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LACUNA (soneto)
Solidão, de insistir-te, não és esquecida
A saudade anda exagerada em te trazer
Nem sequer és o pretexto do meu viver
Pois se a sorte é triste, alegre é a vida!
Nada neste exagero é de fato pra crer
Se há ganhos e perdas, vinda e partida
Ter desvario é querer chuchar a ferida
O vital é mistério, bom é se surpreender
Pois a mesma estória tantas vezes lida
Traz história enlouquecida ao escrever
Tudo passa, não é só subida e descida
Ai, pode voar o tempo, tempo morrer
Tudo tem princípio e o fim, na medida
E nesta metamorfose, vai o nosso ser...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
2017, início de janeiro
Um mar atroz, vejo ninguém sabe o que aconteceu. o mar engoliu ponto final. para os familiares apenas o desconhecido e para quem se foi...
Alma na natureza selvagem e simplesmente...
Adorável num mundo ausente... Somos muitos.
Ao mesmo tempo somos ninguém...
Numa grande variedade do destino somos...
Parte da história de um sentimento solitário...
Que viaja pelo espaço e tempo vagante...
De repente tudo tem um novo sentido...
Obscuros num olhar cheio de amor...
Derradeiro numa enorme e avassaladora...
Expressão que admite ser qualquer forma...
Dentro da voracidade que exclamou...
Diante da possibilidade de viver
Sem chorar ou ter remorsos de caminho...
Que se encontra o vazio do passado...
Visto como uma espécie... Num lugar
Profundo de raízes que morrem...
A cada momento em que amor...
Despede se da tua natureza feroz...
Destina basicamente por motivos e sentimentos.
A virtude...
sombras da noite,
converge nas tangentes,
nos horizontes assombrações,
derradeiros seres pujantes,
que então tão flamejante,
explora a vastidão,
embora a escuridão
nascem e perdura,
nas faces do prelúdio...
remanescente no extremo do luar
aparece em demais até madruga,
sendo nobre a solidão no abraço
da paixão sorrateira e voraz,
o semblante pálido nos teores do amor,
desfaz com o sono se derrama,
no extrato da voz tremula,
devaneios entre as nuvens,
meros na luz que oculta se,
entre pensamentos e palavras,
nas sobras do coração,
perdura nas facetas,
murmúrios entre as cavas...
sabor de gemidos e dores,
relapsos entre os relâmpagos,
visões de ternura pura ate o amor...
vesgo e cego nas dobras escorre,
feito as cores tomam a força,
seus desejos que assim que amanhece,
deixa a paixão no calor do coração.
Exatidão ou solidão
No momento próprio, para alguma coisa, a permanência do tempo é uma estação. Às vezes dizem que pareço com as cores que absorvem a luz. Eu costumo gostar de azul, e no temporal de chuva e vento eu sempre perco o calor e um amor. Eu conservo a calma, e escrevo sobre a ausência que se situa no tempo. O assentimento é como um pedido de confirmação, a agitação violenta da atmosfera não balança mais meu coração. O verde ainda habita em seus olhos, penso que a incógnita é se ainda floresce em meu coração, ela costumava a ser como um jardim de inverno, que eu envidraçava e enchia de luz. Aos poucos ela foi perdendo o brilho, o movimento ou a ação, foi afrouxando e cessando de viver, finar-se, o temporal era um mar intenso, marítimo sofrimento profundo, desaparecendo de mim. Já não era quente, nem morna... Era o tempo com você. A pigmentação desaparecia em seu rosto. Eu queria cor, mas dava tempo ao tempo que a levou. Errei, acalmei, aceitei, esfrie, guardei, um pouco do que amei, e se amei. Ela desaparece em mim. Ah tempo que eu lembro, da impressão que a luz refletida em seus olhos dilatados, pelo seu corpo colorido, tom rosado de pele humana, era a expressividade de linguagem, realce e tom, feição coração profundo coral ornamental, vistosa flor era ela. E o vento, tempo ela levou com si. E eu aprendo a viver sem ti. Impassível de paixão, só um calor comunicativo. Foi à intermediação de uma grande paixão. A quem diga que foi uma grandeza de amor.
"Pare de olhar somente para o lado sombrio das coisas, aprenda a vê-las de outra forma. Pois tudo acontece por algum propósito e sempre terá alguma lição a ser Dada."
Noites vazias, traz pensamentos cheios. Madrugadas silenciosas, traz o grito do silêncio. Um amor incorrespondido, traz dor e sofrimento.
caminhar no astral, e ver aqueles seres,
de bom viver, alma viajante,
puro ser, em templos que o coração
flameja entre os espaços do universo.
As vezes só dá vontade de montar uma playlist da vida e ir caminhando sem rumo ao precipício, ouvir aquela música que diz tudo sobre você e sua vida, sentindo o vento que aliviará o impacto da queda!
tantas tristezas em sonhos
num mundo de amargas faces,
sonho entre essas paredes que parecem falar,
enquanto a morte parece uma loucura,
seus olhos derramam sentimentos,
para os quais espero ter seu coração,
sempre nas profundezas vejo o vazio de seu coração,
então tenho forças num mundo paralelo de fantasias,
deixo a magia tomar suas formas em meus desejos...
Ja vi gente com câncer, mas sem medo de morrer, ao contrário, fazendo o possível para se sentir bem vivo; assim como já vi gente aparentemente bem, mas que tiveram a coragem de arrancar a própria vida. A dor na alma, é a pior que a física!
Perdoem-me por não querer adoecê-los. Mas preciso ficar sozinha.
Não, eu não estou com raiva do mundo. Apenas sinto que não pertenço a ele. Eu sei que que o problema está em mim. Nasci com ele e desde então não consigo me livrar.
Já gritei tantas vezes por socorro, mas, essa bolha aqui não deixa que me ouçam!
Foi assim que me conformei com a dor que não sai do meu peito. E agora já me sufoca. E eu não quero mais explicar.
Deixem me só, por favor! Eu, minha bolha e o meu tempo.
Eu vou voltar como sempre. Do meu jeito. Com blocos de concreto nas costas. Suplicando com flores nas mãos.
Alguém que navega no oceano da solidão vê outras pessoas, outros sorrisos, outras almas, porém é cego para a própria existência.
Solidão é um sentimento intenso de falta dos outros. Sentimento tão forte que anestesia a falta que você faz para você mesmo(a).
Quando estamos na solidão, o futuro parece um paraíso distante. O passado, um paraíso do qual você foi expulso.
DESERTO DA SOLIDÃO
Entre dunas de areia que
São levadas pelos ventos
Sussurro dores e lamentos,
No deserto da solidão
A areia é tão quente e macia
Mas não vejo solução, no
Deserto que é minha vida só
Encontrei ingratidão.
Ainda que eu ande não encontro
Uma direção, perplexo e cansado
Me entrego a tão dolorosa depressão
As noites são tão frias e as lágrimas
Tão gélidas que congelado está meu
Coração, para onde se foi aquele
Sorriso que me mantinha vivo.
Os dias são tão quentes e mesmo assim não aquecem meu coração e continuo sozinho nesse deserto da solidão…
MEDL 2016/12/22
sobras da alma,
esquecimentos,
amor que passou,
meramente meus sonhos,
amores em profundezas,
que a alma esteja,
no coração sagrado,
e tão perpetuo te amor,
esdruxulo as aparições,
que revela se nas tangentes da vida.
para sempre terá meu amor.
por Celso Roberto Nadilo.
"O segredo de jamais ser pego pela solidão, não é sempre estar ao lado de alguém, estar sozinho é sinônimo de estar livre, na verdade o segredo de nunca se sentir só é o fato de saber que terá uma companhia agradável sempre que desejar."
O tempo entre os mortos...
aonde esta os céus?
porque esta assim?
não importa!
não á sentimentos que revele,
dentro da minha pele...
tudo pode ser profundo,
insensível, para o qual tem sorrisos,
num templo em que as janelas do céus...
são meramente sem importância,
apenas mais uma desilusão...
que ainda agora tenho na escuridão,
a espera de um contato ou uma resposta
que nunca aparece pois é apenas visualizado,não simplesmente,
quando é ignorado... sem uma resposta,
ou palavras apenas a escuridão...
e quando me cativo com a escuridão...
mando um recado .... ;..;
de sentimentos absurdos para um mundo
sem nexo, para extensão de sentimentos
que sangram momentaneamente,
em falhas que nunca se fecham apenas
ganham uma nova superfície...
