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Pelos mares e as marés todos os dias, das injustiças sociais, da miséria e da fome, temos alguns sonhos. Sonhos estes que são sonhados acordados, gerados pelo nosso inconformismo natural diante do que de fato acontece. Quero crer que alguns destes sonhos inspiradores, aos poucos tornem se projetos para equilíbrio, da vida digna e menos violenta, para um numero cada vez mais crescente de invisíveis.
Enquanto jovem só se pensa no agora, o futuro é uma abstração ainda a se encontrar mas as verdadeiras respostas são respondidas enquanto jovem mesmo que incompletas pois na maturidade menos perguntas terá interesse de perguntar.
Entre uma juventude que não sonha mais, os interesses e metas são estritamente de consumo de tecnologia "hi tec" com altos valores comerciais.
O medo sem amor nos coloca a beira de um abismo imaginário. A indecisão de pular e de ficar, correspondem as nossa veladas inseguranças que não respondemos pelos caminhos. A tênue diferença entre existir e viver. Viva enquanto tem tempo.
A arte indígena no Brasil revela seus primeiros passos na contemporaneidade, quando se afasta da colonização aritmética européia religiosa e vai em busca de sua verdadeira mítica ancestral. As historias contadas, a terra, os rios, a mata são elementos mágicos e sagrados. Assim como os sonhos oriundos de uma atmosfera sagrada. Na verdade não tem como dissociar a arte indígena do sagrado e espiritual. Uma faz parte da outra, arte e espirito.
Desde muito cedo na minha vida, luto em batalhas imaginarias em meu universo interior. O melhor disto é que muitas delas com o passar dos anos se tornam realidade no futuro, e acabo me sinto mais ou menos preparado.
Vem pelas artes a verdadeira cultura resistente indígena brasileira. Vitoriosa e impar, tão rica de uma mitologia nativa, simples e sagrada, lembranças vivas e educativas de quem são. Guerreiros fortes e sobreviventes em comunidade, que hoje ressurgem mais vivos do que nunca das narrativas originais das ancestralidades.
Cada vez mais, não somos movidos só pelas nossas idéias, somos movidos sim pelos nossos sonhos, nossas paixões e sentimentos de amor e generosidade para com a vida e para com tudo que faz parte, dela nas diferentes dimensões.
Só pode me criticar, quem sonhou a metade do que eu sonhei, a quarta parte que caminhei, a quinta parte que em pranto, tropecei, a sexta parte do que eu errei e a sétima parte de tudo que perdoei, a mim e a vida e por amor me levantei.
A arte por criatividade reinventa a realidade para sonharmos com o novo mais bonito e perfeito ou mergulhar por reflexão no que de feio, triste e errado, imperceptivelmente já existe.
Não existe qualquer boa possibilidade de prazer carnal. mental ou espiritual quando os limites do "poder fazer" e "deixar fazer" não sejam tão aceitáveis e equilibrados entre às partes.O sonho de posse e poder de cada um é sempre subvencionado com elementos da história de propriedade pessoal de cada um, separadamente mas a Boa Fantasia acordada deve ser sempre uma só, única e encarada como a melhor e maior possibilidade de apropriarmos de uma verdadeira felicidade efêmera e temporal, eterna enquanto é. Afinal, pro que foram felizes para sempre nunca foi o final que escolhia para minhas melhores histórias. Odeio à possível e a provável eternidade sem as fartas possibilidades de mudanças Doce, azedo, salgado e doce.
A arte fala sobre os sonhos, da poesia e da divina harmonia entre todas as coisas mas quando ela grita e chora está comunicando e profetizando os possíveis mais terríveis pesadelos.
Sonhos impossíveis são pertinentes desde que não arrastemos para dor, a aflição e a preocupação para aqueles que incoerentemente nos amam.
O sonho rentável não tem valor algum, pois os mais valiosos são sempre os generosos muito além de todos os valores materiais.
O reencontro com velhos amores é fatídico e decepcionante. Pois ninguém tem o direito de apagar com a velhice, antigas, boas, lindas e excitantes recordações.
Nossos melhores sonhos, transformam em realidade quando percebemos que são compostos por momentos forte de nossa origem.
Gosto de cavalos brancos, filhos de bois capengas e de passarinhas gigantes...acho que são unicórneos...mas prefiro ver como cavalinhos dóceis espaciais e especiais.
Entre humildes e soberbos. A mente sobre travesseiro baixinho, belos sonhos e sobre travesseiros bem altos, só pesadelos.
Luto por lutas sem vitorias, sonho por sonhos que não se realizam e permaneço acreditando por fé em um único Criador que "creou" uma humanidade em semelhança para ser mais digna, amável, responsável e consciente perante o mundo, a vida e com ela mesma.
Precisamos sempre que alguém acredite pelo menos, em parte de nossos sonhos pois a outra metade, conquistamos, diante da oportunidade.
Nossos sonhos são somente nossos sonhos, aqueles que estão por vir nem sempre e quase nunca, abraçam. Logo os bons sonhos devem durar apenas uma existência.
Quando caminho a noite, costumo me perder no grande oceano de estrelas mas mais tarde, ao deitar a recolher no meu leito, só admiro uma estrela, minha pequenina estrela guia, que conserva me na paz, ate os primeiros raios de luz da Grande Estrela do amanhecer.
