Tag sagrado
Desde bem pequeno sei, que a arte dos artistas populares e a arte nativa indígena devem vir para ocupar espaços nas grandes metrópoles brasileiras e do mundo inteiro. No entanto os artistas, não. Cada um deve permanecer na atmosfera de origem, pela produção em si e pela integridade de sua vida simples e de seu pensamento.
A magia de meu nome como um todo, está circunscrito no Livro da Vida, como Reverberar. Verbo transitivo direto, em comunhão com a Luz, fazer com que algum saber aparente seja refletido; ocasionar reflexão assim como os espelhos cristalinos reverberam imagens claras. O verbo reverberar deriva do latim "reverberare"; com o sentido de refletir ou repelir tudo que aparentemente parece mas na verdade, não é.
Vem pelas artes a verdadeira cultura resistente indígena brasileira. Vitoriosa e impar, tão rica de uma mitologia nativa, simples e sagrada, lembranças vivas e educativas de quem são. Guerreiros fortes e sobreviventes em comunidade, que hoje ressurgem mais vivos do que nunca das narrativas originais das ancestralidades.
Haverá um tempo que a Igreja Apostólica no Brasil encontrará uma grande mãe indígena de bondade, para ser beata. Não em algum processo de canonização pois a cultura indígena tem espiritualidade mas distante de qualquer santidade humana. Sendo assim será reconhecida pelo amor e a vida de bondade a todos os filhos da vida, indiscriminadamente, pois a separação e a diferença sempre partiu da religiosa cultura européia na cultura indígena brasileira, todos são iguais.
O homem santo vive a harmonia em meditação, oração e devoção num lugar isolado e afastado rodeado de uma rica natureza intocável. O homem sagrado, o verdadeiro guru do século XXI vive e semeia e espalha a paz e o amor por onde passa diuturnamente, nos guetos das grandes cidades violentas, no meio de uma população mundial de loucos, egoístas e amotinados, transitando em luz num local adverso de vida rodeado por escombros da pobreza humana na pior condição social do povo. Quem é mais divindade....
O ouro por ter vindo do espaço, sempre teve um significado mais sagrado do que precioso para todas as culturas latino americanas originais. Sendo assim era largamente difundido em adornos de adoração e muitas vezes como objetos de oferenda diante as naturais dificuldades da comunidade.
Infelizmente o legado espiritual, não religioso da Maçonaria se extinguiu, hoje, passando a ser apenas mais um grupo social e ritualístico repetitivo de encontros eventuais. Em tempos passados no velório de cada membro, havia a cerimonia do chamamento, o que hoje muitos desconhecem. Assim como era obrigatório as Pompas Fúnebres, a cada falecimento de cada irmão, o que não existe mais também. O que mais me assusta, é a conotação meramente material e temporal, pois por mais que um irmão se dedique muito em vida a ordem, quando morre vai para uma cova comum, pois não existe jazigo especial para nenhum maçom, mesmo que em vida tenha exercido cargos de soberania. O fundamento filosófico espiritualista se perdeu, cada vez mais passa a ser uma sociedade entre vivos nesta concisa material dimensão.
A maior parte dos antigos itens sagrados de todas as culturas são confeccionados em ouro e ferro, estes elementos são originários do espaço, e chegaram ao nosso planeta por meteoritos.
Existe a necessidade diária, de oxigenar se com o sagrado do altíssimo sideral em sintonia operante com o espirito terreno, muito mais que apenas ar para respirar. A vida do ser feliz rumo ao bem é mais vibracional que existencial.
Nem toda arte criação que está na dimensão de fora é reflexo exato criativo da dimensão do imaginário linguagem do artista que está dentro. Muita coisa se perde, durante o processo, desde a imaginação e a criação. Só com a experimentação e com o exercício cotidiano que a verdadeira arte e o artista pleno podem alcançar está coesa e única metalinguagem.
A iluminação da espiritualidade só é alcançada por um estado de meditação profunda, que ativa milhares de fótons energéticos no celebro humano capacitando o individuo a se transpor da matéria física a um ser de luz.
O melhor em nosso templo interior na missa pessoal dos domingos é o ritual sagrado do lava alma e o auto-perdão da semana.
O mundo cristão deve aprender de uma forma ou de outra que não se pode usar um budhinha como um peso de papel ou chaveirinho da sorte.
O sagrado do outro sempre se respeita.
"- Não pisem no sagrado de ninguém!
O que é Sagrado é Sagrado e Ponto.
Que acendam suas velas;
Que façam suas rezas;
Que tomem seus banhos;
Que batam seus tambores...
- Cuidem das suas Vidas e Respeite!
Saudemos todas as Crenças!
Os Pai-Nossos;
As Ave- Marias;
Os Caldeirões, Adagas e Vassouras..."
Amém!
Que assim seja!
Axé!
Haredita Angel
23.08.23
Tomo café, logo me expresso,
desperto meu ânimo com esta dose fé,
pra mim, um momento sagrado,
portanto, enquanto eu estiver tomando café,
não quero ser incomodado.
Flor de cor notável,
bela e necessária
como um amor sincero externado,
um afago na alma,
algo simplesmente sagrado
que intensamente agrada.
Banho sagrado de vividade, envolto por uma vida emocionante, desfrutando da profundidade de uma ocasião tranquila, breve, porém, tempo bastante para não ser esquecida.
Visito neste momento uma memória alegre imensurável, que construí recentemente a respeito de uma noite descontraída, bem acompanhado, ocasião cativante, cheia de vida,merecidamente, marcante, que a guardo na mente em um lugar sagrado, um recanto de memórias preciosas, feitas das minhas experiências de muitos significadosque quando as visito, de alguma forma simplesmente restauram as minhas forças de bom grado.
