Tag silêncio
Se você não pode dar flores, não atire pedras...
Se você não sabe elogiar, não faça críticas...
Se você não tem nada para falar, fique em silêncio.
Há silêncios que fazem barulho. Há palavras caladas que berram por dentro e há emoções escondidas que se mostram no corpo.
Madrugada pra mim sempre foi sinônimo de ficar acordada pensando e questionando a vida, curtindo a minha própria companhia e sonhando acordada. O silêncio não me incomoda e a insônia me incentiva.
Em um momento chamado hoje parei para refletir, nessa reflexão durante alguns minutos, você entrou em meu pensamento e foi apenas o que eu pensei, nesse momento não pensaria mais nada.
Durante esse tempo fiquei admirando você, seus olhos o quanto brilhavam na minha presença, seu sorriso que transmitia a maior felicidade e nesses minutos de pensamento que passavam rápidos de mais, como se o tempo corresse de pressa na tua presença, mas deixando aqueles minutos marcados sendo eternos. Hoje tento sair apenas do pensamento, e passar para a realidade, sabendo que sonhos sao possíveis de tornar reais, vou em busca dessa realidade, mesmo que talvez demore mesmo que haja obstáculos, e apenas meu sonho, e a minha vontade de tornar ele real, e depois desses minutos de pensamento ainda continua sempre pensando e pensando....
O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você…” A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta”.
(em “Se Eu Fosse Você”, do livro ‘O Amor Que Ascende a Lua’. Campinas/SP: Papirus, 1999.)
Ser inteligente é saber usar o silêncio para evitar brigas desnecessárias. É saber usar as palavras para fazer críticas construtivas, sem humilhar ou julgar. É saber que só consegue a paz de espírito apaziguando os ânimos e não alterando as emoções de outras pessoas.
Silêncio
Busco-te entre as constelações infinitas
Carrosséis de estrelas a rondarem a lua
Subtrai-me a calma a dolorosa ausência
Frias madrugadas clamam tua presença
Desfio nas contas dos desejos os sonhos
Preciso compor para ti ternas melodias
Nos varais estendo apaixonados versos
Busco o teu sol para desenhar sinfonias
Espreito nas nuvens as imaginárias flores
Acomodo-as nos jardins sob tuas janelas
Emolduro-as com o dourado das cortinas
Entrego-te nas manhãs doce primavera
Enveredo-me sedenta em tuas entranhas
Loucos sonhos imploram urgente viver
Mas, retenho os gritos, sufoco as lágrimas,
E na penumbra sorvo em silêncio esta dor...
O silêncio da madrugada é quebrado pelo barulho dos meus pensamentos.
Madrugada sombria e fria por que me causa tanto tormento?
Em meio a quietude e escuridão, devora meu pobre coração.
Saber calar,
Às vezes, se faz bem mais necessário que falar,
E é um ato grandioso;
Quando o momento não é propício para palavras,
Principalmente, quando estas são frias,
E não propagam o contexto
Que se encaixa no preciso instante;
Ou, quando o silêncio se faz elegante,
Definindo que nem sempre,
O discurso é propício.
O silêncio, como resposta, é a melhor forma de ferir e afastar definitivamente uma pessoa da nossa vida. É preciso ter muito cuidado antes de calar.
No fim só sobra você e você mesmo - humanamente falando, não tem ninguém, só sua presença e suas tempestades. Somente teus pensamentos e teu espelho. Então tudo faz sentido, você percebe o que não percebeu, entendi o que não havia entendido. Na noite, só sobra você e você, como suas tempestades, seu espelho e a chuva que cai...
Noite
Mãe dos seres nefastos, rainha ornada com uma coroa pálida, você que acolhe almas carcomidas por um passado obscuro como o véu que você exala.
Somos nada mais que vultos mórbidos que se refugiam na melancólica penumbra; tentando se libertar desse ergástulo.
Somos seres que amam a desolação, o frio e o orvalho da chuva.
Noite fúnebre que nos faz refletir
Sobre esse caos que impera nesse mundo abastardo de ignorantes.
Por isso que amamos a solidão, o silêncio e os mórbidos rangidos agourentos das árvores tristes sob a luz moribunda da lua.
Você já experimentou fazer um instante de silêncio para perceber a grandeza de tudo ao seu redor? Comece aprendendo a dividir o dia em três períodos: um período de silêncio, outro de oração e outro de reflexão e meditação. Faça a você mesmo a pergunta que Jesus faz em João 1:38: "Que buscas?".
Guardo
Guardo bem quieto em meu peito,
o amor que por ti tenho.
Guardo-o dentro de um coração
triste, calado.
Faço do meu silêncio o meu
sincero confidente.
Sabe ele a realidade, desse querer
que sinto.
Junto a mim ele viaja a tantas
paragens distintas.
Finge que é alegre, tenta de várias
maneiras aconselhar-me,dizendo:
- Conta um pouco desse amor,
de há muito em teu peito guardado.
Eu faço que não o ouço.
Não vejo para esse amor perspectivas,
de que seja aceito.
Para não mais padecer, deixemo-lo
guardado onde está, que permaneça
desse jeito.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da A.L.B/S.J.do Rio Preto
Membro Honorário da A.L.B/Votuporanga
Membro da U.B.E
