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⁠O TEU OLHAR

O teu olhar é diferente
dos olhares que o meu já encontrou.
É um olhar muito atraente,
que de repente, me enfeitiçou.

O teu olhar tem mais vida,
mais brilho, beleza e cor.
O teu olhar, minha querida,
confesso, me conquistou.

Não, não sei explicar
o que se passa no teu olhar.
Só sei que me enche de emoção.

E quando estás me olhando
eu vou me controlando,
dizendo: agüenta coração!

⁠Soneto da alma

Nos olhos aparece
A verdadeira intenção
O sentimento enobrece
E vira paixão

Com seu olhar desocupado
Que não apaga e não muda,
O seu sorriso estampado
 É sua mais linda curva

Não sei o que me fez gosta
De uma alma tão profunda
Tomara que isso não mude nunca

Sei que com palavras não posso provar
Mas com ações vou te conquistar
Mesmo que venha a demorar

⁠AREIA DA PRAIA
(Edson Nelson Soares Botelho)

Areia da praia com sua magia
Quanto mistério no seu silêncio
Esconde tantas aflições
E momentos felizes
Mistério do mar que a beija
Levando consigo todos os segredos
Deixando a saudade
E levando a verdade
Mistério do vento que acaricia
Ditando todos os desejos
Transformando sonhos em realidade
Mistério do sol que aquece
E no infinito desaparece
Dizendo que o amor só acontece uma vez

⁠E O VENTO LEVOU
(Edson Nelson Soares Botelho)

O amor só acontece uma vez na vida
Ele chega sem hora marcada
Assumindo o controle total do coração
Queimando com o fogo da paixão

Você começa a sonhar acordado
Achando que tudo é possível
Acreditando em todas as promessas
Você se considera a pessoa mais feliz do mundo

Passando por cima de todas as regras
Dia e noite, grudado na pessoa amada
Pensando que tem o controle total

Satisfazendo todos os seus caprichos
Até chegar o dia de você perceber
Que amou demais e nunca foi amado

⁠AMOR EM CASABLANCA
(Edson Nelson Soares Botelho)

Não adianta procurar o amor
 Ninguém consegue achar esse sentimento
 Ele surge de uma energia divina
 Capaz de unir dois corações

 O amor é um presente de Deus
 Em um simples olhar fazer o coração estremecer
 São duas almas gêmeas se unindo por uma força superior
 Dois corações batendo em um só ritmo

 É a mistura de loucura e paixão
 É a renovação do espírito na arte do amor
 É viver todas as emoções possíveis

 A busca incansável do amor e seus mistérios
 Tem suas recompensas na conquista dessa magia
 Muitos fracassam e tem suas lamúrias intermináveis

⁠DO OUTRO LADO DA VIDA
(Edson Nelson Soares Botelho)

Paixão da minha vida, tua voz a falar mansamente
Tive a certeza que estava diante de um grande amor
Nunca esquecerei, quando ouvi de ti a frase eu te amo
Foi como um borbulhar de emoções dentro do meu coração

Hoje quando digo eu te amo, e ouço de ti a mesma frase
Sinto essa emoção como se a cada dia, fosse uma vitória
Diante de todas as tribulações, a frase eu te amo
Eterniza no tempo, como um hino da vitória

Superamos todos os obstáculos da vida
Pisamos em espinhos, mas nunca nos deixamos.
Estamos ligados pelo amor para sempre

Eu não quero nunca te perder, mas se for do destino
Que tenhamos que nos separar pela morte
Ficaremos na eternidade, na luz desse grande amor

⁠APRENDIZADO.´.
(Ellen Ketlen)
(Edson Nelson Soares Botelho)

Afirmar o bem negar o mal
Afirmar a verdade negar o erro
Afirmar a realidade negar a ilusão
O uso construtivo da palavra em benefício próprio

Quando a vaidade nos procura
Quando o orgulho nos humilha
Quando a ignorância nos acusa
Quando a crítica nos fere

O silêncio na gentileza do perdão
Esperar o tempo para construir a paz
Arquiteto, Mestres e Pedreiros

Nos três pilares da construção
Na paciência, no tempo e no perdão
Construímos o nosso caminho de luz

⁠AMOR PERDIDO
(Edson Nelson Soares Botelho)

Se a pessoa que você ama te diz adeus
 Com a promessa que talvez haja uma volta
 Pode ter certeza que você vai se sentir
 Em um barco afundando

 Na despedida do amor
 No mar enfurecido do ciúme
 Sem salva-vidas para socorrer os erros cometidos
 Sobre as águas escuras e geladas da tristeza

 Cheio de tubarões famintos
 Querendo ficar com sua ex-namorada
 Na tempestade que não pode suportar

 Porque outro vai tomar o seu lugar
 Fazer as mesmas coisas de amor com ela
 E você vai entrar na grande tempestade do ciúme

⁠⁠⁠⁠Soneto de Amar-te!

Amo-te, não como o céu ama as estrelas ou como o sol ama a lua. Mas, amo-te, como um eterno apaixonado que ama a sua amada;

Amo-te, não como um rio que sumiu no oceano. Mas, amo-te, como um rio que se adentrou nas profundezas do amor;

Amo-te, não como um viajante. Mas, como um passarinho que de tanto amar, jurou amor;

Amo-te dentro de uma imensidão de infinitas cores que se misturou e produziram o teu aroma e sabor.⁠

⁠Não peça sonetos, se vai ler apenas os dois quartetos. 

⁠Soneto da Despedida

Quando te vi passando por aquela porta,
Pareceu-me que ia junto contigo.
Senti o tormento me dando uma amostra
Do que seria viver sempre arrependido.

Arrependo-me por não ter tido a coragem
De estender minha mão e segurar a tua,
E dizer-te numa simples e doce mensagem:
Nunca se esqueça da minha triste figura.

A amarga ausência permanece no ar
E a inesperada partida ainda agoniza.
Se o meu sofrimento pudesse o tempo parar

E prolongar este abraço por uma eternidade,
Minha tristeza iria te mostrar
Que nunca te odiei, só a amei sem coragem.

(Besouro Revirado)

⁠CANTO II
 
Janela d'alma, visão
Íris líquidas pingantes
Longe, longe, coração
Ah, distâncias distantes.
 
Na ronda teu juízo
Envolto em madeira e terno
No bosque paraíso?
Na floresta inferno?
 
Se com luz,
Voo alto
Asas de Ismália.
 
Se na cruz,
Não falto
Mortalha.

⁠Querido Soneto…
Num sonho, na rua, qualquer lugar
Eu já não sei parar ou esquecer
Outono, lavandas, eu, acordar
A chuva, o fogo, me aquecer
De dia, de noite, se beijarão
Desejos e sonhos dentro de mim
Saudade, no peito, há explosão
As minhas vontades já não tem fim
Perfume, palavras, a encantar 
Poetas escrevem o meu querer
Tudo que eu sinto, eu vim cantar
E pra começar, pra te envolver
vim declarar, só penso em você
É tão fascinante te conhecer

⁠Soneto Dissimulado

É. Eu passei a esquecer tudo
De uns dias pra cá não sei porquê
Das horas, relógio, do mundo
Qual a razão? Alguém venha dizer

Mas confesso que posso imaginar
Vai ver é por causa de um sonho
Vai ver é por causa de um olhar
Talvez seja a Lua, suponho

Tão tão além do que imagina
Brilha tornando o céu todo seu
É, quando sai detrás da cortina

Esqueço também até quem sou eu
É que o eu vira nós com ela
Tão incrível é pra mim…tão bela

⁠Lembranças, que lembrais meu bem passado

Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Pera que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Não me deixeis morrer em tal estado.

Mas se também de tudo está ordenado
Viver, como se vê, tão descontente,
Venha, se vier, o bem por acidente,
E dê a morte fim a meu cuidado.

Que muito melhor é perder a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.

Assim que nada perde quem perdida
A esperança traz de sua glória,
Se esta vida há-de ser sempre em tormento.

⁠AD MAIOREM DEI GLORIAM

Possível um amor por Deus não é
se não se pode ver o ser divino,
se a voz dele escutar é desatino,
se o modo de abraçá-lo é pela fé.

Assim foi adorar a Deus até
o dia em que tornou-se ele menino,
e na carne mudou nosso destino
sendo o Cristo Jesus de Nazaré.

Agora poderemos abraçá-lo
no reino que prepara para os seus
que pela fé o abraçam para amá-lo.

Converta este meu verso até os ateus,
a fim de num tal reino eu ser vassalo
poeta, pra maior glória de Deus!

Nhandeara, 6 de julho de 2021
Marcos Satoru Kawanami
.

SONETO Nº2 - ABRA TUA JANELA

abra tua janela
pro sol entrar
abra tua janela
pra vida morar
na tua sala de estar
em teu peito se abrigar

abra tua janela
pra namorar
abra tua janela
pra deixar-se encantar
desde os cantos das aves
aos cantos de teu lar

ajeita aquela
pra entrar um pouco de ar
e desemperre aquela outra
que é pra brisa tocar
nesse peito que deixou esfriar
no tempo que deixou passar

abra tua janela pro amor entrar
abra tua janela pra não sufocar

SONETO Nº3 - CASAS, CASOS E CASADOS

⁠tanta casa sem gente 
e tanta gente sem casa
tanta gente se casa
e tanta gente descasa

descasa por puro descaso
casa só pra ter casa

há quem crie asa mesmo depois que casa
e quem depois de casado se encasa
casos que parecem ser de caso pensado
e acasos que de caso em caso já é casado

gente que se junta pra evitar pergunta
gente que desculpa pra esconder a própria culpa
gente que se ama mas não casa
e gente que só pra esquentar a cama se casa

tem ainda quem depois que casa tem um caso
e quem prefere o acaso a casar
mas o caso não está no casar em si
e tampouco no "se casar"

casar por casar é como sair de casa 
só pra não se atrasar 
ou evitar o azar
pois há casa em demasia
mas pouca casa há um lar

⁠A vida é como uma montanha-russa,
nela temos altos e baixos.
Ela pode nos trazer momentos de inércia, 
ou momentos de sucesso.

O conceito de vida pode ser complexo, 
muitas vezes sem nexo.
Mas às vezes o conceito pode ser simples,
simplesmente ser feliz.

Acontece que a vida passa rápido,
rápido como um trem-bala,
no qual estamos embarcados.

Por isso temos que viver e não ter medo de ser feliz,
sempre buscar as melhores companhias,
e nunca esquecer que somos eternos aprendizes.

⁠SONETO DE AMOR

A prosa traz meu encanto, meu amor
Assim que ela versa o versar enamora
Sussurra, delira, e se esquece da hora
E a quem lê a sensação sente o sabor

Quando sai da imaginação, a compor
A ilusão é enlevada, poética, embora
A rima ao poeta seja caixa de pandora
Ah emoção... ajudai-me a dar-lhe flor

Ternura, uma ávida trova de um amar
Que nasce da sede e brota a embalar
Cada sentimento que o afeto conhece

O que ao arrebatado assim lhe parece
Aquece, e puxa a emoção pra poetizar
Pois, é a paixão no soneto a se revelar

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 outubro, 2021, 18’32” – Araguari, MG

Me sinto mal quando olho para o horizonte
E me lembro pelo que me fez passar,
Mas já passou né? tanto faz.
E você não admite, ta certo você ainda mais linda.

Eu não quero ter você aqui mas sinceramente eu necessito.
Você não me quis... ainda sinto falta de você,
penso e retorno a mim, meu amor não me ajude.
E então olho para frente

E vejo o resto da minha vida
E vejo quanto tempo perdi te esperando.
Pensando em você

Mas não quero mais
Quando olho ao horizonte
A vastidão me acalma

Hoje escutei aquela musica
Me Recordei dos Maravilhosos
Momentos curtos e pequenos
Que muito breve passamos juntos!

SONETO CHOROSO

Choroso soneto, meu, tão chorado
Sem leveza, sem arte, sem ternura
Traçados pela sorte em desventura
Em vagidos manhosos desentoado

É tristura na trova, e desesperado
O estro. No papel cheio de ranhura
Sem condição de uma doce leitura
Afrontando o coração desgraçado

E nesta tal tirania de infeliz criatura
Ditosos algozes. No peito abafado
Surgindo da sepultura da amargura

Ó sátira mordaz, de sentido perverso
Deixe o teu jugo imóvel e silenciado
Guie só fausta melodia ao meu verso

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A NOITE

Oh! jornada negra! O silêncio debruçado
Lá fora... um raio rasgando o céu, espia
A minha alma, teimosa, cheia de porfia
Fria, chuva que cai, molhando o cerrado

No horizonte desfalece a luz do fim do dia
No céu tenebrosa, a lua, e o quarto calado
E só, trevoso e largo, o trovão estardalhado
Troando a solidão da chuvosa noite vazia

Devassa... oh! jornada escura de loucura
Que estardalhaça no peito suspiro fundo
E excarcera o medo sem qualquer ternura

Pobre umbroso de arrelia, e moribundo
O sono, pávido e prostrado de amargura
A noite, chuvosa, faz-se lento o segundo.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 25 de outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

INIMPUTÁVEL

A concatenação do texto é necessária
como cauterizar um sangramento o é
tirando uma hemorroida ou amputando um pé,
e deve progredir conforme a faixa etária.

Outrossim confrontar opiniões contrárias
conduz ao quebra-pau, edificando a fé
de que esta Humanidade é mesmo uma ralé
e vale a pena crer que exista coisa vária.

Porém a coerência é algo coerente,
refutando um sofisma além de insofismável,
pois sempre é sim, ou não, e coerentemente.

Procure terminar de forma inoxidável,
mantendo a hemoglobina azul ou transparente,
e um texto aí está, com siso, inimputável!

Marcos Satoru Kawanami

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Inserida por mskawanami

O GAMBÁ E A CONDIÇÃO HUMANA

Sarnento e definhando em mortuária
postura sorumbática cadente
aparece um gambá noturnamente
lá no pomar da dona Januária.

Em termos de gambá, tem faixa etária
de alguém que já viveu eternamente,
assombração albina e recorrente,
que é mais assombração por ser precária.

Não acho o que me diz o tal gambá,
talvez alguma coisa visceral,
alguma coisa ruim mas sem ser má.

Porém o bicho é feio, e, na real,
convocando a razão mais para cá,
cagaço não define a coisa mal...

Marcos Satoru Kawanami

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Inserida por mskawanami