pega de surpresa? Se tudo o que aprendemos a vida toda for real e eu estiver despreparada? Quero morar em banco de praça não… Muito menos quero ficar voltando um monte de vezes aqui na Terra até meu Espírito evoluir a ponto de eu merecer morar mais próximo de Deus… Pensa que chatice? Que perda absurda de tempo? Prefiro ser mais estratégica. E pensar que existe um “além túmulo” me deixa mais feliz. Pronto.
Pensativa, concluí, já aliviando a tensão da conversa: – Então vamos combinar assim. Quem morrer primeiro vai dar um jeito de avisar para a outra; vai fazer um esforço absurdo para aparecer e contar tudo o que está acontecendo. O que acha? E olha, se eu aparecer bem linda, maquiada, perfumada, magra, purpurinada e de roupa branca em seu sonho tentando falar com você, faça-me o favor de levar a sério, não surtar e prestar bastante atenção, ok?
– Lá vem você com essas suas conversas idiotas. Você vai morrer com 125 anos como combinamos. E se morrer antes, arruma um jeito de não voltar, a direção é para cima, e não para baixo! Vai caçar o que fazer por lá, vai! Bruxa! Fantasma! – Esbravejou, com uma expressão que misturava raiva e a sua graça peculiar.
Explodimos as duas em gargalhadas, até verter água dos nossos olhos. Nesse momento, desliguei o agora injustificado limpador de para-brisa para admirarmos melhor o brilhante sol poente e aquele festival de cores sublimes que ele produzia, junto às nuvens, lá no horizonte… Até o nosso destino.
* Se você não entendeu o título, eu explico: Somente a chuva, que as vezes impede a nossa visão, justifica o uso do limpador de para-brisa para seguirmos bem e com segurança. Se a chuva cessa, nada deveria nos impedir de olhar o que tem de bonito no horizonte. Assim também são as nossas verdades absolutas. Elas são os nossos limpadores de para-brisas em dias de sol: servem simplesmente para atrapalhar ou impedir que enxerguemos melhor o mundo, o Universo e as riquíssimas concepções diferentes das nossas.
O livro é um artefato que nos desconecta desse universo e nos transporta a um plano superior, muito mais sofisticado, bonito e agradável.
As causas que regem a vida são completamente aleatória e extremamente complexas impossibilitando qualquer ser humano conscientizar-se delas. A força motora do universo é bizarra não devemos mencioná-la, o multiverso é inútil e incompreensíveis para todos nós e o tempo? Ahhh! Esse não existe. Como eu queria que ele existisse quem sabe assim houvesse tempo para escrever poemas, tempo para rir, tempo para chorar e tempo para o próprio tempo para que trouxesse meu amor de volta. Depois um temporal de tristezas no coração do poeta para brindar com a vida não seria nada mal, junto a essas tristezas uma enxurrada de pensamentos de difíceis compreensões, sobretudo para o poeta, paira em minha mente. Uma dúvida que nunca poderá ser compreendida, mas percebida ao longe em cima das grandes montanhas, nos lugares mais profundos dos oceanos onde nenhum conhecimento nunca houvera chegado antes, em cima das grandes pontes que estabelecem relação física entre amor e o ódio ou simplesmente dentro de nós mesmos delata para quem quiser, ver e ouvir, através dos seus próprios sentidos, todas as coisas, entre o tudo e o nada.
