Tag rotina
"Anime-se para a vida pois ela é um pequeno sopro do universo, apenas um pequeno grão de areia na eternidade."
Segunda comecei minha nova rotina
Terça dormi até as dez horas
Quarta acordarei seis da matina
Quinta descanso até às dez novamente
Sexta retonarei à quarta-feira
Final de semana esfrio a cabeça
Mas me vem a cabeça que lembrarei de meus problemas
Então me dou conta que preciso do meu remédio.
O calmante pra pensamentos
A segunda-feira.
Os pássaros cantam eufóricos lá fora.
Alguém discute irritadíssimo na cozinha.
Aqui, o silêncio dos meus sonhos.
E um dueto entre meus nervos tensionados, e o teclado do computador.
Minha rotina é uma orquestra cada vez mais desafinada.
A vida sempre nos pede uma mudança. Às vezes, isso é intimamente ligado ao seu espírito. Cabe a cada um de nós encontrar uma motivação para continuar ou a coragem e atitude de mudar a rotina que a vida acaba nos proporcionando.
Hoje eu acordei com o universo em mim, milhares de palavras se aglomeravam na construção de novas ideias, formando os mais belos cânticos de celebração de diversos sentimentos ambíguos e paradoxais. Mas a cotidiana e rotineira obrigação exauriu-me de tal modo, que meu vasto universo se encolheu e transformou-se em um ínfimo grão de areia.
Um mundo de palavras ainda não ditas
Queria poder dizer ...
o mundo de palavras que há em mim
mas acredito que não haveriam papeis e lápis suficientes
para tantas poesias sem fim
E que no meu mundo elas tem vida própria
Ganham força em sua rota
e o assunto preferido
Ah!... eu não posso explicar...
é complexo demais para falar...
Não se pode comparar
mesmo em meio a imensidão
do azul do mar
Dó céu ele ja ultrapassou
infinito, bonito, magnifico é o amor
Ninguém vive sem ele
é o que liga
que traz a vida
que muda a rotina
que transforma o nada em tudo
que esta tanto no pouco como no muito
Basta uma faísca apenas para toda
a alma incendiar
E ensinar do mais simples ser
o que é amar!
Desta vida só o amor iremos levar!
dizem que são necessários
trinta dias
para que um novo hábito
se torne rotina
dizem que o problema
é a gordura que o
açúcar refinado na
verdade que todo
açúcar que as frutas
também
tudo faz mal
e dizem que yoga
e pilates
exposições gatos cães
pássaros livres e
nadar com os golfinhos
não
a natureza se desequilibra
assim como bambeamos
movidos a ansiolíticos
e cafeína
até mesmo os que dizem
que a meditação
os parques as longas
caminhadas na praia
a água de coco o óleo
de macadâmias
as escovas
elétricas e o chás
feitos das ervas
tiradas do chão fazem
bem
até mesmo os que dizem
que todas as religiões
que a tolerância o
ecumenismo as missas
de sétimo dia as velas
os filmes nacionais
os editais o apoio
do governo a importância
dos movimentos sociais
até mesmo
os que dizem que a
indústria o consumo
as leis a punição
até os que sentem
pena
até eles dizem
que trinta dias passam
mas não habituam
a vida
em quem de nada
faz questão
O que cê vai fazer quando ele não ouvir mais o seu coração
E se ele não sentir mais nem vontade de segurar sua mão
E quando a rotina começar a te enlouquecer
Vai lembrar que sou o único que poderia te surpreender
Rotina - setembro 1
... os cálculos não encontram a variável... aclamado mérito numa olimpíada e resposta em custo-ajuda... mas o sonho se esbarra num cálculo que não encontra a variável... e o recurso se matemática em subtração enquanto os bolsos-salários se multiplicam no congresso... e insiste o governo invariável a não enxergar que a educação é a única variável...
Rotina - setembro 2
... não falam senão por ladros... mas se falassem o que diriam... na recepção calorosa da chegada... no abano de rabo-carinho... não precisam falar o quanto nos querem... e não precisamos dizer o quanto os queremos filho...
Rotina - setembro 3
... as pálpebras se afrouxam... o soluço de um respiro... um sopro pulsante de um sono... o toque nas mãos do amor de filho... e o desejo de que seu sonho esteja lindo... (márcio adriano moraes)
Rotina - setembro 4
... aqui onde os pés tocam a terra um sentimento se abate... a cabeça pesa nos olhos úmidos... mas lá alto a noite surpreende com a lua sorridente... é o gato da alice lembrando que nem sempre cair no buraco é o fim... um mundo de maravilhas está atrás de uma porta... resta saber qual bolo comer... (márcio adriano moraes)
Rotina - setembro 5
... a mãe à espera do tankinho novo... mas como o filho o levaria na sua bicicleta amarela... a gentil cortesia distante do outro... o frete não ofertado e de dispêndio custoso... com suas mãos o levaria num carrinho de pedreiro... uma lição de valor dada ao dinheiro... (márcio adriano moraes)
Rotina - setembro 6
... volveu as mãos no pescoço e ofertou os lábios... não há poder que supere o amor... o beijo doado de ambos os lados... a essência humana é de múltipla cor... na bienal dos livros a ficção mais assustadora está nos olhos dos vivos... (márcio adriano moraes)
Rotina - setembro 7
... é liberdade que um dia chega mesmo que tarde... canto de brava gente brasileira... ver contente o filho gentil folheando livros a esta mãe brasil... no grito às margens da ignorância a caneta saca... celebração de uma independência que plena será um dia nesta pátria... (márcio adriano moraes)
Rotina - setembro 8
... se fosse um retrato dorian se pintaria trágico... forte vento avassalador que vidas deixa em ruínas... cidades se devastam ao seu sopro furacão... a fúria natureza implacável... só há uma forma de alento... em mãos humanas solidário.. (márcio adriano moraes)
"As rotinas tentem a nos engessar e muitas vezes nos tira a sensibilidade de seres humanos que somos. Lembre-se, antes de tudo que queremos ser, somos seres humanos. Se possível saía da rotina, mas dentro de um limite plausível!"
à rotina
todos os dias
o mesmo cerrado
as mesmas cortesias
bons-dias!... diário
nas mesmas heresias
dum mesmo cenário
e nestas galimatias
rotina é meu rosário
minúcias e alegorias
pra ornar o obituário!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
09/10/2019
Cerrado goiano
Detesto múmias ambulantes, com cara de todo dia, sem energia, nem de luz de vela. Gente velha desde que nasceu, que parece que nem comeu. Azeda, comum, mofada. Que não se indigna com nada. Aquela leseira ambulante, constante. feito barco a deriva, folha levada pelo vento, pelos acontecimentos. Consumidora de oxigênio, ocupadora de espaço. Que vai embora e ninguém percebe, chega e ninguém nota, não se excede, não esquenta a cadeira, pela metade, nem ao menos. Gente que só muda de cara, corpo, endereço. Roupa que em qualquer um caberia, tamanho único, chave mestra. Que não improvisa, não inventa, só representa, passa pelos dias.
tive uma epifania
causa dessa poesia,
tava na escada
cheguei atrasada
0 bom dias
de alma,
no máximo uns 3 tímidos e desajeitados,
com um sorriso amarelo ou abraço falso,
com medo da individualidade humana
que emana
pelos poros da vida,
cansada,
sentida,
sofrida.
sozinha na minha,
cheia de amor,
e sobre o amor,
pena q só sentem o odor
da dor
e esquecem o cheiro
da flor.
hora de entrar,
mas aqui fora
ainda resta
o horror
de qualquer flor
que for.
